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Capítulo Cinco

Penulis: Ninha Cardoso
last update Tanggal publikasi: 2022-02-06 09:19:46

Parte 1

Vitor ficou olhando enquanto ela atravessava a avenida movimentada e entrava na galeria.

Juliana não queria que esperasse, mas ele insistiu. Disse que seria ruim dizer que chegou sozinho sem ela depois de saírem para comprar as alianças e ela aceitou, meio a contragosto.

Parou o carro mais em frente, logo embaixo de uma árvore com a copa grande e ficou esperando.

Juliana atravessou o corredor da galeria e entrou na imobiliária. A secretária quando a viu abriu um sorriso educado e já avisou ao chefe que estava ali.

_ Pode entrar - abriu a porta.

_ Obrigada - passou por ela e sentou na cadeira em frente ao homem que a olhava _ Bom dia, Alan.

_ Bom dia - sorriu _ Tenho uma ótima notícia.

_ Oba, o que é?

_ Encontrei o local bem como você queria.

_ Nossa, que coisa boa - disse animada _ E quando posso ver?

_ Se quiser ir agora, podemos ir.

Ela pensou em Vitor que estava lá fora a esperando. Seria bom ir ver agora o terreno, mas não queria que ele fosse também. Era algo só seu.

_ Podemos ir amanhã? - apertou as mãos _ Eu estou muito animada, mas infelizmente tenho algo que me impede de ir agora.

_ Tudo bem, eu vou marcar - pegou uma agenda _ A que horas acha melhor?

Ela deu um horário possível. Depois ele mostrou no computador algumas fotos da área, que era até maior do que ela esperava.

A questão agora seria o dinheiro. Ela tinha condições de comprar, mas não queria mexer em sua reserva para isso, no entanto não queria também ter que pedir aos irmãos que a deixasse vender sua parte na fazenda para investir em algo só seu.

Se fosse possível fazer a compra com o que mantinha em sua conta aberta para uso normal seria bem melhor e mais fácil.

_ Por que não faz um empréstimo no banco? Se não quer envolver a família e nem mexer em sua conta reserva, pode pegar um empréstimo - Alan disse _ Do jeito que sua família é conhecida e o tanto de negócios que vocês fazem, certeza de que o banco não vai negar isso à você.

O problema era usar o nome da família. Claro que seria mais fácil assim, mas estava relutante.

_ Pense bem e amanhã você me diz, caso goste mesmo do terreno que achei. Eu penso que seria ideal para o que me disse que precisa.

Quase quarenta minutos depois de uma conversa tranquila com Alan, ela saiu e foi até o carro onde Vitor a esperava do lado de fora, encostado no capô. Atravessou correndo a avenida e subiu na calçada.

_ Uau... Super gatinha!

Ela virou o rosto ao passar por um grupo, onde um deles mais ousado mexeu com ela. Continuou caminhando e ouviu assovios.

Vitor viu os rapazes mexendo com ela e andou até o grupo de cara feia, mas Juliana o parou antes.

_ Onde vai?

_ Acertar uma coisa ali - indicou com o queixo.

_ Não vai, não - negou com a cabeça _ Eles não fizeram nada demais, apenas assoviaram.

_ Isso é ousadia.

_ Sim, é, mas não foi nada ofensivo - o puxou pelo braço _ E se eu tivesse me sentido ofendida, poderia ter me defendido sozinha.

_ Eu estava querendo ajudar.

_ Obrigada, mas não é preciso. Foi só uma bobagem de adolescentes. Vamos embora.

Entraram no carro e ele ficou de cara fechada mais um tempo, até que ela começou a falar sobre o terreno que iria ver depois com o corretor.

Ele logo pensou no que os irmãos dela iriam dizer. Seria melhor se preparar para talvez ser incluido nessa conversa também.

*******

Vitor e Juliana

Vitor ficou um pouco preocupado com os planos dela, tanto por ser algo grande e complicado para uma mulher fazer sozinha, como também porque agora que a família dela achava que estavam juntos, ele acabaria levando uma parte da culpa por colocar ideias modernas assim na cabeça dela.

O celular dela tocou e ela logo atendeu. Era Briana que queria saber sobre as alianças.

_ Sim, já compramos - olhou para ele _ Hum, hum... Isso, foi ele quem escolheu... Sim, tem bom gosto... Estamos voltando para casa... Tá, a gente conversa quando eu chegar... O que?

Ela falou um instante mais e deligou.

_ A Briana quer que a gente passe na confeitaria da Marcy na volta para casa.

_ Tudo bem.

_ Já está vendo que agora que vai fazer parte da família - abriu os olhos de forma irônica _ Vão se aproveitar de você - deu uma risadinha.

_ Eu não me importo - deu de ombros _ Gosto deles.... Gosto de você também.

Ela franziu a testa, surpresa por essa declaração. A primeira que ele tinha feito, tirando os momentos em que passaram na cama.

_ Que mentira, você nunca gostou de mim.

_ Não seja exagerada, Juliana. Só porque a gente não tinha um relacionamento próximo, além do trabalho, não quer dizer que eu desgosto de você. Não tem nada a ver. Não inventa.

_ Pois é o que parecia - cruzou os braços.

_ E você? - virou o rosto para ela _ Gosta?

_ De que? - se fez de tonta _ Eu gosto de muita coisa. De chocolate, de animais, de cinema, de dançar...

_ Fala sério - a cutucou no joelho.

_ Ok... Sim, eu gosto de você - fez uma careta para ele _ Apesar de você ser bem chatinho.

_ Eu? - abriu bem os olhos.

_ Você mesmo - meneou a cabeça _ Me poupe, você é um cara bem chato às vezes.

Eles continuaram nessa conversa, rindo um do outro até que chegaram em Andaluz outra vez. Vitor dirigiu direto para a confeitaria de Marcy.

_ Acho que é melhor eu ir sozinha - ela fez um bico _ A Briana avisou que eu pegaria a encomenda.

_ E por que eu não devo ir? - abriu a porta.

_ Porque a Marcy pode perguntar - desceu _ É melhor você ficar no carro. Sabe que vão falar.

Ele se sentiu desprezado. Mesmo não havendo a mentira de um falso noivado, por que não poderiam andar juntos? Ele não sofria de nenhuma doença para que tivesse vergonha dele.

_ Pois eu vou - disse firme.

De propósito ele segurou sua mão e mesmo ela tentando se livrar, entraram na confeitaria e estava cheia de gente que os olhou assim que o sininho da porta tocou quando passaram.

_ Ei, olha só, Marcy - uma funcionária gritou ao vê-los _ O novo casal já está aqui para pegar o pedido.

_ Novo casal? - Juliana travou.

Marcy veio lá de dentro com um sorriso e abraçou os dois.

_ Gente, que coisa mais bonita, vocês dois vão se casar - bateu as mãos _ Quem diria? Eu nunca pensei em vocês como um casal.

_ Nem eu - Juliana respondeu entre dentes.

Ela corou até a raiz do cabelo quando as pessoas deram gritinhos e parabéns. Alguns até vieram abraçar os dois e perguntar quando seria a data.

_ Ainda não temos uma - ela respondeu querendo se livrar logo disso _ Viemos pegar o pedido.

_ Ah, sim. Está tudo pronto. Logo que a Briana me contou para o que seria, mandei as meninas darem prioridade ao pedido dela - passou para trás do balcão _ E vai algo a mais por minha conta, de presente.

Autora Ninha Cardoso.

* Continue lendo, o livro está completo. Saiba o que vai acontecer com esse casal.

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