MasukParte 2
_ Vocês não vão ficar se agarrando pela fazenda inteira agora, vão?
Ela ficou vermelha na hora e enfiou as unhas no braço de Vitor.
_ Lembrem-se de que vocês têm trabalho a fazer - selou o cavalo.
_ A gente está só conversando.
Ela respondeu ao irmão, ciente de que seu corpo estava gostando da aproximação e mesmo mandando seus pés se mexerem, eles não obedeciam e ela continuava encostada a Vitor.
_ Hum... Sei bem como são essas conversas - ele disse e deu uma risada _ Eu também conversava muito com a Briana dessa forma e olha só o que deu. Dois filhos e indo para o terceiro.
Juliana olhou para Vitor e colocou a mão em seu peito. De imediato o calor espalhou pela palma da mão e percorreu seu corpo. Suspirou fundo.
Vitor sentiu a tensão chegar, mais nela do que nele. Entendia que tinha medo do que poderia acontecer e por isso mesmo se travava.
Tinha feito uma promessa de evitar tocá-la para não complicar mais as coisas, mas a boca dela era tentadora demais.
“Pro inferno minha promessa”.
Aproveitando que ela estava distraída olhando o irmão sair do estábulo puxando o cavalo, segurou seu rosto e desceu a boca sobre a dela.
Juliana não resistiu ou reclamou, então ele colou os lábios sobre os dela e a puxou para si, a abraçando apertado.
O corpo dela se encaixava perfeito ao dele. Juliana era delicada e macia, seu cheiro era gostoso e entrava por seu nariz tirando seu foco.
Ele se sentiu tão bem que gemeu contra a boca dela. Sentiu suas mãos nas costas, abraçando-o e retribuindo o beijo.
Seu desejo aumentou quando sentiu seus seios pressionados contra seu peito e aumentou o beijo, explorando a boca quente e macia, em um pedido silencioso de entrega.
Quando ela gemeu em resposta ele entendeu que era o sinal de que poderia ir adiante. Suas mãos percorreram as costas dela e foram para as costelas, chegando aos seios.
Juliana se perdeu no pensamento e arqueou as costas, lhe dando mais chance de tocar seus seios e o incentivando a ir mais adiante.
Os dois estavam respirando mais rápido. As roupas eram a única barreira no momento. Ela ergueu a perna e o puxou, aumentando o contato e sentiu que queria fazer amor com ele.
Vitor gemeu outra vez, procurando abrir a calça dela e ao conseguir enfiou a mão por dentro e agarrou sua bunda, a puxando para si. Estava excitado e a agonia de não poder fazer amor com ela ali mesmo era grande. Sua promessa já era, só pensava em ter Juliana outra vez e matar sua vontade.
_ Calma, minha paixão - ele disse excitado.
Ao ouvir isso algo a despertou e ela parou, o olhando com o rosto afogueado e respirando rápido. Não deveria ter ido tão longe, apesar de estar gostando muito. Ficou parada e engoliu em seco.
Vitor entendeu que o momento havia se quebrado. O rosto dela mostrava indecisão e não era isso o que queria.
Ouviu passos se aproximando e tirou a mão de sua bunda depressa.
_ Se ajeite logo, vem gente aí.
Ele se virou e ficou na frente dela para encobrí-la enquanto se arrumava. Ouvia sua respiração acelerada e se aborreceu por ter ido tão longe. Alguém poderia ver os dois ali.
Após um instante ela saiu de trás dele arrumando o cabelo com os dedos e o encarou.
_ Tudo bem? - perguntou e ela fez que sim.
No fundo ela não estava. Se sentia diferente e confusa. Nada daquilo estava em seus planos. Mas queria logo se afastar dele antes que fizesse outra bobagem sem retorno.
Vitor não estava bem. Seu corpo doía de desejo. Queria muito tê-la de novo, apesar de não ser o certo a fazer, mas já não se importava.
Pegou sua mão que ainda estava trêmula e ia começar a falar sobre isso quando dois empregados apareceram na entrada do estábulo.
Ele soltou sua mão e ela passou rápido pelos homens falando com eles de modo curto e sério e ele responderam ao cumprimento.
Entraram no estábulo e falaram com ela, mas não fizeram nenhum comentário. O que foi bom para eles. Não estava com humor para piadinhas.
Autora Ninha Cardoso.
* Está gostando do chick lit? Agradeço muito se deixar seu comentário para que eu saiba o que está achando do enredo. Livro completo.
Final do livro 1 - Sem QuererJuliana nunca pensou que poderia passar por algo assim. Se sentia ainda perdida.Ao mesmo tempo em que estava feliz por ter Vitor ao seu lado a ajudando, se sentia triste por ter Vitor ao seu lado. Como isso era possível?Estava se sentindo acuada agora da mesma forma como se sentiu tempos atrás ao tentar falar com os irmãos sobre suas ideias e ele nem quiseram ouví-la.Era difícil entender. Não queria sexo com Vitor para não criar um problema maior depois e ao mesmo tempo adorava sentir seu cheiro e seu gosto.O beijo a deixara leve e pe
Parte 3_ É, não seria nada bom mesmo - descansou o queixo na cabeça dela _ Sabe, você ainda não fez o teste.Ela rodou os olhos._ Está bem, vamos fazer agora. Vou pegar o teste e vamos para seu quarto. Assim sabemos juntos.Ela passou pelos irmãos que ainda conversavam sobre o casamento e foi até o quarto. Pegou uma caixinha de teste e saiu pela sala, assim ninguém a via.Foram até o quarto dele. Vitor trancou a porta enquanto ela ia para o banheiro._ Isso demora? - ele perguntou._ Se
Parte 2_ E demora? - ele perguntou._ Não. Depois de amanhã entro em contato com vocês. Vão ler cada termo e se tiverem dúvidas eu explico. Se for necessário retirar ou acrescentar algo, fazemos na hora._ Ok, então vamos aguardar - Vitor levantou e apertou a mão dele _ Obrigado pela ajuda._ Esse é meu trabalho.Eles se despediram e saíram de mãos dadas. Na calçada Vitor comentou:_ Tenho certeza de que ele pensa que sou gay._ O que? - ela riu.
Parte 1Juliana nunca pensou que estaria em um carro indo se casar. E logo cedo, em uma manhã de ventos fortes.Passaram a noite quase toda conversando sobre os termos da convivência deles como um casal. Foram até o início da madrugada, até que chegaram a um acordo final que ficaria bom para ambos.Como o irmão Joel chegaria cedo, eles também resolveram sair cedo. Vitor conhecia um escrivão e falou com ele sobre fazer o casamento.Quando chegaram ao cartório foram os primeiros a serem atendidos, mas não foi bem como pensaram que seria._ Não posso fazer o casamento assim, às pressas - mostrou um
Parte 3_ Não quero um centavo seu - tocou sua perna _ Eu meti você nessa confusão, deveria ter tido mais cuidado... Agora já foi - puxou o ar _ E acho que até que a gente está melhor do que poderiam pensar. Não acha também?De certa forma ele tinha sido uma surpresa bem diferente para ela. A impressão que tinha dele não batia com o comportamento que mostrava agora.Antes só o via como um cabeça dura e que era mais um peão igual aos outros. Mas Vitor tinha um jeito diferente, era simples e direto e isso era bom._ É, acho que sim - sorriu _ Vamos começar?Ele assentiu. Come&
Parte 2Não fizeram nada muito diferente do que ela já havia feito. Limparam bem a pele e os olhos dele com muita água e até um pouco de soro até a remoção do produto nos olhos que ficaram bem vermelhos._ Vai ter uma irritação que vai passar aos poucos. Evite coçar os olhos - o médico de plantão indicou _ A queimação da garganta, olhos e pele vai diminuindo. Beba muito líquido e lave os olhos sempre que a ardência voltar._ Eu vou ficar cego? - ele perguntou._ Não - o médico sorriu _ Esse desconforto vai passar. A cegueira é momentânea e a tosse logo passa. Só tem que ter calma. Infelizmente







