เข้าสู่ระบบIsabella estava deitada de costas na cama king size, o lençol branco amassado ao redor dos quadris, o vestido de noiva rasgado e jogado no chão como um troféu. Ela se escondia atrás das mãos.
O quarto cheirava a sexo, suor e ao perfume caro que eu tinha mandado trazer para ela.
Os seus olhos estavam semicerrados, as bochecha
O rosto dela mudou em um segundo. Os olhos se arregalaram, a boca se abriu num “o” silencioso. A surpresa pura, crua, como se eu tivesse aparecido do nada no meio de um sonho seguro. Mas a reação de choque era totalmente ensaiada e artificial.A peruca ruiva ainda estava na cabeça de manequim, o cabelo verdadeiro dela estava a mostra. Um loiro um pouco sem vida e mais escuro do que eu me lembrava, com fios brancos um pouco aparente. Um pouco bagunçado por causa do travesseiro. Ela estava um pouco mais descuidada e menos vaidosa do que era, talvez por conta da peruca que tanto usa. Ela se sentou na cama de um pulo, puxando o lençol contra o peito.Eu a olhei e senti exatamente o que sentia quando a via sua fotos atuais: desprezo. Uma repulsa profunda, quase física, que subia pela garganta junto com a bilis. Não me importava o sangue. Não importava que ela me tivesse gerado. Aquela mulher era veneno puro. Cada linha do rosto dela me lembrava traição, mentira e a forma como ela tinha tr
Ficar parado esperando seria pior. Estávamos vulneráveis demais naquele ponto, escondidos atrás da pouca vegetação. Então dei o sinal e saímos nos aproximando aos poucos, usando a sombra das árvores e o movimento natural do amanhecer.Os empregados começavam a circular pelo terreno e pareciam pouco atentos ao que acontecia ao redor deles. Jardineiros, cozinheiras, gente carregando baldes e ferramentas passavam de um lado para o outro. Ninguém parecia interessado em mais alguns homens de roupa escura e prática.Vitoriosamente estavamos passamos despercebidos no meio deles. Pura sorte. Um grupo de seguranças atravessou o caminho à nossa frente, indo preguiçosamente em direção à frente da casa. As roupas deles eram muito semelhantes às nossas, todas pretas, discretas, sem identificação. Era o momento de aproveitarmos a oportunidade e nos encaixamo no fluxo e entramos pela porta de serviço junto com outros funcionários, como se fizéssemos parte da rotina matinal.Por dentro, a casa tinha
Subir aquelas pedras era mais difícil do que eu imaginava.Eu não era alpinista. Nunca tinha escalado nada além de muros baixos em operações rápidas. Agora, cada movimento exigia força real. Eu precisava fazer força para cima e para sustentar todo o meu corpo com as minhas pernas em um angulo de quase 90° graus. As pedras eram irregulares, cobertas de musgo úmido pelo orvalho da manhã, e escorregavam sob as botas.E eu estava amarrado pela cintura a uma corda fina e resistente de aço que ligava meu corpo ao homem à minha frente. Ele tinha certo conhecimento, de forma bem básica mas tinha, e eu estava apostando que isso bastaria. Ele subia com mais fluidez, testando os pontos de apoio, indicando com a mão onde eu deveria segurar.Abaixo de nós, o caos se instaurava.Gritos. Tiros distantes. O som de gente correndo entre as fileiras da plantação. O segundo grupo já estava agindo. Eu precisava subir rápido. Cada segundo perdido ali era um segundo a mais para alguém do outro lado perceber
Ainda estávamos a uma distância considerável da parede de pedras quando o susto veio.A plantação, que de longe parecia apenas um campo de cultivo comum, se revelou muito mais densa e ocupada do que as imagens de satélite tinham mostrado. Homens e mulheres trabalhavam entre as fileiras altas, vestidos com roupas precárias, rasgadas e sujas, que mal protegiam do sol já crescente. Chapéus velhos, camisas esfarrapadas, calças remendadas.Nenhum deles parecia se importar com nossa presença, ou, pelo menos, fingiam não perceber. Continuavam curvados sobre a terra, as mãos calejadas mexendo na plantação, o olhar baixo.Até que um deles se assustou.Um dos meus homens passou perto demais. O trabalhador ergueu a cabeça de repente, os olhos arregalados. Abriu a boca… e parou. Não gritou. Não falou. Apenas abriu. A boca estava quase toda preta. E não havia língua.O reconhecimento bateu como um soco no estômago. Essa era uma das grande punições que usavamos para grandes traidores, uma vergonha p
Eu entrei no carro e bati a porta com mais força do que deveria. A revolta queimava no peito como se fosse fogo vivo.Eu amava aquele homem mas odiava ficar para trás. Odiava a sensação de inutilidade enquanto Alessandro e os homens entravam na plantação em direção ao nosso filho.Eu queria estar andando ao lado dele, sentindo o orvalho nas botas, escalando aquelas pedras, entrando na casa. Queria ser a primeira a segurar o bebê. Queria proteger, lutar, fazer alguma coisa além de esperar.Mesmo que eu pudesse correr e seguir atrás deles, eu sabia que a cabeça de Enzo estaria a preço. Alessandro não perdoaria. Nem se tudo desse certo no final. Ele cobraria. E Enzo, por mais leal que fosse, não merecia pagar por minha teimosia.Então eu fiquei. Revoltada.Com as mãos fechadas com tanta força que as unhas marcavam as palmas.
Estávamos parados na beira de uma estrada secundária, a uma distância segura da propriedade. Eu estava confiando inteiramente e cegamente no plano de Marco.O terreno se dividia de forma estranha: de um lado a plantação rural, densa e úmida e do outro, a casa propriamente dita. Não era exatamente um muro o que separava os dois espaços, mas um terreno elevado, coberto de pedras irregulares, que obrigaria qualquer um a escalar com cuidado se quisesse entrar de forma sorrateira.Era o tipo de obstáculo que forçava lentidão e silêncio absoluto.Qualquer passo em falso, qualquer pedra solta, poderia alertar quem estivesse do outro lado.Diferente de outras operações, desta vez estávamos fazendo tudo durante o dia. Quer dizer, o sol começava a se levantar no horizonte, pinta







