LOGIN私は、死んだ。 自分の誕生日の日に死んでしまった。 村上 丈士(むらかみ たけし)さんは私の部屋の大家さんだ。 私は彼のそばに漂い、自分が息絶えた姿を見下ろしていた。 不思議と解放されたような気分だった。 本当のところ、私は自分自身をじっくり見たことなんてなかった。 自分の体と心は常にバラバラな気がして、こんな世界で生き続けることが苦痛だった。 でも今、ようやく解放されたのだ。
View MorePOV: Aurora
O cheiro de hospital já fazia parte da minha rotina. Antisséptico. Café velho. Espera. Nos últimos meses, eu tinha passado mais tempo entre aqueles corredores do que dentro da própria empresa da minha família. E aquilo, por si só, já dizia muita coisa. O doutor Laurent fechou a pasta sobre a mesa e me encarou por cima dos óculos. O silêncio dele foi suficiente para fazer meu estômago se contrair. — Senhorita Ávila, não podemos mais adiar o tratamento. Cruzei os braços. — Quanto tempo nós temos? O médico soltou um suspiro cansado. — Honestamente? Nenhum. Meu coração falhou uma batida. Mas mantive a expressão firme. Aprendi há muito tempo que entrar em pânico nunca resolveu problema nenhum. — O tratamento precisa começar imediatamente. A doença avançou mais rápido do que prevíamos. Baixei os olhos para os exames espalhados sobre a mesa. Números. Laudos. Termos médicos. Tudo aquilo se resumia a uma única coisa. Meu pai estava ficando sem tempo. — E se eu conseguir parte do valor agora? O médico me observou por alguns segundos. — Aurora... — Me dê um prazo. Ele balançou a cabeça. — Já demos todos os prazos possíveis. Aquelas palavras atingiram mais forte do que deveriam. — Doutor... — Não é mais uma questão financeira. A voz dele saiu firme. Direta. — Agora é uma questão de vida. Meu peito apertou. Pela primeira vez naquele dia. — Se o tratamento não começar nas próximas quarenta e oito horas, as sequelas podem ser irreversíveis. Quarenta e oito horas. Dois dias. Era tudo o que restava. Fechei os olhos por um segundo. Respirei fundo. Depois assenti. Porque desabar diante dele não mudaria nada. — Obrigada pela sinceridade. O médico se levantou. — Espero vê-la novamente antes do prazo terminar. Eu também. Porque a alternativa era impensável. Saí da sala e caminhei pelo corredor em silêncio. As portas automáticas se abriram diante de mim. O quarto do meu pai estava exatamente como eu havia deixado. Minha mãe estava sentada ao lado da cama. Segurando sua mão. Minha irmã ocupava a poltrona próxima à janela. E meu pai... Dormia. Parecia menor. Mais frágil. Mais distante. Como se a doença estivesse roubando pequenos pedaços dele todos os dias. Minha mãe ergueu os olhos quando me viu entrar. — O que o médico disse? Forcei um sorriso. Daqueles que não chegam aos olhos. — Que ele é teimoso demais para obedecer os médicos. Minha irmã soltou uma risada fraca. Minha mãe não pareceu convencida. Mas não insistiu. Porque todos nós estávamos cansados demais para fingir que acreditávamos nas mesmas mentiras. Aproximei-me da cama. Observei meu pai por alguns segundos. Depois beijei sua testa. — Vou resolver isso. Sussurrei. Talvez para ele. Talvez para mim mesma. Meu celular começou a vibrar dentro da bolsa. Número desconhecido. Franzi a testa antes de atender. — Aurora Ávila. — Senhorita Ávila, bom dia. A voz feminina era profissional. Educada. Desconhecida. — Aqui é Beatriz, assistente do senhor Raul Montes. Meu corpo inteiro ficou rígido. Montes. Aquele sobrenome não aparecia na minha vida há anos. E mesmo assim ainda conseguia provocar a mesma reação. — Em que posso ajudar? — O senhor Raul Montes gostaria de agendar uma reunião urgente com a senhorita amanhã às nove horas da manhã. Fiquei em silêncio. Confusa. — Sobre qual assunto? — Infelizmente não tenho autorização para fornecer detalhes. Claro. Seria simples demais. — Posso confirmar sua presença? Olhei novamente para meu pai. Para minha mãe. Para minha irmã. Quarenta e oito horas. Era tudo o que eu tinha. — Sim. A resposta saiu antes que eu pudesse repensar. — Estarei lá. A ligação foi encerrada. Guardei o celular lentamente. E permaneci imóvel por alguns segundos. Montes. Eu odiava aquele sobrenome. Odiava tudo o que ele representava. As lembranças. As promessas. As feridas. Mas, naquele momento... Talvez os Montes fossem minha última opção. Empurrei a porta principal do hospital. O vento frio bateu no meu rosto. Por alguns segundos, permaneci parada na calçada. Observando as pessoas entrando e saindo. Vivendo suas vidas. Enquanto a minha parecia desmoronar um pouco mais a cada dia. Apertei a alça da bolsa. Precisava ir para a empresa. Precisava encontrar uma solução. Precisava continuar em frente. Foi então que um carro preto parou diante da entrada. Não prestei atenção de imediato. Até a porta do motorista se abrir. Meu corpo inteiro ficou imóvel. Henrique Montes. O tempo podia ter passado. Os anos podiam ter mudado muita coisa. Mas aqueles olhos violetas… Eu os reconheceria em qualquer lugar. Alto. Elegante. Irritantemente impecável. Os mesmos olhos que um dia me fizeram acreditar que existia um futuro para nós. Por um segundo, fui transportada para outra época. Uma época em que aquele rosto fazia meu coração acelerar. Uma época em que eu acreditava em promessas. Em futuros. Em nós. Henrique contornou o carro e abriu a porta do passageiro. — Henrique, não precisa… — ouvi a voz de uma mulher. — Foi só uma torcida no pé. Um pouco de gelo e já melhora. Ele ignorou o protesto. Inclinou-se e, com toda a naturalidade do mundo, a tomou nos braços. Meu coração apertou. Ela soltou uma pequena risada. — Você está exagerando. — Você pisou em falso. Um médico vai examinar esse tornozelo. A voz dele era firme. Quase protetora. Ela passou um dos braços ao redor do pescoço dele. — Você é teimoso. Henrique apenas continuou caminhando em direção à entrada do hospital. Como se aquele gesto já fizesse parte da rotina dos dois. Meu estômago se revirou. Não de ciúmes. Eu já tinha enterrado esse sentimento havia muito tempo. Ou, pelo menos, era isso que eu repetia para mim mesma. Desviei o olhar. Porque me recusei a continuar observando aquela cena. Passei por eles sem dizer uma única palavra. Sem olhar para trás. Mas uma sensação incômoda tomou conta de mim. Pela primeira vez em muitos anos… Tive a impressão de que aquele reencontro não tinha sido uma coincidência. E, talvez… Fosse apenas o início de uma nova tempestade.上島唯番外莉子ちゃんがこの世を去ってから、私の精神状態はずっと良くなかった。あの子の家庭の真実を知ってからというもの、普段あんなに明るく笑っていた小さな女の子が、あんな悪魔のような家庭で過ごしていたなんて、想像するだけで胸が痛んだ。でも、あの日、夢の中で莉子ちゃんは私のもとへ来てくれた。彼女はずっと私のそばにいてくれたんだと、そこで初めて知った。私は彼女の骨灰を軽井沢へ撒いた。莉子ちゃんが生前、「もしできるなら、もっと綺麗な場所を見てみたい」と言っていたから。本人が叶えられない夢なら、私が代わりに叶えてあげたかった。あのアパートが火事になった日、実は私は莉子ちゃんを見た。彼女は私のそばに立ち、眩しいほどの笑顔を浮かべていた。信じられないけれど、最後にもう一度、あの子に会えたんだ。彼女は微笑んでいた。あの冷たく青紫色に変色した遺体の面影はなく、生き生きとした魂そのものだった。初めて彼女に出会った日のことを、今でも覚えている。その日、私の気分は最悪だった。客とのトラブルがあって、湖のほとりで気分転換をしようとした時に、彼女と出会った。小さな身体で、それでも目が驚くほど輝いていた。その瞳に、すでに亡くなった妹の面影を見た気がして、私は彼女を家に連れ帰り、世話をすることにした。それから仕事の都合で毎日送り迎えをするようになった。私の知る限り、あんなに強く、雑草のように逞しく生きる子はいなかった。私たちは長い間、互いに支え合いながら過ごした。そして22歳になった莉子ちゃんの遺体を目にしたあの日、あの子の地獄のような両親、そして見捨てられ続けた人生を知った。あの子が暮らしていた部屋が火事で焼け落ち、最終的にあのクズたち(八角夫妻たち)は焼死した。私は心の中で「因果応報だ」と思ったけれど、彼らの死体が親戚に引き取られるのを見ても、どうでもいいとしか思えなかった。唯一望んだのは、莉子ちゃんの骨灰を返してもらうこと。幸い、親戚は文句も言わず返してくれた。これで、私のそばに「八角莉子」という名の少女はもういない。だけど、あの子が残してくれた温もりは、ずっとこの胸の中に生き続けると信じている。
私はその「シュー」という微かな漏れる音に一番に気づいた。しかし、信昭、美穂、陽翔は誰一人気づかず、乱闘と絶叫が続いている。陽翔は必死に叫ぶ。「父さん、もうやめろ!母さんが死んじゃう!」だが狂った信昭は止まらない。陽翔は咄嗟に転がっていたヘラ(お玉)を掴み、信昭の頭を思い切り叩いた。「ぐっ......」信昭は不意を突かれて痛みの声を上げるが、それで余計に怒りが増幅した。「俺が育ててやった息子が、俺を殴るとはな!裏切り者め!」怒りに燃えた信昭は陽翔を蹴り飛ばし、陽翔は呻いて気を失う。私はただ静かに見つめていた。これこそが報いだ。あの家族は私の死を利用して金を得ようとした。その見返りがこの地獄絵図だ。信昭は頭を押さえ、痛みに顔を歪めながら床に腰を下ろす。部屋にはガスの臭いが満ち始めているが、彼らは気づかない。外では近所の住人たちがガス臭に気づき、逃げるように階下へ避難していた。中にはドアをノックする者もいた。「早く出て来い、ガスが漏れてるぞ!」しかし、信昭は「うるせえ、消え失せろ!」と怒鳴り返すばかり。隣人は呆れて立ち去った。救急や消防への通報が始まっているが、もう手遅れだろう。信昭は苛立ちを紛らわせるため、ポケットからライターとタバコを取り出した。その動きがスローモーションに見える。私の目には確信があった。「終わった......」火花が散るや否や、「ボン!」という爆発的な燃焼が起こり、部屋が一瞬にして炎に包まれた。言葉を発する暇もなく、信昭は火中に消え、美穂も陽翔もこの世を去った。下では人々が悲鳴を上げている。私は急いで唯さんのもとへ飛んで行った。彼女は下で呆然と燃え上がる建物を見上げていた。煙に巻かれず、無事な姿でいる。私の体は少しずつ透き通り始めていた。心のしこりが消え、未練も薄れ、もうこの世界にしがみつく理由はなくなった。唯さんの前で微笑む。22年しか生きられなかったけれど、この世界は辛かった。もう戻りたくない。不思議なことに、唯さんは私の立つあたりで微笑み返してくれたような気がした。私は安堵し、静かに消えていった。
それは一体、どんな目だったのだろう。私は生前、一度たりともあの男の目をまともに見たことがなかった。幼い頃から、私は信昭に視線を合わせると殴られた。洗濯や炊事は私の仕事、まるで美穂以外にももう一人の家政婦がいるかのような扱いだった。だから今、幽霊になった私は初めて彼の目を正面から見た。濁って血走り、卑しい欲望と興奮が渦巻く人間の暗部がそのまま詰まったような目。奴らは私がかつて住んでいた部屋を、めちゃくちゃに荒らしている。耳元には信昭の罵り声が響く。「あのガキ何の役にも立てねえな!ちっとも金がねえじゃねえか、クソガキ!」美穂と陽翔は何も言わず、必死に金品を探している。このボロい部屋で、いったい何が見つかるというのか。彼らは欲深く、私の苦境など微塵も想像しない。「ヘヘ、見ろよ、6万円あったぜ!」陽翔が嬉しそうに薄い紙幣の束を掲げる。これは私が唯の誕生日プレゼントに高いバッグを買った残りで、やっとの思いで貯めた僅かな生活費だった。こんなささやかな蓄えすら、今はあいつらの手に渡ってしまう。私はため息をついた。神様は私に甘くなかった。唯さんと出会えた以外は、苦痛ばかり。奴らはいつ報いを受けるのだろう?狭い部屋、ベッド、ガスボンベ、小さな机と鍋。これが私の全てだった。その時、美穂が微かに啜り泣いた。まるでこの悲惨な居住環境を目にして、わずかな良心が疼いたかのように。でも私は信じない。最後まで私を見に来なかった女が、今さら涙を流す?その涙はワニの涙だ。こんな奴らには、私の部屋を汚す資格などない。「クソ女!何泣いてやがる?」「ガキのことを今さら惜しんでんのか!」信昭が怒鳴り、美穂は黙り込む。その態度が逆に信昭の癇に障り、彼は美穂に拳と蹴りを見舞った。私はその光景を冷たく見下ろした。すると、美穂は今までになく抵抗し、信昭に掴みかかった。その突然の反抗に、私も陽翔も呆気に取られた。長い間の圧力が限界を超え、ついに爆発したのか。二人は殴り合い、鍋やら何やら色々な物が落下し、部屋がめちゃくちゃになった。私は自分が買い揃えた物が壊れるのを見て、胸が痛んだが、これは因果応報だと思った。陽翔は状況の深刻さに気づき、「やめろよ、いい加減にしろ」と止めに入る。
その頃、八角家はまるで祝宴でも開くかのような浮かれた空気だった。信昭は珍しく高級な焼酎「森伊蔵」を買い、上機嫌で盃を傾けている。「ハハハ!あの小娘が死んでくれて大正解だ!結婚料金なんて目じゃない額だぞ!」「2000万円も手に入るんだ、はるちゃん、頭金にだって回せる!」いつも無表情な陽翔の顔にも、かすかな喜色が浮かぶ。これで嫁を迎えられると安心したのかもしれない。「父さん、妹は長年外で働いてたんだろ?あいつの貯金はどうなってる?」陽翔が尋ねると、信昭は「あっ」と頭を叩いた。「しまった、すっかり忘れてた。ちょっくらあいつが住んでた部屋、探しに行くか」そう言ってふらつきながら立ち上がる。美穂は慌てて支え、「ゆっくり……」と声をかけるが、「行くぞ行くぞ!あのガキは抜け目ないからな!」と、家族三人で私の下宿先へ向かった。陽翔は大学まで出した甲斐があるといわんばかりに頭を使うが、実際私が持っていた金は僅か。ルイヴィトンのバッグを唯さんの誕生日プレゼントに買ってしまい、残りは家賃と生活費で、せいぜい6万円程度しかない。私はため息をつきながら幽霊のまま彼らを追った。わずか数日しか経ってない部屋なのに、もう他人の物のような感覚だ。殺人現場だったため、ドアには封印シールが貼られていた。ここは古い団地で光もなく、暗い。住所を頼りにたどり着いた三人は、封印テープを見て顔を曇らせた。「おい、美穂、開けろ」信昭は乱暴な口調で、美穂を封印されたドアの前へ突き飛ばした。美穂は怯えつつ鍵を差し込み、震える指で慎重に開けた。私は部屋の中のベッドに腰かけ、美穂を真っ向から見下ろす位置に居た。彼女は壁づたいにスイッチを探している。「おい、クソ女、なんでそんなにチンタラしてんだよ!使えねえなあ!」信昭は苛立ち、酒が回ってさらに機嫌が悪い様だ。美穂は焦っているのか、スイッチをなかなか見つけられなかった。腹立たしさが頂点に達した信昭は、自分を支えていた陽翔を振りほどき、美穂へ突進した。「このクソ女、また殴られたいのか!」その瞬間、美穂はようやくスイッチに触れ、電気がついた。だが、ほっとする間もなく、信昭の拳が美穂の背中に入る。美穂は息を詰まらせ、よろめいて私のベッド側に膝をついた。暗黄色のラ
感情が高ぶりすぎているせいか、辺りに不気味な風が吹きはじめた。「ん?父さん母さん、窓ちゃんと閉めてるのに風が入ってくるよ?」陽翔が不審そうに言うと、信昭は美穂に目配せする。美穂は箸を置いて窓を確かめに行った。「全部閉まってるわよ!」そう言い終わるや否や、また冷たい風が一陣吹き、美穂は震え上がる。そして不安げに信昭を見て、唇を震わせた。「ね、ねえ......もしかして莉子が戻ってきたんじゃ......」その一言で居間は静まり返った。真っ先に反応したのは信昭だった。彼は茶碗を勢いよく床に叩きつけ、椅子を軋ませながら立ち上がると、美穂の髪をわしづかみにした。「てめえ、このクソ女!余計なこと言いやがっ
そんな記憶を思い出したせいで、警察署の長椅子を見るなり、私はそこに横になりたくなった。幽霊になった今、固いはずのベンチが不思議とふわふわに感じる。どれくらい経っただろう。八角夫妻が警察署に現れた。私はもう五年も家に戻ってない。記憶の中の彼らはもっと若かったが、今は皺が増え、背も少し曲がっているようだった。信昭が先頭に立ち、美穂がその後ろに立っていた。美穂はおどおどと彼に付き従う。「警察の方、俺たち、八角 莉子の親です......」家で威張り散らしていた信昭が、警察の前では愛想笑いを浮かべ、衣服の端をもじもじさせている。女性警官は無表情な夫婦を観察する。電話での冷淡な対応とは違って、見かけはおと
「あなたは被害者とどういう関係ですか?」「友達です」「では、彼女のご両親の連絡先はわかりますか?」「いいえ、彼女は何も教えてくれなかったので......」唯さんは首を振り、声を震わせながら言った。そう、私は何も話さなかった。私は立ち上がり、部屋の隅に飾ってある家族写真に目をやる。そこには四人が写っている。三人は肩を組んで笑っているのに、私は無理やり貼り付けたような不自然な笑顔。明らかに余所者のようだった。実際そうだった。あの家では私は嫌われ者でしかなかった。鼻で笑い、また唯さんのそばに戻る。警官たちは私の遺体を運び出し始めた。自分の体が目の前を通
ベッドの上には頬が腫れ、髪が乱れ、すでに息絶えた私の肉体が横たわっている。私はふわりと近づき、その丸い顔立ちと、ほどよいスタイルに目をやった。こんなに長い間、自分をちゃんと見つめたことはなかった。死んでしまった今、見慣れているはずの自分の体が、なんだか見知らぬものに思える。それを不思議な気分で眺めていた。大家の村上さんは五十代の中年男性で、これまでは私に親切で、こんな恐ろしい表情を見せたことなど一度もなかった。しかし今、その顔は恐慌と悔恨に歪んでいる。私は至って冷静だった。ただ見つめているだけ。彼が取り乱し、後悔の念に沈もうと、何の意味がある?だって私はもう死ん