O dia seguinte amanheceu cinzento sobre Londres, mas Vitória já estava de pé desde cedo, colocando água para ferver na cozinha iluminada. Ela vestia um avental sobre uma blusa de linho clara, os cabelos loiros presos de qualquer jeito, e preparava chá de hortelã quando a campainha tocou:— Vicente? Meu querido — ela exclamou ao abrir a porta, surpresa. — Não esperava visitas hoje.O filho de Vitória entrou com um sorriso rápido, os olhos um pouco inquietos sob a luz da manhã. Ele beijou o rosto da mãe com afeto, as bochechas rosadas pelo vento frio da rua:— Estava passando por perto, resolvi aparecer — ele disse, os dedos tamborilando na chave do carro.Vitória o conduziu até a cozinha, onde o chá já começava a soltar vapor:— Sente-se, vou pegar uma xícara para você. Prove estes biscoitos de aveia que fiz ontem.Vicente sentou-se à mesa, mas seus olhos vagavam pela sala, sem se fixar em nada:— Como estão as crianças? — Vitória perguntou, despejando água na xícara. — O pequeno Bruno
Zuletzt aktualisiert : 2026-10-14 Mehr lesen