Como se não pertencessem àquele corpo de muralha, àquele fazendeiro ranzinza. Mas pertenciam. E isso tornava tudo ainda mais confuso. E mais viciante.Ele afastou um pouco a boca da minha e deu um beijinho no canto dos meus lábios. Depois, outro na minha bochecha. E então, um no pescoço, fazendo meus joelhos ameaçarem ceder. Quando sua testa encostou na minha, nossas respirações se misturaram, quentes, irregulares, como se estivessem dançando no mesmo compasso.— Você mexe comigo de um jeito que eu não sei lidar... — ele murmurou, com a voz mais rouca do que nunca.— Então para de tentar lidar e só... sente. — minha voz saiu trêmula, quase engasgada, mas verdadeira.— E se eu me perder nisso? — ele perguntou, os olhos tão perto dos meus que só havia uma linha invisível separando nossas peles.— Então se perde comigo. — sussurrei.Ele sorriu de canto, do jeito mais discreto e charmoso possível. E, com o indicador, tocou a pontinha do meu nariz. Franzi o cenho, sem entender. E ele solto
Zuletzt aktualisiert : 2026-10-21 Mehr lesen