Lembro de uma história que me marcou profundamente, a da Ana. Ela era professora de música, mas quando o marido a deixou com um bebê de seis meses, tudo desmoronou. Sem família por perto, ela começou a dar aulas em casa, improvisando instrumentos com latas e baldes para os filhos dos vizinhos. O boca a boca fez seu pequeno negócio crescer, e hoje ela tem uma escola de música que ajuda mães solteiras como ela. A resistência dela me faz pensar no poder das pequenas escolhas diárias.
Ana não tinha dinheiro para pagar uma babá, então ensaiava escalas com o filho no colo. Essa imagem me inspira até hoje — a maneira como ela transformou o caos em ritmo, a solidão em melodia. Sua história não é sobre super-humanos, mas sobre gente comum que decide, todos os dias, não desistir.