A Escolhida para Morrer
Nós duas, uma viva e uma alma, ficamos assim, abraçadas daquele jeito, chorando por muito tempo.
Mais tarde, Mary me soltou e caminhou até o armário.
Da prateleira mais funda, tirou um embrulho de pano. Dentro dele havia uma fruta vermelha.
Ela estava muito bem conservada, com a casca ainda cheia e lisa, de um vermelho como sangue.
Mary a colocou diante da urna e disse:
— Esta é a fruta mais doce das montanhas. Eu colhi e nunca comi. Experimente.
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