ANMELDENNaya Nogueira Fomos todos para o mar. A água fresca rendeu momentos extremamente divertidos. Bruno empurrou Dandara em uma onda leve, iniciando uma brincadeira com água que envolveu os quatro. Até mesmo Rael, com sua postura habitualmente compenetrada, entrou na descontração, segurando-me pela cintura e erguendo-me no ar antes de nos submergimos na água morna da beira da praia. Rimos bastante, corremos pela areia e deixamos qualquer preocupação no passado.Por volta das duas da tarde, a fome se fez presente. Dirigimo-nos a um quiosque estruturado à beira-mar, com mesas de madeira sob a sombra agradável das palmeiras. Pedimos porções fartas de peixe fresco, frutos do mar e bebidas geladas.Mesmo acomodados ao redor da mesa, a atenção dos frequentadores permanecia. Um garçom jovem e muito simpático aproximou-se para servir os pratos, dando elogios gentis à mesa e demorando a olhar no sorriso de Dandara e depois no meu.— O prato está excelente, senhoritas — o rapaz disse com cordial
Naya Nogueira O domingo amanheceu com um sol espetacular sobre São Paulo. Depois de uma semana intensa de decisões na holding Montenegro e da maratona de apresentações de dança no clube, o meu corpo e a minha mente imploravam por um respiro ao ar livre.Quando Dandara me ligou logo cedo sugerindo uma viagem rápida até o litoral sul, perto de Santos, para aproveitarmos o dia em uma praia mais reservada, não pensei duas vezes. Eu precisava de mar, sol e de um momento de pura descontração.Convencer Rael a se desligar da agência de segurança em pleno domingo exigiu certo empenho. No entanto, quando me virei na cama e encarei seus olhos azuis com sinceridade, falando o quanto desejava passar aquele dia com ele longe dos compromissos corporativos, o meu ogro amoleceu.O conceito de "ir à praia" para Rael Sampaio, contudo, envolvia um planejamento operacional digno de cinema. Ele fez questão de dirigir a caminhonete blindada e acionou Santos para manter a equipe de prontidão em um ponto e
Rael Sampaio Meia hora mais tarde, chegamos ao restaurante nos Jardins. O estabelecimento destacava-se pela sofisticação, iluminação acolhedora e mesas devidamente distanciadas.Eu vestia um terno escuro bem cortado, mantendo a minha postura alinhada. Quando Naya desceu do SUV e acompanhou-me pelo salão, a sua presença elegante capturou a atenção do ambiente. Ela usava um vestido longo em tom azul-marinho, com tecido de caimento impecável que valorizava o colo e trazia uma fenda discreta e refinada na lateral. A combinação entre a postura da executiva e a beleza natural da minha mulher chamava a atenção dos frequentadores do local.Acompanhei Naya com a mão espalmada sobre as suas costas, guiando-a até a nossa mesa reservada em uma área mais reservada do restaurante.Acomodamo-nos e o garçom serviu uma garrafa de vinho tinto encorpado. Naya recostou-se na cadeira com graciosidade, deixando que a fenda do vestido revelasse a firmeza das suas pernas.— A sua presença sempre impression
Rael Sampaio O silêncio no interior do meu SUV blindado, ao deixarmos o clube Noctua no final da noite de sexta-feira, trazia o alívio necessário para desacelerar a rotina de trabalho.No banco do passageiro, Naya descansava a cabeça contra o encosto de couro, com a fisionomia suave e a respiração ritmada. Dança intensa na barra haviam cobrado o seu preço físico. Observei o perfil da minha mulher por alguns instantes, mantendo uma das mãos firmes no volante enquanto a outra buscava a dela sobre o console, entrelaçando nossos dedos num aperto acolhedor.O trajeto até meu condomínio aqui perto transcorreu sem qualquer intercorrência. Santos conduzia o veículo de apoio com a distância adequada, garantindo a varredura do nosso itinerário. Assim que o portão automático se fechou atrás de nós, conduzi a Naya pela mão até a suíte principal do andar superior.No ambiente reservado do quarto, o cansaço deu lugar a uma entrega calma e profunda. Despi-me das minhas vestes operacionais e acom
Naya Nogueira “Senhoras e senhores... Bem-vindos ao momento mais exclusivo e aguardado da noite. Acomodem-se e preparem os seus sentidos. Com vocês, no palco principal do clube Noctua... a nossa atração misteriosa, a rainha do pole dance... Rubi, a dama da renda!”O salão irrompeu em aplausos e murmúrios entusiasmados. Simultaneamente, os alto-falantes da casa começaram a tocar os primeiros acordes marcantes e sensuais de Earned It, da banda The Weeknd. A melodia envolvente tomou conta da atmosfera enquanto os versos ecoavam no ambiente:“'Cause girl, you're perfect / You're always worth it / And you deserve it / The way you work it...”(Porque garota, você é perfeita / Você sempre vale a pena / E você merece isso / Pelo jeito que você faz...)Caminhei em direção à barra com passos lentos, elegantes e ritmados. O público acompanhava cada movimento meu em transe, tentando decifrar quem estava por trás daquela máscara de renda preta. No entanto, o meu olhar não buscou a pista. Ergui
Naya Nogueira A semana na holding Montenegro foi um moedor de carne implacável. Entre reuniões exaustivas com investidores internacionais, verificações minuciosas da contabilidade e a responsabilidade contínua de manter o nome da empresa no topo do mercado, sentia como se cada gota da minha energia estivesse esgotada. Eu estava cansada, carregando uma tensão nos ombros e uma urgência imensa de desacelerar.A noite de sexta-feira finalmente chegou. Para mim, o encerramento da semana profissional tinha um significado profundamente diferente daquele vivenciado pela maioria dos executivos com quem eu convivia na diretoria. A sexta-feira representava o momento exato em que a Dra. Nogueira saía de cena para dar lugar à minha verdadeira essência. Se eu não colocasse meu corpo em movimento através da dança, a pressão acumulada da rotina corporativa acabaria me sufocando.Eu precisava praticar o pole dance. Era a minha válvula de escape, uma arte que me exigia força física, foco e precisão







