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CAPÍTULO 05

Penulis: JODERYMA TORRES
last update Tanggal publikasi: 2021-09-09 20:15:59

      “FT”, 13 de janeiro, terça-feira.

      Percorreu ruas e avenidas, até entrar na BR “FT-100”, que ligava a cidade de “FT” às demais cidades.

      Manteve a velocidade em 100 km/h, para não cometer erros. Imagine ser parado por policiais, naquele instante... Seria... catastrófico!

      Coçou o baixo ventre. Pensou no bumbum da morena. Delicioso! Se pudesse usufruir daquele corpo mais vezes... todos os dias... eternamente... Uma pena ter sido obrigado a matá-la...

      Quando chegasse em casa, iria fumar um longo cigarro de maconha, acompanhado de uma lata de cerveja estupidamente gelada.

      Claro! Merecia, depois do que passara.

      Quando encontrariam o corpo? Provavelmente à noite, quando a esposa do tal de Bruno sentisse a falta dele.

      Aquela rua se transformaria num caos! O garoto magricela que trabalhava no pátio → vigiando os carros → seria uma boa testemunha? Provavelmente iria dizer que atendera um homem alto, branco e loiro, de bigode e óculos escuros e que usava um terno azul-marinho.

      Os tiras teriam, em consequência, uma pista falsa, o que lhe daria uma vantagem incomensurável.

      Ninguém iria pegá-lo!

      Tinha que reconhecer que o plano do contato era perfeito.

      Minutos depois, avistou a enorme placa verde, que dizia:

Bem-vindos à cidade de PQ

     

      Cidade de “PQ”, 13 de janeiro, terça-feira.

      A partir daquele instante, a BR mudava de nome. Chamava-se, agora, BR “PQ-200”, larga e bem movimentada.

      Aumentou a velocidade para 120 km/h, indo na faixa da esquerda, rumo ao norte. Tenso! De vez em quando olhava pelo retrovisor.

      Dez quilômetros depois, avistou a fábrica de tecidos → do lado esquerdo →, seu ponto de referência. Saiu da BR e fez o retorno. Virou, depois, à direita, entrando na avenida Lido Harty, que possuía apenas duas faixas → de ida e volta.

      A fábrica de tecidos estava do seu lado direito, mas logo ficou para trás. Seguiu em frente, agora na direção oeste, a uma velocidade de 80 km/h. Passou por várias fábricas, casas, matagais, descampados, campos de futebol, pequenos prédios etc, até alcançar seu objetivo.

      A rua!

      De terra batida, do lado esquerdo. Estreita. Repleta de buracos. Com o matagal de ambos os lados. Rua praticamente abandonada, tendo em vista os moradores locais preferirem a outra → paralela a esta → que tinha excelente revestimento asfáltico.

      O ponto ideal para seus propósitos! Escolhido pelo contato.

      Entrou na referida rua.

      Dirigia, naquele momento, a 40 km/h, por causa dos buracos. Ia aos solavancos, apesar de tentar desviar deles. Num determinado trecho, quase batia a cabeça no teto do Corsa.

      → Merda! → vociferou, irritado.

      Quatrocentos metros depois, parou o carro.

      Respirou fundo.

      Sabia que, se andasse mais oitocentos metros, encontraria o bairro “PQ-13”, um dos mais pobres e violentos da cidade.

      No entanto, movimentou o Corsa e girou o volante para a direita. O carro arrancou e entrou no matagal, num trecho em que o mato era baixo. Os solavancos aumentaram. O veículo derrubava pequenas árvores, rompendo o mato com uma força avassaladora.

      Quase não via nada, à frente. Os galhos arranhavam a lataria. O motor “reclamava”, ante a pressão. O mato dava passagem.

      Percorreu duzentos metros e parou. Desligou, enfim, o carro. Observando a área, percebeu que o veículo não poderia ser visto por quem passasse na rua, por causa do mato.

      Ótimo! Era um esconderijo pífio, reconhecia, mas que lhe daria um bom tempo de vantagem.

      Satisfeito, saiu do carro e iniciou suas atividades.

      Abriu o porta-malas e resgatou uma mochila grande, que possuía as cores típicas do uniforme dos fuzileiros navais. Retirou → da referida mochila → uma muda de roupas. Despiu-se, realizando a substituição. Tirou também a peruca, os óculos e o bigode. Coçou a cabeça.

      Um maravilhoso alívio!

      Usava, agora, calça jeans e camisa branca, meia-manga, esta com o desenho de um soldado segurando um fuzil → na frente → e com a seguinte frase, atrás: “iremos para onde ninguém mais quer ir”. Nos pés, um par de tênis de marca, cor azul-escuro.

      Ao tirar a peruca, deixou à mostra os cabelos lisos e escuros, cortados rentes, no estilo militar. À primeira vista, parecia um garboso fuzileiro, retornando para casa após uma longa viagem.

      Guardou o terno, a peruca, o falso bigode, os óculos, os sapatos, a maleta, o celular cinza, a carteira caríssima e as chaves da casa na mochila. Colocou sua carteira no bolso traseiro da calça. Com o lenço, retirou as impressões digitais do veículo → portas, volante, cabo das marchas, bancos, porta-malas etc.

      Colocou a mochila nas costas.

      Respirou fundo e, sem olhar para trás, começou a andar.

      Saiu do matagal e iniciou o percurso de volta, andando na estrada de terra batida. Solitário. Tendo apenas o matagal como companhia.

      Sua mente voava. Maconha! Cerveja! Talvez uma noitada de sexo. Teria que ligar para o maluco do contato, para informar as novidades. Mal via a hora de ver a cor do dinheiro.

      De repente, ouviu um barulho.

      Diminuiu as passadas... assustado!

         Um carro se aproximava!

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James Nungo
Mais um capítulo que me prendeu. Estou amando muito e não consigo parar de ler. Estou amando a sua escrita simples e envolvente.
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