เข้าสู่ระบบAssim que terminou de falar, Bendinho se arrependeu. Ele sabia que o Brother C não era esse tipo de pessoa. Ele não era de xingar ninguém, mesmo que fosse para animar a Ivone.Só que, no segundo seguinte, ele viu a ponta dos dedos de Cássio se mexerem algumas vezes sobre a tela.[Fabiano é um desgraçado.]Bendinho ficou pasmo. Então o Brother C sabia xingar.Ivone ergueu os olhos para a tela do celular, puxou o canto da boca e deixou escapar um sorriso fraco.A tosse presa na garganta de Cássio parecia querer explodir. A mão com que ele se apoiava na bengala fez força, sustentando o peso do corpo. Depois, ele puxou com a bengala uma cadeira até a beira da cama. Ele se sentou e voltou a digitar no celular:[Aquilo que você não consegue entender, não precisa ficar forçando. Nem tudo nesse mundo tem resposta. Fabiano se meteu na sua vida, mas você ainda é a Ivone. Ninguém pode mudar isso além de você mesma.][Se você largar de você mesma, aí sim a Ivone vai sumir de verdade. Aí não vai te
Mas Cássio pareceu nem ouvir o aviso dele e afastou com força a mão de Bendinho.Ivone estava de lado, encostada na cabeceira da cama. Aquela posição fazia as omoplatas dela saltarem ainda mais. Ela estava magra demais. Ivone disse:— Cássio, obrigada por vir me ver. Você pode voltar. Vai para casa cuidar desse machucado.Cássio digitou uma frase no celular:[Do jeito que você está, com que moral vem me dizer para cuidar bem da minha recuperação?]O olhar de Ivone vacilou por um instante. Ela sabia que, daquele jeito, ela não convencia ninguém. Ela mesma não conseguia cuidar do próprio corpo. Com que direito ela ia mandar outra pessoa se tratar direito?Ivone abaixou os olhos e murmurou:— Eu só não consigo entender. O meu pai matou os pais dele. E ele empurrou os meus pais para a morte. Parece que entre eles, de alguma forma, as contas foram fechadas. Fabiano vingou os pais dele. E eu?Bendinho ficou paralisado por um segundo e logo em seguida sentiu um arrepio subir pela coluna. Ele
— Oi, Brother C? — Bendinho chamou, surpreso.Bendinho foi rápido na direção do homem que estava na porta. Ele tinha achado que era uma enfermeira, mas não esperava que fosse o Brother C.Quando reconheceu o Brother C, o coração dele enfim sossegou.Do lado de fora da porta, Cássio se apoiava na bengala. Ele levantou a mão coberta pela luva elástica preta e pressionou a aba do boné preto, enquanto os olhos castanhos profundos dele se voltavam para Ivone, sentada no canto da cama.Ela vestia o avental largo de paciente, tinha o corpo magro demais e o rosto muito pálido. Do lado de fora, o vento empurrava as nuvens escuras, dando a sensação de que, se alguém abrisse a janela, ela seria levada embora pelo vento.Os dedos com que Cássio segurava a bengala se fecharam com força.— O seu gesso já saiu?A voz de Bendinho fez o homem recolher o olhar. Ele assentiu de leve.— Que bom que tirou. — Disse Bendinho. — Quer dizer que você está se recuperando bem. Se apressa para ficar bom logo, Brot
No dia em que Ivone descobrisse que Cofrinho tinha ficado assim por ter absorvido o veneno do corpo dela, ao mesmo tempo em que odiava Maia, ninguém podia garantir que ela não faria alguma loucura contra si mesma.Fabiano definitivamente não ia correr esse risco de novo. Já que ele tinha escolhido esconder a verdade por tanto tempo, alguns dias a mais não iam fazer diferença.— Então, antes disso, você consegue comer alguma coisa? Ela… — Roberto de repente se deu conta do que tinha acabado de falar.Ele não podia contar para Fabiano que Ivone não tinha tomado café da manhã, que Vera tinha levado a comida para dentro e saído com a bandeja intacta, e que nem Davi tinha dado conta dela.Se Fabiano soubesse, ninguém fazia ideia do tamanho da preocupação que ele ia sentir.Então Roberto mudou de tom:— Ela não cai nesse seu dramalhão, não.O movimento da mão de Fabiano sobre o ferimento no vão entre o polegar e o indicador parou por um instante. Ele se recostou na cabeceira da cama, com a e
Samuel estava sentado no sofá, enquanto uma enfermeira fazia a coleta de sangue dele.Nesse momento, a porta do quarto se abriu. Roberto entrou do corredor, viu aquela cena e a mão dele deu uma leve parada no ar. Em seguida, ele fechou a porta com um gesto rápido e o rosto dele exibiu uma expressão difícil de disfarçar de empolgação e alívio.Ele caminhou até Samuel, todo animado, virou a cabeça e olhou para Fabiano. Logo depois, ele soltou um suspiro pesado.Cofrinho enfim tinha uma chance de salvação.Ninguém falou nada no quarto. Quando terminou a coleta, a enfermeira pressionou um chumaço de algodão na dobra do cotovelo de Samuel para estancar o sangue.— Eu mesmo seguro. — Disse Samuel, pegando o algodão.A enfermeira saiu do quarto levando o material.— Doeu? Quer que eu assopre? — A cabeça de Roberto se aproximou do braço dele.Samuel simplesmente colocou a outra mão no rosto dele, bloqueando o movimento, e falou com calma:— Não precisa, assopro espalha bactéria.— Você ainda e
Do lado de fora do quarto, alguém bateu na porta.Fabiano ergueu os olhos, e o olhar escuro se estreitou ainda mais.Ele tinha chegado.Rui entendeu o sinal de Fabiano e foi abrir a porta. Samuel apareceu na entrada do quarto, de terno preto, as feições suaves ainda marcadas pelo sereno ralo da manhã, a silhueta magra.Samuel deu alguns passos para dentro antes de enxergar Fabiano recostado na cama.Pelo pijama de hospital, ninguém dizia o quanto Fabiano estava ferido. Tirando alguns arranhões no rosto e a pele muito pálida, ele parecia o mesmo de sempre.Mas o simples fato de Fabiano estar recostado na cama já era suficiente para deixar qualquer um em alerta."O Fabiano não demonstra fraqueza se não for algo de vida ou morte. Ver ele encostado na cama é o lado mais vulnerável que eu já vi desse homem." Pensou Samuel, com as sobrancelhas bem desenhadas se contraindo. "Ele se machucou tanto assim?"Rui caminhou ao lado de Samuel até pararem diante de Fabiano. Ver dois amigos de longa da