เข้าสู่ระบบIsabela procurou Teresa na manhã seguinte.Não Adrian.Não Clara.Teresa.Quando Clara recebeu a informação, estava no intervalo entre duas consultas.— Ela quer o quê?— Entregar documentos — respondeu Teresa.Clara fechou a porta da sala.— Voluntariamente?— Aparentemente.— Não acredito.— Nem eu. Por isso ainda não aceitei nada.Clara se sentou.— Que documentos?— Conversas com Gustavo e Daniela. Comprovantes relacionados à Bellavista. Algumas mensagens sobre a contratação de Marcelo.Clara franziu a testa.— Por quê?— Segundo o advogado dela, Isabela considera encerrado o interesse pessoal depois da manifestação de Adrian.Clara soltou uma risada curta.— Então era isso?— Parte.— Ela queria que ele admitisse publicamente que participou da relação.— Sim.Clara olhou pela janela.Era quase absurdo.Tanto dinheiro.Tanta investigação.Tanto passado revolvido.Para obrigar Adrian a dizer algo que Clara já sabia.Ele também escolhera aquela relação.— Existe condição? — pergunto
A convocação chegou às sete e quarenta da manhã.Adrian estava terminando o café quando leu.Clara percebeu a mudança no rosto dele.— O que aconteceu?Ele colocou o telefone sobre a mesa.— Conselho extraordinário.— Por causa da declaração?— Em parte.Clara esperou.— E das fotografias antigas.A tranquilidade que ela havia conseguido preservar desde a consulta desapareceu um pouco.— Como o conselho soube?— Meu pai informou Helena Prado ontem à noite sobre a solicitação judicial envolvendo documentos da época da Valenza.Clara assentiu.Aquilo fazia sentido.— Quando?— Onze horas.— Hoje?— Sim.Ela olhou o relógio.Pouco mais de três horas.— O que querem?Adrian abriu o e-mail.A pauta tinha quatro pontos.Impacto reputacional atual.Preservação dos registros da operação Valenza.Possível exposição do Grupo Montenegro em disputa pessoal envolvendo Gustavo.E avaliação sobre eventual conflito entre a posição de Adrian como presidente executivo e sua participação direta nos fato
A declaração de Adrian não permaneceu privada.Às oito e quinze da manhã seguinte, Teresa ligou.Clara ainda estava terminando o café.— Vazou.Ela fechou os olhos.— A resposta para Isabela?— Sim.Adrian levantou imediatamente os olhos.— Inteira?Clara colocou no viva-voz.— Não — respondeu Teresa. — Só o trecho em que Adrian reconhece que participou voluntariamente do relacionamento e assume responsabilidade pelas próprias escolhas.Adrian passou a mão pelo rosto.— Fonte?— Ainda não sabemos.Clara sentiu a irritação surgir.— Isabela.— É possível. Mas não vou afirmar sem prova.Clara assentiu.Gostava de Teresa justamente por isso.— Qual o tamanho da repercussão?— Por enquanto, pequeno. Dois portais reproduziram.— E o título?Teresa hesitou.Clara já sabia que não gostaria.— Fala.— “Adrian Montenegro admite responsabilidade em caso extraconjugal após pressão da ex-amante.”Clara soltou uma risada amarga.— Claro.Adrian pegou o telefone.— Vou falar com a comunicação.Clar
A atualização de Teresa chegou às quatro da tarde.Clara estava no consultório.Por causa do acordo feito no dia anterior, Teresa não mandou uma sequência de mensagens.Enviou apenas uma.“Encontramos a finalidade declarada da transferência da Bellavista. É relevante. Posso falar às 18h?”Clara leu duas vezes.Não ligou imediatamente.Terminou o trabalho.Revisou duas pendências do Núcleo.Falou com Eduardo.Saiu no horário.Às seis, estava em casa.Adrian também.Teresa ligou às seis e três.— Conseguimos as comunicações entre Daniela e Isabela — começou.Clara sentiu o corpo enrijecer.Adrian estava sentado ao lado dela.— Isabela admite o pagamento?— Não com essas palavras. Mas as mensagens estabelecem que ela sabia da contratação de Marcelo e autorizou o envio dos sessenta mil reais pela Bellavista.— Por quê? — perguntou Clara.Teresa fez uma pausa.— Porque ela queria acesso ao que Gustavo encontrasse.Clara fechou os olhos.— Às fotografias.— Fotografias, registros e qualquer
Clara continuou olhando para o nome na tela.Isabela.Sessenta mil reais haviam saído da Bellavista Consultoria.Dias depois, cinquenta e cinco mil chegaram à GSA Participações.Depois, o dinheiro alcançou a Horizonte.E quarenta e dois mil terminaram na conta da empresa de Marcelo.A sequência estava ali.Fria.Organizada.Documentada.Mas Clara mal conseguia enxergar os números.Só enxergava o nome.Isabela.— Clara?Adrian falou baixo.Ela levantou a mão.— Não.Ele parou.— Não fala nada ainda.Adrian obedeceu.Clara colocou o telefone sobre a mesa.Levantou.Deu alguns passos pela sala.Voltou.Não sabia exatamente o que fazer com as mãos.Nem com a raiva.— Ela pagou.A voz saiu baixa.Adrian permaneceu em silêncio.— Ela colocou dinheiro nisso.Clara olhou para ele.— Não foi uma mensagem impulsiva. Não foi ciúme. Não foi aquela tentativa ridícula de perguntar se eu sabia tudo.A voz começou a falhar.— Ela colocou dinheiro numa estrutura para procurar coisas sobre o nosso casa
A resposta sobre os quarenta e dois mil reais chegou na manhã seguinte.E não era exatamente o que Clara esperava.Teresa apareceu na casa pouco depois das oito com Rafael Nogueira, o diretor financeiro do Grupo Montenegro.Adrian olhou para os dois.— Encontraram?— Encontramos a origem — respondeu Rafael. — Mas precisamos ter cuidado antes de chamar isso de pagamento por informação.Clara se sentou.— Então o que era?Rafael colocou alguns documentos sobre a mesa.— Formalmente, consultoria.— Consultoria de quê?— Análise de risco para aquisição de ativos logísticos.Adrian franziu a testa.— Marcelo não trabalha com isso.— Esse é o problema.A empresa individual de Marcelo havia emitido uma nota fiscal de quarenta e dois mil reais para a Horizonte Estratégia e Gestão.Descrição:“Consultoria técnica para levantamento histórico de contingências e riscos operacionais.”Clara leu duas vezes.— Histórico de contingências.— Sim — disse Teresa.— Isso foi onze dias depois de Marcelo m







