เข้าสู่ระบบA pergunta veio acompanhada de uma frieza tão perturbadora que Iara sentiu os músculos do estômago se contraírem, embora o coração já estivesse a ponto de desfalecer, tamanha velocidade.Ela deveria ter imaginado que isso aconteceria...Desde que observou Noah conversando alegremente com o pai durante o jantar, mencionando Ariel com aquela inocência característica das crianças que ainda não compreendem a complexidade das mentiras inventadas pelos adultos, Iara teve a sensação desagradável de que alguma informação acabaria escapando.O céu de San Pedro de Atacama ficou extraordinariamente de repente, encoberto por nuvens pesadas que haviam surgido do nada, e rapidamente apagou o brilho das estrelas.O vento frio descia pelas ruas estreitas da cidade, levantando pequenas partículas de poeira e movimentando as folhas das plantas que cresciam junto aos muros da residência, enquanto um trovão uma eminente tormenta.Iara mal percebeu, porque estava tomada pela devastação que a tempestade no
Seu filho estava feliz, e era isso que importava.Ela levou a mão ao peito, o alívio era tão intenso que quase provocava dor.Iara deveria estar completamente satisfeita, mas não estava porque conhecia Lucas Bitencourt e sabia que a ternura demonstrada diante do filho não significava que o ressentimento entre eles houvesse desaparecido.Ela respirou profundamente antes de voltar-se para ele. Lucas permanecia ao lado do veículo, observando a porta com uma expressão que Iara reconheceu imediatamente.Havia saudade naquele olhar. Uma saudade absurda, recém-descoberta, como se ele já estivesse sentindo falta de uma criança que acabou de conhecer.A constatação fez seu coração se apertar novamente, talvez aquela fosse uma das consequências mais cruéis das escolhas que fezSentiu uma pontada de culpa, não porque tivesse esquecido os motivos que a levaram a partir, mas porque começava a perceber que a dor de Lucas era real.Terrivelmente real.E, por mais que ainda estivesse profundamente ma
Quando Iara contornou o veículo, encontrou Lucas abaixado junto à porta traseira, ajudando Noah a sair do carro porque o menino estava com tênis desamarrado.Noah começou imediatamente a explicar alguma coisa sobre aquilo e gesticulava com entusiasmo enquanto o pai o escutava com uma expressão de atenção tão genuína.Lembrou-se de Lucas aos vinte e poucos anos.Da maneira como costumava ouvi-la falar sobre seus estudos, fingindo uma impaciência que desaparecia sempre que ela mencionava algum assunto capaz de despertar sua curiosidade.Lembrou-se das discussões, das provocações, dos beijos roubados nos corredores da propriedade dos Bitencourt e da certeza quase infantil de que nada seria suficientemente poderoso para separá-los.Como estivera enganada.Iara apertou a alça da bolsa, não suportava aquela sucessão de lembranças.Mas então Noah ergueu o rosto.— Pai? – ele desviou os olhos encabulado e ansioso. – Eu posso te chamar assim?Lucas se abaixou diante dele.— É claro que pode, N
Lucas não conhecia tudo sobre o que aconteceu e ela já não sabia se algum dia conseguiria falar sobre eles sem sentir novamente o desespero que experimentou quando ainda era jovem demais para enfrentar determinadas crueldades.— Mamãe?A voz de Noah interrompeu seus pensamentos, ela voltou-se imediatamente.— O que foi, querido?— Você ficou triste?A pergunta fez Iara sentir a garganta se apertar.O menino a observava com a mesma atenção desconcertante que demonstrou durante o jantar, e ela percebeu o quanto seria difícil esconder suas emoções de uma criança que conhecia perfeitamente seus hábitos.— Não, meu amor. Só estou um pouquinho cansada hoje.Noah pareceu considerar aquela resposta.— É porque aconteceu muita coisa, né?Iara sentiu os olhos arderem.— Aconteceu sim, mas nada que um bom sono não resolva, não é?O menino sorriu e assentiu.— Mas foi um dia muito bom!A afirmação quase a desfez, porque, para o seu filho, realmente havia sido um dia fantástico, apesar de todas as
IaraQuando o utilitário de luxo reduziu a velocidade diante da pequena residência onde estava morando, ela sentiu uma mistura tão contraditória de alívio e apreensão que precisou inspirar profundamente para controlar o aperto que se formou em seu peito desde que deixaram o restaurante.A noite havia transformado completamente a paisagem de San Pedro de Atacama.O calor seco do dia deu lugar a um frio que parecia penetrar até os ossos, enquanto o céu extraordinariamente límpido se estendia sobre as construções baixas de adobe, pontilhado por uma quantidade impressionante de estrelas.A iluminação discreta das fachadas revelava os contornos irregulares das paredes envelhecidas, os pequenos jardins protegidos por muros claros e as ruas estreitas que, àquela hora, já estavam praticamente desertas.Iara observou o portão de madeira escura que dava acesso à residência e experimentou um desejo quase infantil de estar imediatamente do outro lado, com Noah em segurança dentro de casa, longe d
Iara não construiu uma nova família, ela utilizou aquela história deliberadamente quando Lucas a reencontrou na Atikos e a confrontou. Durante meses, Lucas acreditou que ela havia seguido em frente, encontrado outro homem e construído uma vida da qual ele foi definitivamente excluído.“Ela inventou a porra de um casamento inteiro para me manter afastado.”Lucas sentiu o maxilar se contrair, compreendia que Iara desejou afastá-lo desde o primeiro momento, ela própria admitiu isso, mas não conseguia entender por que a necessidade de mantê-lo distante assumiu proporções tão extremas.O que havia acontecido entre eles para que uma mulher que um dia jurou amá-lo a ponto de se entregar pela primeira vez, preferisse esconder a existência do próprio filho durante anos?O ressentimento continuava enorme.A raiva também.Mas começou a desconfiar que existia uma parte daquela história que ainda desconhecia completamente. Uma parte suficientemente importante para explicar por que Iara pareceu t







