Meu contato com 'A Outra Face' começou numa tarde chuvosa, quando fugi pra livraria mais próxima. André Vianco construiu sua carreira explorando o medo através de perspectivas inesperadas. Nesse livro em específico, ele mistura elementos de possessão demoníaca com questões de identidade – dizem que a inspiração veio após uma conversa com um padre sobre casos reais de supostas possessões. O resultado é uma narrativa que desafia noções de bem e mal, cheia daqueles momentos que fazem você olhar por cima do ombro no escuro.
André Vianco é um daqueles autores que te faz virar a noite lendo. 'A Outra Face' tem essa atmosfera que gruda na pele, e não é à toa – ele se inspira muito em coisas que assustam ele mesmo. Já li que uma das cenas mais tensas do livro veio de um pesadelo que ele teve após assistir a um documentário sobre exorcismos. A forma como ele descreve o medo é quase física, sabe?
Outro detalhe interessante é como ele usa referências do dia a dia. Uma vez mencionou que a ideia do vilão surgiu depois de ver um mendigo agindo de maneira estranha numa estação de trem. Essa capacidade de extrair horror do ordinário é o que torna seu trabalho tão visceral. Parece que ele pega pedaços da realidade e distorce num espelho quebrado.
Descobrir 'A Outra Face' foi como encontrar uma joia escondida numa feira de livros usados. O autor é o brasileiro André Vianco, conhecido por mergulhar no terror sobrenatural com uma pegada bem nacional. Ele costuma dizer que suas histórias nascem de pesadelos e lendas urbanas, mas também de coisas simples, como o barulho do vento batendo numa janela velha. Acho fascinante como ele transforma o cotidiano em algo assustador.
Vianco tem essa habilidade de misturar folclore brasileiro com elementos vampirescos, criando algo único. Em entrevistas, ele menciona que 'A Outra Face' surgiu depois de ler sobre casos de possessão e pensar: 'E se o demônio não fosse exatamente como pintam?' Essa dualidade entre o divino e o profano permeia o livro todo, dando um sabor diferente ao terror.
2026-05-16 16:10:18
8
View All Answers
Scan code to download App
Related Books
A Face da Traição: Quando o Amor Vira Armadilha
Washing Wheat
0
1.5K
Quando abri os olhos outra vez, a carteira de motorista recém-emitida ainda estava nas minhas mãos.
Na vida passada, foi esse documento que me empurrou para o inferno.
No primeiro dia de aula, Helena, a amiga de infância do meu namorado, pegou meu carro escondida, levou três colegas ao shopping perto da faculdade e provocou um acidente brutal: uma grávida e um idoso morreram na hora.
Mas, diante da polícia, todos apontaram para mim. Disseram que eu estava ao volante. Que eu matei aquelas pessoas. Que fugi sem prestar socorro.
Eu implorei, jurei que não era eu. Quem dirigia era Helena. Só que ela se jogou nos braços de Rafael, chorando como se fosse a verdadeira vítima.
— Marina, eu sei que você nunca gostou de mim, mas me acusar de assassinato já é demais.
Então Rafael mostrou a gravação da câmera do meu carro. Na tela, quem avançava o sinal, atropelava as vítimas e fugia em pânico tinha exatamente o meu rosto.
A partir daquele momento, ninguém mais quis ouvir a verdade. Para eles, eu era uma assassina covarde. Para Rafael, eu era uma mulher sem arrependimento. Para os familiares das vítimas, eu era o monstro que merecia morrer. E foi assim que, tomada pela fúria deles, recebi dezoito facadas.
Talvez o destino tenha se compadecido de mim. Talvez o inferno ainda não tivesse terminado. Quando despertei, eu tinha voltado para a véspera do dia em que Helena pegaria meu carro.
Beatrice Ashford acorda sem memória, mas com um anel de noivado no dedo e um homem chamado Harvey que jurou reconstruir sua vida junto. Em seu novo mundo de luxo e regras, cada fragmento recuperado do passado parece confirmar a realidade que lhe apresentaram — até o dia em que Declan Callahan cruza seu caminho.
Ele é a tempestade que entra em sua vida ordenada: um músico famoso marcado pela tragédia, que insiste que Beatrice não é quem todos acreditam ser. Que ela carrega o rosto de sua esposa morta — não como uma semelhança, mas como uma identidade.
Enquanto exames de DNA são feitos e segredos familiares emergem, Beatrice se vê dividida entre duas vias possíveis: a mulher que Harvey ama e a vida que Declan jurou que ela perdeu. Em um jogo perigoso entre a verdade e a manipulação, cada revelação a aproxima de uma pergunta aterradora:
Quando você não lembra quem é, como pode saber em quem confiar?
Uma história eletrizante sobre identidade, amor e as verdades que habitam no espaço silencioso entre uma memória e um suspiro. Até onde você iria para descobrir quem você é — e o que faria se descobrisse que toda a sua vida foi uma mentira bem contada?
Sabendo que meu marido Otávio fingiu a própria morte para assumir a identidade do irmão gêmeo, eu escolhi não desmascará-lo e pedi ao comando militar que o desse como morto e o excluísse do Exército.
Na vida passada, após a morte do irmão, Otávio abandonou a patente de comandante para viver como o irmão, apenas para não deixar a cunhada viúva. Quando o confrontei, ele negou tudo, protegeu a cunhada e me levou à ruína. Fui humilhada, expulsa de casa, perdi minha filha e morri no inverno.
Ao abrir os olhos novamente, volto exatamente ao dia em que ele passou a fingir ser Fábio.
O Alfa que eu amava e o pai poderoso dele, o Rei Lycan, foram drogados com uma Poção de Cio.
Sem pensar duas vezes, eu subi na cama do Rei.
Na minha vida passada, fui forçada a ser a cura de Damien, a me acasalar com ele e a gerar seus filhotes.
Mas ele passava todas as noites diante do túmulo dela, lamentando por sua "verdadeira amada", Isabella. Nunca mais encostou em mim.
Cinco anos depois do nosso acasalamento, após uma discussão, ele se transformou em lobo.
Ele me despedaçou, junto com meus filhotes.
Damien estava convencido de que eu tinha usado algum truque sujo para marcá-lo e impedi-lo de ficar com seu verdadeiro amor.
Ele acreditava que a culpa era minha por Isabella ter ido embora de coração partido e morrido em um "acidente".
Quando abri os olhos de novo, voltei.
Voltei para a noite em que os dois foram drogados.
Desta vez, eu não seria a cura.
Eu seria a Rainha.
Durante o plantão noturno, recusei o pedido de aplicar soro no paciente que minha irmã de criação cuidava.
Vi, com meus próprios olhos, um menino de sete anos morrer devido a uma reação alérgica causada pela medicação errada.
Na vida passada, mal tinha terminado de aplicar o soro, quando familiares furiosos invadiram o posto de enfermagem e me espancaram até meu rosto ficar irreconhecível.
Mas o soro era apenas glicose, não havia razão para acontecer algo assim.
Com a consciência turva, ouvi alguém chamar a polícia. Achei que, finalmente, a salvação havia chegado.
Jamais imaginei que seria meu próprio irmão, policial, quem me jogaria no chão.
Meu amigo de infância, agora médico legista, apresentou o laudo da autópsia e me incriminou.
Sem ter como me defender, acabei sendo espancada até a morte pelos familiares do menino, tomados pela fúria.
Até o último suspiro, não entendi por que meu irmão querido e o amigo de infância agiram assim comigo.
Quando abri os olhos novamente, estava de volta àquela noite.
Meu marido e eu éramos as duas pessoas que mais se odiavam neste mundo.
Ele me odiava por tê-lo arrancado da mulher que amava.
E eu o odiava porque seu coração permanecia ocupado por outra.
Durante oito anos de casamento, as palavras que mais trocamos não foram de amor, nem de dever, mas maldições.
Contudo, no dia em que a cidade caiu, tudo mudou; as bandeiras inimigas já eram visíveis além do portão interno. Ele cavalgou à frente e tomou a estrada, colocando seu corpo entre o inimigo e a minha fuga.
— Viva — disse ele calmamente. Então ele ergueu sua lâmina e não olhou para trás.
As flechas vieram como chuva. Enquanto elas o perfuravam, ele virou a cabeça uma vez, apenas uma vez. Depois disso, seu corpo bloqueou a estrada, e nada passou.
— Se houver outra vida… que Vossa Alteza me conceda a misericórdia de pertencer a ela.
Naquela noite, com a cidade em ruínas e o povo morto ou em fuga, subi na torre mais alta do palácio. Eu saltei. Quando abri meus olhos novamente, fui até o rei.
— Os reinos do norte exigem uma noiva real — eu disse. — Eu irei.
Nesta vida, serei eu a cruzar a fronteira. Em minha vida anterior, ele morreu acreditando que havia falhado com ela. Desta vez, não permitirei que esse arrependimento exista.
Assumirei o casamento destinado a ela.
Carregarei a coroa destinada a exilá-la.
Caminharei em direção a um futuro que ela nunca deveria ter que suportar.
Deixe que ela fique.
Deixe que ele a proteja.
Deixe que ele viva sua vida acreditando que finalmente cumpriu sua promessa.
Lembro que descobri 'A Outra Face' quase por acidente, quando estava fuçando numa livraria de usados. O autor é o André Vianco, um dos nomes mais legais da literatura nacional de terror e fantasia. Ele tem um estilo único, misturando o sobrenatural com elementos bem brasileiros, tipo vampiros em São Paulo ou zumbis no interior. Vianco começou a publicar cedo, e suas histórias têm uma pegada cinematográfica que prende do começo ao fim.
Além de 'A Outra Face', ele escreveu 'Os Sete' e 'Sétimo', que também mergulham no horror com uma pitada de folclore local. Se você curte Stephen King mas quer algo com sabor nacional, Vianco é uma aposta certeira. Minha edição de 'A Outra Face' já está até marcada de tanto reler os melhores momentos.
Lembro que quando peguei 'A Outra Face' pela primeira vez, esperava uma história de suspense comum, mas me surpreendi com as camadas que o autor construiu. O livro explora a dualidade humana de um jeito que me fez refletir sobre minhas próprias máscaras sociais. A narrativa alterna entre os dois protagonistas, cada um representando lados opostos da mesma moeda, e essa estrutura me prendeu do início ao fim.
O que mais me marcou foi como o autor usa o ambiente claustrofóbico para simbolizar a pressão psicológica que os personagens enfrentam. Não é só sobre o que eles escondem dos outros, mas o que escondem de si mesmos. Aquela cena no metrô, onde os dois se encaram pelo reflexo do vidro, ficou gravada na minha memória como um choque de realidade sobre como nos enxergamos.
Lembro que quando peguei 'A Outra Face' pela primeira vez, fiquei impressionado com a densidade psicológica da narrativa. O livro mergulha fundo na dualidade humana, explorando como cada pessoa carrega múltiplas facetas dentro de si. A história acompanha um protagonista aparentemente comum que, aos poucos, revela um lado sombrio e complexo, quase como se fossem duas pessoas distintas habitando o mesmo corpo.
O que mais me fascinou foi a forma como o autor constrói essa tensão interna. Não é só sobre 'bem versus mal', mas sobre como nossas escolhas e circunstâncias podem moldar identidades paralelas. A narrativa me fez refletir sobre quantas máscaras todos nós usamos em diferentes situações da vida, e como essas faces podem eventualmente se tornar partes reais de quem somos.
Li 'A Outra Face' num fim de semana chuvoso e fiquei impressionado com como ele subverte expectativas. Enquanto a maioria dos thrillers psicológicos se apoia em reviravoltas bombásticas no último ato, esse livro tece tensão em camadas desde o primeiro capítulo. A autora não usa o clichê do narrador não confiável como muleta; em vez disso, constrói dualidades que fazem você questionar quem realmente é o antagonista.
O cenário também quebra padrões – em vez de uma cidade grande cinzenta, temos uma comunidade costeira onde a beleza da paisagem contrasta com a podridão humana. Detalhes como o cheiro de maresia nos momentos-chave ou a obsessão da protagonista por colecionar conchas mortas acrescentam camadas simbólicas que raramente vejo no gênero.