Willow·hai
Antes da nossa cerimônia, meu companheiro, Pavel Blackwell, me levou para comer frutos do mar com minha irmã, Vivienne.
O garçom os reconheceu:
— O de sempre para vocês dois?
Pavel assentiu e se sentou ao lado dela. Quando o caranguejo chegou, quebrou a carapaça e separou a carne para Vivienne.
Eu estava numa cadeira extra no corredor, sem sequer um potinho de molho.
No meio da refeição, o garçom trouxe um conjunto de talheres para casais.
— Pavel, Vivienne, esta é a centésima visita de vocês! Ganharam um conjunto personalizado.
Atrás de cada peça, havia uma gravação:
"Pavel e Vivienne. Nunca distantes."
A data mais antiga era de três anos atrás.
Foi naquele dia que uma reação alérgica grave me levou à cirurgia. Quase morri.
Durante as três horas em que minha vida esteve por um fio, Pavel não estava à porta me esperando.
Vivienne sorriu, travessa.
— Pavel, quando você e minha irmãzinha forem companheiros oficiais, ela não vai impedir nossos encontros, vai?
Pavel bagunçou o cabelo dela e olhou para mim.
— Claro que não. Ela sempre foi razoável. Além disso, nos conhecemos há dez anos. Ashlyn e eu só descobrimos que somos companheiros predestinados há quatro. Se ela se incomodar, terá que aprender a conviver com isso.
Na volta, sentei sozinha no banco de trás. O da frente sempre fora de Vivienne.
O assistente virtual anunciou:
— Bem-vinda, Vivienne! Pavel vai levá-la para casa em segurança!
Observei a paisagem pela janela. De repente, estava farta de tudo.
Peguei o celular e mandei uma mensagem ao meu pai.
[Eu aceito o companheiro arranjado pela alcateia.]
Dez anos de convivência haviam tornado a companhia um do outro um hábito.
Então, era hora de abandonar o meu.
Um hábito de quatro anos.