LOGINNa minha noite de núpcias, fui levada às pressas para o hospital de ambulância depois que um preservativo adulterado me causou uma dor insuportável. A cirurgia durou mais de vinte e quatro horas, e a notícia se espalhou como fogo em mata seca. Meu marido, Alexander, anunciou que quem conseguisse me fotografar no meu estado pós-cirúrgico seria recompensado com dez milhões de dólares. Da noite para o dia, passei de nova esposa de um bilionário a motivo de piada em todos os círculos de elite de Nova York. No dia seguinte, Dahlia, a namorada de infância de Alexander, apareceu à minha porta. Foi então que descobri a verdade: ela havia revestido o preservativo com cola industrial como parte do que chamou de “experimento social”. Ela não demonstrou nem um pingo de remorso. Seu tom era irreverente e cruel: — Foi só um experimento. Quer dizer, como eu poderia saber que você reagiria assim? Além disso, nós duas sabemos que você nunca foi boa o suficiente para o Alexander. Então, pare de fingir. Alexander estava ao lado dela, com um olhar frio e desdenhoso: — Se não fosse pelo contrato de casamento, ninguém teria se aproximado de você. Você sabe disso, não é? O que ele não sabia era que a mulher que ele chamava de vagabunda havia salvado a vida dele mais vezes do que ele poderia contar.
View MoreEu já morava em Savannah há pouco mais de duas semanas, e minha vida finalmente tinha se tornado tranquila e estável.Depois daquele voo, George e eu decidimos abrir uma padaria. Para nossa surpresa, a *The Little Wren Bakery* virou um sucesso — cheia todos os dias.George vivia reclamando do silêncio de antes. Agora, passava o dia inteiro de pé, do amanhecer ao anoitecer, sempre sorrindo.Eu estava, aos poucos, me reencontrando.Achei que aquela vida duraria para sempre.Mas Alexander me encontrou.Naquela noite, eu me preparava para fechar a loja quando notei um homem do lado de fora… muito parecido com ele.Tentei convencer a mim mesma de que era coisa da minha cabeça.Até que ele começou a andar na minha direção.Ele estava mais magro. A barba por fazer marcava o rosto. Já não era o homem impecável de antes.Nos olhos dele havia algo diferente — ternura, arrependimento… emoções que eu não conseguia nomear.Mas não havia mais frieza.Ele parou na porta.— Wren.Continu
No dia em que Alexander descobriu a verdade, mandou prender o médico e trancou Dahlia.A caminho de encontrá-la, ele passou o polegar pelo curativo que eu havia feito para ele certa vez, murmurando baixo:— Wren… era assim que você se sentia? Essa dor… toda vez que penso em você, até respirar dói.Ele chegou rapidamente à casa onde Dahlia estava mantida — uma villa nos arredores da cidade.Percorreu um longo corredor até descer para o porão.Dahlia estava acorrentada ao chão, em um espaço sem qualquer luz.Quando ele abriu a porta, o cheiro de mofo o atingiu imediatamente.Os olhos dela brilharam ao vê-lo.Ela se arrastou até os pés dele, agarrando-se como sempre fazia, implorando:— Alexander… eu sei que errei. Por favor, me perdoa. Eu só fiz isso porque te amo. Nunca mais vai acontecer… por favor, só me deixa ir.Alexander a observou.O olhar dele estava vazio.Ele se lembrou de tudo — de como Dahlia conspirou com o médico para drogá-lo no hospital, de como tramou contra
A dor no peito era mil vezes pior do que qualquer ferida física.Alexander levou a mão ao peito, sentindo o gosto metálico do sangue subir pela garganta.Na escadaria, Dahlia finalmente encerrou a ligação e estava prestes a suspirar aliviada quando se virou… e o viu ali.Ela congelou.O pânico tomou seu rosto. Não havia para onde fugir.— Alexander… o que você está fazendo aqui?Ela forçou um sorriso, como se nada tivesse acontecido, apagando completamente o veneno que havia demonstrado segundos antes.— Eu só precisava de um pouco de ar… estava falando com o médico sobre o seu estado… fiquei preocupada que você não estivesse se recuperando bem…Dahlia tentou improvisar uma desculpa.Mas Alexander apenas a observava.Em silêncio.Aqueles olhos que antes estavam cheios de carinho… agora estavam vazios.Frios.Enquanto a encarava, algo dentro dele ecoava sem parar — os soluços desesperados de Wren, repetindo-se em sua mente.— Alexander, você…As palavras se perderam na ga
Quando Alexander abriu os olhos novamente, estava deitado em uma cama de hospital.Ele se mexeu levemente, e a dor se espalhou por todo o seu corpo.Ao olhar ao redor, viu Dahlia curvada na beirada da cama, dormindo.Ela acordou assustada com o movimento dele, os olhos vermelhos, a voz embargada:— Alexander… você finalmente acordou. Eu fiquei tão preocupada com você.Ela estendeu a mão, tocou sua testa de propósito, e depois ajeitou os cobertores com cuidado ao redor dele.Alexander a observou em silêncio.Cada gesto combinava perfeitamente com a mulher que existia em suas memórias — aquela que sempre esteve ao seu lado.A culpa começou a crescer dentro dele, e as dúvidas que o atormentavam foram, aos poucos, se dissipando.Ele devia estar confuso por ter parado de tomar a medicação, disse a si mesmo. Era a única explicação para ter começado a pensar daquela forma.Além disso, alguém como Wren — tão habilidosa em se fazer de vítima — provavelmente tinha manipulado seu avô, e
A equipe de construção trabalhou a noite inteira. Pela manhã, todo o terreno já estava coberto por uma camada de concreto, e tudo o que eu podia fazer era ficar ali, parada, assistindo, impotente.Várias vezes me joguei sobre aquele pedaço de terra para tentar protegê-lo… e, em todas elas, fui arra
Alexander saiu com Dahlia. Antes de ir, ainda me lançou uma última frase:— Se vai machucar as pessoas, esteja pronta para pagar o preço.Quando o nome Sterling se volta contra você, todas as portas se fecham.Nenhum hospital em Nova York quis me aceitar.Meus ferimentos infeccionaram, e a febre
Quando abri os olhos novamente, tudo estava envolto em um branco ofuscante.Edmund, avô de Alexander, estava sentado no quarto do hospital. Ao me ver acordar, um leve traço de ternura passou por seus olhos.— Wren, minha querida… nesses últimos três anos, você sofreu mais do que qualquer pessoa de
Eu estava encostada na cama do hospital, com o rosto pálido, cada respiração vindo acompanhada de dor.Na noite anterior, ele me humilhou de propósito — não só me aplicando um relaxante muscular, mas também mandando abrir as cortinas.Durante toda a noite, o som das câmeras do lado de fora da jane












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