Tabú: Amarras e Pecados
Cada gemido se tornava provocação, cada movimento, um convite silencioso.
O apartamento 702, ainda marcado pela mudança, era palco descarado: cortinas abertas, caixas empilhadas, sofá de couro coberto por plástico, o ar impregnado de tinta, madeira polida e sexo. Contra o vidro frio, Isabela se oferecia à cidade, transformando cada estocada em espetáculo.
Ela virou o rosto, os olhos azuis percorrendo a fachada oposta. Uma luz acendeu no sexto andar; uma sombra recuou rápido, como quem tivesse sido flagrado no ato de assistir.