Lembro de uma fase da minha vida onde só escutava músicas tristes, como se cada nota fosse um abraço nos dias cinza. 'Someone Like You' da Adele era minha trilha sonora pessoal – aquela voz cheia de lamento e a melodia do piano me faziam sentir que alguém realmente entendia a dor. E não era só a letra, mas a forma como ela segurava aquela última nota, como se resistisse a deixar ir. Outra que me quebrava era 'Nothing Compares 2 U' da Sinéad O'Connor, com aquela expressão vulnerável no clipe e a pergunta 'How can I laugh when I think about you?' que doía de tão sincera.
Depois descobri 'All I Want' do Kodaline, que é um soco no estômago em forma de música. Aquele final com o grito rouco do vocalista é pura catarse. E claro, 'The Night We Met' do Lord Huron, que ficou famosa em '13 Reasons Why', mas já era perfeita antes – aquele lamento sobre não reconhecer mais a si mesmo depois do amor te destruir? Brutal. Até hoje, quando essas músicas aleatórias aparecem no meu fone, é como se o tempo parasse por três minutos.