A Lua dos Exilados
Não era só prazer.
Não era só desejo.
Era destino.
O fogo me consumiu.
Dorian foi o primeiro. Sempre seria. Alfa não pede, Alfa reclama o que é dele. As mãos dele me ergueram como se meu corpo fosse leve, mas o peso do olhar me esmagava. Ele me penetrou fundo, sem hesitar, como se a lua inteira tivesse empurrado o corpo dele contra o meu. Cada estocada era comando, era sentença. O peito dele roçava no meu, o hálito quente queimava minha boca, e a língua dele me dominava com beijo tão voraz quanto o corpo. Eu queimei viva. O fogo me tomou inteira, até que cada grito arrancado da minha garganta soasse como Alfa.