เข้าสู่ระบบA sala parecia mais espaçosa naquela manhã.
Cada irmão que entrou, foi para seus lugares com suas esposas deixando o advogado que já os esperava na poltrona, onde Afonso acostumava sentar. Assim que Chelsea passou pela porta, o advogado sorriu agradecendo mentalmente por ela ainda ter continuado ali, quis ler o testamento com pressa quando soube da partida de Marisa.
Benjamin sabia do pequeno e oculto romance de seu patrão então estava claro, e bem normal, para ele a presença de Chelsea Ramires a garota que ele se dirigia como uma pequena filha, a garota que ele nunca teve com sua esposa já falecida.
— Eu quero desejar um bom dia a todos vocês, espero que tenham tomado um café reforçado esta manhã e sinto muito por nossa perda. - Os outros assentiram. Benjamin estudou cada um e os homens não pareciam tão interessados assim — Eu sou o advogado da família há muito tempo e inúmeras vezes, pequenos trechos desse testamento foi mudado com o passar dos tempos e das festas em família.
— A toda festa de família é uma confusão e uma nova dor de cabeça que meu pai deve ter simplesmente deixado de herança uma farmácia para cada um - Leon murmurou sorridente fazendo os outros irmãos rirem — Desculpa interromper.
— Não tem problemas, já estou acostumado com as loucuras dessa família - riu junto aos outros abrindo as partas na mesa — Tenho que agradecer a Chelsea Ramires por ter ficado, se não adiaríamos essa reunião. É importante que esteja aqui.
— Ah… - Ela corou diante dos olhares e apertou mais um pouco a mão de Luke ao seu lado, observando cada movimento — Eu não sabia que eu estaria no testamento, fiquei na cidade por causa do Luke.
— Eu entendo. - O homem tornou a olhar para os papéis — Bem, o que tenho a dizer é que a leitura do testamento será bem rápida na verdade, pois ele foi dividido em três partes. E apenas com o fim de uma parte é que saberemos da outra.
— Um enigma - Liam riu de canto — O meu pai gostava disso, de mistérios.
— Sim. Ele gostava. - Colocou os óculos, pronto para iniciar. — Eu Afonso Ambrouse Vilares, viúvo de Emma Ambrouse Vilares, desejo viver mais tempo que meus filhos, e me recuso a ir para outro mundo sem conhecer todos os meus netos e bisnetos, mas se assim o destino não for, quero deixar em nome de Luke Ambrouse Vilares, o anel de noivado e casamento que foi dado a sua mãe, está no cofre do meu quarto onde o meu advogado possuí a senha. Espero que faça bom uso do anel e case que a pessoa que seu coração e este velho pedem. - O advogado subiu o olhar para Luke tal como os irmãos e Chelsea.
— Ele não deu o anel da minha mãe para nenhum de nós quando resolvemos nos casar. - Lorenzo bradou ao lado de Luke e mirou em Chelsea. — Por quê?
— Talvez pelo mesmo motivo que ela está aqui - Valentina sussurrou embora todos tenham ouvido. — É uma preferência dele, a nora escolhida por acaso?
— Acredito que por ser o filho mais velho, eu deva ficar com o anel. - Luke quis rir e os outros acompanharam achando graça. — Não acham justo?
— Acho - Os três responderam juntos. De fato a ligação e o companheirismo dos quatro irmãos eram a maior e melhor coisa que tinham entre si.
— A Chelsea Ramires, a filha que a vida me emprestou quando eu já tinha desistido de ter uma, deixo uma caixa guardada no escritório principal da empresa. A tampa é revestida de cristais. Dentro dela há chaves, um endereço e a primeira parte de algo que não deve ser aberto por curiosidade, mas também não deve ser ignorado por medo.
Chelsea perdeu o sorriso. — Eu? Tem certeza de que está escrito o meu nome?
— Chelsea Ramires - confirmou Benjamin. — Sem engano. O senhor Afonso ainda acrescentou: “Quando chegar a hora, ela vai entender por que fui eu quem escolheu quem deveria encontrar o restante.”
O advogado prosseguiu com os cargos, imóveis e valores destinados aos quatro filhos. Ninguém saiu de mãos vazias. Ainda assim, quando Benjamin virou a página seguinte, fechou os lábios por um instante antes de continuar, como se soubesse que o dinheiro era a parte menos perigosa daquele documento.
— Agora vem a primeira cláusula da primeira parte do testamento. E peço que escutem até o fim. - Ele respirou fundo. — “Aos meus quatro filhos e às mulheres que escolheram para dividir a vida: riqueza nenhuma protege uma família daquilo que ela se recusa a enxergar. Se quiserem receber a divisão integral da minha fortuna, deverão viver na mansão principal por doze meses completos.”
O silêncio foi imediato. Benjamin continuou: — “Todos sob o mesmo teto. Filhos, esposas e Chelsea, enquanto estiver ao lado de Luke. Quem abandonar a casa antes do prazo abre mão da própria parte. Ao término dos doze meses, a segunda parte será lida.”
Ninguém respirou direito por alguns segundos. Aquilo não soava como um pedido de união. Soava como se Afonso soubesse exatamente o que aconteceria quando todos fossem obrigados a permanecer perto demais uns dos outros.
— Isso não pode ser real - Sasha falou primeiro abrindo um sorriso pequeno — Não pode ser real. Ele não nos colocaria dentro dessa casa para conviver com essas pessoas - Olhou para Maggie que logo se ofendeu.
— Se você tiver algum problema contra minha pessoa, é só pegar suas coisas e ir embora. Não vejo problema nisso. - Defendeu-se apesar de Lorenzo segurar sua mão quase implorando para não começar uma confusão.
— Se tem uma pessoa aqui que não merece nada do meu sogro, essa pessoa é você, uma forasteira, aproveitadora, deu o golpe da barriga e está se achando a pessoa a mais bela do mundo. - Bradou com mais raiva.
— Chega Sasha! - Lorenzo levantou antes de a outra voltar a falar — Já chega. Isso é a leitura de um testamento, o do meu pai, será que vocês poderiam ter respeito? Um momento de paz e tranquilidade para podermos entender o que ele quis dizer. Será que podem respeitar? - Olhou de uma para a outra — Obrigado. Dr. Ele quer que a gente, nós quatro e nossas esposas e namorada do Luke - olhou para a menina — Sem ofensas, morem juntos nesta casa?
— É o que diz aqui. O primeiro que sair antes dos doze meses perde sua parte da herança. - Repetiu novamente e Lorenzo rodeou o sofá achando graça.
— Não tem como a gente conviver na mesma casa. - Liam começou — Não por causa dos meus irmãos, a gente sempre nos demos muito bem, somos colegas, amigos, parceiros de verdade, o problema são…
— As noras. - Luke riu de canto sem olhar para qualquer um na sala, — ele nunca gostou de nenhuma e está na cara que ele quer que convivam e aprenda a nos gostar de alguma forma, pela memória dele.
— Então a sua namorada também está envolvida? Vai morar com a gente do nada como se fosse da família? - Sasha quis saber e Luke fechou a cara em sua direção — É uma simples pergunta.
— Acredito que ele deixou bem claro que as quatro noras estariam morando na mesma casa, e se ela é a minha namorada, é a quarta nora do meu pai e sim, ela vai ficar na casa, se quiser - virou para Chelsea que ainda olhava para o advogado sem entender. Tanta coisa ao mesmo tempo em que não havia sido esclarecida.
— Se ela não quiser você está fora do testamento? - Valentina soltou de trás do marido chamando atenção. — Foi só uma pergunta.
— É… - Chelsea levantou do sofá, olhou para todos e parou em Luke por um momento, arrumou o vestido, o cabelo, suspirou e encarou o advogado. — Obrigada pela leitura e obrigada por frisar a parte em que ele diz que eu sou a filha que ele nunca teve - murmurou limpando o canto dos olhos, e mesmo assim não foi o suficiente para as lágrimas rolarem pelo rosto — Eu conheci o Sr. Afonso em uma das festas da minha mãe, eles tinham uma amizade linda e ele sempre me trazia um presente, dizia que eu era a filha que nunca teve. Não esperava receber nada e estou feliz com o que ganhei de presente embora não saiba o que é, mas vindo dele, é algo importante e eu quero. - Virou para os demais parando em Luke novamente — Eu quero vir com você. Não porque ele mandou ou porque é uma regra de um testamento, mas porque onde você estiver eu vou ficar, seja aqui ou em Seant. Continuo sendo uma modelo e minha mãe tem uma filial aqui, posso desfilar quando quiser trabalho não é problema.
Declarou e Luke assentiu puxando sua mão para que sentasse novamente, beijou sua testa com carinho e sorriram um ao outro. Nem ele conseguia acreditar em que menos de dois meses sua vida tinha mudado num grau que não era considerável, a melhor parte da mudança era ter aqueles olhos lhe encarando sempre que podiam. Só isso já valia mais que qualquer coisa no mundo.
— Então senhores, estamos todos entendidos? - Benjamin levantou — Desejo uma boa convivência a todos e que se mudem para cá antes do próximo fim de semana, afinal, é aniversário de Liam, correto? - O garoto assentiu — As primeiras festas devem ser dadas em família. - Riu de canto sabendo que nada iria fluir bem dentro da casa — Boa Sorte.
— Vai ficar insuportável — Liam comentou.— Já é — Lorenzo respondeu.— Ela puxou o pai.Leon e Lorenzo se encararam.— Qual deles? — Leon perguntou. Todos começaram a rir.Até Afonso. A risada foi diminuindo lentamente. E pela primeira vez aquela sala pareceu leve. Não feliz. Ainda havia cicatrizes. Casamentos destruídos. Confianças quebradas. Uma paternidade roubada. Dinheiro desviado. Uma criança prestes a nascer dentro de uma família que já começava separada. Mas as mentiras haviam acabado. Luke se desencostou da parede.— Falta uma coisa. — Afonso olhou para ele. — Chelsea. — Afonso abriu um sorriso.— A única escolha decente feita por um filho meu.— Ei — Liam reclamou.— Eu estou solteiro. Pode continuar — Lorenzo incentivou.Luke riu.— Por que ela? — Afonso entendeu a pergunta. — Por que deixou tudo para Chelsea encontrar?Afonso olhou para a janela.— Porque ela não tinha nada a ganhar destruindo vocês.Os irmãos ficaram em silêncio.— Chelsea tinha dinheiro próprio. Carreir
Leon ficou de pé também.— Nós chegaremos nessa parte.A voz dele era assustadoramente calma.— Primeiro termina de explicar como conseguiu colocar um caixão vazio no meio da nossa sala. — Afonso massageou a testa. — O caixão realmente estava vazio.Liam arregalou os olhos.— Eu sabia!— Você não sabia porra nenhuma — Lorenzo rebateu.— Eu sempre achei estranho não podermos abrir.Luke olhou para Afonso com uma expressão que misturava incredulidade e vontade de rir.— Nós rezamos para um caixão vazio.— Basicamente.— Pai!— Eu sei que parece horrível quando digo assim.— Parece horrível de qualquer jeito! — Leon rebateu.Afonso levantou as mãos.— O hospital alegou que meu corpo não deveria ser exposto por causa dos procedimentos e da transferência. Meu advogado cuidou do restante.— Seu advogado é um criminoso — Luke murmurou.— Um excelente criminoso.Lorenzo caiu na gargalhada.— Eu não acredito nisso.Afonso também quase sorriu.— A documentação real permaneceu sob sigilo. Eu não
— Eu atravessei o inferno para chegar até este casamento, Luke. Não ouse transformar o dia da pequena Chelsea em um interrogatório.Foi apenas quando ouviu o nome dela que Luke pareceu lembrar onde estava.Virou-se.E encontrou Chelsea no início do corredor.Os olhos dela estavam cheios de lágrimas.Mas havia um sorriso ali.Um sorriso tão bonito que alguma coisa dentro dele finalmente se acalmou.Afonso acompanhou seu olhar.— Além disso... — murmurou. — Passei anos dizendo que queria essa menina como minha nora. Não vou perder justamente a parte em que finalmente consigo o que queria.Chelsea riu no meio do choro.— Você continua mandão.— E você continua respondona.— Pensei que estivesse morto. Posso me dar esse direito.Afonso abriu os braços.Chelsea não resistiu.Entregou o buquê para Marisa e correu até ele.O abraço foi apertado.— Eu senti sua falta — confessou contra o peito dele.Afonso beijou seus cabelos.— Eu também senti sua falta, pequena.— Isso foi cruel.— Eu sei.
— Ah minha maquiagem — Reclamou ao ver Chelsea se aproximar para um abraço forte. — Você está tão linda.— Senti a sua falta. Senti muito a sua falta — Avisou ainda a abraçando e se pudesse não soltaria por um longo tempo. Mas é claro, não podia se dar esse luxo no momento — eu não posso chorar ou vou acabar com minha maquiagem, olha o que está fazendo.— Lágrimas de noiva é sinal de boa sorte. Lea, e estou feliz em finalmente conhecê-la, sua filha fala muito de você. — Cumprimentou a mais velha que assentiu gostando do agrado. — Eu vou deixar vocês sozinha, mas lembrem-se, vocês tem apenas alguns minutos, conversam, matem a saudade e desça, o Luke está desesperado a voou da lua-de-mel sai à meia noite.Chelsea acabou rindo, todo mundo se preocupou em preparar-se para o casamento, com convidados, roupas e flores, enquanto Luke, Liam, Leon e Lorenzo fizeram uma rota de lua-de-mel para os pombinhos como presente de casamento. Podia reclamar dos seus cunhados, claro que não.— A minha me
Naquela tarde em questão os carros entraram no estacionamento fórum com mais alguns seguranças, gente para todo lado como se estivessem ali para ver o um show, uma mentira completamente. Leon, Lorenzo e Liam desceram do carro sendo escoltados para dentro do lugar, e mesmo ali, as fotos eram negadas, ninguém precisava saber que estavam indo ali darem um fim a vida de casados para sempre.Foram os primeiros a chegarem, a sala bem iluminada com o advogado de cada esposa presente, e o único para ditar as regras dos três. As cláusulas eram claras e precisas e não teriam como aceitar. Seria uma grande dificuldade não conseguir quebrar o vinculo para sempre com cada uma, mas eles suportariam aquele tipo de coisa. Logo, logo estariam na pista de verdade e mais casamentos viriam, ou apenas namoros, namoros eram amis seguros.A primeira a chegar foi Valentina, atravessou a sala mostrando os passos precisos e sentou em seu lugar, ao lado do advogado. Não havia mudado nada nas seis semanas que Li
— Tenho uma surpresa. Vem comigo.O tom tranquilo a enganou. Valentina o seguiu até o escritório e só percebeu a armadilha quando viu a caixa marcada com seu nome sobre a mesa.— O que é isso?— Um presente do meu pai. Abre.Valentina levantou a tampa esperando joias. Encontrou extratos, recibos, cópias de transferências e autorizações eletrônicas emitidas com credenciais de Liam. No fundo, havia documentos da empresa do pai dela e uma fotografia de Afonso saindo de uma reunião com auditores.O sorriso desapareceu devagar. — Eu posso explicar.— Vai explicar como afastou Lea de mim ou como desviou dinheiro da empresa da minha família? — Liam se levantou. — Começa pelo dinheiro. A outra mentira eu já sobrevivi uma vez.Valentina respirou com dificuldade. — A empresa dos meus pais estava falindo. Eu trabalhava na faculdade porque precisava de dinheiro. Quando conheci você…— Quando descobriu meu sobrenome.Ela não respondeu.— Você se aproximou de mim por isso?— No começo, eu vi uma sa







