เข้าสู่ระบบDaniela encarou Eduardo.— Porque tenho medo de que você morra e os filhos fiquem sem pai. Agora entendeu?A resposta foi direta e cruel.Mesmo assim, Eduardo ainda não estava disposto a desistir.Ele manteve os olhos em Daniela. Nas pupilas escuras, o rosto dela se refletia com nitidez.A expressão de Daniela estava fria, e seus belos olhos já não guardavam nenhum vestígio da admiração de antes.Daniela realmente não amava mais ele.Ele sentiu como se alguma coisa tivesse sido arrancada de dentro dele, deixando apenas um vazio por onde o frio entrava sem parar.A dor no peito já era muito mais intensa do que a do ombro.Ainda assim, insistiu:— Se as crianças são tão importantes para você, por que não podemos tentar mais uma vez por causa delas?A pergunta teimosa fez Daniela hesitar por um instante.Eduardo estava atento a cada reação dela e não deixou aquele pequeno sinal passar despercebido.— Comparado a qualquer outro homem, eu, como pai dos seus filhos, não seria a escolha mais
Não se divorciar, mas também não falar de amor.Os dois poderiam se respeitar e criar os filhos juntos apenas como pai e mãe, acompanhando o crescimento deles.Daniela acreditava que, naquele momento, essa seria a melhor forma de conviver com Eduardo.Mas ele não pensava da mesma maneira.E Daniela já não conseguia oferecer o amor que ele desejava.Pelo menos, não agora.O avião começou a percorrer a pista.Com o leve balanço da aeronave, as emoções de Daniela também se acalmaram aos poucos.Em meio ao rugido dos motores, o avião decolou.Quando atingiu a altitude de cruzeiro, a voz de um dos tripulantes ecoou pela cabine.Três horas de voo não eram muito. Para Eduardo, porém, com o ombro fraturado, cada minuto parecia difícil de suportar.De vez em quando, Daniela via gotas de suor escorrendo pela testa dele.— O analgésico não está fazendo efeito?Eduardo continuou com os olhos fechados, suportando a dor. Sua voz saiu rouca:— Está ajudando um pouco.Daniela não acreditou.Ela se l
Os lábios de Eduardo perderam a cor por causa da dor, mas ele continuou segurando o pulso de Daniela.Ela respirou fundo e olhou ao redor. Não queria discutir com ele na frente de tanta gente.Tentando conter as emoções, falou em voz baixa:— Estou com raiva porque você está sendo injusto com as crianças. Veja o que acabou de fazer. Sabe que não pode mexer o braço direito e, mesmo assim, continua se arriscando. Sua vida já não pertence apenas a você. Você é pai de três filhos. Por eles, não consegue cuidar um pouco melhor de si mesmo?Eduardo ficou olhando para ela, atordoado.Só depois de algum tempo a força de seus dedos ao redor do pulso dela diminuiu.— Pensei que toda essa preocupação e esse cuidado fossem, pelo menos em parte, porque você ainda se importa comigo.Daniela quase riu de irritação.— Estou falando de uma coisa muito séria. Você pode parar de levar tudo para esse lado?— Só quero saber se existe pelo menos uma parte.Mesmo sabendo que Daniela ainda estava irritada, E
— Espere aqui.Daniela encarou Eduardo com irritação e foi procurar um dos tripulantes.Alguns minutos depois, voltou com uma bolsa de gelo e um copo de água morna.Ela se sentou ao lado dele e entregou a compressa.— Segure e coloque sobre o local machucado.Eduardo pegou a bolsa de gelo.— Obrigado.— Onde estão os comprimidos?— No bolso.— De que lado?— No esquerdo.Daniela apalpou o bolso e logo encontrou o saquinho com os remédios.Abriu a embalagem e tirou dois comprimidos, mas ouviu Eduardo dizer:— Pegue quatro.Ela interrompeu o movimento e franziu a testa.— Quatro não é demais?— Já tomei muitos medicamentos desse tipo no passado. Agora, os analgésicos comuns só fazem efeito quando aumento a dose.Na verdade, talvez nem quatro comprimidos fossem suficientes. Eduardo apenas não queria deixar Daniela ainda mais preocupada.Ela se lembrou das cicatrizes nas costas dele.Queimaduras daquela extensão deviam ter causado uma dor terrível.Daniela baixou os olhos e, em silêncio,
Depois do embarque, todos ocuparam seus respectivos lugares.Como Moema estava ferida, a tripulação preparou especialmente para ela uma poltrona mais espaçosa e confortável.Daniela se sentou ao lado dela.Moema tinha fraturado o antebraço, que já estava imobilizado, e também havia tomado analgésico. Desde que não movimentasse o braço, a dor permanecia suportável.Em comparação, o ferimento de Eduardo era muito mais grave.Uma fratura na articulação do ombro já era complicada por si só. Além disso, ele tinha sido atingido por uma pesada placa de concreto, o que, nos casos mais graves, poderia até causar uma fratura cominutiva.O avião ainda aguardava autorização para decolar.Daniela pediu um copo de água morna para a tripulação.— Está na hora de tomar a segunda dose do analgésico.— Obrigada.Moema colocou os comprimidos na boca e bebeu um pouco de água.— Tente dormir um pouco. Vou ficar aqui com você.— Não precisa se preocupar tanto. Só fraturei o antebraço. Não é nada muito gra
Moema arregalou os olhos, surpresa.— Por quê? Vocês combinam tanto. Eduardo é um homem incrível... Por que você ainda quer se divorciar? Além disso, vocês têm filhos...Antes que terminasse, o colega ao lado tocou de leve no braço dela.Ele tinha visto Eduardo se aproximando e, na pressa, esqueceu que Moema estava machucada. Embora o toque tivesse sido leve, ela soltou um grito de dor.— Ai... Meu braço!O colega entrou em pânico na mesma hora.— Desculpe! Não fiz por mal. Esqueci que você estava ferida. Está tudo bem?Moema assumiu de propósito uma expressão sofrida.— Se tivesse usado um pouco mais de força, eu provavelmente teria sofrido uma fratura cominutiva.Ele não soube o que responder.Nesse momento, Eduardo já tinha terminado de conversar com os funcionários e seguia na direção deles.Moema controlou imediatamente a expressão. Por mais que o braço doesse, suportou em silêncio e olhou para Eduardo com certa timidez.Além da timidez, havia nos olhos dela uma curiosidade difí
— Papai, você ouviu o que eu disse? — Diego balançou a mão de Eduardo. — Eu quero bolo de chocolate!Eduardo desviou o olhar de Daniela e baixou a cabeça para encarar o menino.A voz saiu grave:— Você acabou de melhorar da febre. Ainda não pode comer.Diego ficou um pouco desapontado. Fez bico, mas
Catarina não acreditou. Por isso, decidiu acompanhar Daniela até a Villa do Lago.O Porsche Panamera branco de Daniela continuava estacionado no mesmo lugar de ontem.Dentro do carro, Catarina, sentada no banco do passageiro, apontou para a mansão à frente.— Esse estilo arquitetônico... nem dá para
— Papai, eu tenho medo... não quero tomar injeção... — choramingou Diego.Enquanto falava, ele levantou o queixo para olhar para Eduardo, revelando um rostinho bonito.A respiração de Daniela travou.Os olhos dela ficaram presos no rosto do menino.Ele era praticamente a cópia de Eduardo.E tinha ch
Era uma noite de verão. No quarto principal, mergulhado na penumbra, o colchão da cama grande afundava sob o peso de dois corpos.A cortina leve deixava passar a luz branca da lua.As respirações se misturavam no ar, e as sombras se moviam silenciosamente.Eduardo havia bebido. Seus movimentos não







