แชร์

3. Sábado de desejos

ผู้เขียน: Monte
last update วันที่เผยแพร่: 2026-09-04 23:49:07

O som atravessou a parede fina antes mesmo de Melissa abrir os olhos.

Não era alto. Nunca era. Mas a casa era pequena demais para esconder qualquer coisa. A cama de Reyna rangia em um ritmo constante, baixo, acompanhado de respiração ofegante e de um gemido abafado que ela tentava segurar contra o travesseiro. O namorado — Melissa nunca perguntara o nome — estava ali de novo. Como todos os sábados.

Melissa ficou deitada de lado, os olhos abertos no escuro do quarto. O relógio do celular marcava 9:14. Luz fraca de outono entrava pela fresta da cortina. Do outro lado da parede, o ritmo acelerou por alguns segundos e depois parou com um suspiro longo. Silêncio. Depois o murmúrio baixo de vozes, uma risada curta, o barulho de lençol sendo puxado.

Ela sentiu o aperto familiar no peito. Não era nojo. Era outra coisa. Uma inveja quieta, amarga, que ela odiava admitir. Reyna conseguia. Reyna deixava um homem entrar no quarto, fechar a porta e tocar o corpo dela sem que o mundo desabasse. Melissa conseguia ouvir tudo e, ainda assim, não conseguia imaginar a si mesma no lugar da amiga.

Ela não tinha medo de homens em grupos. Conseguia sentar em salas de aula, atravessar corredores, dividir o ônibus. O pavor vinha quando a porta se fechava. Quando restava apenas um homem e o silêncio. Quando não havia para onde correr. O corpo lembrava antes da mente. Os músculos travavam. A respiração sumia. Era automático.

Mas o desejo… o desejo não tinha sumido junto com a coragem. Continuava ali, teimoso, aparecendo nas horas erradas. Como agora. Enquanto escutava os gemidos abafados da amiga, o corpo de Melissa reagia com um calor baixo e traidor entre as pernas. Ela odiava isso. Odiava a forma como a inveja e o desejo se misturavam até ficar difícil separar um do outro.

Levantou-se sem fazer barulho. Pegou a toalha e foi para o banheiro antes que Reyna e o namorado saíssem do quarto. O chuveiro esquentou devagar. Melissa entrou debaixo da água quente e ficou parada, a testa apoiada no azulejo frio. A água escorria pelos ombros, pela coluna, pelas coxas. Ela fechou os olhos e deixou o calor tentar dissolver a tensão.

Não dissolveu.

Quando saiu, o apartamento estava quieto de novo. A porta do quarto de Reyna continuava fechada. Melissa voltou para o dela, trancou com o gancho de metal e sentou na beira da cama com o cabelo ainda molhado. O celular estava sobre o travesseiro.

Pela primeira vez em semanas, foi ela quem abriu a conversa.

Luna_23: Você está aí?

A resposta demorou menos de um minuto.

VIP_01: Estou, coelhinha.

VIP_01: Que surpresa. Normalmente sou eu quem procura primeiro.

Luna_23: Hoje eu quis.

Luna_23: Preciso que você me descreva uma coisa.

VIP_01: Estou ouvindo.

Melissa mordeu o lábio inferior. Os dedos hesitaram sobre a tela. Do outro lado da parede, um novo rangido baixo da cama dela de Reyna. O som fez o estômago de Melissa contrair.

Luna_23: Se você estivesse aqui. Do lado de dentro da porta.

Luna_23: O que faria comigo?

Houve uma pausa maior desta vez. Ela quase podia sentir o peso da atenção dele do outro lado.

VIP_01: Depende, gatinha.

VIP_01: Você estaria me esperando já molhada? Ou eu precisaria te preparar devagar?

Luna_23: Eu estaria com medo.

Luna_23: Mas também estaria molhada. As duas coisas ao mesmo tempo.

VIP_01: Então eu entraria sem pressa. Fecharia a porta atrás de mim e esperaria você olhar.

VIP_01: Não te tocar ia na primeira. Ficaria em pé, perto o suficiente para você sentir o calor do corpo, longe o suficiente para não disparar o pânico. Eu faria você pedir. Em voz alta. Quero ouvir você dizer que precisa.

Melissa sentiu o calor subir pelo pescoço. A mão livre deslizou por cima da toalha ainda enrolada na cintura. Ela não abriu. Ainda não.

Luna_23: E se eu pedisse?

VIP_01: Aí eu te colocaria de joelhos na beira da cama. Devagar. Sem forçar. Só guiando.

VIP_01: Passaria o polegar pelo seu lábio inferior e mandaria você abrir a boca. Não para me chupar ainda. Só para eu ver. Para eu sentir o quão disposta você está a obedecer mesmo com o coração disparado.

O corpo dela reagiu antes da mente. Um pulsar baixo, insistente. Melissa abriu a toalha. O ar frio do quarto tocou a pele úmida do banho. Ela abriu as pernas apenas o suficiente e deslizou dois dedos entre elas. Já estava molhada. Mais do que queria admitir.

Não esperou ordem nenhuma.

Luna_23: Continua.

Luna_23: Por favor.

VIP_01: Eu te deitaria de costas. Seguraria seus pulsos acima da cabeça com uma mão só. Não apertado. Só o suficiente para você sentir que não precisa decidir nada por um tempo.

VIP_01: Com a outra mão eu abriria suas pernas. Devagar. Olharia. Sem pressa. Eu quero ver o quanto você fica molhada só de ser observada assim.

Os dedos de Melissa entraram com facilidade. Dois. Até a base. O polegar encontrou o clitóris e começou círculos curtos e firmes. O ritmo era o dela desta vez. Não havia comando. Só a voz dele na tela e o próprio corpo pedindo alívio.

Luna_23: Estou me tocando.

Luna_23: Não pedi permissão. Só… precisei.

VIP_01: Eu sei.

VIP_01: Continua. Eu não vou parar a descrição só porque você não esperou.

VIP_01: Eu entraria em você devagar. Centímetro por centímetro. Sentiria cada contração. Cada vez que você apertasse ao redor de mim por medo ou por prazer. Eu não aceleraria. Faria você sentir o preenchimento inteiro antes de começar a me mover.

Melissa arqueou as costas. Os dedos se moviam mais rápido agora. O molhado escorria pela mão. Do outro lado da parede, a cama de Reyna rangia de novo, mais ritmada. O som se misturava às palavras na tela até ficar difícil saber o que pertencia a quem.

VIP_01: Eu foderia você fundo e lento. Segurando seus quadris no lugar para você não poder fugir do quanto está sentindo.

VIP_01: E quando você estivesse perto de gozar, eu pararia. Completamente. Esperaria você tremer e pedir. Só então continuaria. Mais rápido. Mais fundo. Até você gozar ao redor de mim com o nome que eu te der naquele momento.

O orgasmo veio sem aviso. Forte. Curto. O corpo se contraiu em volta dos dedos com uma força que fez Melissa morder o travesseiro para não fazer barulho. As pernas tremeram. A respiração saiu em ofegos quentes contra o tecido.

Ela ficou parada longos segundos, os dedos ainda dentro, o coração batendo na garganta.

Depois tirou a mão devagar e digitou com os dedos úmidos.

Luna_23: Gozei.

Luna_23: Sozinha. Enquanto você descrevia.

Luna_23: Não consegui esperar.

A resposta demorou quase um minuto. Tempo suficiente para a vergonha tentar subir. Tempo suficiente para ela se perguntar se tinha quebrado alguma regra não dita.

VIP_01: Eu sei, coelhinha.

VIP_01: Eu senti pela forma como suas mensagens ficaram mais curtas.

VIP_01: Não precisa se desculpar. Eu gosto de saber que minha mensagens foi o suficiente para te fazer chegar sem eu precisar mandar.

Melissa limpou a mão na toalha. O corpo ainda latejava em ondas residuais.

Luna_23: Tem dias em que o desejo fica grande demais.

Luna_23: E eu não tenho para onde colocar.

Luna_23: Hoje foi um desses dias.

VIP_01: Então coloca em mim.

VIP_01: Sempre que precisar. Eu seguro.

VIP_01: Agora limpa os dedos. Vista alguma coisa. E fica quieta um pouco. Eu quero que você sinta o corpo ainda sensível e lembre que foi minha descrição que te fez gozar sem eu tocar em você.

Luna_23: Vou ficar quieta.

Luna_23: Obrigada.

VIP_01: Não agradeça, gatinha.

VIP_01: Só não suma. Eu gosto quando é você quem procura primeiro.

Melissa bloqueou a tela. Deitou de lado, a toalha ainda aberta sobre a pele, o cabelo molhado molhando o travesseiro. Do outro lado da parede, o silêncio finalmente se instalara. Reyna e o namorado tinham terminado.

Ela fechou os olhos.

O desejo ainda estava ali, agora gasto, mas não apagado. A inveja também. E o medo antigo, quieto, esperando a próxima vez em que uma porta se fechasse de verdade.

Por enquanto, porém, a única porta que importava era a dela.

E estava trancada.

อ่านหนังสือเล่มนี้ต่อได้ฟรี
สแกนรหัสเพื่อดาวน์โหลดแอป

บทล่าสุด

  • Meu professor é meu cliente   10. A porta está aberta

    Melissa saiu da sala com o celular apertado contra o peito, como se o aparelho pudesse ainda carregar o calor da mão dele. Os corredores estavam cheios. Ela colou-se à parede e caminhou rápido, a cabeça baixa, o coração batendo em um ritmo irregular. Dois dias, dois atrasos e o celular confiscado. A voz baixa de Hale ainda ecoava: Da próxima vez… as consequências serão diferentes. Não fora gritado. Não precisara. A ameaça quieta doía mais. No banheiro do segundo andar, trancou a cabine e só então desbloqueou a tela. A foto ainda estava na galeria. A mesma que ela enviara na noite anterior. O estômago revirou. E se ele tivesse visto? O aparelho não estava bloqueado quando ela o entregou. A imagem poderia ter ficado aberta. A possibilidade era nauseante. Uma nova mensagem de VIP_01 apareceu no topo. VIP_01: Você esteve quieta demais hoje, coelhinha. VIP_01: Me diga exatamente onde está agora.

  • Meu professor é meu cliente   9. O peso da evidência

    Sebastian Hale odiava improviso. A aula começava às oito em ponto. Ele entrava, fechava a porta e esperava o silêncio se instalar antes de pronunciar a primeira palavra. Pontualidade não era formalidade. Era o primeiro exercício de poder da manhã. Quem chegava atrasado aprendia rápido que o tempo dele não era negociável. Às 8:28 a porta se abriu. Melissa Quinn entrou com a cabeça baixa, o casaco preto oversized, a mochila batendo na coxa. Onze minutos ontem. Vinte e oito agora. A segunda vez em dois dias. A sala inteira notou. Algumas cabeças se viraram. Outras fingiram não ver. Sebastian interrompeu a frase no quadro, deixou o giz pairar no ar por um segundo e depois continuou escrevendo como se a interrupção não tivesse existido. Não comentou. Ainda não. Ela foi direto para a última fileira, canto perto da janela. A mesma carteira de sempre. Sentou-se rápido, abriu o caderno, baixou os olhos. O padrão era previsível.

  • Meu professor é meu cliente   8. Avançar

    A casa estava quieta quando Melissa chegou. Reyna deixara um bilhete torto na geladeira: “Saindo com o Vinny. Volto tarde. Tem sobra de macarrão.” O silêncio era um alívio. Melissa largou a mochila perto da porta, tirou o casaco e foi direto para o banheiro. Trancou por hábito, mesmo sabendo que estava sozinha. O chuveiro esquentou devagar. Ela entrou debaixo da água quente e ficou parada longos minutos, a testa apoiada no azulejo, deixando o calor descer pela nuca, pelos ombros, pela coluna. O dia inteiro ainda estava grudado na pele: o atraso, os olhares da sala, a voz baixa do professor Hale, o residual da madrugada. A água não apagava nada disso. Só tornava o corpo um pouco mais suportável. Quando saiu, a pele estava rosada do calor. Enrolou a toalha em volta do corpo, pegou o celular e foi para o quarto. O gancho de metal fez o clique familiar. Só então ela se deixou sentar na beira da cama, o cabelo molhado pingando no ombro. A tela já t

  • Meu professor é meu cliente   7. Atrasada

    O celular marcava 7:51. A aula de Hale começava às oito. — Merda. Ela se levantou de um salto. A camiseta de dormir ainda cheirava a sabonete da noite anterior. O pesadelo tinha vindo, mas desta vez a mensagem enviada e a resposta da manhã tinham sido suficientes para o corpo não carregar o dia inteiro como um peso. Quatro meses de conversas assim tinham ensinado o sistema nervoso a baixar a guarda um pouco mais rápido. Não eliminavam o medo. Só o tornavam administrável. Melissa se vestiu em cinco minutos: calça jeans escura, casaco oversized preto, cabelo preso em um coque torto. Sem maquiagem. Sem café. Pegou a mochila, trancou o quarto por hábito e saiu sem fazer barulho para não acordar Reyna. O ônibus das 7:55 já tinha passado. Ela correu até o ponto seguinte, o ar frio de outubro cortando o rosto. Chegou na parada ofegante, embarcou no próximo coletivo e ficou em pé perto da porta, uma mão segurando o corrimão, a outra no bolso onde o ce

  • Meu professor é meu cliente   6. Pesadelo

    O pesadelo não pedia licença. Melissa acordou com o corpo inteiro travado, a respiração presa no meio do peito como se alguém ainda estivesse em cima dela. O quarto estava escuro. A cortina deixava entrar apenas um fio de luz alaranjada do poste da rua. Por alguns segundos ela não soube onde estava. A parede, a cama, o cheiro de sabonete barato no travesseiro — nada disso fazia sentido. Só existia o peso. A mão cobrindo a boca. A impossibilidade de gritar. Ela se sentou de uma vez só. As pernas balançaram para fora da cama. Os pés tocar am o chão frio. O contato a trouxe de volta o suficiente para que o ar finalmente entrasse. Curto. Quebrado. Mas entrou. As mãos tremiam. Ela as apertou entre os joelhos até as articulações doerem. Contagem. Um. Dois. Três. Quatro. O coração ainda batia como se quisesse furar a caixa torácica. A camiseta de dormir estava grudada nas costas, úmida de suor frio. Aquele dia. Quatro anos depois e o corpo

  • Meu professor é meu cliente   5. Reconhecimento

    O domingo chegou sem pressa.Melissa passou a manhã inteira no quarto. Reyna saíra cedo com o Vinny — o nome ainda soava estranho na cabeça dela — e a casa ficou em um silêncio raro. Sem rangidos do outro lado da parede. Sem risadas abafadas. Só o vento batendo na janela mal vedada e o barulho distante de um carro passando de vez em quando.Ela tentou ler. Desistiu na terceira página. Tentou assistir alguma coisa no notebook. Desistiu também. O corpo estava inquieto de um jeito específico. Não era exatamente desejo. Era a sobra do sábado. A conversa com Reyna. A conversa com ele. A forma como as duas coisas tinham se misturado na cabeça e deixado um residual difícil de nomear.Às duas da tarde o celular vibrou.VIP_01: Você está aí, coelhinha?Melissa olhou a mensagem por longos segundos antes de responder.Luna_23: Estou.Luna_23: Casa vazia hoje.VIP_01: Interessante.VIP_01: E como está a cabeça? Ainda alta?Luna_23: Mais ou menos.Luna

บทอื่นๆ
สำรวจและอ่านนวนิยายดีๆ ได้ฟรี
เข้าถึงนวนิยายดีๆ จำนวนมากได้ฟรีบนแอป GoodNovel ดาวน์โหลดหนังสือที่คุณชอบและอ่านได้ทุกที่ทุกเวลา
อ่านหนังสือฟรีบนแอป
สแกนรหัสเพื่ออ่านบนแอป
DMCA.com Protection Status