MasukPada malam pernikahannya, Aryana ditinggal sendirian di kamar pengantin oleh Albert yang memilih tinggal bersama kekasihnya. Hati Aryana semakin hancur saat Albert memperkenalkan kekasihnya kepada Aryana seminggu setelah mereka menikah. Bahkan, Albert tidak malu menunjukkan kemesraannya di hadapan Aryana. Tanpa Aryana tahu, Albert telah melakukan banyak tipu muslihat kepada Aryana demi warisan Handaryana. Hati Aryana semakin hancur berkeping-keping saat Albert menceraikannya dan mengusirnya dengan anak mereka yang masih berusia dua bulan. Di saat putus asanya, Argandara membantu Aryana membalas dendam kepada Albert dan mengambil semua hak yang seharusnya menjadi milik Aryana dan putranya. Hingga akhirnya, sebuah rahasia kelam yang selama ini dipendam dalam-dalam oleh Alvonso Handaryana yang merupakan kakek Albert pun terkuak. Rahasia yang membuat Albert terguncang dan menyesal.
Lihat lebih banyak— Eu nunca fui tão humilhada na minha vida! — A mulher que acabara de sair da sala de entrevistas praticamente gritou isso ao passar pela recepção como um furacão.
As outras candidatas se entreolharam. Algumas ajeitaram a postura. Outras checaram os currículos pela décima vez. Todas pareciam prontas para desistir.
Eu? Eu estava sentada numa cadeira desconfortável demais para um prédio tão chique, com uma barra de chocolate meio derretida na mão, que eu beliscava compulsivamente porque meus nervos estavam em frangalhos.
Calma, Mareu. Você consegue.
Mentira. Eu não conseguia. Mas também não tinha escolha.
Minha amiga Clara tinha me arranjado essa entrevista para digitalizar papelada no RH da empresa onde ela trabalhava. Algo temporário, entediante, mas era dinheiro. E era melhor do que continuar dormindo no sofá apertado dela, comendo miojo.
Ouvi a mulher ao meu lado suspirar alto e murmurar para outra candidata:
— Não sei se vale a pena tudo isso por uma vaga de babá de duas crianças birrentas...
Minha cabeça girou tão rápido que quase quebrei o pescoço.
Espera. Crianças? BABÁ?
A recepcionista tinha me mandado para a sala errada! Peguei a bolsa do chão com a mão livre, pronta para sair dali. Eu não fazia a menor ideia de como cuidar de criança — mal cuidava de mim! Tomara que ainda desse tempo de achar a entrevista certa.
Droga, tudo estava dando errado!
Mas para ser honesta, nada mais parecia dar certo na minha vida depois de Rafael, o golpista que fingiu estar apaixonado por mim só para ter acesso ao dinheiro da minha família.
Depois do escândalo, meus pais decidiram "resolver" minha vida. Arranjaram um casamento por contrato com um viúvo bilionário — alguém que eu nunca conheci, nunca vi, sequer quis saber o nome.
Fugi antes do jantar de noivado.
Já estava quase me levantando da cadeira, pronta para fugir daqui também, quando a outra candidata respondeu, com aquele tom de quem sabe de fofoca boa:
— Mas os benefícios são ótimos! Moradia, alimentação, salário generoso... e dizem que o patrão é um gato.
Congelei com a bolsa no colo.
Teto. Comida. Salário.
Sentei de novo, devagar, recolocando a bolsa no chão.
Bom... já que estou aqui...
Mordi mais um pedaço do chocolate e esperei.
Uma a uma, as candidatas foram chamadas, desapareceram pela porta e voltaram com cara de derrota.
— Homem grosso... — ouvi uma resmungar.
— Criança impossível... — outra completou.
O relógio parecia andar rápido demais e, ao mesmo tempo, não sair do lugar.
Quando a penúltima se levantou, já não restava ninguém além de mim e da minha barra de chocolate.
— Candidata número nove! — A voz da secretária ecoou pela recepção.
Levantei com as pernas bambas. A secretária abriu a porta da sala e anunciou:
— Senhor Novak, essa é a última candidata.
Depois olhou para mim e acenou com a cabeça.
— Pode entrar.
Respirei fundo e entrei.
A primeira coisa que senti foi o caos. Um bebê chorando alto num carrinho. O tipo de choro que perfura o cérebro. Uma menina de uns seis anos andando de um lado para o outro, mexendo num celular e falando alto como mini executiva, revirando os olhos para o choro do irmão.
E então... ele.
Céus! O homem estava sentado atrás de uma mesa enorme, terno impecável, gravata afrouxada, cabelo castanho escuro bagunçado como se ele tivesse passado a mão ali várias vezes por puro estresse. Olhos verdes, cansados, mas intensos. Maxilar marcado, ombros largos, presença que ocupava o ambiente inteiro.
Meu cérebro romântico e viciado em doramas pensou imediatamente: Nem na ficção tinha um protagonista masculino tão perfeito.
E então eu tropecei. No tapete. Meu pé prendeu na beirada, meu corpo se desequilibrou, e eu me agarrei na beirada de uma mesinha lateral. O copo plástico de água que estava em cima tombou. A água se espalhou pelo tampo e começou a pingar no chão.
O barulho ecoou pela sala. Até o bebê parou de chorar por dois segundos, confuso com o show de desastres.
Eu queria enfiar a cabeça num buraco e sumir do mapa.
Senhor Novak me olhou. Aqueles olhos verdes me analisaram de cima a baixo com uma expressão que eu não consegui decifrar. Cansaço? Incredulidade? Desprezo? Provavelmente tudo junto.
O bebê voltou a chorar, mais alto ainda.
Senhor Novak fechou os olhos por um segundo, como se reunisse toda a paciência do universo.
— Como pode perceber — disse, a voz grave, controlada —, minha filha derramou refrigerante em cima do seu currículo.
Olhei para a mesa. Havia uma folha de papel molhada, borrada, ilegível.
— O que eu preciso saber sobre você? Seja rápida. Eu não tenho todo o tempo do mundo.
Engoli seco.
— Meu nome é Maria Eu... — Merda. — Mareu. Meu nome é Mareu e...
Ele arqueou uma sobrancelha.
— Você não sabe seu nome?
— Sei! É que... pode me chamar de Mareu. Tenho 26 anos e...
— Olha, Mareu — ele me interrompeu. — Você é a última candidata. Já entrevistei outras oito pessoas hoje. O bebê não para de chorar há horas e eu... — passou a mão pelo cabelo, bagunçando ainda mais. — Eu só preciso que alguém consiga fazer o básico. Se você fizer esse bebê parar de chorar, o emprego é seu.
— Sério?
— Sério.
É só um bebê. Quão difícil pode ser?
Caminhei lentamente até o carrinho. O bebê chorava mais alto ainda, como se soubesse que eu não fazia ideia do que estava fazendo.
Tentei empurrar o carrinho de um lado pro outro. O choro continuou.
Fiz uma careta engraçada. Nada.
Tentei balançar mais rápido. Só piorou.
— Então — a voz do Senhor Novak veio atrás de mim. — Como era sua rotina na última casa? Minha filha é bem ativa.
Ele quer conversar AGORA?
— Ahm... natação duas vezes na semana, tênis às quintas, hipismo no final de semana e depois do Rafael tinham as aulas de defesa pessoal...
Ele arqueou uma sobrancelha.
— Defesa pessoal para criança? Interessante.
Ahh.
Ele estava falando de criança?
Eu tinha respondido sobre a minha rotina. A rotina que eu tinha quando ainda morava na mansão dos Valença.
Melhor improvisar.
— É! — forcei entusiasmo, ainda balançando o carrinho. — Super importante para... desenvolvimento da confiança delas! E autodefesa, claro. Defesa... muita... defesa. Auto.
Ele pareceu considerar isso, então continuou:
— E como você lida com birras?
Respirei aliviada. Essa eu sabia responder.
— Normalmente com chocolate e doramas. Quero dizer, depois de uma certa idade, não dá pra achar que birra vai resolver tudo. É só se sentar e esperar passar.
Os olhos dele se estreitaram levemente.
Merda.
De novo, Mareu?
Mas então ele disse, com um toque quase... divertido?
— Interessante. Chocolate como recompensa e distração visual. Funciona?
— ...Funciona sim.
Pelo menos pra mim.
— Viagens podem estar incluídas no trabalho. Tudo bem para você?
Tentei fazer cócegas no pé do bebê. Sons engraçados com a boca. Nada.
— Ah, eu amo viajar! — respondi, quase gritando por cima do choro. — Ano passado passei um verão incrível num cruzeiro de luxo pelas ilhas gregas!
Ele inclinou a cabeça.
— Então você está acostumada a trabalhar com famílias de alto padrão. Ótimo.
Trabalhar? Eu tinha falado das minhas férias. Mas se ele entendeu como experiência profissional, eu não ia corrigir.
— Sim. Totalmente acostumada.
O bebê estava inconsolável. Senhor Novak me observava com aquela cara séria. Eu estava falhando miseravelmente.
E então, sem pensar, comecei a cantar uma música idiota de um dorama que eu tinha assistido na semana passada, em um coreano ruim, que eu nem sabia o significado.
Baixinho. Desafinado. Ridículo.
Eu estava tentando acalmar mais a mim mesma, mas... o bebê parou de chorar.
Assim. De repente. Ficou me olhando com aqueles olhinhos arregalados.
Continuei cantando, com medo de parar e o choro voltar.
O bebê soluçou uma última vez e fechou os olhinhos, finalmente em paz.
Silêncio.
Parei de cantar devagar, quase sem acreditar.
Senhor Novak continuou me observando por um longo momento.
A sala em silêncio absoluto, só o som da minha respiração ofegante, enquanto até a menina mais velha me encarava por cima do celular como se eu fosse a coisa mais estranha que tinha acontecido naquele dia.
Então... eu consegui o emprego?
Olhei para a cara dele buscando algum sinal, mas ele apenas me encarou com aqueles olhos verdes penetrantes, a expressão séria, fria, ilegível.
Bem... talvez não...
Albert memasuki kamar dengan langkah cepat. Ekspresinya penuh dengan kemarahan. Lalu, dengan cepat dan kasar dia mengambil ponsel di tangan Aryana.“Bukankah sudah kukatakan untuk tidak pernah menyentuh barang-barangku tanpa seizinku?!” kata Albert marah, tapi sebisa mungkin dia memelankan suaranya agar orang lain tidak mendengar.“Aku tahu, Mas. Cuma dari tadi ponselmu bunyi terus. Aku mengambilnya untuk mengantarnya padamu,” kata Aryana jujur.Aryana menunduk. Bersiap menerima kekerasan yang dilayangkan Albert padanya. Namun, itu tidak terjadi.“Lain kali biarkan saja,” kata Albert, lalu duduk di tepi tempat tidur dengan kasar.“Halo, ada apa?” kata Albert pada Narana yang berada di ujung telepon.Aryana bergegas meninggalkan kamar. Tidak ingin membuat Albert semakin marah jika dia masih berada di sana.Di luar kamar, Aryana menghela napas lega karena Albert tidak memukulinya.A
Aryana berjalan cepat menuju pintu. Betapa terkejutnya dia saat melihat Albert berdiri di depan pintu.“Aku akan menginap,” kata Albert langsung mengatakan tujuan dari kedatangannya. “Kamu tidak keberatan, kan?”Aryana menggeleng. “Tidak, Mas. Aku justru senang kalau Mas mau menginap di sini. Ayo masuk, Mas!”Aryana membuka pintu lebih lebar.Albert mengikuti Aryana memasuki rumah.Aryana senang Albert datang untuk menginap. Namun, dia juga takut.‘Apa tadi Kakek memarahi Mas Albert, makanya dia datang ke sini untuk melampiaskan kemarahannya padaku?’ pikir Aryana, keringat dingin mulai muncul di pelipis.“Kamu ke ruang makan saja duluan, Mas. Biar aku taruh tasmu dulu di kamar,” kata Aryana saat melewati ruang tengah.Albert tidak menolak. Ia memberikan tasnya kepada Aryana yang langsung pergi ke kamar. Sementara dia pergi ke ruang makan.Di meja makan sudah ada Yudha dan Sinta. Bersiap untuk makan malam. Keduanya terkej
“Sudah satu bulan lebih.” Alvonso membuka suara. “Kupikir sudah lebih dari cukup untukmu memikirkannya, Arga. Bagaimana? Apa kamu mau mengelola perusahaan untuk menggantikanku?”Argandara menghela napas lega dalam hati. Ternyata ketakutannya tidak terbukti.Sejujurnya Argandara tidak takut Alvonso menyakiti atau mengusirnya. Dia hanya takut Alvonso akan menjauhkannya dari Aryana.“Maaf, Kek, jawabanku tetap sama. Aku tidak bisa melakukannya,” kata Argandara tegas.“Kenapa?” tanya Alvonso, nadanya menuntut.“Karena aku sama sekali tidak mengerti tentang bisnis, Kek.”“Mengenai itu, kamu tidak perlu khawatir. Linggar akan mengajarimu pelan-pelan. Dia akan membantumu sampai kamu bisa melakukannya.”“Maaf, Kek. Aku tetap tidak bisa menerimanya. Daripada memintaku, kenapa kakek tidak meminta Kak Albert saja yang mengurusnya? Dia lebih mengerti bisnis dibandingkan aku, Kek.”“Aku tahu, tapi aku tidak bisa memberikannya pada Albert.”“Kenapa, Kek?” tanya Argandara penasaran.Argandara tidak m
Suasana dalam mobil kembali hening. Baik Albert maupun Alvonso tidak ada yang membuka suara hingga mereka tiba di kediaman Handaryana, bertepatan dengan Argandara yang juga kembali dari luar kota.Suasana hati Albert yang buruk, kini semakin buruk saat melihat Argandara. Dia pun kembali ke mobil untuk pergi.“Mau ke mana lagi kamu?” Alvonso menatap tajam Albert.Gerakan Albert yang baru membuka pintu mobil terhenti. “Aku akan kembali ke kediaman Pramudyarta.”“Tidak perlu. Biarkan Aryana sendirian di sana untuk saat ini. Apa kamu pikir dia tidak akan kecewa dan sakit hati dengan apa yang sudah kamu lakukan padanya?”‘Jadi, saat ini Aryana tidak ada di rumah?’ pikir Argandara saat mendengar ucapan Alvonso yang ditujukan kepada Albert, kekecewaan merasuki dirinya karena tidak bisa bertemu Aryana.Albert meremas pintu mobil, lalu menutupnya dengan keras. Dia menatap Argandara. Sorot matanya penuh kemarahan dan kebencian. Tapi itu hanya sesaat sebelum dia membuang muka, berjalan dengan lan
Aryana menatap Argandara dengan tatapan memelas. Tangannya menggenggam erat tangan pria itu. “Arga, aku mohon, tolong jangan beri tahu Kakek tentang sakitku ini.”Argandara mengabaikan Aryana, dia berusaha bicara dengan Alvonso.Aryana berusaha mengambil ponsel Argandara, tapi pria
Pukul enam pagi, Argandara sudah berada di kafe di depan hotel tempat Aryana menginap. Dia ditemani oleh seorang pria bernama Gani, orang yang diminta oleh Nehan untuk mengawasi Albert selama Argandara pergi bersama Aryana.Gani langsung mengikuti Albert dan Narana saat kedua orang itu men
Albert yang mendengar itu menatap Narana dengan mata membulat, lalu dia menatap tajam Aryana dengan wajah mengeras. Dengan kasar Albert mencengkeram lengan atas Aryana.“Kamu keluar?! Bukankah aku sudah memintamu untuk tidak keluar?” bentak Albert marah.“A-Aku tidak keluar, Mas.” A
Argandara terdiam sesaat sebelum berkata, “Sepertinya aku akan tinggal di sini, Han. Mungkin sampai mereka kembali nanti.”“Hm!”Argandara tidak tahu sejak kapan Albert membawa Narana ikut bersamanya liburan dengan Aryana, tapi dia yakin jika Albert pasti aka












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