LOGIN犯人に追われ、存命のため最後の救急電話を彼氏にかけた。 彼は私がふざけていると思い、電話を切った。 そして、私の最後の生きる可能性も断たれた。 私が虐殺されている時、彼は幼馴染の誕生日を祝っていた。 後になって、遺体修復師である彼は一体の死体を引き受けた。 砕けた頭蓋骨が徐々に私の顔を現し、彼は狂ってしまった。
View MoreJúlia Valença
O prazo de doze dias começou a me incomodar antes mesmo de o avião tocar o chão. Na tela do celular, a última mensagem de Paulo Meirelles continuava aberta: “Precisamos fechar essa diligência sem surpresas. O conselho do fundo espera uma recomendação objetiva.” Objetiva. Essa era uma das palavras preferidas de quem queria uma resposta curta para uma pergunta complicada. Prendi o cabelo, recolhi o notebook e esperei minha vez de sair. Passei parte das quinze horas anteriores lendo contratos de uma aquisição minoritária que prometia abrir portas para investidores brasileiros no mercado de hotelaria dos Emirados. Minha função não era escolher se o investimento parecia interessante. Era identificar os riscos jurídicos que ninguém queria descobrir depois da assinatura. O Grupo Sahar controlava hotéis, serviços de apoio e contratos de operação. O Fundo Atlântico pretendia comprar uma participação minoritária. Eu assessorava o fundo, não a companhia local, e aquela distinção deveria acompanhar cada reunião, cada pedido de documento e cada palavra do meu parecer. No desembarque, o ar-condicionado me recebeu antes que eu pudesse sentir o calor do lado de fora. Dubai surgiu aos poucos: placas em árabe e inglês, funcionários apressados, famílias, turistas, executivos segurando telefones como se alguma decisão mundial dependesse de uma mensagem respondida em dez segundos. A cidade real não parecia interessada em corresponder às fantasias de ninguém. Minha mala demorou vinte minutos. O motorista contratado pelo fundo me esperava com uma placa discreta. Durante o trajeto até o hotel, vi avenidas largas, prédios em diferentes estágios de construção e ônibus transportando trabalhadores. Em alguns cruzamentos, os canteiros de obras pareciam acordados muito antes de todo o resto. O telefone vibrou. — Chegou? — Paulo perguntou, sem gastar uma saudação. — Cheguei inteira. O que, depois do seu pacote de documentos, já considero uma vitória. — Preciso de você na reunião de alinhamento às oito. Olhei o relógio do painel. Passava das seis. — Horário local? — Claro. — Então preciso que o hotel entenda o conceito de banho em tempo recorde. E preciso de café. Ele soltou uma risada curta. — O negócio é importante, Júlia. — Meu trabalho também. É por isso que não vou assinar parecer dormindo. — Ninguém falou em assinar nada hoje. — Ótimo. Estamos começando a viagem com um ponto de concordância. Paulo representava os investidores havia muitos anos e tinha o dom de tratar qualquer dificuldade como um detalhe operacional. Eu gostava dele nos dias em que lembrava que o Direito não era um balcão de carimbos. No quarto, abri a pasta de trabalho antes de abrir a mala. A janela oferecia uma vista de torres de vidro e tráfego disciplinado. O meu reflexo aparecia sobre a paisagem: olheiras discretas, camisa amassada e a expressão de uma mulher que trocou a possibilidade de dormir por quinze anexos contratuais. Minha mãe ligou enquanto eu procurava uma tomada. — Aterrissou, filha? — Sim. E já fui convocada para trabalhar antes de conhecer o travesseiro. — Você puxou a quem? — Espero que não esteja procurando culpados tão cedo. Ela riu. Ouvir aquela risada me devolveu, por alguns segundos, a cozinha do apartamento onde cresci. Minha mãe passou anos trabalhando para pessoas que confundiam salário com licença para humilhar. Eu me lembrava dela treinando respostas diante do espelho e desistindo de dizê-las na manhã seguinte. Talvez por isso tivesse aprendido cedo que uma assinatura pode ser tão pesada quanto uma ordem. — Come direito — ela pediu. — E não entra em discussão com milionário sem almoçar. — Essa recomendação veio tarde demais para algumas fases da minha carreira. Desliguei sorrindo. Depois me sentei e fiz a primeira coisa que sempre fazia diante de um contrato grande demais: desenhei uma linha entre o que sabia, o que suspeitava e o que ainda precisava perguntar. A documentação preliminar do Sahar era impecável na apresentação. Havia gráficos elegantes, políticas internas de responsabilidade, relatórios de conformidade e fotografias de projetos comunitários. O tipo de material que tranquilizava investidores à primeira vista. O meu trabalho começava justamente depois dessa primeira vista. Às oito, encontrei Paulo numa sala de reuniões do próprio hotel. Ele estava acompanhado de uma analista financeira brasileira, Helena Costa, e de um representante administrativo local do fundo. Uma tela mostrava a programação dos próximos dias. — A ideia é otimizar as entrevistas — Paulo anunciou. — Amanhã temos a apresentação executiva. Depois, reuniões com jurídico, controladoria e operações. No fim da semana, espero que você esteja confortável com a matriz de riscos. — Confortável não é a palavra que costumo usar — respondi, abrindo meu computador. — Preciso de acesso à sala virtual completa, inclusive aos contratos de prestação de serviços e aos documentos de suporte dos custos operacionais. Helena apontou para uma coluna. — Já solicitaram os contratos com fornecedores estratégicos. — Estratégicos para a receita ou para o funcionamento dos hotéis? A pergunta fez Paulo franzir a testa. — Existe diferença? — Uma grande. Uma empresa pode terceirizar metade da operação e apresentar seus riscos como se estivessem todos fora da fotografia. Quero saber quem emprega as pessoas que mantêm essa estrutura funcionando. Paulo consultou o relógio. — Não transforme a diligência num levantamento universal de relações trabalhistas. O fundo está comprando uma participação, não assumindo a administração diária. — Ainda assim, os riscos de um contrato podem afetar a companhia e o investimento. Vou delimitar a análise por materialidade. Não vou fingir que fornecedores essenciais não existem. Ele ficou em silêncio por um instante. — Faça seu trabalho. Só preciso de pragmatismo. — E eu preciso de documentos. Encerrada a reunião, recebi credenciais de acesso à sala virtual. O sistema abriu dezenas de pastas. Entre contratos de hotelaria e relatórios financeiros, uma tinha o nome Najma Services. A empresa figurava como fornecedora de lavanderia, limpeza e apoio operacional de diversas unidades. Cliquei no índice. Havia um contrato principal, aditivos, um quadro de custos e um relatório resumido de conformidade. Procurei a relação entre os totais pagos e as obrigações assumidas com os empregados. Não estava ali. Encontrei uma nota de rodapé que remetia a um anexo ainda não disponibilizado. Mandei uma solicitação formal pelo sistema. Em seguida, anotei a pendência na matriz de riscos. Helena aproximou-se quando percebeu minha expressão. — Algum problema? — Ainda não sei. Falta uma peça. — Às vezes eles esquecem de subir o arquivo. — Às vezes. É por isso que a gente pede antes de concluir qualquer coisa. De volta ao elevador, vi a confirmação de que meu pedido havia sido encaminhado ao departamento de operações do Sahar. Um nome aparecia como responsável pela resposta: Nabil Qassem. Eu não conhecia Nabil. Também não conhecia o homem que presidia o grupo. Nas apresentações, seu nome vinha acompanhado de um título que parecia ocupar mais espaço do que qualquer cláusula: Sheikh Idris Al-Harith. Naquele momento, nenhum dos dois me interessava como pessoa. Eu só queria a peça que faltava. Quando entrei no quarto, uma notificação aguardava no computador. O anexo já estava disponível. Abri o arquivo, comecei a examinar seu conteúdo. Não encontrei a assinatura do responsável nem a data da última revisão. Passei os olhos pela primeira página. A viagem tinha acabado de ficar mais complicada.衝撃的なバラバラ殺人事件が世間から注目を集め、熱い討論の中で早々に解決された。犯人と橋見優菜は死刑を宣告され、即時執行されるようという刑罰だった。橋見優菜が亡くなったその日、澤北将悟はシャベルを持って私の墓前にやって来た。彼は私の墓前に一束の勿忘草を捧げ、丁寧に墓石を拭いてくれた。「秋穂、橋見優菜は死んだ。やっとお前に会いに来られた」「実は、一番間違ってるのは俺だ。俺は生きる資格がない」彼は苦笑して「謝りに来たんだ」と言った。そう言って、シャベルを手に取り、私の墓の前で掘り始めた。昼から夕暮れまで、やっと掘り終えた。自分が掘った土壙墓の中、彼は毒薬を飲んだ。非常に強力な毒薬らしく、瞬く間に彼は死んでしまった。私はこの結論に至ったのは、澤北将悟の魂が彼の体から抜け出すのを自分の目で見たからだ。私たち二人の魂は言葉を交わさずに見つめ合った。彼の目はみるみるに赤くなり、私の前に漂ってきて手を握ろうとした。私は身を避け、冷たく話しかけた。「もう死んだんだから、次の人生を迎えるべきだ。もうその演技はやめないか?」澤北将悟はかすれた声で言った「秋穂、愛してるよ......」彼は私を愛している、もちろん本当のことだと信じている。でも彼に与えられた傷も忘れられない。この短い人生、七年間の努力しても同等な対応を得ることができず、最後には体がバラバラにされる結末を迎えた。私たちは結局縁があっても結ばれない運命だったかも。私は疲れ切った。もう愛する力などがなかった。私は無力に首を振り「将悟、来世になってもあなたと会いたくない」そう言って、私は彼岸へ飛び立った。そこあるのは幸せな来世だと信じている。私は両親に夢を託そうと思った。彼らたちに澤北将悟の遺体を私の墓から遠ざけさせようと頼みたい。もう彼のいまさらの愛言葉に動揺するな、合葬なんてさせるものか。一歩遅れた懺悔と愛は、縁起が悪く、草よりも価値がない。END
橋見優菜は警察署に連行された後も、まだ抵抗をし続けていた。警察が私を殺した犯人の尋問ビデオを彼女に見せるなり、彼女は完全に絶望し、やがてすべてのことを白状した。犯人の最初の供述は情痴殺人だった。しかし、尋問に同席していたプロファイラーは矛盾点を発見した。情痴殺人を起こした犯人は、なぜ死体をあれほど残酷に虐殺するのか?しかも犯人はなぜこんなに冷静なのか?これらすべては、プロの殺し屋にしかできないことはずだ。警察は新しい発見に基づいてさらに調査を進め、闇サイトの中に潜んでいる暗殺組織を見つけ出した。犯人は雇われた殺し屋だった。闇サイトのチャット記録では、売り手が殺し屋に「必ず虐殺し、遺体を認識できないほど破壊するように」と要求していた。犯人は私の体をバラバラにた後に、撮った写真を売り手に送信した。売り手は不満そうな返答を返した「彼女の頭はどこだ?頭を砕いてから捨てろ」殺人犯でさえ嘆いた「この売り手が俺が殺したこの女への恨みが深すぎる。体ごと消し去ろうとしたいだろう」その私を極度に憎んでいる売り手は、なんと橋見優菜だった。取調室内で、橋見優菜は怒って罵声を浴びせた。「くそっ、なにがプロの殺し屋だっ!自分がうまく逃げられなかったしし、私まで捕まってしまった!」「こうなると知っていれば、最初から自分の手で殺すべきだった」警察は叱責した「無駄なことを言うな!犯行動機を正直に話しなさい!」橋見優菜は軽蔑そうな顔で言った「まだ説明する必要があるの?」「私は為季秋穂に嫉妬していたから、あの人が将悟兄ちゃんと付き合えるのを憎んだから、あの人を殺したんだ」「あの人を殺せば、将悟兄ちゃんを手に入れることができる」警察は尋問する「なぜ為季秋穂を殺害するのを早まった?あなたの殺し屋とのやり取りから明らかに殺人意思を表している」橋見優菜は一回苦笑いをした。間をおいて突然大笑いしながら、涙を流した。「彼女は妊娠しているから!彼女が妊娠していることを知っている!」「病院で働いている親友が、教えてくれたんだ」「怖かった。為季秋穂が将悟に妊娠したことを教えたら、きっと二人は結婚するでしょう。そうなったら、私は本当にチャンスがなくなってしまうっ!」「もう待てない、本当にもう待てなくなった……」警察は
澤北将悟は狂ってしまった。心理医師はそれをPTSDだと診断を下した。彼は精神病院に入院し、自分を暗い部屋に閉じ込め、一日中私の名前をぶつぶつとつぶやいていた。彼は全ての人を私だと思い込む。彼は薬を飲ませに来る看護師を私だと思い込み、彼女に話しかけた。「秋穂、お前の足首はまだ傷んでるか?」「あの時お前の隣にいてやれなかったことを本当に後悔してるんだ。なんて愚かだったんだろう。お前が俺と喧嘩したのも無理はない。本当に自分が嫌になる」「これからもやっぱダンスの先生になりたいのか?」「俺が投資するよ。大きな部屋を借りるから、そこでダンスを教えるのはどうか?」彼は止まらずにしゃべり続け、私の未来図を描いてくれた。看護師も私のふりをして、彼をなだめて薬を飲ませた。橋見優菜はよく彼を訪ねてくる。彼もまた彼女を私だと勘違いする。彼は看護師の手を握りしめ、慎重に問う「秋穂、どうして妊娠したことを俺に教えてくれなかった?まだ俺のこと怒っている?」「ごめん、俺がお前を怒らせてしまった。全部俺が悪かった。俺がお前に十分な安心感を与えなかった。俺がお前を置いて優菜に会いに行った。もう二度と優菜に会わないことを約束する」橋見優菜は信じられない様子で尋ねた。「将悟兄ちゃん、私は優菜だよ。本当にもう私に会ってくれないの?」澤北将悟は真剣にうなずいて「そう、もう二度と優菜には会わない」と言った。「秋穂、お前は俺と優菜の距離が近すぎることにずっと怒っているのを知ってる。俺も優菜から逃れるために、優菜に留学の提案をしてやった。その時になれば、優菜を海外に送ってから、俺らは結婚しよう。そうするほうが、優菜が結婚式の邪魔ができないだろう」「知ってる?毎日夢の中でお前との結婚を望んでいるんだ」「お前と恋して七年目になるのに、僕はまだ貧乏だから、結婚のための金を貯めよう思って、お前に恥を恥をかかせないよう、誇り持ってお前を嫁として迎えたいんだ。お前はいつも気にしないと言ってくれるけどな。でも、他人にお前が貧乏な男と結婚したと笑わせたくないんだ」彼は深い愛情を込めて橋見優菜を見つめたが、その目は明らかに彼女を通してもう一人を見ている。「秋穂、もうすぐ金が貯まるから、俺と結婚しよう」橋見優菜は崩れ落ち、澤北将悟を押しのけて泣き叫んだ。「
両親は遺体安置所から私の遺体を引き取り、家に連れて帰って埋葬することにした。澤北将悟はその知らせを聞くなり、狂ったように駆け戻り、ただ私の最後の姿を見るためだけだった。彼は私の家の前で三日三晩跪いて、最後に一目会いたいとずっと哀願した。使用人が彼を追い出した。「まだ見足りてないのですか?お嬢さんの遺体はすべてあなたが修復していはずですが」「そんなに長い間お嬢さんを認識できなかったのに、最後に会いたいなんてよく言えたものですね」「お嬢さんが天国にいるなら、きっとあなたに会いたくないでしょう。ここで偽善ぶって跪くのはやめてください。お嬢さんの帰り道が汚されます」私が埋葬された日、大雨が降った。まるで私が殺された日とそっくりだった。澤北将悟は私の葬式に近づくことを許されなかった。彼は弔問しにくる人々の後ろで跪き、大雨に打たれて体が濡れていた。橋見優菜は彼のそばに駆け寄り、傘をさした。「将悟兄ちゃん、もう三日間も食事をしてないよ。体が弱っているのに、またこんなに雨に濡れ続けたら、病気になっちゃうよ!」「お願いだから、一緒に家に帰ろうよ優菜はお兄ちゃんにご飯を作ってあげるから、一回ゆっくり寝て、すべてが過ぎ去ったと思って忘れてください」「為季秋穂はもう死んだよ、お兄ちゃんも前を向かなければならないよ。あの人のことなんて忘れてよ、優菜が離れずにずっとお兄ちゃんのそばにいてあげるから」澤北将悟は橋見優菜を一気に押しのけ、叫んだ。「どうやって彼女を忘れればいいの?!秋穂は俺と7年間一緒にいた!7年だぞ!だけど俺は何もしてやれなかった!」「最後の救助電話も俺にかけたのに、俺はそれを切ったんだ!殺されたときも、お腹には俺の子供を宿っていた!どうやって忘れればいいと言うんだ?!」彼は自分の胸を何度も拳で打ちつけた。「俺は殺人犯!秋穂を殺したのは俺だ!」「ううっ、秋穂っ」激しい一声悲鳴の後、彼は血を吐き、完全に気を失った。