Sem Toque, Um Amor Desperdiçado
No vazio da mente de Patrícia, pipocaram fogos de artifício, um atrás do outro, brilhantes, coloridos, ofuscantes.
A visão dela começou a embaçar. Todo o corpo se concentrou num único ponto, onde o prazer subia em ondas sucessivas, cada vez mais altas.
Ninguém sabia quanto tempo se passou. Quando ela finalmente conseguiu falar, a voz dela saiu trêmula:
— Amor, eu tô com frio… vamos voltar pro quarto.
Os cantos dos olhos e dos lábios dela ainda estavam marcados pelo prazer, e aquele "amor" espontâneo fez o coração de Heitor derreter.