O Alfa Deu Meu Colar à Amiga de Infância, e Eu Fui Embora
No dia em que meu companheiro predestinado, Cole, ficou diante do altar para a cerimônia com Kate, sua amiga de infância, eu estava no meio da multidão, batendo palmas.
Todos pensaram que eu enlouqueci por causa de um amor não correspondido.
Cole também deve ter pensado isso. Ele veio às pressas até mim, agarrou meu pulso com força e rosnou uma ameaça:
— Esse é o maior desejo da Kate, a única coisa que ela me pediu na vida. Ela é frágil. Quem sabe quanto tempo ainda lhe resta?
Ele apertou ainda mais meus dedos, então disse com um olhar intimidante:
— Você não ia querer que ela morresse levando esse arrependimento, ia?
Sorri com frieza e tomei um gole do meu champanhe.
— Claro que não.
Na minha vida passada, vi Kate me provocar enquanto ela estava nos braços de Cole, gritei que ela não estava doente coisa nenhuma, que tudo era mentira. Destruí a cerimônia e forcei Cole a interrompê-la.
Kate não suportou a humilhação. Saiu correndo aos prantos e morreu em um acidente de carro. Depois disso, Cole inventou uma acusação de traição contra a minha alcateia para vingá-la. Meus pais foram presos pela Aliança e morreram de fome ao longo de dez dias.
Fui exilada, acabei virando uma loba renegada e, no fim, morri encurralada e despedaçada por uma alcateia de renegados, carregando uma fúria que jamais consegui descarregar.
Desta vez, eu lhe daria exatamente o que ele queria. A cada vez que ele me traísse, eu retomaria um privilégio que concedi à alcateia dele. Três traições seriam equivalentes a três privilégios.
E então, ele não teria mais nada.