로그인As palavras de Ciro fizeram a mão de Larissa parar no ar.Uma insegurança amarga se abriu dentro dela.Como ele mesmo já disse, ela era apenas uma roteirista sem grande importância, alguém que mal pertencia àquele mundo.Mas isso nem era o pior.A mulher mencionada por Ciro só podia ser a mesma de quem Augusto falou.Arthur explicou que a criança não era dele. Mas nunca disse que aquela mulher não fosse a pessoa que amava.E Larissa ainda se lembrava de outra frase: a mulher que ele esperou por tantos anos não correspondia ao seu amor...Seu rosto perdeu a cor.Ela precisou reunir todo o controle que ainda restava para manter a voz estável:— E daí? Isso diz respeito a mim. Não preciso da sua preocupação.Larissa ergueu os olhos, coberta de espinhos.— Cuide da irmã que quer se enfiar na sua cama. Já vai ter trabalho suficiente.Ciro ficou sem reação por um instante. Seu rosto se fechou.— Eu já disse que não sabia de nada. Larissa, vai continuar usando isso para me condenar como se eu
Ciro franziu levemente a testa.— Você me detesta tanto agora que até nega o que gosta só porque estou aqui?Larissa ergueu os olhos para ele, sem o menor interesse em discutir.— Isso não importa. Diga logo por que me chamou.Ciro sentiu a frieza em cada palavra.A diferença entre aquela Larissa e a mulher que antes o cercava de carinho era grande demais. Pela primeira vez, ele quase acreditou que ela realmente não sentia mais nada.Mas como?Larissa o amou durante cinco anos. Não podia decidir acabar com tudo apenas porque ele não apareceu no registro do casamento.Ciro se recusava a aceitar.Quando o café chegou, ele olhou para a xícara.— Café preto é muito amargo. Coloque um pouco de açúcar ou leite.Larissa lançou a ele um olhar preguiçoso e quase riu.Ali estava Ciro, sentado numa cafeteria, com um garçom a poucos passos. Bastava pedir açúcar ou leite.Mas ele preferia dar uma recomendação e se convencer de que isso era cuidado.Sempre foi assim.Quando Larissa dizia que estava
Por um instante, a proposta conseguiu tentá-la.Ainda assim, Larissa não queria saber.– Não.Fez uma breve pausa antes de continuar:– Mas pode ficar tranquilo. Eu vou encontrar você.A frieza em sua voz combinava com a expressão em seu rosto.– Será a última vez.A dívida pela vida que Ciro salvou precisava ser paga.Por mais que agora o detestasse, nada mudava o fato de que, dez anos antes, foi ele quem a tirou daquele lago.Mas Larissa não permitiria que Ciro continuasse usando essa gratidão como uma corrente.Uma vez.Nunca mais....Antes de voltar ao quarto, Larissa viu que Arthur ainda estava no escritório.Quando terminou de se arrumar para dormir e saiu do banheiro, ele acabava de entrar. A ternura tranquila de sempre já suavizava seus traços.– Já escovou os dentes? Espere um pouco. Vou tomar banho e depois durmo com você.Arthur falava com a paciência de quem cuidava de cada detalhe de sua rotina.Mas, ao se lembrar da mulher que ele amava, Larissa voltou a sentir aquele in
Larissa imaginou que o assunto terminaria ali.Então a voz grave de Arthur atravessou a mesa:– Porque passei todos esses anos esperando por uma certa garota.Larissa parou.Quando ergueu os olhos, encontrou os dele fixos em seu rosto. Havia tanta ternura naquele olhar que, por um instante, pareceu que Arthur enxergava nela a mulher que esperou durante tanto tempo.Seu coração falhou uma batida.Os dedos se fecharam com mais força ao redor da colher.– É aquela mulher de quem você gosta?A mesma que ele mencionou antes.– É. Uma garota difícil de não amar.Arthur não desviou os olhos. A suavidade que preenchia seu olhar escuro fazia parecer que falava dela.Larissa achou que estava perdendo o juízo.Como pôde alimentar uma ideia tão absurda?– Quer saber quem é?Arthur continuava olhando diretamente para ela, quase como se esperasse apenas uma pergunta para lhe contar tudo.Mas Larissa perdeu a coragem.Seu coração acelerou, e os dedos se apertaram sob a mesa. De repente, teve medo de
Depois de levar todos os pratos à mesa, Larissa voltou para a cozinha. Maria observou aquela correria com um sorriso afetuoso.— Quando o Sr. Arthur chegar e vir esse banquete preparado pela senhora, vai repetir o prato mais de uma vez.Larissa respondeu enquanto caminhava de volta para a cozinha:— São só alguns pratos caseiros. Tenho medo de não agradarem ao paladar dele.— Impossível. Se foi a senhora quem preparou, até um copo d'água vai ter gosto de mel para o Sr. Arthur.Larissa riu, sem saber o que fazer com tamanho exagero.Entre os funcionários da villa, Maria era quem acompanhava Arthur havia mais tempo. Conhecia seus hábitos melhor do que ninguém e também contava com toda a confiança dele.Calculando que Arthur chegaria a qualquer momento, Larissa se preparou para servir o arroz.Foi então que uma figura alta surgiu na sala de jantar.Arthur fez um gesto silencioso para Maria.Seus olhos passaram pelos seis pratos e pela sopa sobre a mesa, depois se voltaram para a silhueta
Alex pareceu já esperar por aquela resposta. Não demonstrou surpresa.— É uma boa escolha.Ele observou Larissa, e algo difícil de decifrar atravessou seus olhos por um instante.— Arthur é muito melhor do que Ciro.Depois, acrescentou:— Mas o mais importante é que você esteja feliz.— É uma ótima escolha, sim.Larissa concordava plenamente.— Na verdade, não dá nem para comparar os dois.Alex curvou os lábios e soltou uma risada baixa.A conversa seguiu por mais algum tempo até que ele enfim tocou no verdadeiro motivo daquele encontro:— Você não pensa mesmo em voltar a desenvolver novas tecnologias?Larissa franziu a testa. A resistência surgiu em seu rosto antes mesmo da resposta.— Não.Alex soltou um suspiro.— E quanto ao sistema, a patente é sua. A decisão sobre quem deve receber a licença também deveria ser sua.Ele a encarou com pesar.— Seu pai se foi há tantos anos. Talvez já esteja na hora de deixar isso para trás...Larissa o interrompeu, fugindo mais uma vez daquele assu
A provocação de Arthur acendeu de imediato a timidez de Larissa. Do pescoço ao rosto, tudo nela ficou vermelho. Mordendo o lábio, ela ergueu-se na ponta dos pés e beijou a bochecha dele com delicadeza, como uma borboleta tocando uma pétala.— Assim está bom?Com o beijo, já tentou se afastar.Arthur
As palavras de Larissa deixaram Samuel incrédulo. Ele confirmou mais de uma vez e, ao ter certeza, riu com ainda mais entusiasmo, a alegria evidente.— Ótimo. Casaram, então está decidido. Venham me ver com Arthur.— Claro, vovô. — Respondeu ela, com sorriso doce.Assim que desligou, a porta do quar
Por sorte, o toque do celular salvou Larissa do constrangimento.— Alô?O coração acelerou. Ela atendeu às pressas.Do outro lado, veio a voz provocadora da modelo famosa e melhor amiga, Alisa Sampaio:— Então? Minha Srta. Larissa assinou ontem. Aposto que à noite já foi aproveitar o corpo jovem e f
Larissa ficou imóvel. O coração acelerou.Quando Arthur abaixou o rosto para beijá-la, o corpo dela tremeu, fora de controle.Ele percebeu. Parou no mesmo instante, forçando o domínio sobre o desejo que quase transbordava.— Com medo?Larissa ainda não tinha recuperado os sentidos.Arthur passou o i







