แชร์

Até Que o Sangue Nos Separe
Até Que o Sangue Nos Separe
ผู้แต่ง: Karine Oliveira

Capítulo 1: Linhas Cruzadas

ผู้เขียน: Karine Oliveira
last update วันที่เผยแพร่: 2026-07-25 06:19:50

Dante

O ponteiro do relógio marcava três da manhã quando assinei o último documento sobre a mesa de mogno. O silêncio do escritório era quebrado apenas pelo som baixo do copo de cristal tocando a madeira. O uísque queimava a garganta de um jeito familiar, anestesiando o peso de mandar em um império que meu pai construiu com sangue e que agora rodava sob o meu comando. Danilo achava que tinha deixado o topo por escolha, mas todos sabíamos que a transição de poder só aconteceu porque a minha mão era mais firme que a dele para lidar com os problemas modernos da organização.

A porta do escritório abriu sem alarde. Apenas uma pessoa tinha liberdade para entrar ali sem bater à meia-noite.

— O carregamento do sul chegou sem alteração — Marcelo disse, caminhando até o bar privativo e servindo uma dose para si. — A polícia local nem piscou. O pagamento foi feito pelo canal limpo.

— Ótimo — respondi, encostando a cabeça no encosto de couro da cadeira. — Se algum daqueles desgraçados tentar interceptar a rota de novo, não quero avisos. Resolve na ponta do ferro.

Marcelo assentiu devagar, virando o líquido dourado de uma vez. Ele entendia a dinâmica. Era a única pessoa dentro daquela estrutura que recebia minha confiança sem reservas. Quando a poeira baixava e o dever de liderar dava uma trégua, era com ele que eu alinhava os passos seguintes do negócio.

— Você devia sair dessa sala — Marcelo comentou, apoiando os braços na borda do balcão. — A reunião com os conselheiros amanhã vai exigir paciência. Você parece prestes a matar o primeiro que respirar torto.

— O estresse se resolve de outro jeito — retruquei, me levantando.

Subi para o andar superior do complexo onde a privacidade era absoluta. A mulher que me esperava no quarto já sabia das regras. Não havia conversa fiada, cortesia ou promessas. Na cama, a intensidade ditava o tom. Segurei sua cintura com força, prensando seu corpo contra o colchão enquanto escutava seus suspiros abafados. Era um ritmo bruto, f0da, impiedoso e insaciável. O contato físico servia como uma válvula de escape para descarregar a tensão do dia; nada além de pura atração física exposta, sem espaço para carinho ou conversas após o ato. Quando terminei, me vesti sem olhar para trás, deixando o quarto enquanto ela recuperava o fôlego.

Minha mãe, Maria, tentava manter a ilusão de uma família tradicional, organizando jantares e cobrando presenças que eu raramente dava. Mas a verdade daquela casa era fria. Meu pai e ela sabiam exatamente quem mandava ali, embora Danilo ainda tentasse dar palpites sobre como eu gerenciava os territórios. Eles não sabiam de metade dos meus passos, e era melhor que continuasse assim.

O telefone no meu bolso vibrou. Era uma mensagem curta do meu pai avisando sobre uma reunião familiar obrigatória no fim de semana. Rolei os olhos, guardando o aparelho. Nada do que vinha de Danilo trazia boas notícias, mas a obrigação com o sobrenome falava mais alto.

Júlia

O salto alto estalava no piso de mármore do saguão do hotel cinco estrelas enquanto eu ajustava o vestido no corpo. O aroma de perfume caro preenchia o ar, combinando com o ambiente exclusivo. Trabalhar como acompanhante de luxo trazia um tipo de liberdade que pouca gente entendia, especialmente vindo do ninho em que fui criada.

Lembrei de quando a notícia estourou na minha casa. O velho quase teve um ataque do coração no meio da sala de estar. Ele gritou, esmurrou a mesa e jurou pela própria vida que iria me deserdar se eu continuasse com aquela ideia. Para a elite da máfia, uma mulher escolher esse caminho era um insulto direto ao orgulho da família.

Tudo mudou no mês seguinte. Havia um impasse gigantesco travando os negócios da família no porto principal. O inspetor encarregado da fiscalização era um homem reto, inacessível para os subornos habituais e imune às ameaças veladas dos capangas do meu pai. Um sujeito difícil. Notei a oportunidade e mexi as peças certas. Como o valor cobrado pela minha companhia era alto e inacessível para um servidor público comum, me aproximei dele em um evento fechado. Usei todo o charme necessário, fazendo o homem perder o rumo do próprio julgamento. Em poucos dias, ele aceitou a quantia simbólica para liberar o carregamento de armas e drogas que estava retido nas docas.

Depois daquele episódio, meu pai engoliu o próprio orgulho e nunca mais deu uma palavra sobre as minhas escolhas.

Muitos ignorantes confundem a minha ocupação com prostituição barata. A realidade é completamente diferente. Meu papel é acompanhar homens influentes, empresários e figuras poderosas em jantares de alto padrão, viagens internacionais e eventos fechados onde a aparência vale tudo. Não existe obrigação alguma de ir para a cama com ninguém. A decisão de ir até o fim é inteiramente minha, e só acontece se o sujeito for muito gostoso e valer o esforço.

O verdadeiro motivo de eu estar nessa rotina é a descarga de adrenalina. Não há sensação melhor do que ter um homem poderoso, acostumado a mandar em centenas de pessoas, com a respiração descontrolada, cheio de t3s@o, implorando por mais um minuto do meu tempo enquanto eu mantenho o ritmo do jogo na minha mão. Ver um sujeito arrogante virar um cachorrinho carente apenas com um olhar é o maior prêmio que existe.

Sair daquele mundo sufocante da minha família e criar minhas próprias regras foi a melhor escolha. Eles achavam que podiam decidir o meu futuro, mas agora assistem de longe enquanto domino os espaços onde piso.

Cheguei à mesa reservada no restaurante privativo. O cliente da noite, um empresário do setor imobiliário, se levantou imediatamente para puxar a cadeira para mim, com os olhos brilhando de antecipação.

— Você está deslumbrante — ele disse, com a voz levemente trêmula.

Sorri devagar, deslizando para o assento sem pressa.

— A noite está só começando — respondi, observando a postura dele ruir aos poucos.

Eu amo esse jogo de poder e sedução e como sempre, quem ditava os limites daquela mesa era eu.

อ่านหนังสือเล่มนี้ต่อได้ฟรี
สแกนรหัสเพื่อดาวน์โหลดแอป

บทล่าสุด

  • Até Que o Sangue Nos Separe    ##Capítulo 23: Julgamento em Como

    A estrada para Como era uma serpente de asfalto molhado cortando a vegetação densa das colinas. A névoa da manhã pendia baixa sobre o vale, escondendo o contorno das montanhas e envolvendo o comboio de SUVs pretos em uma atmosfera cinzenta e soturna. Dentro do banco traseiro do veículo da frente, mantive meu olhar fixo no vazio do caminho, sentindo o peso do compromisso assumido ao lado do leito de Aurora.A imagem dos dedos dela cravados na minha mão e o som daquela voz rouca implorando pela vida do pai e pelo poupar da vida do irmão ainda ressoavam na minha mente. A misericórdia não era um conceito que eu costumava cultivar. Na nossa organização, a fraqueza diante de uma traição daquela magnitude costumava ser o primeiro passo para a ruína. Porém, a promessa feita a Aurora era inviolável. Paolo não morreria, mas aprenderia que viver sob a minha sentença podia ser infinitamente mais doloroso do que o disparo de uma pistola.— Dom Matteo — a voz de Marco soou do banco do passageiro da

  • Até Que o Sangue Nos Separe    ## Capítulo 22: Misericórdia e Sangue

    A luz prateada do início da manhã começava a infiltrar-se pelas frestas da persiana da suíte de isolamento, desenhando linhas pálidas sobre o piso de vinil do hospital. O bipe cadenciado do monitor cardíaco preenchia o ambiente com uma frequência calma, muito diferente do ritmo caótico e aterrorizante de horas atrás.Perto das sete da manhã, percebi uma alteração imperceptível na postura de Aurora. Suas pálpebras tremeram devagar, os cílios longos projetando sombras sutis sobre as bochechas que finalmente recuperavam a cor natural. Um pequeno gemido rouco escapou de sua garganta, interrompido pelo desconforto do curativo cirúrgico e pela sensibilidade da incisão recente na cartilagem cricóide.Aproximei-me imediatamente, inclinando meu corpo sobre a beirada da cama.— Não se force — disse, a voz soando grave, contudo mais suave do que o normal. — Você está no hospital. Está segura.Os olhos castanho-avelã se abriram devagar, vagando pelo teto branco até encontrarem o meu rosto. Uma on

  • Até Que o Sangue Nos Separe    ## Capítulo 21: A espera

    A notícia dita pelo médico ressoou pelo corredor silencioso como a única sentença aceitável naquela madrugada. Olhei nos olhos do homem por alguns segundos, observando a palidez estampada em sua pele e o suor que ainda brilhava em sua testa. A rigidez extrema que travava os músculos dos meus ombros cedeu ligeiramente, substituída por um controle frio e absoluto.— Ela está consciente? — perguntei, a voz grave e pausada cortando o ar estéril do hospital.— Não, Dom Matteo — respondeu o doutor Aris, ajeitando a postura e tentando manter a firmeza na voz. — Ela passou por um evento de anoxia severa e edema glótico. Precisamos realizar um procedimento cirúrgico de emergência no pescoço para garantir a entrada de ar. Ela está sob sedação leve para que as vias aéreas se recuperem sem o estresse da dor. Vamos transferi-la para a Unidade de Terapia Intensiva nas próximas horas.— Não — decretei sem hesitar, dando um passo à frente. — Ela não vai para a ala geral da UTI. Quero o andar superior

  • Até Que o Sangue Nos Separe    ## Capítulo 20: Sob a Sombra de Dom Matteo

    Perspectiva do Médico As portas duplas de acesso restrito se fecharam atrás de mim com um baque abafado, mas a sensação do tecido do meu jaleco sendo violentamente puxado e a Frieza absoluta no olhar de Dom Matteo Giordano continuavam impregnadas em cada centímetro do meu corpo. Meus dedos ainda tremiam discretamente enquanto eu corria em direção à sala de ressuscitação. O suor frio escorria da minha fonte, descendo pela linha da máscara cirúrgica que eu tentava ajustar a todo custo.Eu não era um recém-formado. Exercia a medicina de emergência no Hospital San Raffaele há mais de vinte anos e já havia atendido vítimas de acidentes brutais, ferimentos de arma de fogo e grandes traumas. No entanto, a ameaça murmurada por aquele homem no corredor não parecia uma força de expressão. Era uma promessa direta, cirúrgica e letal. Se aquela garota morresse naquela mesa, nenhum de nós saindo daquela sala veria a luz do dia seguinte.— Doutor Aris! A saturação caiu para 82%! — gritou a enfermei

  • Até Que o Sangue Nos Separe    ## Capítulo 19: Resgate e a Promessa de Morte

    A porta de ferro cedeu sob o impacto do chute, colidindo contra a parede de alvenaria com um estrondo que ecoou pelas vigas de aço do galpão. Avancei para o interior do antigo escritório com a pistola em rasteira, os olhos varrendo cada canto da sala iluminada apenas por uma lâmpada fraca pendurada por um fio descascado no teto.Não havia mais atiradores. O espaço cheirava a mofo, umidade e poeira acumulada de décadas.E então eu a vi.Aurora estava jogada no chão de concreto frio, no canto mais distante da sala. O vestido leve que usava estava completamente coberto por uma camada espessa de poeira cinzenta e detritos da fábrica abandonada. Seu corpo pequeno parecia ainda mais vulnerável sob a luz amarelada e vacilante da lâmpada. As mãos estavam soltas ao lado do tronco, mas a posição em que caíra indicava que desabara sem qualquer defesa.Abaixei a arma imediatamente, guardando-a no coldre enquanto cruzava o cômodo em três passadas largas. Ajoelhei-me ao seu lado no concreto úmido,

  • Até Que o Sangue Nos Separe    ## Capítulo 18: Sesto San Giovanni

    O comboio avançou pela estrada vicinal como uma sombra silenciosa. Os quatro SUVs blindados rodavam com os faróis desligados nos últimos quinhentos metros, guiando-se apenas pela iluminação escassa da lua oculta pelas nuvens de chuva. Sesto San Giovanni desdobrava-se diante de nós como um cemitério industrial: galpões de tijolos expostos, chaminés desativadas e portões de ferro corroídos pela ferrugem.O complexo da antiga tecelagem ocupava uma área isolada, cercado por vegetação densa e um muro alto com concertina danificada pelo tempo. Parei o carro a uma distância segura, sob a copa fechada de uma árvore. A água da chuva escorria pelo para-brisa, distorcendo as poucas luzes amareladas que piscavam dentro da estrutura abandonada.Marco inclinou-se entre os bancos da frente, apontando para o tablet que exibia a visão térmica captada pelo drone de vigilância que ha tínhamos lançado minutos antes.— O drone identificou quatro pontos de calor no piso térreo do prédio principal — informo

บทอื่นๆ
สำรวจและอ่านนวนิยายดีๆ ได้ฟรี
เข้าถึงนวนิยายดีๆ จำนวนมากได้ฟรีบนแอป GoodNovel ดาวน์โหลดหนังสือที่คุณชอบและอ่านได้ทุกที่ทุกเวลา
อ่านหนังสือฟรีบนแอป
สแกนรหัสเพื่ออ่านบนแอป
DMCA.com Protection Status