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## Capítulo 03: A Casa dos Marcone

ผู้เขียน: Karine Oliveira
last update วันที่เผยแพร่: 2026-07-25 06:20:51

A porta de madeira maciça da mansão Marcone foi aberta por um mordomo de uniforme escuro assim que subi os degraus de mármore. O hall de entrada era amplo, com pé-direito alto, ostentando um lustre de cristal gigantesco que projetava luzes amareladas sobre o piso de granito polido. Nas paredes, quadros a óleo com molduras douradas e pesadas mostravam antepassados da família. O lugar exalava um luxo antigo, pesado, quase sufocante.

Caminhei acompanhado por dois dos meus homens até a sala de estar principal. O ambiente era amplo, aquecido por uma lareira de pedra onde chamas estalavam sem parar. Sofás de couro marrom dispostos sobre tapetes persas ocupavam o centro do cômodo.

Na sala estavam Lorenzo, seus dois filhos mais velhos e uma mulher que parecia ter a minha idade.

— Dom Matteo, seja bem-vindo à minha casa — disse Lorenzo, levantando-se com alguma dificuldade da poltrona de couro. O peso da idade e os problemas de saúde transpareciam na caminhada lenta, mas o olhar do velho continuava atento.

Ele se aproximou e apertou a minha mão com firmeza moderada. Em seguida, fez um gesto indicando os outros presentes no ambiente.

— Estes são meus filhos, Paolo e Giovanni — apresentou Lorenzo, apontando para os dois homens de terno escuro parados perto da lareira.

Paolo, o mais velho, tinha uma postura rígida e o rosto fechado, enquanto Giovanni apenas assentiu com a cabeça em um gesto contido de respeito. Cumprimentei os dois com acenos secos.

A mulher que estava sentada no sofá ao lado levantou-se logo em seguida. Usava um vestido preto justo, com um decote profundo, e maquiagem pesada nos olhos. Ela caminhou na minha direção com passos lentos, marcando bem o quadril, parando perto demais do meu espaço pessoal.

— Esta é Bianca, minha sobrinha — disse Lorenzo, sem dar muita ênfase à presença dela.

— É um verdadeiro prazer ter você aqui, Matteo — disse Bianca, deslizando a mão suavemente pelo meu braço até pousá-la no meu ombro, mantendo o olhar fixo no meu rosto. O perfume forte de baunilha que ela usava impregnou o ar ao nosso redor. — Ouvimos falar muito sobre você, mas ninguém comentou que era tão alto pessoalmente.

Aproximei meu corpo meio passo para trás, desfazendo o contato com a mão dela sem precisar dizer nada. O comportamento dela era ostensivo, direto e sem qualquer pudor, buscando uma atenção que eu não tinha o menor interesse em oferecer.

— Lorenzo, viemos para tratar do acordo — declarei, ignorando a atitude de Bianca e voltando a atenção total para o patriarca.

— Claro, claro. Vamos jantar em instantes — disse o velho. Ele olhou ao redor, notando a ausência de alguém. — Bianca, vá ver porque sua prima está demorando, por favor.

Bianca soltou um riso curto, ajeitando a alça do próprio vestido antes de responder com desdém.

— Deve ser a roupa de novo, tio. Eu disse que ela precisava de dieta urgente. Ela está muito acima do peso, como pode querer se casar parecendo uma foca?

— Cuidado com o que fala dela — disse Paolo, a voz subindo de tom imediatamente enquanto encarava a cousin com raiva. — Mede suas palavras dentro dessa casa, Bianca.

— Chega de discussão na frente do nosso convidado — interrompeu Lorenzo, batendo a bengala no chão de madeira para impor ordem.

O silêncio voltou à sala de estar, quebrado apenas pelo som de passos descendo a escadaria principal do hall.

Virei o rosto na direção da entrada da sala no exato momento em que ela surgiu sob o arco da porta.

Minha reação foi imediata e involuntária: travei no lugar. O ar pareceu faltar no peito por um segundo inteiro.

Ela aparentava ter por volta de 18 anos, medindo no máximo um metro e 55 de altura. Tinha o cabelo longo, castanho-avermelhado, caindo em ondas até a metade das costas, com alguns fios soltos ao redor do rosto. Os olhos eram castanho-avelã com reflexos dourados sob a iluminação do ambiente, destacando-se na pele branca que carregava sardas delicadas sobre o nariz e na maçã do rosto. Tinha seios grandes que preenchiam a estrutura do corpo de forma marcada, uma cintura fina que se alargava em um quadril largo e bumbum grande. A sobrancelha era fina, exatamente da mesma cor do cabelo.

Ela era a mulher mais linda que eu já vi em toda a minha vida, com certeza, sem sombra de dúvida.

Usava um vestido de cetim rosa com caimento perfeito, com uma fenda na frente lateral aberta e as costas inteiramente descobertas, segurado apenas por alças finas. O tecido destacava o início dos seus seios no decote curto e apertado. Calçava sandálias de salto baixo prateadas e brincos grandes pendurados nas orelhas. Os lábios estavam pintados com um tom de rosa idêntico ao do vestido, em um contraste que prendeu minha atenção por completo.

— Dom Matteo, esta é minha filha mais nova, Aurora Valentina — apresentou Lorenzo, quebrando a paralisia do ambiente.

Ela deu dois passos à frente, mantendo os olhos fixos nos meus, sem a postura apelativa que a prima tinha demonstrado momentos antes.

— É um prazer conhecê-lo, Dom — disse ela.

A voz era suave e melodiosa. O som daquela voz ecoou direto nos meus ouvidos, limpando o ruído de todo o resto da sala. A forma calma como pronunciava as palavras arrepiava a pele do meu pescoço, fazendo meu maxilar travar enquanto eu tentava manter o rosto completamente neutro diante de todos.

— O prazer é meu, Aurora — respondi, mantendo o tom firme, embora por dentro o impacto da presença dela tivesse desalinhavado qualquer pensamento lógico sobre negócios que eu trouxera para aquela noite.

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