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CASEI COM UM MAFIOSO E AGORA?
CASEI COM UM MAFIOSO E AGORA?
ผู้แต่ง: Lizy Joaquim

Capítulo 1

ผู้เขียน: Lizy Joaquim
last update วันที่เผยแพร่: 2026-10-15 04:38:09

HÁ DOIS ANOS...

Era uma tarde de chuva forte na cidade da Beira. Os moradores andavam apressados, uns para o trabalho, outros para a escola, todos a correr para cumprir as suas agendas. O céu estava completamente nublado, e os raios rasgavam as nuvens sem parar.

Khalifa, para não dar trabalho ao motorista da família, decidiu ir à faculdade de chapa. O verdadeiro motivo, porém, era outro: não gostava que os colegas soubessem da sua condição, preferia passar despercebida, como sempre fez. E foi essa decisão que a trouxe ali, parada à porta de um estabelecimento comercial, a tremer de frio, com as mãos a apertar com força a alça da sua mochila de couro.

Khalifa era uma mulher bela, não só no rosto: cada gesto, o modo como andava, falava e sorria com discrição, tudo nela era capaz de hipnotizar. Fruto de anos de ensinamentos rigorosos. Dizem que a prática leva à perfeição, e com ela não foi diferente.

Mais um raio cortou o céu, e Khalifa encostou a testa na parede, soltando um suspiro baixo. Tinha medo de trovoada. Arrependia-se amargamente de não ter saído de carro. O céu limpo que viu ao sair de casa foi o seu maior engano; devia ter verificado a previsão do tempo.

— Olá, posso ajudar em alguma coisa? — disse uma voz masculina atrás dela.

Aquela voz fez-lhe arrepiar ainda mais. Virou-se devagar, embaraçada, e ficou sem graça ao ver um homem diante de si: belo, de corpo atlético, com uma camisa social preta que não escondia os músculos definidos dos braços. Os seus olhos castanhos claros brilharam ao pousar nela.

— Obrigada, está tudo bem. — respondeu ela, baixo.

Pietro observava-a desde que ela desceu do chapa, e teve que conter o riso que lhe subia aos lábios. Como é que uma rapariga que tremia como vara verde e se agarrava à parede a cada trovão podia dizer que não precisava de ajuda? Pensava ele.

— Olha, vi-te sair daquele transporte e estás aqui desde então. Pelo visto não tens guarda-chuva, e percebo bem que tens medo da trovoada. Só quero ajudar. Deixa-me levar-te até ao teu destino — insistiu ele, olhando para a mochila que ela apertava contra o peito.

Khalifa ponderou. Estava sozinha, sem defesas, e não tinha sido esperta. O que é que poderia correr mal se aceitasse a boleia de um estranho? Nada de mais. O pior que podia acontecer era ele magoá-la, e até pensou que não seria má sorte, assim não teria que ser esposa de um homem que mal conhecia.

Acenou devagar, consentindo.

— Só para constar eu tenho guarda-chuva sim. É que só tenho medo mesmo da trovoada.

Pietro soltou uma risada suave, para não a constranger.

— Para onde vais? — perguntou.

Khalifa olhou para ele, desconfiada.

— É só para saber onde te deixar — acrescentou ele, em tom de defesa.

Ela sorriu, envergonhada. Ele só estava a ser gentil, e ela a pensar em coisas más. Pensou consigo mesma.

— Universidade Licungo — respondeu.

Pietro fez um sinal ao motorista, e em poucos minutos o carro parou mesmo à porta da instituição, para grande alívio de Khalifa.

— Muito obrigada por tudo. Salvaste-me — disse ela, fitando-o nos olhos. Ele retribuiu o olhar com a mesma intensidade. Havia uma tensão no carro que se podia cortar com uma faca. Ambos sentiam uma atração forte, inesperada e avassaladora.

Pietro ficou sem palavras. Só conseguia olhar para os lábios carnudos dela, que pareciam doces e irresistíveis. Sempre conseguiu tudo o que quisera na vida, e agora, ele queria, definitivamente, beijar Khalifa. Num impulso, aproximou-se e colou a sua testa na dela.

Khalifa não se afastou. A sua respiração tornou-se pesada, controlada mas cheia de desejo. Ambos queriam aquele beijo. A mão dele tocou-lhe suavemente a coxa, e os lábios uniram-se de imediato. Um beijo intenso, apressado e sedento. A mão de Pietro encaixou-se na perfeição no rosto dela, como se tivesse sido feita para ele. Segurou-lhe a cabeça com possessividade e aprofundou o beijo, as línguas a dançarem em sintonia. Khalifa esqueceu-se de todos os seus receios, o som da chuva a bater no vidro só tornava o momento mais quente. O motorista, percebendo o que se passava, saiu do carro para lhes dar privacidade.

Com dedos rápidos e ansiosos, ele abriu os primeiros botões da blusa dela, revelando o top branco que usava por baixo. Passou a língua lentamente pelo seu pescoço, arrancando-lhe gemidos baixos. Os seus dedos deslizaram-se devagar para o meio das suas pernas, e foi nesse instante que a razão voltou a Khalifa.

Afastou-se de repente e voltou a abotoar a blusa, trémula.

— Eu não posso fazer isto — disse ela, assustada, enquanto lágrimas lhe rolavam pelo rosto.

Desde pequena que a mãe, Judith, lhes ensinara que deviam manter-se virgens até ao casamento, para cumprirem os seus deveres como filhas. Dizia que, se não o fizessem, desonrariam a família. Khalifa, que sempre fora muito próxima da mãe, seguia os seus ensinamentos à risca. Até àquele dia.

Abriu a porta do carro e saiu sem olhar para trás. Não podia dar-se ao luxo de se apaixonar por um estranho. Porque daí a dois anos, ela iria casar-se com o filho do Presidente.

DIAS ATUAIS...

Andrew observa os últimos preparativos para os casamentos ou melhor, para a venda das suas filhas. No seu rosto estampava-se uma satisfação enorme: finalmente iria cumprir o seu objetivo. Livrar-se-ia da dívida que perseguia a família há anos, uma dívida de sangue que não o deixava dormir em paz. Agora, finalmente, podia respirar de alívio.

Enquanto isso, no quarto, Mia atirava objetos para o chão, jurando de pés juntos que jamais se entregaria àquele mafioso. O seu lugar, gritava ela, era ao lado do filho do Presidente, foi para isso que estudou tanto, para provar ao pai que era ela a digna de estar na Casa Vermelha, e não Khalifa. Para isso precisava de um plano muito bom para deixar a irmã fora do jogo.

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