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Capítulo 5

ผู้เขียน: Joana Oliveira
O semblante de Ricardo se fechou de repente. Estava prestes a soltar o braço de Vanessa, mas ela o reteve com firmeza.

— Ricardo, ainda não estou me sentindo bem. Você poderia ir comigo até a farmácia para eu pegar o remédio? — Ela pediu, com um tom que misturava fragilidade e insistência.

Ele franziu o cenho, desviou o olhar da silhueta que havia acabado de desaparecer e assentiu de forma breve, sem demonstrar muito interesse.

Seguiu ao lado de Vanessa até a farmácia. Enquanto caminhavam, ela olhou discretamente para trás e percebeu que ele estava com a atenção distante. Aproveitou para se aproximar um pouco mais, mantendo um sorriso calculado.

— Ricardo, o Leo quer estudar em um jardim de infância particular, mas os documentos dele estão irregulares. Será que você poderia colocar a guarda dele temporariamente no seu nome? — Ela perguntou, a voz ganhando um tom mais suave, quase cauteloso. Temendo que ele recusasse, acrescentou às pressas. — Não precisa se preocupar, seria mesmo só por um período curto. E ninguém vai ficar sabendo.

Ricardo parou, virou-se na direção dela e a encarou.

Vanessa manteve o olhar firme, mas sentia as mãos suarem de nervoso; acabou apertando os dedos contra as palmas.

— Ricardo, você ficou incomodado com o que eu disse?

— Passar a guarda para o meu nome não é o mais adequado. — Ele respondeu, mantendo a expressão neutra. — O que posso fazer é pedir para a minha mãe registrar ele como enteado.

Vanessa ficou sem palavras.

Enteado da família Ferraz? Isso não colocaria o próprio filho no mesmo patamar familiar que Ricardo? E, nesse caso, ela, como mãe de Leonardo, passaria a ocupar que posição?

— Não quer assim? — O olhar de Ricardo se intensificou.

Ela conteve qualquer reação mais evidente.

— Não, você decide.

Ele apenas assentiu levemente e não comentou mais nada.

Vanessa, por dentro, sentiu a frustração crescer. No entanto, respirou fundo e ponderou que certas coisas não se resolviam com pressa. Se o filho passasse a fazer parte oficialmente da família Ferraz e conquistasse a simpatia dos mais velhos, não haveria motivo para temer o futuro.

...

Ricardo não voltou para casa naquela noite.

Antes, Luana costumava deixar a luz acesa esperando por ele, mas agora deixou de lado esse hábito, pois já não fazia diferença se ele voltasse ou não.

Na manhã seguinte, ela estava a caminho do hospital quando encontrou Vanessa e o filho no térreo. Pretendia passar direto, ignorando-os, mas a voz de Vanessa a interceptou.

— Doutora Luana!

Luana parou e a encarou com calma.

— Precisa de alguma coisa?

— Doutora Luana, você não gosta de mim? — Perguntou Vanessa, encarando-a fixamente.

— Sra. Vanessa, acho que você está interpretando demais as coisas. — Respondeu Luana, sem alterar o tom. Não era que não gostasse dela, mas simplesmente não havia motivo para nutrir afeição. Afinal, mal se conheciam.

Vanessa deu um passo adiante, puxando o filho para o lado.

— Que bom que não é nada disso. Ah, você está a caminho do hospital, certo? Quando eu deixar o Leo na escola, também vou para lá. — Ela completou, em um tom aparentemente cordial. — Já que vamos na mesma direção, posso pedir para o Ricardo nos levar. Assim, ele te dá uma carona também.

O corpo de Luana enrijeceu por um instante.

Então, ele havia passado a noite na casa de Vanessa? Eles ainda nem estavam oficialmente divorciados, e Ricardo já se apressava em se deitar com outra.

— Não é necessário. Estou com o carro. — Disse Luana, com uma voz rouca.

Vanessa segurou o braço dela.

— Ora, que bobagem! Trabalhamos no mesmo hospital. O Ricardo já deve estar chegando.

Luana sentiu a raiva subir como um calor incômodo no peito. Já não sabia se Vanessa agia de propósito para provocar, suspeitando talvez que havia algo entre ela e Ricardo, ou se simplesmente queria exibir a proximidade dos dois.

Num gesto brusco, ela soltou-se.

— Eu disse que não precisa.

Foi então que Vanessa se desequilibrou e caiu no chão.

Vendo a mãe cair, Leonardo avançou contra Luana e a empurrou com força.

— Sua mulher má! Como pode empurrar a minha mãe?

O celular de Luana caiu no chão com o impacto. Ainda tomado pela fúria infantil, Leonardo ergueu o pé e o pisoteou várias vezes, sem hesitar.

— Você não tem o mínimo de educação! — Luana agarrou o garoto pelo braço e o afastou. Ele caiu sentado e desatou a berrar.

O barulho fez Ricardo parar o carro ao lado, sair apressado e cruzar a calçada em passos largos.

— Luana!

No impulso, nem se deu conta de que havia chamado seu nome na frente de Vanessa.

— Papai! Essa mulher má empurrou minha mãe! — Leonardo chorava alto, o rosto todo molhado de lágrimas encenadas.

Vanessa se abaixou para verificar o filho, o semblante carregado.

— Doutora Luana, se a senhora tem algum problema comigo, pode descontar diretamente em mim. Mas não precisa colocar a mão em uma criança.

Luana sentiu a mandíbula se contrair de tanta raiva.

— E quanto ao fato de seu filho ter pisado propositalmente no meu celular, Sra. Vanessa, não vai dizer nada?

— Ele não fez de propósito. — Disse Vanessa, desviando olhar.

— Uma vez poderia até ser acidente, mas várias vezes seguidas é de propósito.

— Luana... — Ricardo a interrompeu, o olhar tingido de irritação.
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Maria Das Dores
homens fracos sempre defendem as amantes
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