เข้าสู่ระบบBianca não respondeu. Mas a respiração dela ficou mais pesada.Ela simplesmente não tinha coragem de erguer a cabeça e encarar Dante.Depois de tudo o que fez, achou que o Grupo Vórtex a arrastaria para o tribunal sem hesitar. Achou também que Dante passaria a sentir nojo dela.Só que não foi isso que aconteceu.Pelo contrário. Ele moveu muita coisa para tirá-la dali.No caminho, o advogado já tinha explicado, Dante assumiria sua defesa.Como a atitude de Bianca não chegou a causar um dano irreversível, o Grupo Vórtex decidiu responder junto com ela, pagar a compensação devida ao Grupo Fonseca e tentar reduzir ao máximo as consequências legais.Além disso, com alguns contatos acionados por Dante, Bianca pôde sair sob supervisão, mas ainda com liberdade de locomoção.Em outras palavras, Dante escolheu cobri-la. Protegê-la.E Bianca também não era burra. Antes de ela viajar, já tinha percebido que a maneira como Dante a tratava era diferente.Agora entendia com clareza, havia sentimento
— Mano, depois de tantos anos, você finalmente conseguiu voltar para Astério. Talvez seja melhor deixar isso de lado por enquanto.No fundo, o que Carolina queria era apenas tirar de Ayla o apoio da família Cardoso.Mas a ideia de Gabriel voltar e já entrar fazendo esse tipo de coisa a deixava apreensiva.Os tempos eram outros. E Daniel não era um homem qualquer.No fim, os homens de Gabriel também não estavam errados, agora não era uma hora simples para agir.— Eu já disse que não vou deixar ninguém fazer você engolir desaforo. Por mais difícil que seja, eu vou resolver isso por você.A voz de Gabriel saiu baixa, firme.Desde que retomou o comando da Ordo Nihilis, era isso o que ele mais queria fazer.Proteger sua única irmã. A única mulher que ele realmente amou.— E essa Ayla? A filha do Samuel? O que você pretende fazer com ela?— Com ela, ainda não. — Carolina respondeu, fria. — Eu mesma vou lidar com essa garota.Agora que Ayla estava casada com Daniel, matá-la de imediato não co
Mas, depois, ninguém soube ao certo o que aconteceu. Gabriel caiu numa armadilha e foi forçado a deixar a Ordo Nihilis.Antes de partir, fez questão de deixar uma ordem aos manos de confiança que ficaram: cuidassem de Carolina.Carolina sofreu muito com a partida dele. Houve um tempo em que chegou até a pensar em largar tudo para segui-lo.Mas Gabriel não podia levá-la consigo.Havia dívidas demais pesando sobre ele, ameaças demais em aberto. O próprio futuro já era incerto demais. Arrastar Carolina para aquilo só aumentaria o peso dos dois.E havia algo ainda mais decisivo.Gabriel conhecia Carolina. Ela nunca foi uma mulher feita para viver de sentimento.Carolina era ambição em estado bruto. O que ardia dentro dela era uma força escura, alimentada por rancor. O lugar para onde ela queria ir sempre foi o topo absoluto do dinheiro e do poder.Enquanto esse mundo continuasse girando em torno de matéria, status e influência, ela jamais saberia parar.Depois que Gabriel foi embora, Carol
Naquele dia, os dois só apareceram para provocar porque haviam recebido uma missão de um mandante anônimo. A família Cardoso era um império intocável no país. Para tipos como eles, desafiar um gigante daquela forma devia soar como uma dose letal de adrenalina.— Então tem gente na dark web caçando o Grupo Cardoso.Ayla sentiu o sangue esfriar. Como eles já suspeitavam, aqueles dois homens não passavam de peões insignificantes. Eles não sabiam de quase nada, e era exatamente isso que tornava a sensação ainda pior.Daniel soltou um suspiro pesado enquanto seu peito baixava. Ele pegou o celular, ligou para um de seus subordinados e deu instruções curtas e diretas. Só então ele voltou para o lado de Ayla.— O Grupo Cardoso é influente demais no cenário internacional e isso sempre desperta inveja. Quando certos concorrentes perdem a capacidade de lutar de frente, eles apelam para esse tipo de jogo sujo.Daniel não parecia surpreso. Para ele, aquela sujeira era apenas a engrenagem natural d
Daniel segurou a mão que Ayla recolheu e a envolveu inteira na sua.A mão dele era grande, quente, capaz de cobrir a dela por completo, como se, desse jeito, pudesse mesmo protegê-la de tudo o que existia lá fora.— Não. Sem você, eu não ficaria bem.Ayla já sentia os olhos arderem.Daniel estava quase fazendo-a chorar.Ela virou o rosto, tentando escapar da intensidade dele, e só conseguiu negar de um jeito duro, quase sem naturalidade.— Não é assim.No fundo, Daniel tinha razão.Talvez, mesmo que a vida a esmagasse outra vez, ela ainda encontrasse força para seguir.Mas coração era carne viva. Quando a dor atravessava fundo demais, não existia volta inteira.E, pior, justamente por ter conhecido Daniel, o mundo sem ele seria ainda mais vazio.Talvez até a beleza das coisas desaparecesse junto.— Lalá... — Daniel a chamou de novo, ainda mais baixo, ainda mais perto. — Então me responde uma coisa. Se o perigo viesse direto para mim hoje, e você estivesse ao meu lado, será que ia pensa
Daniel analisava tudo com seriedade demais. Mas, em todos os cenários que descrevia, desde que ela saísse ilesa, ele parecia não ver problema nenhum.Aquilo enterneceu Ayla. E também a irritou.— E você? Se ficar na minha frente... e se você...— ...Só de imaginar o resto da frase, Ayla já sentiu o peito afundar.A lembrança do que aconteceu nas montanhas voltou como um golpe.Ela não suportaria passar por aquilo de novo.A ideia de quase perdê-lo, uma vez já foi mais do que suficiente.— Não vai acontecer nada comigo.Daniel conhecia bem o coração dela. Nem esperou que terminasse de falar. Já começou a acalmá-la, roçando o rosto no dela, buscando seu pescoço, beijando-a devagar, tentando desfazer a tensão com carinho.Mas Ayla não estava em condições de ceder.Afastou-o um pouco.— Como assim não vai acontecer nada com você? Você por acaso é feito de aço? E, mesmo que fosse, quando o mundo desaba, até o aço vira pó... Já esqueceu o que fez quando foi salvar aquela menina?Naquela vez







