เข้าสู่ระบบLorena segurava o celular e abaixou a cabeça para mandar uma mensagem a Anna, mas já não conseguia enxergar as letras na tela. Só percebeu que estava chorando quando as lágrimas começaram a pingar sobre o visor, embaçando ainda mais a visão.Ela enxugou o rosto com força, limpou a tela do celular e só então escreveu para Anna que Isaac já tinha sido levado ao hospital. Ainda precisava descobrir em qual hospital ele estava.Nesse momento, o celular dela tocou outra vez. Desta vez, era Letícia.O que Letícia queria a essa hora?— Mana! Onde você está? — A voz de Letícia também soava muito aflita.— Eu estou em casa. — Respondeu Lorena, esforçando-se para manter a voz firme.— Ah, que bom, que bom. — Letícia suspirou, claramente aliviada. — Mana, nos próximos dias, não saia se não for necessário. Se você tiver alguma urgência e precisar sair, leve vários seguranças com você.— Por quê?Será que Letícia também sabia de alguma coisa?— Mana, alguém quer fazer mal a você. É aquela Aurora. Vo
Bastava Lorena fechar os olhos para ouvir novamente os tiros, que ainda ecoavam em sua cabeça. O ronco do motor também voltava à sua mente, acompanhado da imagem de Isaac sendo arremessado pelo carro e do segurança caindo ferido pelo disparo, com o sangue se espalhando pelo chão.Pouco depois, ela recebeu a ligação de Anna.A voz de Anna chegou aos seus ouvidos carregada de angústia.— Lorena, onde você está? Volte para casa agora. Alguém quer fazer mal a você.Então era por isso que Anna tinha ligado...Lorena quis responder, mas a voz não saiu. As palavras ficaram presas na garganta.Ela sentia que devia desculpas a Anna.— Lorena, Isaac foi atrás de você! Você encontrou Isaac? Como você está agora? Você está bem? — Anna estava desesperada e claramente preocupada com ela. É claro que também devia estar aflita por Isaac.Mas como Lorena poderia contar aquilo a ela?— Anna... — Lorena começou, já com a voz rouca. — Isaac... me desculpe... O Isaac... foi atingido pelo carro...Assim que
Lorena olhou para trás e viu Isaac e os seguranças caídos no chão. O coração se apertou ao ver aquela cena, mas ela seguiu Allen de perto e entrou no carro mesmo assim.Os tiros tinham chamado a atenção da equipe de segurança do shopping, e alguns agentes já começavam a se aproximar. Allen falou com urgência:— Chamem a polícia agora. Chamem uma ambulância!Depois, ele se voltou para os três homens caídos no chão.— Aguentem firme. Vou tirar o carro daqui e avisar o Sr. Rossi assim que puder.Rita estava apavorada. Ela segurava a mão de Lorena com força e, mesmo tomada pelo medo, ainda tentava consolá-la.— Lô, não tenha medo. Não tenha medo. Nós estamos seguras agora. Os médicos e a polícia vão chegar logo. Os três vão ficar bem.Lorena se encostou à janela do carro. Pela janela, viu os três homens se distanciarem cada vez mais, enquanto outros seguranças se aglomeravam ao redor deles. Um zumbido ensurdecedor ecoava em sua cabeça. O coração disparado parecia querer saltar do peito, e
O Ano-Novo já se aproximava.Embora estivessem fora do país, a família Rochas continuava considerando o Ano-Novo uma das datas mais importantes para reunir todos os seus integrantes.Quando essa época chegava, a avó fazia questão de manter as tradições de seu país de origem. Os empregados contratados pela casa da tia não sabiam cuidar dessas tradições, então a tia, Lorena e Ethan ajudavam a avó em tudo.Lorena, principalmente, ainda não tinha voltado às aulas e, por isso, conseguia passar mais tempo ajudando a avó.Eles preparavam linguiças curadas, carnes defumadas, espalhavam enfeites festivos pela casa e até tinham encontrado um pequeno moedor manual. Com ele, a avó moía milho para fazer broas.Ninguém reclamava, dizendo que já havia presunto italiano de primeira em casa e que não fazia sentido preparar linguiça curada, nem que era muito mais fácil comprar tudo pronto no supermercado. Todos acompanhavam a avó com prazer na preservação daqueles costumes de Ano-Novo. Mais do que isso,
Ele assumiu toda a responsabilidade e também atraiu para si toda a revolta dos internautas.— Ele é um homem adulto. Assumir responsabilidade era o mínimo que ele deveria fazer! E você já fica toda comovida por causa disso? — Felícia não suportava ver a filha se humilhando tanto por amor. — Por acaso faltam homens bons neste mundo?Verônica arrancou o celular das mãos dela.— Sim, existem muitos homens. Mas Alberto só existe um!Depois de dizer isso, ela saiu correndo.— Aonde você vai? Se for atrás dele, você vai se ver comigo...Felícia nem terminou de falar. Verônica já tinha saído.Ela realmente foi procurar Alberto.Verônica foi até a empresa dele. Como Alberto estava participando de outra reunião, ela ficou esperando no escritório dele.Quando Alberto voltou, encontrou Verônica sentada em sua cadeira de trabalho. Sua expressão escureceu na mesma hora.— Quem deixou você entrar aqui?Verônica não disse nada. Levantou-se num salto, correu até ele e se atirou em seus braços, abraçan
Alberto ficou paralisado por um longo instante. Depois, soltou um sorriso amargo.— Você é boba mesmo. Só você acha que eu sou bom em tudo.Verônica também ficou em silêncio por muito tempo. No fim, com os olhos marejados, ela disse:— Você só tem um defeito: não gostar de mim.Alberto acabou se sentando no chão. Só depois de um bom tempo ele voltou a falar:— Eu já disse. Eu vim pedir desculpas.Verônica virou o rosto para o lado, os olhos vermelhos e a expressão tomada pela mágoa.Alberto continuou:— No fim das contas, a culpa foi minha do começo ao fim. Eu nunca deveria ter deixado você aprender aquela coreografia por meio do vídeo. Eu deveria ter tido mais cuidado com os arquivos que guardava.As lágrimas de Verônica começaram a escorrer sem parar.— Fui eu que copiei escondido. O que você tem a ver com isso?— De qualquer forma, fui eu que deixei as coisas chegarem a esse ponto. — Disse Alberto. — Eu falhei com você e também falhei com Lorena. A culpa é minha.Ao ouvir aquilo, Ve
Isaac tinha voltado a beber. Ele tinha quebrado a própria regra. Pelo tom da voz, Lorena percebeu que ele estava até um pouco bêbado. Mas será que Isaac realmente seria capaz de gritar daquele jeito em público?Na lembrança de Lorena, Isaac, no ensino médio, tinha sido o típico gênio frio: o melhor
O som contínuo da água ecoava no banheiro. Isaac estava tomando banho. Eram três horas da manhã. Ele tinha acabado de chegar em casa.Lorena ficou parada na porta do banheiro, porque ela queria conversar com ele sobre uma coisa. Ela estava tensa e não sabia se ele ia concordar com o que ela estava p
Lorena viu que, depois de um breve constrangimento, Isaac e Aurora logo assumiram esse “novo” papel. Os dois passaram a conversar e rir com o parceiro de negócios como se nada tivesse acontecido. Eles pareciam um casal perfeito…Lorena, em silêncio, tirou uma foto com o celular. Quando ela se virou
— Isaac… — A voz de Lorena falhou, traindo o nó na garganta.— Hein? Lorena? — Isaac segurou a mão dela. — O que aconteceu? Você está com vontade de chorar? Se quiser chorar, chora. Não precisa segurar.A voz de Isaac era muito, muito doce.Era igual àquela época em que Lorena tinha saído da sala de







