Terima Kasih Ayah, Karenamu Aku Patah Hati

Terima Kasih Ayah, Karenamu Aku Patah Hati

last updateLast Updated : 2025-08-07
By:  RinosOngoing
Language: Bahasa_indonesia
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Synopsis

Impian Arin untuk memiliki Ayah yang bisa membuat dirinya nyaman hanyalah isapan jempol belaka karena kenyataannya Ayah Arin tidak memiliki sikap yang membuat Arin bisa nyaman dengan sikapnya. Ayah Arin sangatlah egois, semua hal yang terjadi pada keluarganya harus dia yang memutuskannya, bahkan dia tak pernah sekalipun mengalah kepada anaknya. Hal itu berlaku juga untuk masalah pasangan untuk anaknya, bahkan kedua Kakak perempuan Arin pun sudah menjadi korban perjodohan oleh Ayahnya. Mereka berdua hanya bisa menuruti perintah dari Ayahnya. Akan tetapi, itu semua tidak berlaku bagi Arin. Arin yang sudah memiliki kekasih malah menentang keputusan ayahnya. Mengingat sifat Ayah Arin yang Egois, bisakah Arin mendapatkan lelaki pilihannya sendiri ataukah dia terpaksa menuruti perintah dari Ayahnya dan menjadi korban perjodohan.

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Chapter 1

Terimakasih Ayah Karenamu Aku Patah Hati

Jon Odero estava prestes a cruzar a esquina sob uma tempestade furiosa. O olhar fixo no semáforo. Faltavam apenas alguns segundos para o sinal abrir.

Os nós esbranquiçados em suas mãos firmes no volante revelavam sua relação com o tempo naquele instante. Os olhos, por vezes, fechavam e se abriam, tentando conter a fúria que crescia dentro dele.

— Mal**** tempestade — murmurou chateado.

O sinal abriu. Ele acelerou. Estava quase virando a próxima esquina quando percebeu, a tempo, um vulto cruzando diante do carro. Foi preciso todo o seu autocontrole para não ferir quem quer que tivesse se atrevido a atravessar.

Jon saiu do carro sem se importar com o guarda-chuva no banco ao lado. Seus olhos encontraram uma mulher sentada no asfalto, bem à frente do veículo. As mãos dela cobriam o corpo trêmulo; os cabelos, uma cascata negra, colavam ao rosto encharcado.

Ele se agachou até ficar à altura dela. Observou-a por alguns segundos antes de falar, mantendo certa distância:

— Sua vida é tão miserável assim, a esse ponto? — A voz grave, quase angelical, fez a garota erguer o rosto para ele.

"Eu devo estar no céu... e este deve ser o anjo mais lindo que já vi."

Jon ergueu uma sobrancelha, como se tentasse ler os pensamentos dela.

— Consegue me entender? Quer que eu te leve ao hospital? — Sua paciência estava quase no fim.

A chuva caía sobre eles como uma torrente incontrolável. Percebendo que ele aguardava uma resposta — e que parecia muito chateado —, ela respondeu, engasgando com as palavras:

— Eu sinto muito, senhor! Eu só... alguém estava me perseguindo! — As mãos dela estavam coladas ao corpo; a pele, num tom arroxeado.

— Venha! Vamos sair debaixo dessa tempestade e você me conta tudo no caminho! — Ele havia estendido a mão para ela, ajudando-a a levantar-se do chão.

Ela o acompanhou até o carro. Ele abriu a porta ao lado do motorista para ela entrar.

No instante que ele tomou o seu lugar, a encarou nos olhos enquanto passava as mãos pelos cabelos.

— Coloque o cinto, por favor, senhorita! — Sua voz era uma carícia doce aos ouvidos da moça, que o encarava desacreditada.

— Sim... desculpe... eu só... — a voz dela sumiu.

Jon suspirou, carregado, desviando o olhar para a rodovia.

— Vamos primeiro passar na minha casa e depois vou deixar você na delegacia! — Ele soou inquestionável.

A garota engoliu em seco, apertando a si mesma como um embrulho. Mesmo o aquecedor não surtia efeito.

"Espero que ela não morra congelada até chegarmos! O que di***** eu fui querer ajudando esta mulher?"

Os olhos dele tentavam não notar cada detalhe que sua mente já havia guardado.

"Joelhos machucados… pulsos arranhados… desnutrida... O que ela passou de verdade?"

A encarou através do espelho.

— Como ela consegue dormir com esse frio?

Parou diante da enorme mansão. Seu motorista particular já o aguardava. Assim como o mordomo e seu secretário- cada qual com um guarda-chuva enorme. Ele a carregou para seu quarto.

— Agora vou descobrir tudo sobre você!—Os olhos dele estavam presos na imagem da desconhecida que continuava a dormir em seu quarto ao lado do seu escritório.

 Romero, seu secretário, havia pesquisado em instantes tudo sobre ela. Não havia nada que aquele homem não descobrisse.

— Até que essa tempestade horrível calhou, Romero — murmurou Jon, com um meio sorriso.

Seus olhos escuros se voltaram para o homem à sua frente — tão alto quanto ele, porém de cabelos mais claros.

— O senhor quer dizer que… — Romero pareceu finalmente encaixar as peças do quebra-cabeça.

Jon deixou escapar um sorriso malicioso.

— Uma gaiola dourada. É o que a espera ao final.

No monitor diante dele, a imagem de Elara reluzia como um quadro perfeito: idade, família, hábitos, gostos, número do salto, medidas, hobbies. Tudo o que podia ser conhecido sobre ela estava ali, organizado e classificado como mais um dos objetos de coleção de Jon Odero.

— Prepare o contrato — ordenou, sem desviar os olhos da tela.

Sua voz ressoou firme, quase gélida, para Leon Volmer, seu advogado, que estava ao lado. O homem, tão sério quanto ele, apenas assentiu antes de deixar o cômodo. Restaram apenas Jon e Romero, cercados por peças raras e artefatos que Jon amava acumular.

— Com um passado como este… — ele sorriu de canto, olhando o relatório — vamos ver até onde ela está disposta a ceder.

O tom zombeteiro que usava soava como parte de uma orquestra silenciosa, da qual apenas ele conhecia a melodia.

Enquanto isso, Elara se remexia inquieta na cama de lençóis de seda, prisioneira de um pesadelo.

— Não… por favor!... pare!... eu imploro! — sua voz saiu embargada, trêmula.

Os dedos dela se agarravam com força ao tecido fino, os olhos fechados em agonia.

— Por favor… eu imploro… — murmurou, já sem forças, a voz se perdendo entre soluços.

Jon entrou no quarto e se deteve por um instante, observando a cena. Ela parecia lutar contra alguém invisível.

 Aproximou-se, sem saber exatamente por quê, e segurou as mãos dela, prendendo-as contra o próprio pescoço, forçando-a a despertar.

Os olhos dela se abriram, marejados.

 Jon sentiu um incômodo crescente.

Lágrimas. Sempre as odiara — não sabia desde quando, nem o motivo, mas elas o faziam se sentir… vulnerável.E, ainda assim, ali estava ele, abraçado a uma mulher que mal conhecia, enfrentando aquilo que mais desprezava.

"M****** sejam as lágrimas. A***** seja esta mulher."

Elara o segurou com força, como se ele fosse sua tábua de salvação.

— Obrigada... muito obrigada... eu jamais saberei como te agradecer por hoje — sussurrou, a voz rouca e trêmula.

Jon sentiu uma corrente elétrica percorrer-lhe o corpo, e num impulso, afastou-se dela.

 Por um momento, o silêncio tomou conta do quarto. Os olhos de ambos se encontraram — buscando respostas que nenhum dos dois ousava dizer.

— Na verdade — disse ele, num tom que misturava frieza e cálculo —, tenho uma proposta para você.

Elara franziu o cenho, confusa.

— Seja o que for... eu aceito.

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