LOGINBukankah lima tahun lalu dia memilih pergi, saat aku memintanya melakukan tes DNA untuk membuktikan jika anak yang dilahirkannya itu memang benar anakku? Lalu kenapa sekarang dia datang dan memohon padaku agar aku mau melakukan tes DNA? Apa sebenarnya yang dia inginkan? Apa karena sekarang aku sudah semakin sukses hingga dia ingin menjadikan anak yang ada bersamanya sebagai alat untuk memanfaatkan ku? Saat aku bertanya kenapa kenapa dia muncul lagi setelah sekian lama, jawabannya sungguh di luar dugaan. Dia bilang ingin menitipkan anaknya padaku karena waktunya di dunia ini mungkin sudah tidak akan lama lagi.
View MoreAs pessoas ao meu redor sempre falaram sobre criaturas sobrenaturais e como andavam entre nós, humanos. Nunca fui uma pessoa apegada ao misticismo e crenças populares; para falar a verdade, sempre fui cética em relação à vida. Não era o tipo que acreditava em religiões, histórias sobrenaturais e até mesmo em alienígenas. Sempre acreditei que esse tipo de história era contada tantas vezes que chegava a causar histeria coletiva, algo que justificava essas visões e encontros com o desconhecido.
Na infância, meu sonho era crescer, passar em uma boa faculdade e ter uma desculpa boa o suficiente para sair dessa pequena cidade antiquada e ir para um lugar onde realmente me entendessem. As únicas pessoas que me entendiam nessa cidade eram meus amigos Austin e Pierre. Mesmo minha irmã gêmea sendo a pessoa que melhor me entendia, a única que realmente sentia que todos nessa cidade eram loucos e que tínhamos que sair daqui, não éramos tão próximas e isso só piorou com sua mudança para a casa de nossos avós.Os anos foram passando, aos poucos me afastei dos meus amigos e ao mesmo tempo me aproximei mais de Austin e seu primo Pierre. Viramos melhores amigos, inseparáveis. Ao mesmo tempo, continuei aprendendo mais sobre a cidade e sua história. Apesar de acreditarem nas lendas, meus pais não agiam como as outras pessoas da cidade. Não era algo tão sufocante; eles apenas me alertavam sobre como me proteger e que não deveria entrar na floresta em hipótese alguma. Parando para ver por um ângulo cético, isso é um bom conselho, independentemente de sua crença no mundo sobrenatural.Com minha interação com os cidadãos locais, cresci ouvindo que deveria temer as criaturas da noite. Me contaram milhares de lendas sobre a floresta que fica perto da cidade, várias teorias macabras sobre a morte de moradores foram criadas. Mas como toda jovem, eu não dava muita atenção para os avisos dos adultos. Achava que a floresta era só mais uma floresta qualquer... Pena que estava enganada...(...)Corro desesperada, consigo ouvir os passos e o som de galhos quebrando. É assustador fugir de algo que não se sabe o que é. Aquela coisa com certeza não era humana, mesmo tendo sua aparência como a de um homem, eu o vi atacar pessoas inocentes, vi suas enormes presas e unhas.— Deus, me ajude. – Minha voz sai ofegante e chorosa. Com pouco ar e coragem que haviam me sobrado, grito. – Se afaste de mim, besta!Sua gargalhada demoníaca ecoa por toda a floresta, me causando arrepios por todo o meu corpo. Parece que a sorte não estava mesmo do meu lado, nem mesmo o mais forte dos deuses poderia me salvar agora.Um grito assustado escapa da minha garganta quando tropeço em uma raiz grossa e acabo perdendo o equilíbrio. Minha cabeça b**e com força assim que chego ao chão. Não consigo enxergar devido às lágrimas, a queda bagunçou os meus sentidos. Estou tonta, mal consigo ver um palmo de distância. Tento me levantar, mas meu pé está preso na raiz.Solto um grunhido de dor ao sentir um peso sobre meu corpo e uma respiração ofegante em meu pescoço. O cheiro de sangue em seu corpo me deixa enjoada. Escuto uma risada maligna perto do meu ouvido, e isso me faz entrar em pânico. Eu iria morrer, sinto isso em cada célula do meu corpo. Sei que esse será meu último momento de vida, esse é o meu destino.— Perdão, papai. – Minha voz sai rouca e trêmula. – Deveria ter te ouvido.Sinto as lágrimas caírem pelo meu rosto. Seus dentes entram em meu pescoço, e isso me faz gritar de dor. As lágrimas continuam a cair pelo meu rosto, e a imagem do rosto de papai vem à minha mente. Em breve, eu me juntaria à minha família.Meu corpo está fraco; sinto meu sangue ser drenado pelo meu pescoço. Não consigo lutar; estou presa pelo peso do corpo dessa m*****a criatura.Um filme da minha vida passa diante dos meus olhos. Vejo Simon correndo comigo na praia, nossos pais rindo enquanto nos filmavam. Meu primeiro baile, Simon me acompanhando; ele estava tão feliz por poder fazer parte dessa fase da minha vida. O nascimento de Anna, a saída de Sarah de casa e nossa última noite juntas em uma festa do pijama. A carta de aceitação de Simon para a faculdade. Nossa noite de loucura na cidade, onde trocamos nossos colares de melhores amigos.Seu rosto está tão nítido à minha frente, é como se ele estivesse realmente aqui.— Não é hora de desistir, flor de lótus. — Sua voz é calma e bela. Uma lágrima escorre pelo meu rosto e ele sorri antes de limpá-la. — Seja forte.— Eu não consigo. — Minha voz sai fraca, tão baixa como um sussurro. — Já perdi coisas demais. Não existem mais motivos para continuar. Ao menos se eu me for, poderemos ficar juntos.Simon sorri, um sorriso belo e sincero. Seus olhos brilham, e ele acaricia meu rosto antes de aproximar seus lábios da minha orelha.— Ainda não é a hora. — Ele beija minha bochecha. — Estarei sempre cuidando de você. Se acalme, a ajuda está chegando.Seu rosto desaparece como uma névoa no ar, e a adrenalina me tira do transe. Volto a sentir meus instintos de sobrevivência.Um uivo alto faz a criatura desviar sua atenção do meu corpo e farejar o ar. Seu corpo parece ter entrado em estado de alerta, a criatura olha ao redor assustada. Os rosnados em meio aos arbustos me dão arrepios. Eles estão bem próximos, um uivo a alguns metros de distância me faz tremer de medo. A criatura sai de cima de mim e corre em direção oposta ao som, como se temesse por sua segurança. Um alívio se instala em meu corpo, e suspiro, mas um pensamento me faz congelar: a besta estava com medo, então há algo pior do que essa criatura que estava me caçando?Minha visão está turva por causa das lágrimas, e a lembrança de toda a minha família sendo assassinada não sai da minha cabeça. Tudo isso é minha culpa, eu deveria ter escutado os conselhos dos meus pais, não deveria ter sido tão cética. Agora todos estão mortos, e isso é apenas culpa minha. Eu convidei a desgraça para nossa casa, fui eu que trouxe essa criatura demoníaca para nossa família. E o que me resta é apenas chorar e aceitar meu destino. Pelo menos em breve eu estarei junto novamente com minha família.As palavras de Simon voltam a minha mente e uma descarga de adrenalina invade meu corpo, bloqueando meus pensamentos. Tudo que consigo fazer é me levantar e correr. Nunca havia corrido tão rápido em toda minha vida, era como se minhas pernas estivessem me guiando, como se elas soubessem para onde deviam ir. Entro em uma parte desconhecida da floresta, mas consigo ouvir o som de carros passando na pista. Tento correr mais alguns metros, mas perco o equilíbrio e sinto uma forte pressão em meu tornozelo. Olho para minha perna e grito de horror, havia pisado em uma m*****a armadilha de urso! A forte adrenalina em meu sangue me faz agir sem pensar, e quando dou por mim, havia me livrado da velha armadilha.Escuto sons de algo se aproximando, e sou tirada do chão por um enorme lobo. Grito de horror, começo a me debater, e meu casaco rasga. Aproveito a chance e saio correndo em direção a uma enorme árvore. Subo com dificuldades devido à fraqueza causada pelos meus múltiplos ferimentos. Me sinto tão frágil e indefesa como nunca antes.Tenho que ser rápida, mas meu corpo dói, e isso dificulta a subida na árvore.— Droga! – resmungo ao perceber que estava sangrando. Escuto sons de algo rodear a árvore, e meu grito desesperado ecoa pela floresta. – Saia daqui, monstro!Os barulhos ao redor da árvore são assustadores. O animal me rodeia, meus joelhos tremem. Não consigo ficar agachada para sempre, e o lobo parece saber disso. Minhas mãos suam, não vou conseguir me segurar por muito tempo. Um barulho me faz gritar, o galho em que estou cai e me leva ao chão. Outro enorme galho atinge minha perna, e o som de ossos quebrando ecoa pela floresta, me fazendo gritar de agonia e dor. Meus soluços de dor são altos, e escuto a criatura se aproximando cada vez mais. Tento me movimentar, mas a dor de ter o fêmur quebrado faz minha cabeça girar.— Papai, em breve estarei com você.Digo entre soluços. Sei que esse é o meu fim, não terei mais chances. Minhas escolhas tolas me trouxeram até aqui. Me sinto sozinha como nunca antes em minha vida, e a solidão dói ainda mais ao saber que sou a culpada por tudo isso.Sinto minha cabeça girar ao tentar mover o galho. Minha visão fica turva, minha respiração fraca. Apenas ouço os passos se aproximando e o som de seu rosnado.Seminggu lebih sudah aku dirawat di rumah sakit. Sejauh ini tak ada perkembangan yang berarti dari kondisi tubuhku. Sudah terlalu banyak penyakit yang hinggap, mulai dari gangguan sistem pencernaan, kelebihan gula darah, tekanan darah tinggi hingga kolesterol, bahkan ada gangguan serius juga pada sistem kerja jantungku. Dokter yang memeriksaku pun hanya bisa menghela nafas panjang sambil agak menggelengkan kepalanya, mengisyaratkan jika tubuhku mungkin sudah tak ada gunanya diberi pengobatan lebih jauh lagi. Aku hanya tersenyum simpul melihat ekspresi dokter. Bukankah wajar jika sekarang aku mengidap banyak penyakit. Toh, aku juga sudah tua, tak masalah jika waktuku di dunia ini sudah tak lama lagi. Selesai memeriksa kondisi tubuhku, dokter meminta Farhan untuk datang ke ruangannya. Tampaknya ada hal yang sangat serius ingin disampaikan oleh dokter pada Farhan. Farhan pun mengikuti dokter untuk ikut ke ruangannya. Selang beberapa saat, Farhan kembali dengan wajah yang terlihat tak be
Langit hari ini tampak begitu cerah. Hembusan angin terasa lembut membelai wajahku, membuat ku merasa nyaman dan tanpa sadar memejamkan mata. Beberapa saat kemudian, kubuka mata kembali dan sekali lagi kupandangi birunya langit dengan sejuta perasaan yang tertahan.Cukup lama aku tertegun, sebelum akhirnya kugerakkan kursi roda yang kududuki dengan kedua tangan tuaku. Mungkin sudah cukup aku memandangi langit pagi untuk hari ini. "Ayah." Terdengar suara seseorang memanggilku. Tampak seorang lelaki dewasa nan gagah menghampiri ku dengan raut wajah yang sedikit cemas."Aku 'kan sudah bilang, kalau Ayah mau keluar, jangan sendirian," ujarnya khawatir.Aku hanya tersenyum padanya, mengisyaratkan jika aku baik-baik saja biarpun tak ada yang menemani. Tentu saja raut khawatir di wajah lelaki itu tak hilang hanya karena senyumanku. Segera dia mengambil alih kursi roda yang tadinya berusaha untuk kugerakkan sendiri.Lelaki adalah Farhan, putraku yang kini sudah tumbuh menjadi lelaki dewasa y
Aku mendorong kursi roda yang diduduki Ainun, menyusuri taman bunga yang saat ini sedang dipenuhi berbagai macam bunga-bunga yang sedang mekar sempurna. Udara terasa segar, aroma harum yang berasal dari kelopak-kelopak bunga pun samar menyapa indra penciuman. Kuhela nafas dalam, mengisi penuh paru-paruku dengan oksigen yang terasa begitu melegakan. Didekat sebuah bangku taman, aku berhenti, lalu duduk di bangku itu menghadap kearah Ainun. "Indah, kan?" tanyaku. Ainun mengangguk mengiyakan sembari tersenyum senang. "Harusnya kita ke sini sama Farhan juga, Mas," protes Ainun kemudian dengan raut wajah yang sedikit berubah. Aku agak menghela nafas. Padahal sejak awal aku sudah bilang kalau liburan kami kali ini hanya berdua saja, tanpa Farhan. Lagipula, Farhan juga tidak mau ikut bersama kami karena dia lebih memilih untuk pergi ke taman bermain dan berlibur bersama Oma dan Opanya. Entah apa yang sudah dijanjikan oleh kedua orang tuaku itu pada cucu mereka, hingga bocah itu tak ke
Pagi ini, Ainun telah berpenampilan rapi. Selepas sholat subuh tadi dia sudah bersiap-siap untuk pulang. Dia bahkan telah menyiapkan pakaian yang akan dikenakannya sejak malam tadi. Tampaknya istriku itu benar-benar sudah tak sabar lagi untuk kembali ke rumah."Kamu pakai jilbab?" tanyaku saat melihat Ainun telah menutup kepalanya dengan balutan jilbab yang rapat, bukan dengan menggunakan selembar pashmina ringan seperti sebelumnya."Iya, Mas," jawab Ainun sambil tersenyum."Memangnya bekas jahitannya tidak terasa sakit lagi?" tanyaku lagi."Masih sedikit, tapi tidak sesakit sebelumnya, jadi sudah bisa pakai jilbab." Ainun kembali menjawab masih sambil menyungging senyuman manisnya.Aku menatapnya sejenak, memastikan jika dia tidak sedang berbohong hanya karena ingin berpenampilan dengan baik."Beneran tidak sakit pakai jilbab rapat begitu?" Aku kembali meyakinkan.Ainun mengangguk mantap."Ya sudah." Aku akhirnya hanya bisa mengatakan itu sambil sedikit menghela nafas. Jika berkaitan
"Ini salah Mama. Harusnya Mama tidak terlalu banyak bicara sama Ainun. Harusnya Mama tidak mengatakan ini dan itu ... hiks ... hiks ...." Mama masih menangis terisak di sampingku.Aku melirik Mama sekilas, lalu kembali fokus menyetir. Pagi ini terpaksa aku tidak pergi bekerja karena kedatangan Mama
Hari demi hari terlewati, dan Ainun benar-benar tak kembali. Aku menikmati kesendirianku tanpa berusaha untuk keluar dari rasa sepi.Beberapa kali tanpa sadar aku masuk ke kamar yang dulu ditempati Ainun. Biasanya hal itu kulakukan saat mataku tak kunjung terpejam, sedangkan malam semakin larut. Ta
Tiga hari sudah Ainun pergi. Jelas ada yang aku rasakan sejak kepergian perempuan itu. Hening, suasana itulah yang mendominasi setiap sudut rumah. Hanya ada suara Bik Minah, asisten rumah tangga, yang terkadang bertanya tentang beberapa hal. Perempuan paruh baya yang bekerja sejak aku menikah deng
Malam itu Ainun benar-benar pergi. Dengan menaiki sebuah taksi, perempuan itu meninggalkan rumah, disaksikan seluruh kekuatan besarku. Tak dihiraukannya isak tangis Mama yang memintanya untuk tidak pergi. Tampaknya dia ingin aku sendiri yang membujuknya, bukan orang lain. Tapi dia harus kecewa kali












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