LOGIN七夕の夜、牧野瑛斗(まきの えいと)は莫大な金を投じて、街じゅうの大型ビジョンに私・林柚葉(はやし ゆずは)の名前を煌々と浮かび上がらせた。 涙が止まらなかった。 私は彼と結婚するために、アイビーリーグ大学院から届いていた推薦入学のオファーを断った。 それが、今日、区役所で思いがけない事実を知るまでは。 窓口の職員は、気の毒そうな目を私に向けて言った。 「林さま、こちらの住民票を確認しますと、このマンションの所有者は白鳥音花(しらとり おとか)さま。また、ご主人さまの配偶者として届け出がなされているのも白鳥さまとなっております。 林さまは一時滞在者扱いとなります」 私は瑛斗の社長室のドアを押し開けた。彼は音花の薬指に、口づけているところだった。 「どういうことか説明して」 私の声に、彼は眉をひそめ、心底うるさそうな顔をした。 「音花は子供の頃に親を亡くしててな、人一倍さみしがりなんだよ。たかが不動産の名義と婚姻届だ。名義だけ貸してやって、安心させてるだけだ。 お前には誰もが羨む結婚式をやった。誰もが羨むような幸せを味わわせてやった。体面ってやつは全部与えてやったんだ。まだ足りないってのか」 音花は彼の胸に寄りかかり、勝ち誇ったように笑った。 「柚葉さん、そんな怒らないでくださいよ。私は形だけでいいんです。夜になれば、彼はちゃんとあなたのところに帰って、夫のつとめを果たしてるんでしょ?」 私は自分の指にある結婚指輪を見つめた。その輝きが、唐突に、耐えがたいほど目に痛かった。 指輪を抜き取り、静かに彼の社長机の上に置いた。 そのまま背を向けて部屋を出る。歩きながら、父にメッセージを打った。 短い、四文字のメッセージだ。 【家に帰る】
View MorePérola, uma mulher forte, classe média baixa, em uma sociedade que ela percebia como conservadora e antiquada, enfrentava desde cedo olhares e comentários que a diminuíam. As pessoas ao seu redor pareciam constantemente tentar desmotivá-la, insinuando que sua origem seria um obstáculo intransponível.
Seu lar era uma casa simples em uma comunidade, deixada por seu pai, vítima de bala perdida a caminho do trabalho. Sua mãe trabalhava como diarista, e Pérola cursava a faculdade, buscando um futuro diferente. Enfermagem era sua paixão, um trabalho que realizava com dedicação em um hospital renomado, um lugar que lhe oferecia grandes oportunidades, mas também desafios. O estágio não era fácil; muitos a olhavam com preconceito, zombando de sua condição social. Sua supervisora era áspera e tornava seu dia a dia ainda mais difícil. Recentemente, Pérola cogitou desistir após uma avaliação negativa da Dra. Salete, uma médica conceituada, mas de semblante fechado, que parecia nutrir uma antipatia imediata por ela. Uma colega comentou que Salete a havia chamado de esnobe e arrogante, prometendo "colocá-la em seu devido lugar" se voltassem a trabalhar juntas, alimentando boatos sobre o preconceito da médica. Pérola tinha 21 anos, 1,68m de altura, era magra e chamava atenção quando se arrumava, com seus cabelos longos e sua desenvoltura, especialmente no carnaval, onde desfilava desde criança, apaixonada por dançar. Ela e sua mãe eram muito unidas e se apoiavam mutuamente. Sua mãe nunca mais se envolveu seriamente com outra pessoa após a perda do marido, focando em Pérola. Para ajudar em casa e custear parte da bolsa de estudos, Pérola trabalhava em uma loja de roupas de marca. Nunca havia namorado, e sua mãe preferia a própria companhia, tendo apenas alguns relacionamentos casuais. Um dia, enquanto trabalhava, um homem alto e elegante entrou na loja. Com cerca de 1,90m de altura, barba bem feita e porte atlético, aparentava ter uns 28 anos e atraiu a atenção de todas as vendedoras. Seus olhares se cruzaram, e Pérola, por estar mais perto, apressou-se a atendê-lo. — Olá, boa tarde! Tudo bem? Posso ajudar? — perguntou gentilmente. Ele respondeu sem encará-la: — Procuro um presente, queria algo especial... — Tem alguma referência do que ela gosta? Chegaram essas peças novas... — ofereceu Pérola, mostrando algumas blusas decotadas e transparentes. — Ela não gosta assim, tem outra pessoa para me atender, por favor? Somos clientes antigos aqui — respondeu ele. Pérola se sentiu desconfortável, mas as outras vendedoras estavam ocupadas. — Desculpe, qual a idade dela para eu ter uma noção melhor? — perguntou. — É para minha mãe, procuro algo delicado, mais sutil, menos chamativo! — respondeu ele, sério. Pérola mostrou um vestido vinho na altura do joelho, com mangas até o cotovelo, simples, mas elegante, com um colar de pérolas, uma bolsa de mão e brincos combinando. — Perfeito! Vou levar — disse ele. — Só o vestido hoje? Não quer aproveitar para levar um acessório? — perguntou Pérola, aliviada. — Não, você não entendeu. Vou levar tudo! O vestido e tudo mais que está aí junto — afirmou ele. Pérola ficou surpresa e animada com a comissão que essa venda lhe traria. — Ah, desculpa, eu não tinha entendido! Que bom que gostou da sugestão! — disse. — Não precisa ficar se desculpando a cada cinco minutos, moça! — respondeu ele, antipático. A grosseria do rapaz a deixou abalada, mas a venda compensava seu comportamento. Ela o acompanhou até o caixa, agradeceu e voltou ao seu posto. Ele pagou e, ao passar por ela, disse "obrigado" e "tchau". Aquele tipo de tratamento era comum; muitos clientes a tratavam com desdém, como se fossem superiores. A forma como aquele rapaz falou a atingiu, fazendo-a por um instante fantasiar sobre uma possível chance com alguém como ele, mas logo se conteve, mantendo os pés no chão. Dias depois, em uma manhã em que se sentia particularmente desanimada, Pérola acordou cedo para o estágio, pressentindo um dia difícil. No hospital, foi recebida friamente pela Dra. Salete, que informou que Pérola a acompanharia em uma cirurgia simples para cobrir a ausência de uma colega. Pérola estava nervosa por ser sua primeira cirurgia de perto, e o tratamento da médica não ajudava. Salete instruiu-a a prestar atenção a cada detalhe. Na sala de cirurgia, tudo parecia calmo, mas a médica quase não lhe dava tarefas. Em um momento de breve distração, Salete a chamou rispidamente: — Pérola?! Pérola?! Menina insolente! Aqui não é lugar para se distrair. — Oi... Oi, doutora, desculpe! — respondeu Pérola, constrangida. — Assim espero! — retrucou Salete, arrogante, começando um discurso sobre a falta de profissionalismo dos jovens, insinuando que qualquer um com pouca instrução se achava competente. Pérola, nervosa, deixou cair um bisturi. A médica explodiu: — Não serve mesmo para me ajudar, sua incompetente! Eu já tinha avisado ao chefe que você não ia longe, toda atrapalhada, não consegue nem pegar um bisturi corretamente! Saia agora daqui! Anda! Pérola saiu da sala sem dizer nada, arrasada, mas segurando as lágrimas para não dar mais motivos para críticas. Sua supervisora conversou com ela e a afastou de Salete pelo resto do expediente. Depois, Pérola foi direto para a loja, que estava movimentada. Ao ver o rapaz da outra vez entrar, tentou evitá-lo, preferindo perder a comissão a ter outro confronto. Sua colega o atendeu por meia hora e, como ele parecia indeciso e exigente, pediu a Pérola para assumir a venda. — Olá, posso ajudá-lo? Gostou de algo? — perguntou Pérola, sem muita simpatia. — Estou em dúvida, procuro um presente, ela é exigente, é tão difícil presentear quem já tem tudo — respondeu ele. — Verdade, é difícil. Ela gosta de algo mais básico? — tentou Pérola, sem ânimo. — Não, ela gosta de chamar atenção, é nova — disse ele. Pérola o levou até as novidades, mostrando algumas peças transparentes e rendadas, incluindo um vestido preto curto com um grande decote. Ele fez uma careta imediata. — Ela não se veste assim, é muito vulgar esse tipo de roupa! Pérola mostrou um cropped de renda com um cardigã, que considerava elegante e na medida certa. — Gostou? — perguntou. — Você usaria essa roupa? — ironizou ele. — Não faz o meu estilo, mas é bonito — respondeu Pérola, já esperando algo desagradável. — Se nem você que é assim usaria, imagina a pessoa para quem estou comprando o presente. Ela gosta de chamar atenção, roupas da moda. Acho que não vou encontrar o que procuro aqui hoje! — debochou ele. — Desculpa. Assim como? Não entendi — perguntou Pérola, confusa. — Você usa tênis, roupas falsas, não usa? — continuou ele, irônico. Pérola assentiu. — Fico imaginando como você se veste fora daqui sem esse uniforme. Deve ser ruim para você vender coisas boas e não poder usá-las. Naquele momento, Pérola não aguentou. Seus olhos se encheram de lágrimas, e ela começou a chorar ali mesmo, no meio da loja. Ele estava de costas, e ela tentou limpar o rosto rapidamente, mas foi inútil. Ele se virou, assustado e sem entender. — Me dá licença, vou chamar alguém para te atender... — disse Pérola, com a voz embargada. — Você está bem? — perguntou ele, surpreso. — Não, moço, não estou. E não precisava falar desse jeito comigo. Prefiro usar roupas falsas do que ostentar uma vida que não tenho. Não sou menos que ninguém por isso! — respondeu ela, enxugando as lágrimas. Ele se desculpou, dizendo que não havia se expressado bem. Pérola não respondeu e se afastou, deixando sua colega atendê-lo. Correu para o banheiro, sentindo-se humilhada e exausta. Pediu para sua patroa liberá-la mais cedo, alegando não estar se sentindo bem. Eram umas 18h de sexta-feira. Ao sair da loja, ele já havia ido embora. Chegou em casa exausta e não contou nada à mãe, inventando uma enxaqueca e TPM. Tomou banho, deitou-se e chorou até dormir. Acordou com a mãe chamando para jantar, mas disse que não queria. A mãe percebeu seu abatimento e perguntou o que havia acontecido, mas Pérola apenas disse que estava cansada do trabalho e do estágio, evitando compartilhar seus sofrimentos, especialmente os relacionados ao preconceito, para não preocupar a mãe, que tinha problemas de pressão alta. No sábado, acordou um pouco melhor e trabalhou na loja pela manhã. À tarde, descansou em casa. Recebeu uma ligação de uma amiga, convidando-a para trabalhar em uma festa de aniversário de pessoas influentes. Pérola aceitou na hora, precisando do dinheiro e de uma distração. Às vezes fazia trabalhos extras como garçonete ou recepcionista, e depois sempre se divertia com os amigos. A amiga disse que seria legal e que precisavam ir bem vestidas, maquiadas e de salto alto. Pérola escolheu um vestido preto para a festa, que era em uma balada fechada. Ela ficou na portaria com a lista até a responsável chegar. As pessoas foram chegando, e ela viu o cliente mal-educado da loja. Ele sorriu e disse "oi". Pérola manteve a seriedade e perguntou: — Qual o seu nome? — Klaus! — respondeu ele. Pérola procurou na lista, verificou e colocou uma pulseira no braço dele. Ele segurou sua mão e disse: — Queria me desculpar com você! — Imagina, eu estava tendo um dia ruim apenas. Boa festa! — respondeu Pérola, tentando ser cordial. Ele entrou, mas logo voltou e perguntou seu nome. — Pérola — respondeu ela. — Vamos reiniciar? Prazer, Pérola, sou o Klaus! — disse ele, educadamente.気がつけば、もう立冬だった。南津市の風はすでに冷たさを帯びている。私は書斎のデスクに座り、パソコンの画面に映った一通のメールを見つめていた。差出人は、アイビーリーグの大学院。大学院の合格通知と、全額給付の奨学金の知らせだった。私は「承諾」をクリックした。パソコンを閉じ、深く息を吸い込む。肺のなかを空気がすみずみまで通り抜けていくようで、胸の奥がすっと軽くなった。半月後、私はかつて自分を縛りつけたあの街へ、最後のビザの手続きをするために戻った。車が中心街の広場を通りかかったとき、運転手が不意にスピードを落とした。「柚葉さま、外をご覧になって」窓の外に目を向ける。広場の大型ビジョンが、白い光を放っていた。半年前の七夕、瑛斗はあの場所で、街じゅうの大型ビジョンに私の名前を映し出し、偽りの誓いを立てた。今、スクリーンにはプロポーズの言葉はない。黒地に白抜きで、ただ一行の大きな文字が浮かんでいる。【林柚葉は一度も不倫相手などではなかった。私、牧野瑛斗が彼女に償いきれない傷を負わせた】署名は、瑛斗の直筆サインだった。まわりの歩行者たちが足を止めて写真を撮り、口々に囁き合っている。私は車に座ったまま、しばらくそれを静かに眺めていた。心には、感動もなければ憎しみもない。ただ、自分とは無関係のニュースを見ているだけだった。「行ってください」私は視線を戻し、運転手に声をかけた。空港へ向かう途中、私は宅配便の営業所に立ち寄った。あのとき目障りでならなかった結婚指輪と、あの証書をまとめて梱包し、牧野グループの社長室宛てに送る。差出人の名は書かず、余計な言葉も添えなかった。封筒のなかには、たった一枚の付箋だけを忍ばせてある。【どうか、二度と道を踏み外さないでください。でも、それももう私には関係のないこと】午後三時、空港のターミナル。私は搭乗券を手に、保安検査場へ歩いていく。背後に広がる大ホールから、切迫した足音と、誰かの叫ぶ声がかすかに届いてきた。「柚葉」その声はしゃがれ、絶望の色が滲み、深い悔恨に震えている。私は振り返らなかった。係員が私の身分証明を確認し、微笑みながらパスポートを手渡してくれる。「よいご旅行を」「ありがとう」私はキャリーケースを引
林家の客間には、煌々と灯りがともっていた。瑛斗は全身ずぶ濡れのままカーペットの上に立ち、足もとに水が滴り落ちて染みを作っている。柚葉の父は上座の椅子に腰かけ、熱い茶を手にしたまま、まぶた一つ動かさなかった。「牧野グループの株式の30パーセント。それから、あの新居の所有権を名義変更します」瑛斗はしゃがれた声でそう言い、胸元から署名済みの書類を何枚か取り出してローテーブルに置いた。「すぐに公式に謝罪し、柚葉が不倫相手などではないと明らかにします。音花とは手続きを済ませ、できるだけ早く柚葉と婚姻届を提出します」彼は柚葉の父を見つめた。その口調には、ほとんど卑屈と言っていい懇願の色が滲んでいた。「林会長、柚葉が許してくれるなら、俺の持つすべてを差し出します。彼女がもう一度振り向いてくれる、ただ一度の機会と引き換えに」柚葉の父は茶碗を置いた。かちり、と硬質な音が響く。彼は瑛斗を見据えた。その目には嘲りと侮蔑がありありと浮かんでいた。「君はまだ、娘に足りないのは君の持っているものだと思っているのか」柚葉の父は立ち上がり、瑛斗の前まで歩いた。「柚葉が昔抵当に入れた信託基金は、牧野グループの半分を買い取って余りある額だ。娘が欲しかったのは、最初から金でもなければ、君が施してやるという名分でもない。一片の曇りもない、ただ一人への偏愛だ。残念だが、君には与えられなかった」階段から、かすかな足音が降りてきた。私が肩にショールを羽織り、ゆっくりと階下へ下りていく。瑛斗が弾かれたように顔を上げ、その瞳に狂喜が走った。「柚葉」彼は前に出ようとしたが、護衛に行く手を阻まれた。私はローテーブルまで歩き、それらの譲渡書類には一瞥もくれなかった。ポケットから一冊の冊子を取り出し、書類の上に投げ置く。七夕の日、彼が私に渡した、あの結婚証明書だ。「瑛斗、これは返す」私は彼を見つめた。その目はひどく静かだった。「婚姻届の差し出しもいらない。謝罪もいらない。私、あなたをいらない」瑛斗の目の奥が一瞬で灰色に抜け落ち、生気が消え失せた。彼はその証書を見つめ、唇を震わせながら、一言も発することができなかった。彼はようやく悟ったのだ。一度壊れたものは、二度と元には戻らないのだと。……一週
瑛斗はそれ以上、病院の門の前で食い下がったりはしなかった。彼は夜通し車を飛ばして会社に戻り、猛然と資料室に駆け込んだ。5年前、会社が最も苦しかった時期の書類を、すべて引っ張り出す。そしてついに、いちばん奥の金庫のなかから、あの匿名で届けられた投資保証書類の原本を見つけ出した。紙はすでに黄ばみかけている。最後のページをめくり、彼の視線は、右下の余白に走り書きされた一行に釘付けになった。【リスク管理可能、融資を推奨する】筆跡は端正で、それでいて見覚えのある、負けん気の強さが滲んでいた。柚葉の字だ。瑛斗の手が激しく震えはじめた。彼はさらに、あのとき母親の入院費の領収書の控えを引っ張り出した。支払者署名の欄には、たったひとつの走り書きのイニシャルが残されているだけだったが、その書き出しの癖は、どう見ても柚葉のものだった。彼はふいに、5年前の冬のことを思い出した。あらゆる場所で門前払いを食らい、完全に行き詰まっていた自分。柚葉が、ぷつりと三日間姿を消した。そして再び現れたとき、彼女は高熱にうなされ、顔は紙のように白かったのに、ただ道に迷っていただけだと笑った。その直後、匿名の資金が振り込まれ、保証書類が届いた。そして音花が、彼が最も弱っているときに、おずおずと「気にしないで」と声をかけてきた。彼は音花こそが、唯一の命の恩人だと思い込んできた。本当に自分を窮地から救い出した人間が、自分のために信託資産を担保にして、推薦入学の枠を捨て、危うく家族との縁まで切られかけたことも、何ひとつ知らずに。瑛斗は書類棚を拳で思い切り殴りつけた。指の関節から血が滲む。彼はどこまでも滑稽な道化だった。偽物に恩を返すために、自らの手で、最も愛する者を絶望の淵へ追い詰めたのだ。音花は、いつのまにかオフィスに忍び込んでいた。床に散乱した書類を目にした瞬間、彼女の顔はさっと青ざめ、すぐさま瑛斗に駆け寄って彼の脚に縋りついた。「瑛斗、話を聞いて。私は本当にあなたを愛しているの。柚葉さんは、ずっと前から真実を知っていたのに、わざと言わなかった。あなたに罪悪感を抱かせたかったのよ」瑛斗は見下ろした。かつて彼が、保護欲をかき立てられる可哀想な顔だと思ってきたその顔を。今はただ、吐き気がするだけだった。彼は音
瑛斗はその書類を受け取らなかった。雨に濡れた髪から、水が目に流れ込み、刺すように痛む。「俺は彼女の夫だ」彼は車内の弁護士を睨みつけ、掠れた声で、同じ言葉を繰り返した。「これは動かぬ事実だ」弁護士は淡々と彼を見返し、書類を守衛室の窓枠に置いた。「牧野さま。法律は、その事実を認めておりません。こちらは、双方の婚姻関係が存在しないことの確認を求める申立書です。それと同時に、結婚式における虚偽の誓約、ならびに第三者による加害行為を放置して柚葉さまに負わせた名誉毀損および身体的傷害について、法的責任を追及いたします」瑛斗はその場に凍りついた。法律は、その事実を認めておりません――その一言が、彼の最後の思い上がりを木端微塵に打ち砕いた。彼はかつて、一枚の紙切れに過ぎないと、法律上の妻という立場を渇望する柚葉を適当にあしらってきた。今、その一枚の紙が、二人のあいだに横たわる越えられない溝となった。「署名はしない」瑛斗は歯を食いしばり、目に血の気が滲んだ。「彼女に会わせろ」そのとき、一台のタクシーが少し離れた場所に停まった。音花が傘を差し、よろめきながら駆け寄ってくる。「瑛斗」彼女は瑛斗に縋りつき、悲しみに暮れて泣いた。「やっと見つけた。私を置いていかないで。本当に悪かったと思ってるの」彼女は病院の門のほうへ顔を向けると、声を張り上げ、わざと中に聞こえるように叫んだ。「柚葉さん、中にいるんでしょう?赤ちゃんがだめになったのは、私だって辛いんです。でも、その責任を全部瑛斗に押しつけるなんてひどいです!瑛斗が倒産しかけたとき、私が全財産を出して彼を救ったんです。今さらそんなに冷たくできるんですか?」瑛斗は眉をひそめ、苛立ちながら彼女を引き剥がそうとした。「もういい、帰れ」病院の門の内側、渡り廊下から、かすかな車椅子の車輪音が近づいてきた。私が病衣のまま車椅子に座っていた。執事が私のために傘を支え、鉄の門越しに、私は雨の中に立つ二人を静かに見つめていた。瑛斗は私を見つけるなり、すぐに音花を振りほどき、門に縋りついた。「柚葉、お前、大丈夫なのか」私は彼には応じず、無垢そのもののような音花の顔に視線を落とした。「あなたが彼を救ったって?」私はかすかに笑った。その
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