Marido Cruel, Amor Congelado
Seus dedos apertavam aquele pedaço de doce, os nós brancos de tanto esforço.
— Não despreze, da próxima vez vou pedir para Sofia fazer mais, vou levar com calma, sem tropeçar.
Ele ficou ali, sentado sobre o cobertor de lã, segurando o doce, tagarelando sobre o passado.
Falava de quando eu recém havia me casado, gostava de balançar no quintal sob a árvore.
Cada vez que ele voltava, me via com um vestido rosa-claro, a barra esvoaçando ao vento como uma borboleta.
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