ログイン結婚式は、指輪の交換の場面を迎えた。 けれど、私の婚約者・芹沢湊(せりざわ みなと)は、どうしても「誓います」と言おうとしなかった。 理由は明白だった。一時間前、かつて彼が想いを寄せていた女・北川望結(きたかわ みゆ)が、突然SNSで破局報告を投稿したから。 添えられたのは、都城行きの航空券の画像。到着まであと一時間。 沈黙を破って、兄の東雲悠真(しののめ ゆうま)が突然壇上に立ち、「結婚式を延期します」と出席者に告げた。 その直後、悠真と湊は何の言葉も交わさず、まるで示し合わせたかのように、私をその場に残して去っていった。 私は淡々と後処理を進めた。そしてスマホを開くと、彼女のSNSには一枚の写真。 悠真と湊が、望結を囲むように立ち、すべてを彼女に捧げる姿が映っていた。 私は苦笑しながら、実の両親に電話をかけた。 「……お父さん、お母さん。政略結婚を引き受けるよ。五條家のために」
もっと見るMaya Nogueira
- Que desgraçado! - Grito quando um carro praticamente j**a água suja em cima de mim após passar por uma poça. - Droga, droga... Droga! Hoje definitivamente o dia tinha começado de forma ruim. Minha mãe passou mal, o remédio dela acabou, o gás foi cortado, meu namorado estava fora da cidade a trabalho, e agora ganho um banho de lama. - Que maravilha! - Gritei frustrada. Não tenho nem tempo de xingar a quarta geração desse motorista infeliz. Precisava trabalhar, não tinha opção de dar meia volta, e ir para casa. Eu não tinha essa opção. Então engoli toda raiva que sentia Quando as luzes do Hotel Royal cintilavam como diamantes frios contra o céu noturno de São Paulo, eu pensei que pelo menos teria uma noite de trabalho boa. Para qualquer outra pessoa, aquele brilho significava luxo e celebração. Para mim, significava apenas uma coisa: três caixas do remédio do tratamento de lúpus da minha mãe. Entrei correndo, estava atrasada. Eu ajeitei o colete do uniforme de staff, sentindo o tecido barato pinicar minha pele. Eu não deveria estar ali como convidada, mas como sombra. Minha melhor amiga, a Bia, tinha conseguido esse "bico" para mim como assessora de apoio na festa de lançamento de uma nova linha de joias. "É só sorrir, entregar catálogos e garantir que ninguém derrube champanhe nos expositores, Maya", ela disse. Eu precisava desesperadamente daquele dinheiro. Desde que a pequena estamparia onde eu trabalhava faliu, os boletos da farmácia começaram a se acumular na mesa da cozinha como uma sentença de morte silenciosa. Henrique, meu namorado há três anos, estava em uma "viagem de negócios" em Curitiba. Ele se ofereceu para ajudar, claro, mas meu orgulho e o desejo de não ser um fardo falavam mais alto. Eu queria ser a parceira perfeita, aquela que aguenta o tranco sozinha enquanto ele subia na carreira. — Maya, setor B. Agora! — O rádio no meu ouvido chiou. Respirei fundo, limpei o suor das mãos na calça preta e caminhei em direção ao bar do terraço. O cheiro de perfumes caros e charutos começou a me sufocar. Eu me sentia um peixe fora d’água, uma intrusa de classe média baixa em um aquário de tubarões banhados a ouro. E então, o mundo parou. O som da banda de jazz tornou-se um ruído indistinguível. No canto do bar, sob a luz âmbar que deveria ser romântica, um homem segurava a cintura de uma mulher vestida em seda vermelha. Ele ria, aquele riso que eu conhecia tão bem, aquele que ele guardava para as nossas manhãs de domingo. Não era Curitiba. Era o Hotel Royal. E não era trabalho. Henrique Eduardo. Meus pés se moveram antes que minha mente pudesse processar o comando de "fuga". Eu me aproximei, escondida atrás de uma pilastra de mármore, torcendo com cada fibra do meu ser para estar enganada. Por favor, que seja apenas alguém parecido. Por favor, que eu esteja louca. Mas então ele a beijou. Não foi um selinho de despedida, ou algo casto. Foi um beijo proprietário, intenso, as mãos dele descendo pelo corpo dela com uma intimidade que me fez sentir náuseas físicas. Ele nunca tinha feito aquilo comigo. O ar sumiu dos meus pulmões. O catálogo que eu segurava escorregou das minhas mãos, batendo no chão com um baque surdo. O barulho atraiu a atenção deles. Henrique Eduardo virou-se, mas não houve choque. Apenas um desdém gelado que me desarmou. Em seu rosto tinha estampado a surpresa, mas também o cansaço de esconder algo mais profundo. — Maya? — ele bufou, olhando para o meu uniforme de cima a baixo com um escárnio que eu nunca soube que ele era capaz de sentir. — Sério? Que patético. - Diz com a voz frio de emoção. Balancei a cabeça tentando sair do tampor da confusão e do terror. — Você disse que estava em Curitiba, Eduardo! — minha voz tremeu, não de medo, mas de uma dor crua. — Eu te mandei mensagens de boa noite. Eu te liguei! Porque dá mentira? Eu estava trabalhando aqui para... para garantir que não precisássemos de nada quando você voltasse! Para passar um tempo com você... - Na última parte, a minha voz saiu quebrada. A mulher de vermelho deu um passo à frente, soltando uma risadinha nasalada que soou como vidro quebrado. Ela me olhou como se eu fosse um inseto no sapato dela. — "Precisar de algo"? — ela repetiu, sarcástica. — Henrique, querido, onde você conhece essa estagiária desesperada? Ela cheira a desinfetante e má sorte. - Aquelas palavras doeram. - Está atrapalhando, querida. — Ela é uma conhecida, Carol — Henrique Eduardo disse, sem sequer olhar nos meus olhos. Ele tomou um gole do uísque, sua postura relaxada, destruindo três anos da minha vida com uma frase. - Conhecida? Eu sou a sua namorada, Henrique! - Falei mais alto que deveria. - Ou era... A mulher me olhou como se as peças se encaixassem. Henrique Eduardo suspirou. Parecia que finalmente iria me dar a verdade nua e crua. Aquela que eu definitivamente não estava preparada para ouvir. — Maya, você é uma âncora que eu preciso me livrar. - Dei um passo pra trás sentindo o golpe. - Eu trabalho duro para subir na vida, para frequentar lugares como este, e você... você vive presa nessa sua rotina de enfermeira amadora, catando bicos por aí... e não me dando o que eu preciso como homem. - Era isso... - Está dizendo que por eu não ter me entregado como você desejava, isso lhe dá o direito a de trair? - Exato! Se você não quer fazer o básico, tem quem queira, Maya. - Ele aponta para a "Carol" ao seu lado. - Eu menti, aliás, eu vivo mentindo para você porque sinto pena, sabe? Eu ainda pensava que valia a pena investir nessa relação de namorados de porta de casa porque você era bonita, mas na boa? Não dá mais pra mim. Diz como se tudo que falou justificasse suas ações. - Henrique... - Estava furiosa agora. - Sabe qual é o problema? Você acha que esse seu "amor" compensa as privações que você me faz passar. Eu sou homem! Olha para essa mulher linda ao meu lado. - Ele gira Carol como um troféu. - Olha pra você... - A sua cara era o que mais me destruiu. - Estamos em locais diferentes nessa relação, Maya. Estou cansado de te esperar. Aquilo doeu mais que a humilhação de mais cedo. — Eu me dediquei a você! — gritei, sentindo as lágrimas queimarem meu rosto, mas me recusando a recuar. — Eu paguei metade daquela viagem que você fez com seus amigos, eu deixei de comprar roupas para mim para comprar aquele relógio que você usa agora! Eu fiz de tudo para a gente crescer junto! Éramos um casal. — Exato, você fez "tudo" — Henrique Eduardo deu um passo na minha direção, diminuindo o espaço até que eu pudesse sentir o cheiro do perfume caro que "eu" o ajudei a escolher. — Você fez tudo para ser a namorada santa, a mártir. Acreditava firmemente que eu queria só isso. A pura que queria casar com o amor da sua vida. Mas a verdade, Maya, é que ninguém quer uma namorada que seja um fardo. Você é um drama constante. Tudo seu tem que ter uma explicação performática. Eu prefiro alguém que saiba viver, que saiba usar um vestido como este, em vez de se esconder atrás de uniformes de copeira. Que seja mais relaxada... que queria transar! Carol se aproximou e, com uma lentidão calculada, passou a mão pelo peito de Henrique, olhando para mim com uma superioridade cruel. — Você deveria agradecer a ele, querida — ela sussurrou, a voz destilando veneno. — Três anos é muito tempo de caridade. Ele só estava esperando você se tocar, mas como você é tão lenta... ele precisou de uma ajuda minha. Henrique Eduardo riu, um som seco, desprovido de qualquer calor. — Vá para casa, Maya. Cuide da sua mãe. É a única coisa que você sabe fazer bem, afinal. Não me procure mais. Eu cansei de brincar de namoro perfeito. Ele se virou para Carol, oferecendo um brinde, e os dois se afastaram, deixando ali, no meio do salão luxuoso, com o som das risadas deles ecoando como trovões na minha cabeça. Eu não era apenas uma namorada traída. Eu era alguém que tinha sido descartada como um objeto velho, depois de ter dado tudo o que tinha. A dor não era apenas a traição; era a revelação de que o homem que eu amava sempre me olhou com desprezo, enquanto eu o colocava em um altar. Corri. Corri até os meus pulmões arderem, até encontrar aquele estoque de bebidas, onde o único som que restava era o meu soluço descontrolado e a promessa silenciosa de que, se o amor era aquilo, eu não queria. Eu não voltei para o meu posto. Eu não conseguia. Estava escuro, silencioso e cheirava a álcool barato e caixas de papelão. Ali, sentada no chão frio, eu desabei. — Idiota... eu sou uma idiota... — As palavras saíam entre soluços violentos que faziam meu peito arder. Minha visão estava embaçada, meu nariz escorrendo, e o peso de tudo. Meus dedos tatearam uma caixa aberta ao meu lado. Uma garrafa de vodca. Outra de gim. Eu não era de beber, mas naquele momento, a sobriedade era minha maior inimiga. Abri a primeira que vi. O líquido desceu queimando, arrancando um tossido seco, mas eu não parei. — Saúde ao "homem perfeito" — balbuciei, dando outro gole longo. — Saúde por ser um "peso"... saúde por ser uma "namorada perfeita". O álcool começou a nublar as bordas da minha dor. Em vinte minutos, a garrafa estava pela metade e o mundo ao meu redor parecia estar em um carrossel quebrado. Eu chorava por Henrique, mas chorava mais por mim. Por ter acreditado que o amor era um porto seguro, quando na verdade era apenas uma âncora me puxando para o fundo. Eu queria casar com ele... me entregar! — Ele não presta... — eu resmungava para as garrafas de vinho empilhadas, minha voz já arrastada. — Ele não... (soluço) ...ele não vale o brilho do sapato dele. Por que dói tanto, hein? Por que eu sinto que meu coração foi passado num triturador de carne? — Eu só queria... uma noite... — comecei a rir, uma risada histérica misturada com lágrimas. — Uma noite sem ser a Maya "caridade". Uma noite sem boletos. Sem lúpus. Sem traição. - Parei para sentir que o álcool abafou a dor que vinha do meu peito. - Pra que esperar não é mesmo? Me guardei e levei um pé na bunda justamente por causa disso... Minha cabeça girou. O estoque parecia estar ficando menor. Eu precisava de uma cama. Precisava fechar os olhos e fingir que nada disso tinha acontecido. Bia tinha me dito que tinha reservado um quarto para o staff descansar depois do turno, ou talvez ela tivesse reservado para mim caso eu passasse mal... eu não lembrava mais. Com esforço hercúleo, me levantei, cambaleando e derrubando algumas garrafas vazias pelo caminho. O corredor do hotel parecia um labirinto infinito de carpetes luxuosos. Nem sei como eu vim parar aqui... 402... 403... — É esse... — murmurei, vendo os números dançarem diante dos meus olhos. — Quarto... 404. Não, era 402? Tanto faz... a chave... cadê a chave? Minha mão trêmula segurou o cartão magnético que Bia tinha me dado. Eu o encostei na fechadura do quarto 404. A luz verde brilhou. Girei a maçaneta com toda a confiança de quem tinha certeza de estar entrando no próprio quarto. Eu não conseguia ver nada direito, o álcool realmente fez o seu trabalho. Quando dei por mim, tinha tropeçado em meus próprios pés, ou no carpe. Quem sabe... Meu corpo bateu contra um peito firme e quente. Por um reflexo desesperado, minhas mãos procuraram apoio. No escuro, toquei algo que me fez congelar. Arregalei os olhos. Afastei a mão como se tivesse levado um choque. A questão é que eu não cai, longe disso. Eu praticamente tinha sido aparada por músculos fortes e definidos. E um cheiro que me deixou em alerta. Quando eu entendi onde eu estava, somente tive uma reação. — Seu... seu pervertido!望結の後見人として、悠真は警察署に呼び出された。彼の視線が私に向けられたとき、そこには明らかな罪悪感が滲んでいた。五條家はすでに東雲グループとの協力をすべて打ち切っていた。いまや東雲は、ただの中小企業に過ぎない。かつての栄華は跡形もなかった。湊もまた、その忠誠のなさに見合う代償を支払うことになった。彼は……本当に、望結に手を出していたのだ。今の湊は、かつてのような意気揚々とした姿ではなく、昼夜を問わず酒に溺れる廃人になっていた。私は、弦に支えられながら歩いた。弦の眼差しは、悠真に向けられると一瞬にして冷え切った。そして悠真は、私のやや膨らんだ腹部に目をやった。その目が、はっきりと震えた。「心音、君は……」私は静かに頷き、口を開いた。「東雲さん」――その一言が、私と悠真とのすべての距離を切り裂いた。彼は苦笑しながら、ゆっくりと頭を振った。きっと、彼も分かっていたのだ。私たちが、もう二度とあの頃に戻れないことを。やがて、湊は命を落とした。彼の墓は、林さんの眠る墓地のそばに建てられた。林さんに墓参りに行った日、私は再び悠真と出会った。七年ぶりだった。彼は、見違えるほど変わっていた。まだ四十にも満たないはずなのに、髪には白いものが混じっていた。身体は痩せ細り、背中も小さくなっていた。その背中は、かつての彼を知る私にとっては、あまりにも孤独に見えた。私と弦が並んで立っているのを見て、彼はひときわ深いため息をついた。「湊は……君に償えなかったことを、ずっと悔いていた。酒に溺れて、病も悪化して……早くに逝ってしまったよ」――彼は、言わなかった。湊が最期に、三人で写った写真と指輪を抱きしめながら、酒瓶を砕いてその破片で自らの手首を切ったことなど。弦を見ると、悠真の顔には複雑な表情が浮かんでいた。「ママーッ!」遠くから、直と咲良が駆け寄ってきた。「咲良、気をつけて、転んだら大変だよ……」と、弦は優しく咲良を庇う。悠真の目が、その兄妹の姿を捉えていた。その目に浮かんでいたのは、私と彼の「かつて」だった。……でも、もう戻れない。彼は私を見つめ、何かを言おうとして――しかし、言葉を一つに凝縮させた。「さようなら、心音……幸せになって」私は微笑んで、軽く頷いた。そして、
五條夫人と綾小路夫人は、私を見つめていた。その目には、心配と哀れみが浮かんでいた。私は微笑んで、二人を安心させた。「すべて……もう終わったから」行雄が二人に渡した書類の中には、望結が留学先でいん乱の末に病を得た証拠が、はっきりと残されていた。その事実を目にした湊は、これまで愛でていた清らかな「ユリ」が、実は「人を喰らう花」だったことに、嫌悪と後悔の念に苛まれた。しかも、望結は密かに、東雲グループの商業機密をライバル企業へと売り渡していた。そんな彼女のために、誠司は、幼い頃から慈しみ、大切に育ててきた「バラ」を手放してしまったのだ。悠真は、望結を即座に東雲家から追放した。それからというもの、悠真と湊は私に謝罪と償いの意を伝えようとした。けれど、五條家と綾小路家の庇護のもとにある私は、彼らに近づくことすら許さなかった。……だが私たちは、望結の毒を見誤っていた。彼女はすべてを失い、二人の男に見限られ、追い詰められ――ついに、絶望の淵へと至った。そしてある日。彼女は私と弦の新居のそばに突然姿を現した。自分の腕をナイフで切りつけ、血を撒き散らしながら、そのまま私たちに襲いかかってきた。「どうして……どうしてあんたばっかり、そんなに恵まれてるのよ!どうしてあんたには、愛してくれる人が現れるの?どこに行っても、大事にされるの?私は……私はあんたみたいな何もしてないのに得してるやつが大嫌いなの!私の人生はもう終わった!あんたが私を追い出したせいよ!あんたさえいなければ、私は留学先であんな男に出会わず、病気にもならなかった!今さら悠真も湊も、私のすべてを晒し出して……私の人生を壊したのは……あんたなのよ!」彼女の狂気に満ちた瞳を見ながら、私は静かに、冷たく言い放った。「望結――あのとき、『海外に行きたい』って金をせびったのは、あなたでしょ?人生は、全部自分で選んだんじゃないの?悠真も湊も……選んだのは、あなたよ。この結果は、全部あなたの責任よ」しかし望結には、もはや理性など残っていなかった。目を血走らせながら、私に向かって突進してきた。「私の人生が終わったんだから――あんたたちの人生だって、終わらせてやる!一緒に地獄へ堕ちましょうよ!!」彼女の手にあって血がついたナイフを見ると
「今の……やっぱり心音だったんじゃないか?」湊の顔から血の気が引いた。「バカ言うな。あれは五條家の令嬢だぞ……五條家の……」悠真の声が、途中で止まった。「そんなはずはない……心音には俺しか身内がいないんだぞ……」そして、式場で席に着いた瞬間――行雄が私の腕を取り、弦のもとへと私を連れて行く姿を目にした。私の顔に浮かぶ穏やかな笑みが、まるで鋭い刃のように、彼らの心を切り裂いた。「新婦のあなたは、新郎と結婚することを誓いますか?」「彼女は同意していません!」「俺が反対だ!」司会者の言葉を遮るように、二つの場違いな声が会場に響いた。私がちらりと彼らの方を見ると、お父さんとお母さんの顔が怒りに染まっていた。このところの私の様子に気づいていた両親が、調査を始めたのだ。そしてやっと知った――この数年、娘がどれほどの理不尽を耐えてきたのか。彼らの顔はさらに曇った。五條家がこれまで東雲グループに投資してきたのは、心音を託した恩返しのつもりだった。だが、まさか、結婚式という場で騒動を起こすとは。「この二人を今すぐつまみ出せ!」お父さんが怒鳴り、警備員に指示を出す。私はただ微笑むだけ。こんなくだらない妨害、私にはもうどうでもよかった。式は続けられ、司会者が改めて問いかける。「新婦のあなたは――」「はい、誓います」私は弦をまっすぐに見つめ、はっきりとうなずいた。弦は微笑みながら、私の指に指輪を通した。それは、彼が自ら落札した「ヴィーナスの涙」と呼ばれるダイヤモンド。彼が手がけた特注の婚約指輪であり、永遠の忠誠を誓う証だった。式が終わった後、式場の外に悠真と湊が立っていた。湊が駆け寄ってきた。「心音、どうしてあんな男と結婚するんだよ!君は俺と結婚すると言ったじゃないか!三人でずっと一緒にやってきたのに!そんなふうに感情で動いて、大事な結婚を台無しにするな!」悠真も行雄に睨みを向けた。「俺は心音の兄だ!保護者なんだぞ!」行雄は氷のような目で二人を見た。「お前こそ、妹をどう守ってきたって言うんだ?彼女の右手が、もう少しで一生使えなくなるところだったんだぞ!それにな――お前らが頼ってきたハァートってデザイナー、実は心音だったんだ。お前たちは、彼女の未
ウエディングドレスを選ぶとき、私の右手はまだ医療用のサポーターで固定されていた。五條夫人と綾小路夫人は、次々とドレスを試着させてくれた。どれを着ても、二人とも惜しみない賛辞を送ってくれる。「弦のヤツ、本当に幸運な子ね」「うちの心音は本当に天性のハンガーね。何を着ても絵になるわ」私は思わず目を細めて笑ったが――ショールームの一番奥にかかっていたドレスを見たとき、笑みがぴたりと止まった。目の奥に浮かんだのは、驚き。それは、三年前のデザインコンテストで私が優勝した作品だった。当時の賞金は、すべて悠真と湊の起業資金にあてた。あのドレスは、正体不明の買い手に落札されたはず――このドレスショップは綾小路家の系列と聞く。まさか、あの時の「彼」が――。私は無意識にそのドレスに手を伸ばしていた。「これ……試してみてもいいですか?」けれど右手はまだ思うように動かせず、背中のファスナーを上げきれない。無理に動こうとしたそのとき――「動かないで。僕がやるから」男の声だ。春風のように優しく、そして温かかった。彼はそっと私のヴェールを整え、ゆっくりと頭にかぶせた。振り向いた私の目に映ったのは、優しげな眼差しと整った横顔。その瞳には、やわらかな光が宿っていた。「……とても綺麗だよ」彼は微笑みながらそう言った。「初めまして。君の婚約者、綾小路弦(あやのこうじ げん)だ」私は口ごもった。そしてようやく気がついた――五條夫人と綾小路夫人の姿がどこにも見当たらない。いつの間にか、二人で買い物に出てしまったようだ。……本当に頼りにならないお母さんたち。弦は、レースでできた白いバラのコサージュを取り出し、私の右手にそっと結びつけた。その位置はちょうど、傷跡を覆い隠すように。彼の真剣な表情を見つめながら、私はふと気づいた。両親がなぜあのような決断をしたのか――なるほど、愛する人のために「最善」を選び抜くことも、ひとつの愛のかたちなのだ。その日以来、私と弦は結婚式の準備で忙しい日々を送った。彼はすべてに丁寧に、まるでかつての私のように、一つひとつに心を込めて選んでいた。――「真剣な人」は、決して裏切ってはいけない。そして、ついに結婚式当日。兄の行雄が、私をバージンロードへ送り出してくれるこ
別れの前に、私が会っておきたい人は、たったひとりだけだった。その人にきちんと挨拶ができれば、もう未練はない。「お嬢さん、また林さんのお墓参りかい?」霊園の管理人が私に気づき、笑顔で声をかけてきた。毎年この季節になると、私は決まってここを訪れていた。私は一束の白菊を林さんの墓前にそっと供えた。「林さん……私、もう行くね」風がやさしく吹き抜け、写真の中の林さんは変わらぬ微笑みをたたえていた。霊園を出たあと、私はしばらく当てもなく街を歩いた。ケーキショップの前を通りかかったとき、甘くて懐かしい匂いが鼻をくすぐった。ふと、思い出した。昔、悠真と湊が買ってくれたバ
後始末をすべて終えたあと、私は湊との新居に戻った。扉を開けた瞬間、思わず足を止めた。……部屋の中に、誰かがいた。「心音姉ちゃん、久しぶりだね」そこにいたのは、北川望結だった。軽やかなルームウェアをまとい、曲線を強調するその姿は、まるで見せつけるかのようだった。望結は私と湊の寝室から出てきて、挑発的な笑みとともに、申し訳なさそうな顔を作った。「悠真兄さんと湊が心配して、ここに住んでもいいって言ってくれたの」私が丹精込めて整えた新居は、知らぬ間に望結の住むところへと変えられていた。すべてのペアの物件は書斎に押し込まれ、その代わりに、望結の私物が無遠慮に置かれていた。
「……本当に、それでいいのね?」電話の向こうで、五條夫婦の声は未だに信じられない様子だった。三年前、私は彼らにきっぱりと言ったのだ。――私は、愛のない結婚なんて望まない。五條家に戻るということは、自分自身の幸福を切り捨てること。家同士が選んだ政略結婚は、たしかに双方にとっては最適な選択かもしれない。五條夫人がため息をついたあと、静かに、けれど重みのある口調で続けた。「安心して。たとえ政略結婚でも、あなたは私たちの大切な娘よ」私は窓の外に目をやって、そっと涙を拭った。夜の帳が、静かに町を包み始めていた。「……お父さん、お母さん。こっちの後始末に、あと一週間ほどくだ
結婚式は、指輪の交換の場面を迎えた。けれど、私の名ばかりの婚約者・芹沢湊(せりざわ みなと)は、どうしても「誓います」と言おうとしなかった。理由は明白だった。一時間前、かつて彼が想いを寄せていた女・北川望結(きたかわ みゆ)が、突然SNSで破局報告を投稿したから。添えられたのは、都城行きの航空券の画像。到着まであと一時間。沈黙を破って、兄の東雲悠真(しののめ ゆうま)が突然壇上に立ち、「結婚式を延期します」と出席者に告げた。その直後、悠真と湊は何の言葉も交わさず、まるで示し合わせたかのように、私をその場に残して去っていった。私は淡々と後処理を進めた。そしてスマホを開くと