Lembro de assistir 'Extraordinário' e sentir um nó na garganta durante aquelas cenas de bullying. O filme consegue mostrar, sem romantizar, como pequenas crueldades cotidianas podem destruir a autoestima de uma criança. A força da narrativa está justamente em não criar vilões caricatos, mas em revelar como o silêncio dos espectadores e a falta de ação dos adultos perpetuam o problema.
O que mais me marcou foi a forma como o protagonista, Auggie, transforma sua dor em resiliência. Essas histórias funcionam como espelhos sociais: enquanto alguns espectadores se reconhecem nas vítimas, outros identificam comportamentos tóxicos que nem sabiam que tinham. É um convite à autorreflexão que nenhuma palestra escolar consegue replicar.