LOGIN"Kumohon, Ayah. Aku tidak ingin jadi istri kedua, apalagi menikahi Tuan Hugo. Ayah kalah judi, bukan? Biar Elea saja yang cari uang, lalu melunasinya." Eleanor Spencer harus menelan pil pahit tatkala ayahnya menjadikannya bahan untuk melunasi hutang. Parahnya lagi, dia harus menikahi Damian Hugo d'Cornelius–pemimpin perusahaan la Victoire Cornel yang terkenal di benua Amerika. Namun, pria itu sudah beristri. Istri pertamanya–Chloe sangat tidak menyukai Elea. Bahkan, dia selalu menyiksa dan memfitnah gadis itu, hingga Hugo ikut membencinya. Puncak kesakitan Elea pun bertambah saat dirinya dinyatakan hamil. Chloe dengan teganya menyebar fitnah dan membuat Elea pergi dari rumah. Kepergiannya itu membuat rasa penyesalan di hati Hugo. Dia berusaha melakukan pencarian sampai beberapa tahun lamanya, tapi tidak membuahkan hasil. Hingga pada suatu hari, Hugo tiba-tiba dipertemukan dengan dua sosok anak kembar saat melakukan perjalanan bisnis. Dia merasa tertarik pada mereka karena wajahnya sangat mirip sepertinya waktu kecil. Hugo pun melakukan penyelidikan dan menemukan sebuah fakta besar bahwa dua anak tersebut adalah anak Elea. Lantas apa yang akan terjadi selanjutnya? Apakah Hugo akan menerima dan berusaha mengejar Elea kembali?
View More— Como é, Lis? — quase engasgo com a torrada quando a voz da minha secretária preencheu minha cozinha. — Você tá brincando comigo, né?
— Queria estar, Mila… mas não estou. O senhor Castellani pediu para adiantar a reunião. Daqui a uma hora e meia. — Uma hora e meia? — minha voz reverberou pela cozinha enquanto eu tentava equilibrar o celular no ombro e empurrar metade do meu escritório dentro da bolsa. — Lis, eu levo quarenta minutos só pra cruzar a cidade! — Eu sei. Mas você é Mila Moretti. Se tem alguém que chega, impressiona e ainda finge que tá tudo sob controle… é você. Fechei os olhos por meio segundo. Lis sempre soube onde apertar. — Às vezes eu acho que você acredita mais em mim do que eu. — Eu tenho certeza. — ela riu. — Agora vai. Nos vemos lá. A chamada caiu e o silêncio que ficou ecoando na cozinha parecia zombar de mim. Aquele silêncio intrometido, quase insolente. Eu não era de muitos amigos. Não por frieza — mas porque meus limites eram claustrofóbicos e precisos. Aprendi a sobreviver sozinha. Aprendi a confiar pouco. Aprendi a não depender. Lis era a exceção. Olhei para a xícara de café amargo ainda cheia, o vapor já morrendo pela metade. — É… hoje não vai rolar reconciliação, não. — murmurei para a minha bebida. Corri pro quarto. Em dez minutos, fiz o impossível: virei de “mulher normal que tenta sobreviver” para “profissional que intimida a concorrência”. Vestido azul marinho impecável, que abraçava minha cintura do jeito certo. Salto médio que não mataria meus pés nem minha dignidade. O coque mais firme da história da humanidade e alguns acessórios dourados. Olhei meu reflexo no espelho. A mulher que me encarava parecia calma. Completamente segura. A melhor mentira que eu sabia contar. — Quem te vê assim acha que tá tudo sob controle — ri sozinha, sem humor. — Parabéns pela atuação. Já no carro, entre sinais vermelhos e gritos internos, fiz a maquiagem no retrovisor com a precisão de uma cirurgiã desesperada. — Fecha, fecha, fecha… — sussurrei dando palmadinhas no volante, torcendo pro farol colaborar. Cheguei no estacionamento da cafeteria cinco minutos antes do horário — um milagre digno de canonização. O lugar era chique do jeito que te faz endireitar a coluna só de olhar. Fachada elegante, poucos ruídos, salas privativas que brilhavam através dos vidros foscos. Antes de descer, reorganizei tudo no banco do passageiro, conferi mentalmente cada detalhe do que eu tinha que apresentar — e puxei ar como se fosse mergulhar numa piscina funda. — Esse lugar tem cara de café bom… melhor que o que eu tomei em casa, com certeza — murmurei, empurrando a porta. O aroma de grãos frescos bateu em mim como um abraço terapêutico. Era quente, reconfortante, um contraste quase emocional com o caos que eu tinha vivido nos últimos 40 minutos. O ambiente tinha aquele barulho confortável de xícaras, conversas baixas e elegância discreta. Ok, Mila, foco. Meu olhar ainda percorria o menu iluminado e imaginei rapidamente qual deles poderia salvar meu humor. Um latte bem cremoso? Um cappuccino? Até um simples espresso já pareceria um prêmio depois do que tomei em casa. Ou quase tomei, né. Mas então… aconteceu. Virei para o lado e senti o impacto com outro corpo apressado, com tanta força que meus papéis explodiram pelo chão. — Puta que pariu! — escapou antes que eu pudesse impedir. Levei as mãos à boca na mesma hora. — Desculpa, sério — comecei a falar sem respirar, sem olhar pra quem eu tinha atropelado. — Hoje tá sendo um caos, saí atrasada, meu café tava péssimo, fiquei presa em todos os sinais possíveis, e — — Até o que tinha pra dar certo… — uma voz masculina completou a frase em uníssono, era grave, com uma ironia discreta que me gelou por dentro. — Dá errado. Minha mão congelou sobre o papel. A voz dele parecia tocar direto na espinha. Levantei o olhar devagar. E aí o mundo fez aquele truque idiota de desacelerar. Lá estava ele. Alto de um jeito que fazia você recalcular sua postura. O terno cinza chumbo assentava no corpo dele como se tivesse sido moldado a mão. A postura era controlada, calculada, como alguém que tinha plena consciência do próprio impacto. O olhar castanho-escuro… intenso. Aquele tipo de intensidade que desmontava defesas, que analisava além da superfície, que parecia ler coisas que eu jamais tinha permitido que alguém lesse. Um relógio caríssimo no pulso — porque claro que teria — e uma sombra de barba que parecia proposital demais para ser acaso. E eu, claro, estava ajoelhada no chão, recolhendo papéis e fragmentos da minha dignidade. — Eu… desculpa, senhor… — engasguei, com a boca seca. Castellani. Lorenzo Castellani. O nome veio como um alerta. Como um aviso. Como um lembrete de que o universo adorava brincar comigo. Ele se abaixou para pegar o restante dos papéis. Com movimentos precisos e elegantes. E quando nossas mãos se tocaram — mesmo que de leve — um arrepio subiu pelo meu braço com tanta força que eu quase derrubei tudo de novo. Concentra, Mila, pelo amor de Deus. — Não precisa se desculpar — ele disse, entregando os papéis com um sorriso mínimo, quase enigmático. — Parece que o universo decidiu conspirar contra nós dois hoje. Sorri de nervoso. Daqueles sorrisos que não chegam nos olhos. — Ah, então não sou só eu? Achei que fosse perseguição pessoal. Ele soltou um riso suave pelo nariz. Lorenzo Castellani. O homem que comandava uma holding bilionária. O homem cuja agenda tinha poder de decidir fusões, investimentos, carreiras. O homem que todo mundo temia decepcionar. E eu tinha acabado de trombar nele com uma criança desastrada. — Mila Moretti? — Eu mesma — ajeitei o coque, apesar de não ter mexido um fio sequer. Ele não comentou nada sobre a minha entrada dramática, nem o meu festival de desculpas. Apenas caminhou comigo em direção à sala privativa. Por dentro, um pensamento martelava: Se ele for mesmo tão exigente quanto dizem, estou ferrada. Se for tão atento quanto esse olhar sugere… estou mais ferrada ainda. No fundo, eu sabia que deveria estar focada na proposta, nos números, na argumentação. Mas a verdade é que, depois daquele toque, ele não parecia apenas um nome numa pasta de contratos. Ele parecia um desafio. Um daqueles que mexem com mais do que a sua reputação profissional. E, quando a porta da sala se fechou atrás de nós, tive a certeza de que aquele encontro não seria apenas sobre negócios.“Mommy! Mommy!”Angel berteriak sambil menangis karena tak melihat keberadaan Elea sama sekali di kamar. Teriakannya tersebut berhasil membuat Axel ikut terbangun. “Hei, ada apa denganmu?” tanya Axel yang masih mencoba mengumpulkan kesadarannya. Angel mengusap air matanya kasar. “Mom–Mommy tidak ada, Kak. Apa Mommy meninggalkanku?” balasnya, tapi malah balik bertanya.Axel pun berdecak pelan dan turun dari ranjang. Anak tersebut mencoba untuk mencari keberadaan Elea di luar. “Tunggu di sini dan jangan ke mana-mana! Aku akan segera kembali,” pinta Axel pada sang adik. Lantas, Angel pun membalasnya dengan anggukan kecil. Axel membuka pintu dengan perlahan dan mulai keluar dari kamar. Dia kemudian celingak-celinguk seperti orang kebingungan. Ya, bagaimana tidak kebingungan, kalau di sekitar kamar mereka ada 7 pintu lain yang tertutup rapat. “Ck, ini rumah atau hotel sebenarnya? Kenapa pintu kamarnya banyak sekali?” gerutu Axel dalam hati. Namun, anak laki-laki tersebut tetap melanj
“Di mana Elea?” Hugo berjalan mendekat ke arah Aria yang hendak pergi ke dapur. Kemudian, wanita itu memberi salam dan membungkuk dengan hormat pada tuannya. “Nyonya Elea sedang berada di kamar bersama anak-anak. Tadi saya sudah mengatakan bahwa beliau akan berada di satu kamar bersama Anda. Namun, nyonya menolaknya,” jelas Aria. Mendengar itu, Hugo hanya mengangguk pelan. Lalu, dia pun berlalu dari hadapan sang pelayan tanpa mengatakan apa pun. Baginya, hal tersebut tidaklah penting dan buang-buang waktu. Setelah berjalan beberapa saat, akhirnya Hugo sampai di depan kamar anak-anak Elea. Tanpa berpikir panjang, pria itu langsung menyelonong masuk. Elea yang sedang menata barang pun sontak terlonjak. Mata ambernya seketika menatap tajam ke arah Hugo. “Apa kau tidak bisa mengetuk pintu terlebih dahulu?” tanya Elea dengan kesal. Namun, Hugo tak menjawab pertanyaan tersebut. Dia malah balik bertanya. “Kenapa kau tidak mau tidur denganku?” serobotnya. Mulut Elea seketika menganga s
“Halo, bagaimana? Apa Elea sudah di mansion sekarang?” Hugo bertanya pada seseorang yang ada di seberang telepon. “Sudah, Tuan. Saya sudah menyuruh Tores untuk menjemput mereka tadi,” jawab Jay.Setelah mengatakan itu, tanpa aba-aba Hugo langsung menutup panggilannya. Pria tersebut lantas menyandarkan punggungnya ke kursi seraya menghela napas kasar. Sebenarnya, dia tadi ingin sekali menjemput Elea dan kedua anaknya. Hugo merasa rindu dengan mereka. Namun, ego dan dirinya sudah menyatu layaknya batang dengan akar. Sangat susah untuk terpisah. Di tengah kekalutannya, tiba-tiba ada seseorang yang mengetuk pintu ruangan. Hugo langsung mengatur posisi menjadi siap sambil berkata, “Masuk!”Akhirnya, pintu pun terbuka dan menampilkan sosok Beatrice Migelda–sekretaris Hugo. Wanita itu mulai melangkahkan kaki jenjangnya untuk memasuki ruangan. Pakaian yang dikenakannya hari ini sangatlah tidak menunjukkan kesopanan sama sekali. Bagaimana bisa dia pergi ke kantor dengan mengenakan mini dres
“Ayo, pulang. Ini sudah larut malam.”Hugo mengajak Elea dan Axel untuk meninggalkan rumah sakit dan pergi ke mansion. Kebetulan, Angel juga sudah tidur. Namun, Elea malah pergi ke sofa sambil menggendong Axel. Dia tidak menghiraukan ucapan Hugo barusan. Hal ini membuat mood pria itu semakin bertambah buruk. “El …” panggil Hugo pelan. Namun, sang empunya yang dipanggil masih tidak menjawab. “Jika kau tidak mau pulang, terserah! Tapi, biarkan aku membawa Axel untuk pu–“ ucapan Hugo terpotong karena Elea tiba-tiba menatapnya dengan tajam. Wanita itu menaruh sebentar Axel yang sudah pulas ke atas sofa. Setelah itu, dia berjalan mendekat ke arah Hugo dengan langkah tegas. “Kenapa kau yang malah jadi sibuk sendiri dengan anak-anakku? Aku ibunya! Jangan berlagak sok jadi ayah ketika kau sendiri sebenarnya tidak mau menerima putra dan putriku!” sembur Elea. “Hentikan sandiwaramu sekarang juga!” imbuhnya lagi. Mendengar hal tersebut, rahang Hugo pun mengeras. Dia mengepalkan tangannya e
“Axel…Angel!”Miranda berteriak sembari melambaikan tangan pada kedua anak Elea. Si kembar pun menoleh dan membalas lambaian tersebut dengan senyuman.“Nenek!” balas Angel. Lalu, gadis cilik itu berlari kecil ke arah bibi Elea. Berbeda dengan Angel, Axel malah diam saja dan hanya berjalan santai d
"Arggh, silau! Tutup tirai jendelanya...," rengek Hugo yang masih memejamkan matanya.Sementara Jay, langsung menatap malas ke arah pimpinannya yang seperti anak kecil itu. Sejujurnya, dia agak jengah menghadapi pria itu. Seenaknya sendiri, otoriter, dan juga keras kepala.Tadi pagi, Hugo bahkan mel
Perkataan dari Angel kemarin begitu membekas di benak Elea. Dia bahkan kurang tidur karena memikirkan hal tersebut semalaman. Alhasil, dia terlambat bangun pagi ini. Untung saja, sang putri segera membangunkannya."Nanti pulang sekolah, kalian dijemput oleh nenek, ya. Mommy sedang ada pekerjaan pen
Lima tahun kemudian...Tahun demi tahun telah terlewati. Namun, pencarian Hugo tidak membuahkan hasil. Selama itu pula, dia hanya menjadi orang yang gila kerja sampai membesarkan perusahaannya berkali-kali lipat. Akan tetapi, semua itu masih terasa hambar baginya.Hugo memang terkenal sekeras batu.
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