Masukทุกคนในแก๊งลือกันว่า “นั่นเมียเสี่ย” แต่คนที่ปากแข็งสุดกลับเป็นเด็กดื้อคนนั้นเอง ปากบอก “ไม่ใช่เมีย” แต่พอใครเข้าใกล้เสี่ย ก็มีตาเขียวตามมาเสมอ เสี่ยผู้เย็นชา กลับค่อย ๆ กลายเป็นแมวตัวโตขี้อ้อน เมื่ออยู่กับ "เมียเด็ก" ที่เขาไม่อยากปล่อยให้หนี
Lihat lebih banyakO azulejo do banheiro está frio, e eu juro que ele fica mais frio quando a vida decide desabar de uma vez.
Eu seguro o palito do teste com tanta força que meus dedos doem, como se apertar pudesse mudar o resultado. A luz fraca tremula, o ventilador faz um barulho chato, e lá fora a Várzea Clara segue acordada, alguém liga um som cedo demais, uma moto passa rasgando, um vizinho ri alto como se o mundo não tivesse conta pra pagar. Eu olho uma vez. Olho outra. Duas linhas. Meu estômago vira do avesso, mas não é enjoo… é medo puro, inteiro, tomando o corpo. Eu sento no chão porque as pernas não obedecem, e a primeira coisa que penso é absurda: não pode ser hoje. Hoje eu tenho entrevista. Hoje eu tenho chance. Hoje eu não podia ser a menina que repete a história da própria mãe. Eu encosto a cabeça na porta do armário e fecho os olhos, tentando respirar devagar, como se eu tivesse controle de alguma coisa. Só que controle sempre foi uma palavra bonita pra quem tem dinheiro. Eu tenho é coragem… e, ultimamente, nem isso eu sei se ainda tenho. A imagem vem sem pedir licença, como se alguém apertasse “play” dentro da minha cabeça. O Baile do Farol. As máscaras, os flashes, o cheiro de perfume caro misturado com o mar, e eu me sentindo deslocada em um lugar que não era meu. Moema tinha me empurrado pra dentro daquele mundo com a alegria de quem gosta de bagunça e com o coração de quem não aguenta me ver só trabalhando e sobrevivendo. “Vai, Vini”, ela disse, e eu nem lembro se foi olhando na minha cara ou mandando áudio com a voz dela enchendo o quarto: Vai, mulher, hoje você vai viver. A máscara azul-petróleo era dela, emprestada, e eu quase devolvi antes de sair porque me deu vergonha de brincar de rica. Eu lembro do toque do tecido no meu rosto e do medo de ser reconhecida por alguém que não deveria nem saber meu nome. Eu lembro do terraço, do vento, do som abafado da festa lá dentro e de um homem que chegou perto demais como se tivesse certeza de que eu não ia recuar. Terno cinza, presença de quem manda sem levantar a voz, e uma máscara escura que escondia metade do rosto, mas não escondia o olhar. — Qual é o seu nome? — ele perguntou. Eu podia ter mentido qualquer coisa, e acho que foi isso que me deixou corajosa: ninguém ali era de verdade. — Essa noite não importa — eu respondi, e a minha voz saiu firme, como se eu fosse uma mulher que não se apega. A lembrança do beijo é rápida e quente, e eu odeio que meu corpo reconheça a cena enquanto minha cabeça quer apagar tudo. O hotel, a porta fechando, o silêncio antes da pressa, e a sensação de estar fazendo algo errado e certo ao mesmo tempo, errado porque eu não sou desse tipo de risco, certo porque, por uma noite, eu parei de ser só problema e boleto. Eu lembro do peso dele acima de mim, do jeito como ele me segurou como se eu fosse dele, e eu lembro também do detalhe que agora vira faca: a dorzinha no ombro, depois um ardor, como se ele tivesse marcado minha pele sem pensar. Na manhã seguinte eu acordei sozinha. Eu vi o dinheiro em cima da mesa e senti a humilhação subir quente no peito, como se ele tivesse pago por mim. Eu não peguei. Eu vesti minha roupa rápido, lavei o rosto, escondi a máscara, e fui embora antes que alguém abrisse aquela porta e me visse com a cara limpa. Agora, de volta ao banheiro, eu encaro as duas linhas como se fossem sentença. Eu não sei o nome dele. Eu não sei quem ele é. E, mesmo que eu soubesse, eu sei o que homens com poder fazem quando decidem que algo é deles e eu não vou deixar ninguém decidir que meu filho é propriedade. — Vini? — a voz da minha mãe atravessa a porta, firme e cansada, do jeito que sempre foi. — Você vai se atrasar. Eu engulo em seco, porque eu não posso chorar agora. Chorar gasta tempo, e tempo é luxo. Eu me levanto com pressa, lavo o rosto, olho meu reflexo e vejo uma mulher de vinte e oito anos tentando fingir que ainda tem chão. Eu embrulho o teste em papel higiênico como se estivesse escondendo um crime. Abro a gaveta do armário, empurro pra trás de um monte de coisa, remédio, absorvente, uma escova velha e fecho com força. Como se fechar a gaveta fechasse o destino junto. — Já vou! — eu respondo alto, e minha voz sai normal demais, quase me traindo. Eu saio do banheiro, e a casa pequena me abraça com o cheiro de café e de roupa limpa secando na varanda. Minha mãe, Sueli Duarte, está na cozinha com a mesma cara de sempre: a cara de quem já sobreviveu a coisas que eu ainda tenho medo de encarar. — Come. — ela empurra um pedaço de pão pra mim, sem drama, sem pergunta. Eu amo e odeio isso nela ao mesmo tempo, porque parte de mim queria colo, e a outra parte precisa dessa firmeza pra não cair. Meu celular vibra, e eu nem preciso olhar pra saber quem é: Moema. Ela manda áudio cedo, tarde, no meio do plantão, no meio da vida, como se o mundo fosse uma conversa interminável. Eu não abro. Sueli me observa por dois segundos só dois e então desvia o olhar como se tivesse decidido me dar espaço. — Essa vaga… — ela começa, e para, como se a frase inteira fosse grande demais. — É a chance da nossa vida. Eu afirmo com a cabeça e sinto uma raiva estranha subir. Não raiva dela. Raiva do mundo, que escolhe o pior dia pra colocar duas linhas na minha mão. Eu pego minha bolsa gasta, confiro o currículo, ajeito o blazer antigo que ainda está impecável porque minha mãe ensinou que dignidade não depende de grife. Na porta, eu paro por um segundo e levo a mão à barriga sem perceber. Ainda não tem nada ali, e ao mesmo tempo tem tudo. — Eu vou conseguir, mãe. — eu digo, e agora sim minha voz falha um pouco. Sueli chega perto e segura meu rosto com as duas mãos, sem carinho de novela, com carinho de vida real. — Vai. — ela responde. Eu desço as escadas do prédio e piso na rua com o sol batendo forte cedo, e Porto Sereno parece linda e cruel como sempre. O ônibus demora, eu conto moedas, eu prendo o cabelo, e eu decido uma coisa com uma clareza que me dá até susto: ninguém vai tirar isso de mim. Ninguém. A entrevista era às nove. E eu não fazia ideia de que, naquele mesmo dia, eu ia chegar perto demais do dono do meu segredo.เสียงรถแล่นเข้ามาจอดในโรงจอดรถก่อนที่ประตูหน้าบ้านจะเปิดออก“ป๊ากลับมาแล้วครับ”เสียงทุ้มของเสี่ยคิงห์ดังขึ้นไม่ทันขาดคำสองแฝดที่เมื่อเช้ายังทะเลาะกันอยู่ ก็วิ่งฝ่าโซฟา กระโจนเข้าใส่คนเป็นพ่อ“ป๊าาาาาาาาาาาาาา”“คชาคิดถึงป๊า”“ธิปมีเรื่องจะเล่าาา”เสี่ยคิงห์หัวเราะ พลางอ้าแขนรับลูกทั้งสองคนกอดซ้ายที ขวาที จนแขนแทบไม่พอ“ช้า ๆ สิครับลูก ป๊ายังไม่ทันวางกระเป๋าเลย”“ไม่เป็นไรเรื่องสำคัญมาก ต้องเล่าเดี๋ยวนี้”แฝดนั่งลงข้าง ๆ กันบนพรม กางแขนกางขาเล่าแบบไม่เว้นจังหวะทั้งเล่าว่าใครเริ่มทะเลาะก่อนใครดุ ชื่อ หม่าม๊า โดนเอ่ยรัวใครยอมก่อน ใครให้ยืมของหวงใครวาดรูปจับมือกันเสี่ยฟังพลางอมยิ้ม ก้มมองลูกทั้งสองที่พูดจนน้ำลายแทบกระเด็นก่อนจะเอื้อมมือไปลูบหัวทั้งคู่สลับกันเบา ๆ“ป๊าภูมิใจมากเลยครับ ที่ลูก ๆ รู้จักขอโทษกันและให้อภัยกัน”“แต่ป๊าภูมิใจที่สุด... ที่ลูกทั้งสองคนยังรักกันอยู่เสมอ ไม่ว่าจะมีเรื่องอะไร”สองฝาแฝดยิ้มเขิน ๆก่อนจะเอนหัวซ้ายขวาซบลงที่อกของเสี่ยคนละข้างพร้อมเสียงงึมงำที่น่ารักที่สุด“เพราะพวกเรามีป๊ากับหม่าม๊าที่รักกัน”“ก็เลยอยากเป็นแบบนั้นบ้าง”เสี่ยเงียบไปครู่หนึ่ง แล
เสียงโวยวายดังมาจากห้องนั่งเล่นในเช้าวันเสาร์คชานนท์ยืนกอดอก หน้าบึ้งตึงคุณาธิปนั่งย่นจมูก ทำตาใสปริบ ๆ แต่อารมณ์ก็ไม่ต่างกัน“คชาไม่ยอมเก็บของเล่นเลย บอกแล้วว่าเก็บด้วยกันไง”“ก็ธิปบอกจะดูดฝุ่นเอง แล้วอยู่ ๆ ไปเล่นไดโนเสาร์เฉย”เสียงแฝดโต้กลับกันไปมาเหมือนแมวกับหมาของเล่นกระจัดกระจายเต็มพื้น ปืนฉีดน้ำล้ม หุ่นยนต์นอนตะแคง รองเท้าเด็กวางซ้อนกันผิดข้างเอยที่เพิ่งเดินออกมาจากห้องครัว พับผ้าเสร็จ ยังไม่ทันได้นั่งพัก ก็ต้องรีบเดินเข้าไป“คชานนท์ คุณาธิป”เสียงดุของเอยดังขึ้นด้วยน้ำเสียงที่ไม่ต้องตะโกนก็น่ากลัวพอให้ฝาแฝดหันขวับมองพร้อมกันทันที“เราตกลงกันแล้วใช่ไหมครับ ว่าจะช่วยกันทำงานบ้าน ไม่ใช่โยนให้กันไปมาแบบนี้”“แต่ว่า... หม่าม๊า... คชาไม่ยอมช่วย...” ธิปเริ่มฟ้อง“ธิปเล่นก่อนต่างหาก” คชาเถียงเอยยกมือขึ้นนิ้วเดียวทั้งคู่เงียบกริบทันที“หม่าม๊าไม่สนว่าใครเริ่มก่อนนะครับ แต่ถ้าไม่ช่วยกัน ไม่มีใครได้ไปดูการ์ตูนตอนบ่ายเลยทั้งคู่”เสียงนิ่งแต่ชัดเจนแบบนี้ ฝาแฝดรู้ทันทีว่า โหมดหม่าม๊าโหมดจริงจัง ได้เปิดใช้งานแล้ว“เข้าใจไหมครับ?”“เข้าใจครับ” ทั้งสองคนตอบพร้อมกัน ก่อนจะหันหน้ามองกันเอง
หลังจากฝาแฝดเข้านอนไปแล้ว พร้อมตุ๊กตาคู่ใจและนิทานเล่มเดิมที่เอยอ่านให้ฟังทุกคืนทั้งบ้านก็ตกอยู่ในความสงบอีกครั้งภายในห้องนอนใหญ่ ไฟหัวเตียงเปิดไว้สลัว ๆเอยนอนหนุนแขนเสี่ยคิงห์ ใต้ผ้าห่มผืนหนา กลิ่นน้ำยาปรับผ้านุ่มกับกลิ่นกายของอีกฝ่ายอบอวลผสมกันไปหมดเสี่ยใช้ปลายนิ้วเกลี่ยแก้มเอยเบา ๆ“มีความสุขไหมครับวันนี้”เอยพยักหน้า แล้วขยับตัวเข้าหาอีกฝ่าย“มากเลยครับ ขอบคุณที่อยู่ด้วยกันมาทุกปี แล้วก็ขอบคุณที่ทำให้วันธรรมดากลายเป็นวันพิเศษเสมอ”“เสี่ยต้องขอบคุณเอยมากกว่านะครับ ที่ยอมแต่งกับคนดุ ๆ อย่างเสี่ย แล้วก็เลี้ยงลูกซน ๆ สองคนให้โตมาเป็นเด็กดี”เอยหัวเราะเบา ๆ แล้วซุกหน้าลงกับอกกว้าง“ถ้าไม่มีเสี่ย… เอยก็คงไม่รู้จักคำว่าครอบครัวแบบนี้หรอกครับ”เสี่ยคิงห์ยกมือขึ้นลูบผมนิ่ม ๆ ของเอย ก่อนจะประคองใบหน้าขึ้นมาจูบแผ่วเบาที่หน้าผากแล้วเลื่อนลงมากดริมฝีปากจูบลงเบา ๆ ที่มุมปาก อบอุ่นและแผ่วหวานจนเอยขนลุกซู่“สุขสันต์วันเกิดอีกครั้งนะครับ เมียเสี่ย”“ครับ… แล้วก็ฝันดีนะครับ สามีของเอย”ผ้าห่มค่อย ๆ ถูกดึงขึ้นคลุมถึงปลายคางคืนนี้ เอยไม่ได้ขอพรอะไรจากวันเกิดเพราะแค่ได้หลับไปในอ้อมแขนของคนที่
เอยลืมตาตื่นเพราะกลิ่นหอมจาง ๆ ของช็อกโกแลตลอยเข้าจมูก มือเล็กยกขึ้นขยี้ตาเบา ๆ ก่อนจะพลิกตัว แล้วก็ต้องชะงัก“ตื่นแล้วเหรอครับ เมียเสี่ย”เสียงนุ่มทุ้มดังขึ้น พร้อมกับใบหน้าคมเข้มของเสี่ยคิงห์ที่โน้มเข้ามาใกล้ จนเอยต้องรีบยกผ้าห่มขึ้นบังหน้า ใบหูแดงแจ๋ทันที“มะ…มีอะไรครับ ทำไมตื่นเช้าจัง”“วันนี้วันอะไรครับคนดี?”“เอ๊ะ... ก็วันพฤหัส”คิงห์หัวเราะในลำคอ แล้ววางกล่องของขวัญผูกโบว์ลงข้างหมอนก่อนจะกระซิบเบา ๆ“วันเกิดของเมียเสี่ยไงครับ”เอยเบิกตากว้าง ก่อนจะยกมือขึ้นปิดปากตัวเองอย่างตกใจเขาแทบจะลืมไปแล้วว่าวันนี้เป็นวันเกิดตัวเอง เพราะมัวแต่ง่วนกับงานและโปรเจกต์ที่รุมเร้า แต่เสี่ยคิงห์กลับไม่ลืม“เสี่ย”“อย่าร้องนะครับ เดี๋ยวเค้กจะเค็มเพราะน้ำตาเมีย” เขายิ้มละมุน พร้อมเอื้อมมือมาเช็ดน้ำตาให้เอยบนโต๊ะเล็ก ๆ ข้างเตียง มีกล่องเค้กสีชมพูพาสเทลที่เอยเคยพูดชอบไว้เมื่อเดือนก่อน มีกล่องของขวัญที่ไม่ต้องเปิดก็รู้ว่าเป็นกล้องถ่ายรูปตัวใหม่ที่เอยอยากได้ และมีกุหลาบแดงหนึ่งช่อที่ผูกด้วยริบบิ้นสีทอง“ขอบคุณครับ” เอยซุกตัวเข้าอกกว้างของเสี่ยอย่างไม่อาย“แค่เมียยิ้ม เสี่ยก็พอใจแล้วครับ”คิงห์กระซิบข






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