A Face da Traição: Quando o Amor Vira Armadilha
Mal terminei de falar, Helena se aproximou e segurou meu braço com intimidade, como se dividíssemos uma confiança que nunca houve.
— Mari, meu carro não cabe todo mundo. Você acabou de pegar a carteira, não foi? Me empresta o seu carro amanhã?
O sangue sumiu do meu rosto.
Por um momento, senti o frio da morte subir pela pele outra vez.
Na vida passada, foi com esse mesmo sorriso, essa mesma voz mansa e esse mesmo pedido inocente que Helena levou meu carro.
Depois, ela rasgou as ruas de Aurélia em alta velocidade, avançou dezoito sinais vermelhos e atropelou uma grávida e um idoso no meio da faixa de pedestres.