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Gêmeos do Silêncio: Minha Dor, Sua Indiferença

Gêmeos do Silêncio: Minha Dor, Sua Indiferença

Grávida de nove meses, vi a amada do meu marido se mudar para a nossa casa com uma desculpa qualquer. Ela fingia sofrimento sempre que me via, e ele me acusava de exibir a barriga só para provocá-la. — A Rafa já sofre demais! E você ainda exibe essa barriga enorme só pra machucar! Só vai aprender se eu te der uma lição. — Rosnou ele, com frieza. Sem hesitar, mandou me trancar no sótão e proibiu qualquer um de me trazer comida. Supliquei, dizendo que os gêmeos estavam grandes, que o médico havia pedido minha internação urgente, pois o parto podia acontecer a qualquer momento. Mas ele apenas riu como se eu estivesse contando alguma piada tola. — Ainda faltam três dias pro parto. Não inventa desculpa para escapar! Vai pro sótão pensar bem no que você fez! Isso é o mínimo, depois do que fez com a Rafa! — Ele insistiu, ignorando completamente a minha dor. No sótão escuro, gritei até minhas unhas se quebrarem na porta. No silêncio sufocante, as contrações rasgavam meu corpo, cada onda de dor parecia não ter fim. Coberta de sangue, exausta e ainda presa, percebi que meu filho não sobreviveria. Três dias depois, enquanto tentava tomar um mingau, meu marido, já incomodado, comentou com desprezo: — Manda a Joyce descer para me preparar o mingau, e depois vá pedir desculpas à Rafa. Se ela pedir de um jeito decente, pode até levar ela pro hospital na hora de parir. Mas ninguém respondeu, pois o sangue já escorria do sótão, degrau por degrau, inundando a casa num silêncio mais aterrador que qualquer grito.
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O Retorno: Como Destruí a Amiga que Me Arruinou

O Retorno: Como Destruí a Amiga que Me Arruinou

Eu tinha uma melhor amiga que era um doce, como mel, mas era apenas da boca para fora. Pelas minhas costas, ela era um demônio. Ela roubou meu namorado, o subchefe da Máfia de Chicago. A desculpa dela? Queria me manter longe das sombras e do sangue, então sofreria em meu lugar. Ela penhorou a própria aliança de casamento e contou ao marido uma história sobre uma bolsa de edição limitada que estaria comprando para mim. Ela desviou dinheiro das contas da empresa do marido e colocou a culpa no meu suposto hábito de contratar acompanhantes masculinos. Ela estava grávida e ainda assim queria curtição, cair na farra. Então foi a uma orgia completa com o tio do marido e um grupo de associados dele. E foi assim que ela acabou sofrendo uma hemorragia. Mas, de alguma forma, a culpa era minha. Segundo ela, era eu quem organizava esse tipo de festa. E a versão dela dos fatos? Ela tentou me impedir, então eu a empurrei e a fiz perder o bebê. No fim, o marido dela me enviou para um inferno de cartel no México para que eu largasse meus pecados. Lá, o amante dela me vendeu para o distrito da luz vermelha. Primeiro veio o vício. Depois vieram as ruas. Eu servi a todos os homens da organização deles, um após o outro. Meu corpo apodreceu. Morria lentamente, doente e sozinha. Então quando abri os olhos novamente, eu estava de volta à noite em que minha melhor amiga sofreu um aborto espontâneo por causa da própria festa imunda.
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Amor em Alto-Mar

Amor em Alto-Mar

Maeve Sinclair aprendeu da pior forma que o amor pode ser a mais cruel das prisões. Após anos fugindo do passado traumático e dos três homens que nunca deixaram de amá-la, ela é sequestrada e acorda amarrada em uma suíte presidencial de um luxuoso cruzeiro em alto-mar. Seus captores? Os mesmos que ela tentou esquecer: Zion Brooks — o cantor famoso de voz sedutora e temperamento explosivo. Luka Rhodes — o brilhante produtor musical que esconde nas sombras uma perigosa vida na máfia irlandesa ao lado de Declan Callahan. Elias Sullivan — o ex-militar e lutador de boxe, silencioso, letal e obsessivamente protetor. Presos juntos por sete noites no meio do Caribe, os três estão dispostos a tudo para quebrar as muralhas que Maeve construiu ao redor do coração. Eles a alimentam, a protegem, a provocam… e a amarram quando necessário. Porque para eles, Maeve sempre foi deles — desde a noite inesquecível na praia, desde a concepção de Matthew, o filho de onze anos que ela criou sozinha enquanto escondia segredos capazes de destruir a todos. Entre luxo, desejo proibido e possessividade sufocante, Maeve luta contra o próprio corpo e contra o amor doentio que sente por eles. Mas quanto mais ela resiste, mais os três se aproximam de verdades que ela jurou levar para o túmulo: o abuso do pai que ainda a assombra, a depressão que quase a destruiu como mãe, e o medo paralisante de que seu amor seja veneno para todos que a cercam. Em um cruzeiro em que não há escapatória, Maeve descobre que a verdadeira prisão nunca foram as cordas de seda… Era o amor deles.
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A Luna Renascida Vai Embora Para Sempre

A Luna Renascida Vai Embora Para Sempre

Eu mantive um relacionamento por sete anos com o melhor amigo do meu irmão mais velho, o Alfa Alexander Parker. Mas o nosso relacionamento sempre ficou escondido nas sombras. Depois de beber aguardente demais numa noite, Alexander ficou completamente bêbado e me disse: — Willow, a Stella está com um filhote agora. Se ela não tiver um companheiro, os anciãos vão expulsá-la da alcateia. Tudo bem se eu der a ela a posição de Luna por enquanto? Num tom calmo e dócil, respondi: — Tudo bem. Na minha vida anterior, eu não aceitei a sugestão de Alexander. Também insisti em realizar a cerimônia de acasalamento com ele. Enquanto isso, a barriga de Stella Lockhart continuou crescendo com o passar das semanas. No fim, ela já não conseguia mais esconder. Enfurecidos, os anciãos, acabaram expulsando-a da alcateia. Depois que Stella foi embora, Alexander nunca mais voltou para casa, nem me dirigiu uma única palavra. Eu sabia que ele colocava toda a culpa em mim. Algum tempo depois, morri consumida pela culpa e pela depressão. Quando eu estava prestes a fechar os olhos, vi Alexander invadindo meu quarto, alarmado. Stella, que supostamente tinha sido expulsa da alcateia, vinha logo atrás dele, com um filhote nos braços. Foi então que eu finalmente entendi que, apesar de Alexander ter salvado Stella, ele nunca foi o companheiro mais adequado para mim. Agora que renasci, não recusei a sugestão dele. Em vez disso, decidi cortar completamente todos os laços entre nós, para que ele e Stella pudessem viver felizes para sempre.
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O Peso do Arrependimento

O Peso do Arrependimento

Antes de se casar com Caio Albuquerque, todos comentavam que ele nutria, há anos, um amor profundo e inesquecível por uma outra mulher. No entanto, foi ele quem a conduziu até o cartório para registrar o casamento, e também quem lhe garantiu, com todas as letras, que aquela mulher já fazia parte do passado. Durante três anos de casamento, Elena Vasconcelos acreditou que, sendo gentil e dedicada o bastante, conseguiria conquistar o coração frio do marido. Até o dia em que Caio, por causa de sua antiga paixão, sacrificou a única oportunidade que poderia salvar a vida do pai de Elena e ainda levou a amante ao funeral dele. — Chega. Eu quero o divórcio. Depois da separação, todos aguardavam ansiosamente para vê-la fracassar e virar motivo de chacota. Mas, em pouco tempo, descobriram que a renomada pintora internacional Flora era ela. A herdeira desaparecida de uma das famílias mais influentes do país era ela. A líder de um importante projeto artístico nacional também era ela. Dotada de um talento extraordinário, Elena brilhou cada vez mais, até se tornar uma estrela inalcançável para Caio. O homem que um dia mal se dignava a olhá-la caiu de joelhos, tomado pelo arrependimento. — Leninha, eu errei. Volta para mim, por favor. Vou cuidar de você e do filho. Nunca mais vou machucar vocês. Nesse instante, porém, uma mão grande e firme envolveu a cintura delicada de Elena. O homem abaixou a cabeça, beijou de leve a ponta avermelhada de sua orelha e declarou, em um tom possessivo: — Além de mim, quem neste mundo é digno dela?
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Assassina da Minha Irmã Tornou-se Sua Companheira Escolhida

Assassina da Minha Irmã Tornou-se Sua Companheira Escolhida

Minha irmã, Lily, foi despedaçada por renegados. Eu soluçava, implorando ao meu Companheiro Destinado, o alfa Ethan, que encontrasse seus assassinos. Ele nunca encontrou. Um ano depois, no aniversário da morte dela. Fui procurar Ethan, pronta para contar que estava grávida. Em vez disso, o encontrei abraçando outra ômega, Bella. — Não se preocupe — ele a consolava. — Ninguém vai descobrir que você derrubou o escudo mental da alcateia e causou a morte de Lily. Assim que Harper abrir mão do título de Luna na cerimônia, você será minha única. Meu coração se despedaçou. Então era isso. Ele nunca me marcou, nunca me rejeitou… ele queria que eu desistisse por conta própria. Ele estava protegendo a assassina da minha irmã. Ele queria torná-la Luna. Invadi o lugar gritando, mas Bella de repente tossiu sangue e desmaiou. Envenenamento por Acônito, ela alegou. — Ela foi envenenada me salvando! Me dê o sangue do seu coração! É a única coisa que pode salvá-la! Ethan me olhou com mais nojo do que se eu fosse lixo. — Estou grávida! Vai matar o bebê! — implorei. Mas o Comando alfa dele me atingiu. Meu corpo já não era mais meu. Só pude assistir enquanto a agulha grossa perfurava meu peito, bem sobre meu coração. Sangue dourado escorreu. Uma dor aguda e dilacerante rasgou meu estômago… Ele tinha matado meu bebê. Minha loba se despedaçou dentro de mim. Fechei os olhos, alcançando uma conexão proibida no mundo dos lobisomens. — Rei Lycan Rogan. Amanhã, preciso que me ajude a destruir tudo na Alcateia Blackwood. Incluindo o alfa Ethan.
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Pedi à Minha Irmã para Quebrar a Maldição do Alfa Após o Renascimento, e Ele Enlouqueceu

Pedi à Minha Irmã para Quebrar a Maldição do Alfa Após o Renascimento, e Ele Enlouqueceu

Eu renasci na noite em que a magia negra fez o Alfa perder o controle, deixando seu cio completamente fora de controle. Desta vez, eu não me tornei o seu remédio. Em vez disso, chamei o seu verdadeiro amor, minha própria irmã. Em minha vida passada, eu me apaixonei por Nicholas, o Alfa da nossa alcateia. Quando soube que ele fora amaldiçoado por uma antiga magia negra e não conseguia controlar seu cio, fiz uma escolha que não deveria ter feito. Eu não o afastei. Um mês depois, descobri que estava grávida. Como um Alfa, Nicholas precisava de um herdeiro. O Conselho de Anciãos o forçou a realizar uma cerimônia de marcação comigo. No dia da cerimônia, Leah não conseguiu aceitar. Ela fugiu do território da alcateia. Lobos renegados a atacaram. Antes de morrer, Leah enviou a Nicholas noventa e nove sinais de socorro através da conexão mental. Mas Nicholas estava no meio da cerimônia de marcação a meu pedido, e nunca respondeu. Nem uma única vez. Depois, quando a alcateia trouxe de volta o que restou do corpo de Leah, o rosto dele permaneceu estranhamente calmo. Mas na noite da primeira lua cheia do nosso filhote, ele me envenenou com acônito. Antes de eu morrer, ouvi sua voz fria como gelo: — Se você não tivesse engravidado, eu não teria sido forçado a marcá-la. Eu não teria perdido o pedido de ajuda da Leah. A morte dela está em suas mãos. E você vai pagar por isso. Quando abri meus olhos novamente, estava de volta à noite em que Nicholas foi vítima da maldição.
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A Prometida do Dragão Negro

A Prometida do Dragão Negro

Após a Grande Guerra entre os três clãs — Humanos, Dragões e Lobos — uma maldição caiu sobre os dois mais poderosos: os descendentes de sangue puro dos Dragões e Lobos perderam a capacidade de herdar todo o seu poder. Para preservar a força de suas linhagens, os reis de cada clã passaram a depender de uma única saída: gerar herdeiros com uma mulher humana portadora de Bênçãos. Aquele que primeiro tivesse um filho mestiço e poderoso garantiria ao seu povo o domínio sobre os três clãs por cem anos. Em minha vida passada, fui escolhida para casar com Silas Hector, o Rei dos Lobos de Prata, um homem que aparentava ser gentil, mas escondia uma alma fria como o gelo. Um ano após o casamento, dei à luz um filho meio lobo que herdou todo o poder da linhagem. Silas venceu a disputa, e os Lobos governaram o mundo por um século. Minha irmã, Lucia, fascinada pelo magnífico Dragão de Prata, se casou com seu rei. Mas os dragões eram arrogantes e imprevisíveis. Em um acesso de fúria, ele destruiu o útero de Lucia e matou o filho que ela carregava. Ela ficou estéril. Tomada pela inveja, Lucia me assassinou com uma facada em plena reunião de família. Quando abri os olhos, voltei ao exato momento que antecedia o Casamento dos Três Clãs. Lucia também voltou no tempo... e correu para a cama de Silas. Mas ela não sabia de uma coisa: Silas nunca amou humanas. Ele apenas se divertia em destruí-las. Agora, com o passado nas minhas mãos e a verdade diante dos olhos, eu não lutarei por amor. Lutarei por vingança.
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Partindo em Plena Floração

Partindo em Plena Floração

Após oito anos de casamento, finalmente engravidei do filho de Claude Frey. Essa é minha sexta tentativa de fertilização in vitro e também a última. O médico disse que meu corpo não suportaria passar por isso outra vez. Estou radiante, pronta para contar a ele a notícia. Mas, uma semana antes do nosso aniversário de casamento, recebo pelo correio uma foto anônima. Nela, Claude está abaixado, beijando a barriga grávida de outra mulher. Ela é a namorada de infância dele, aquela que a família viu crescer. Gentil, educada… o tipo de nora com que qualquer família sonha. O mais irônico é que todos já sabem da gravidez dela. Todos, menos eu. Sou apenas a piada no meio de todos eles. Então percebo que o casamento que venho sustentando, apesar de todas as dores e feridas, nunca passou de uma mentira cuidadosamente construída. Tudo bem. Eu não quero mais Claude. E nunca permitiria que meu filho nascesse em um mundo erguido sobre mentiras. Reservo minha passagem para ir embora no dia do nosso oitavo aniversário de casamento. Também seria o dia em que ele finalmente me levaria para ver o mar de rosas. Antes de nos casarmos, Claude prometeu criar um mar de flores só para mim. Mas, em vez disso, eu o encontro diante do jardim de rosas, beijando sua namorada de infância grávida. Depois que vou embora, ele começa a me procurar desesperadamente. — Não vai embora, por favor… — ele implora. — Eu estava errado. Por favor, não me deixa. Só então ele se lembra da promessa que me fez e planta as rosas mais bonitas do mundo naquele jardim. Mas eu já não preciso mais delas.
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Afogada no Silêncio Deles

Afogada no Silêncio Deles

Minha irmã era autista. Os médicos chamavam isso de "sobrecarga sensorial severa". A regra era simples: nada de barulhos repentinos. Nunca. Então, minha vida inteira foi vivida em silêncio. Eu nunca usava salto alto. Nunca levantava a voz. Nem sequer tinha permissão para rir. Tudo isso para evitar que ela tivesse uma crise. Meu pai, Victor, o Don da família Castellano, segurava meu ombro. Seu rosto era uma máscara de culpa. — Sera, você é minha boa menina. Proteger sua irmã é nosso dever. Você é saudável e forte. Pode fazer um pequeno sacrifício por ela, não pode? Naquele dia, eu estava na varanda do segundo andar e, sem querer, derrubei um vaso de rosas brancas. O barulho do vaso se estilhaçando fez minha irmã, que tomava sol no jardim lá embaixo, entrar em uma crise. Pela primeira vez, Victor olhou para mim como se eu fosse a inimiga. Ele gritou: — Você não consegue simplesmente ficar em silêncio? Quer deixá-la louca? Minha irmã recuou, apavorada, até bater em uma mesa de vidro, soltando um grito agudo. Victor passou correndo por mim, tomado pela raiva e pelo pânico. Ele esbarrou em mim na escada quando eu estava descendo para ajudá-la. Perdi o equilíbrio e bati o peito com força contra a ponta afiada de um poste do corrimão de ferro forjado. Uma dor intensa explodiu no meu peito. Abri a boca para gritar, mas nenhum som saiu. Minha família inteira correu para cercar minha irmã, que gritava desesperadamente. Ninguém sequer olhou para mim. Meus pulmões se encheram de sangue. Eu estava me afogando no chão. Todos achavam que minha irmã, a autista, era quem precisava do conforto da família. Achavam que eu apenas tinha caído. Que eu podia esperar. Eles estavam errados.
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