Lembro de uma cena clássica em 'Buried' onde o protagonista usa um isqueiro para iluminar o caixão e pensar em saídas. Se eu estivesse nessa situação, a primeira coisa seria tentar manter a calma — o pânico consome oxigênio mais rápido. Respirar fundo e devagar, avaliar o espaço: tem algo ao meu redor que possa usar? Celular, pedaço de madeira solto, até um alfinete de roupa pode ser útil para arranhar a tampa e criar uma pequena abertura.
Outro ponto é gritar de forma estratégica. Não adianta berrar sem parar; o solo abafa o som. Batendo ritmadamente no caixão, três batidas rápidas seguidas de uma pausa, pode ser mais eficiente para sinalizar socorro. E claro, tentar memorizar a direção em que fui enterrado — se houve inclinação na descida, por exemplo — ajuda os resgatadores a encontrarem o local mais rápido. No fim, o que salva mesmo é a criatividade e a persistência.