Sekretaris Rasa Istri

Sekretaris Rasa Istri

last updateLast Updated : 2025-08-04
By:  Parikesit70Completed
Language: Bahasa_indonesia
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Amara wanita cantik mantan anak orang kaya harus bekerja dengan membawa MEMO ke sebuah perusahaan milik sahabat papanya yang kini telah stroke akibat perusahaannya Bangkrut oleh mama tirinya. Karakter Amara yang bicara blak-blakan dan ikut campur mendisplinkan karyawan di perusahaan tersebut sebagai sekretaris membuat beberapa staf tidak menyukai dirinya. Perjodohan yang dilakukan oleh orang tua Adrian, sang bos dengan Amara ditolak mentah-mentah, karena Adrian masih mencintai mantan pacarnya yang seorang artis sinetron. Namun, orang tua Adrian tidak setuju hubungan putranya dengan artis tersebut, saat melihat artis sinetron itu masuk ke dalam hotel bersama seorang pengusaha. Namun, berjalannya waktu Adrian pun semakin menyukai Amara yang dinilainya sebagai wanita perfect. Tetapi beberapa sosok yang pernah hadir dalam kehidupan Amara, nyaris membuat kacau balau hidup gadis cantik itu, saat bertemu dengan lawan-lawannya yang membenci dirinya. Baik itu dari mantan mama tirinya, Maya. Sepupu Adrian sang bos, Nazwa. Mantan pacar Adrian yang seorang artis, Tania. Bahkan mantan Amara sendiri yang telah menikahi sahabat karibnya, Rani. Sampai akhirnya, masa lalu lain dalam hidup Amara terkuak dalam sebuah Video yang tak disadarinya. Akankah Adrian sang bos yang telah jatuh hati dan sangat bucin dengan Amara, akan meninggalkan sang sekretaris yang mempesona dan nyaris sempurna? Dijamin SERUđŸ”„

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Chapter 1

Wawancara

Com vinte e cinco semanas de gravidez, Tatiane Oliveira acabou flagrando a traição do marido no hospital.

O homem alto e impecavelmente bonito vestia um sobretudo preto.

Nos braços, protegia uma jovem delicada e encantadora.

Ela usava um casaco branco de pele de raposa. As bochechas estavam rosadas pelo frio; o rosto pequeno, quase todo envolto em um cachecol de lã macia. Os traços eram finos e perfeitos, como os de uma boneca de porcelana.

Tatiane apertava com força o papel do exame pré-natal.

Os dedos iam ficando pĂĄlidos, sem cor.

O vento gelado cortava-lhe o rosto, mas nada era mais frio do que a dor sĂșbita que atravessou seu peito.

Henrique Barbosa a viu de longe.

Seu rosto permaneceu indiferente, sem o menor sinal de constrangimento por ter sido flagrado.

Foi ele mesmo quem abriu a porta do carro para a garota, com gestos cuidadosos e gentis.

TĂŁo distante.

TĂŁo frio.

TĂŁo inacessĂ­vel.

O homem que sempre parecera um superior inalcançåvel também era capaz de demonstrar tamanha ternura.

A garota pareceu notar Tatiane.

Hesitou por um instante, lançou-lhe um olhar curioso e, em seguida, virou-se para Henrique.

— Aquela mulher ali. — Perguntou, apontando de leve. — Por que ela fica olhando pra vocĂȘ o tempo todo? Rick, vocĂȘ conhece ela?

O vento uivava nos ouvidos.

Tatiane nĂŁo conseguiu ouvir claramente o restante da conversa.

Mas, pelo tom e pela forma como a jovem se referia a ela, entendeu com nitidez dolorosa.

Estava sendo tratada como uma mulher mais velha.

Tatiane soltou um riso amargo por dentro.

Ela tinha apenas vinte e quatro anos.

Mas o corpo levemente acima do peso, o rosto comum, o casaco preto volumoso, o gorro escuro


Somados à gravidez jå avançada, ao inchaço e à expressão exausta, faziam-na parecer uma mulher de trinta e tantos, talvez quarenta.

Como poderia competir com uma jovem bonita, radiante, cheia de vida?

Henrique envolveu a garota com o braço e a ajudou a entrar no carro.

Tatiane permaneceu imóvel no mesmo lugar, o corpo rígido, os pés cravados no chão, observando o veículo se afastar pouco a pouco até desaparecer.

Ela e Henrique haviam se casado por causa da gravidez.

Para alguém como ele, um homem sempre destinado ao topo, aquela união forçada era uma mancha em sua vida.

E a criança que ela carregava no ventre não passava de uma ferramenta.

Um meio de pressĂŁo.

Ele a odiava.

Odiava profundamente.

Ela o amara em silĂȘncio por oito anos.

Tatiane sempre soubera que nĂŁo estava Ă  altura dele.

Por isso, só podia se esforçar cada vez mais.

Estudava sem descanso, avançava passo a passo, tomando Henrique como o ideal de vida que precisava alcançar, seguindo de longe cada pegada deixada por ele.

Até que, finalmente, conseguiu.

Tornou-se sua assistente.

Passou a ficar ao lado dele, tĂŁo perto quanto jamais ousara imaginar.

Mas aquela noite


NĂŁo destruiu apenas Henrique.

Foi ainda mais cruel com ela.

Despedaçou, sem piedade, todo o orgulho e a dignidade que Tatiane tentava manter diante dele.

Ela jamais conseguiria esquecer o olhar que ele lançara depois.

Cheio de nojo.

Como se tivesse tocado em algo imundo, repulsivo.

Era por isso que apenas garotas bonitas, jovens e impecåveis eram dignas de alguém como ele.

Uma lĂĄgrima quente escorreu pelo canto de seus olhos.

Logo em seguida, uma fisgada atravessou-lhe o baixo-ventre.

Tatiane levou a mĂŁo Ă  barriga quase por reflexo, apoiando-se com a outra em um pilar de pedra ao lado.

Uma enfermeira que passava percebeu seu estado e correu até ela, amparando-a com cuidado e conduzindo-a ao consultório.

NĂŁo era nada grave.

Apenas uma reação causada pela forte oscilação emocional.

O bebĂȘ fora afetado pelo estresse.

Depois de algum tempo, quando tudo se estabilizou, Tatiane deixou o hospital.

Com o corpo e a mente exaustos, dirigiu sozinha até o Residencial Aurora.

Aquela era uma das mansÔes particulares de Henrique.

Por ordem da avĂł dele, Lorena Dias, duas babĂĄs experientes haviam sido enviadas da residĂȘncia principal da famĂ­lia Barbosa para cuidar dela.

Naquele momento, as duas estavam sentadas na sala aquecida, comendo tranquilamente, conversando e rindo, como se fossem as verdadeiras donas da casa.

Ao ouvirem o barulho da porta, uma delas virou a cabeça em direção à entrada.

Ao ver Tatiane retornar, levantou-se e foi até ela.

— E aí? Como foi o resultado do exame? — Perguntou.

O tom era arrogante.

O olhar, claramente desdenhoso.

Diziam estar ali para cuidar dela, mas agiam muito mais como vigias ou como anfitriãs fiscalizando a presença de uma intrusa.

Tatiane lançou apenas um olhar frio na direção da mulher.

NĂŁo respondeu.

Virou-se e seguiu diretamente para a escada.

A babĂĄ franziu o cenho, irritada.

— Ei, eu estou falando com vocĂȘ.

Tatiane continuou sem dizer uma Ășnica palavra.

A mulher observou suas costas se afastarem e nĂŁo conteve um resmungo de desprezo.

Soltou um riso frio pelo nariz e murmurou, quase inaudĂ­vel:

— Gorda e sem o menor pudor
 Ainda acha que virou alguĂ©m da famĂ­lia Barbosa? Fazendo pose
 Pra quem, afinal?

Tatiane voltou para o quarto.

Sentou-se na beira da cama, com o coração completamente vazio, perdida, sem direção.

Nem Henrique nem a famĂ­lia Barbosa jamais a haviam aceitado de verdade como esposa.

Naquela época, fora Lorena quem insistira para que registrassem o casamento.

O velho Sr. Barbosa sofrera uma piora repentina no estado de saĂșde e, justamente naquele momento, Tatiane aparecera grĂĄvida Ă  porta.

Para trazer esperança à família e evitar boatos, acusaçÔes e escùndalos, a união fora decidida às pressas, como se tudo estivesse sendo empurrado pela mão invisível do destino.

Talvez tivesse sido apenas coincidĂȘncia.

Com o passar do tempo, a saĂșde do patriarca se estabilizou.

E a atitude da avó em relação a Tatiane tornou-se um pouco menos dura.

Mas os outros membros da famĂ­lia Barbosa continuavam a tratĂĄ-la com um desprezo descarado, sem qualquer tentativa de disfarce.

A ida ao hospital naquele dia tinha outro motivo.

Ela fora confirmar o sexo do bebĂȘ.

Era uma menina.

A mãe de Henrique, Bianca Moreira, provavelmente jå havia recebido a notificação do hospital.

Nesse instante, o celular vibrou.

Tatiane respirou fundo e trouxe a mente de volta ao presente.

Pegou o telefone dentro da bolsa e, ao ver o nome na tela, ficou imĂłvel por um segundo.

Era seu professor.

— Professor Leandro.

— Surgiu uma vaga para doutorado sanduĂ­che em Stanford. — Disse ele. — VocĂȘ gostaria de tentar?

Ao ouvir aquelas palavras, Tatiane ficou completamente paralisada por alguns segundos.

Percebendo o silĂȘncio, Leandro completou:

— NĂŁo Ă© obrigatĂłrio, se vocĂȘ achar que


— Eu vou.

Tatiane respondeu sem qualquer hesitação.

Dessa vez, foi Leandro quem permaneceu em silĂȘncio.

Ele conhecia bem o quanto Tatiane havia se esforçado ao longo dos anos para merecer o direito de estar ao lado de Henrique.

Agora, com o casamento e a gravidez, como ela poderia simplesmente aceitar ir embora?

Aquela vaga restante ele oferecera apenas por tentativa, sem grandes expectativas.

— Professor Leandro. — Tatiane chamou, em voz baixa.

— Então venha amanhã às dez da manhã ao meu escritório. — Disse ele, por fim.

— Certo.

Leandro nĂŁo acrescentou mais nada e desligou.

Tatiane baixou o celular e soltou um longo suspiro.

Pela primeira vez em muito tempo, teve a estranha sensação de que as nuvens haviam se aberto, deixando a lua aparecer.

Era hora de acordar.

"Um homem que nĂŁo te ama nĂŁo vai se prender a vocĂȘ nem por causa de um filho.

A criança que vocĂȘ carrega nĂŁo serĂĄ o laço que o farĂĄ voltar, nem farĂĄ com que ele te olhe uma Ășnica vez a mais."

Pouco depois, o celular voltou a tocar.

Era Lorena.

Ela pediu que Tatiane fosse atĂ© a residĂȘncia principal da famĂ­lia Barbosa.

Tatiane concordou.

Provavelmente, o assunto era o bebĂȘ.

Mas agora, ela tinha forças.

Antes de sair, foi até o banheiro e tomou um banho demorado, lavando o corpo e tentando acalmar a mente.

Depois, sentou-se diante da penteadeira.

Tatiane encarou o reflexo no espelho.

O rosto inchado e redondo.

As olheiras profundas.

As bolsas sob os olhos.

As manchas escuras espalhadas pelas bochechas.

A aparĂȘncia cansada, abatida, sem vida.

Diante daquela imagem


Quem nĂŁo sentiria repulsa?

Como alguém como ela poderia ter o direito de estar ao lado de um homem como Henrique, um verdadeiro escolhido pelo destino?

Tatiane se maquiou.

Trocou de roupa, vestiu um casaco acolchoado rosa claro e colocou um gorro branco de abas arredondadas.

O reflexo no espelho parecia um pouco mais vivo.

Ao menos por fora.

Ela pretendia ir sozinha de carro atĂ© a residĂȘncia principal.

Mas, assim que saiu, o celular tocou.

Era Henrique.

A voz dele soou fria, distante, sem emoção alguma:

— Saia.

Tatiane se sobressaltou por um instante.

Provavelmente fora dona Lorena quem pedira que ele voltasse Ă  casa principal.

— Já vou. — Respondeu ela.

Do lado de fora da mansĂŁo, o Rolls-Royce de Henrique estava estacionado Ă  entrada.

Duas horas antes, aquela mesma carroceria havia levado outra mulher.

Tatiane puxou o ar fundo, avançou e abriu a porta.

Assim que entrou no carro, sentiu um leve perfume no ar.

Doce.

Suave.

Claramente o tipo de fragrĂąncia usada por garotas jovens.

No interior do veĂ­culo, havia ainda um pequeno urso de pelĂșcia cor-de-rosa, repousando diante do banco do passageiro.

Bastava um olhar para saber que era algo que uma mulher jovem escolheria.

Tatiane ergueu os olhos.

Por acaso, seu olhar caiu sobre o pulso do homem.

Ali, envolvendo o pulso forte e bem definido, havia um elĂĄstico fino de cabelo.

Ela sabia muito bem.

Detalhes assim nunca eram fruto do acaso.

Era a marca deixada por outra garota.

Uma presença silenciosa, mas inequívoca.

Uma forma clara de posse.

Henrique provavelmente gostava muito dela.

Tatiane reprimiu o amargor que subia do fundo do peito, sentou-se direito no banco e afivelou o cinto de segurança.

O motorista deu partida, e o carro começou a se mover lentamente.

Tatiane manteve o olhar voltado para a paisagem do lado de fora da janela, em silĂȘncio absoluto.

Em outros tempos, qualquer momento a sĂłs com ele teria sido precioso.

Ela teria feito de tudo para se aproximar, puxado conversa sem descanso, mesmo sendo tratada com impaciĂȘncia ou desprezo.

Porque, ingenuamente, acreditava que jĂĄ eram marido e mulher, que tinham um filho, que ainda teriam muitos anos pela frente.

Achava que, se fosse uma esposa adequada, uma boa mĂŁe, talvez, um dia, Henrique finalmente olhasse para ela.

Mas tudo nĂŁo passava de autoengano.

O homem, como sempre, nĂŁo se importou com o estado emocional dela.

Com a mesma frieza de sempre, perguntou:

— É menino ou menina?

— Uma menina. — Respondeu Tatiane.

Ao ouvir isso, o rosto bonito e impassível de Henrique não demonstrou reação alguma.

Apenas disse, em tom neutro:

— Quando a criança nascer, nós nos divorciamos.

As palavras caĂ­ram.

Tatiane apertou os dedos com força.

O coração parecia ser esmagado por mãos invisíveis, e o ar começou a faltar.

Ela sempre soubera que aquele casamento nĂŁo poderia durar.

JĂĄ estava preparada para isso.

Ainda assim, no instante em que ele disse aquilo em voz alta, a dor veio com a mesma intensidade.

Tatiane mordeu o lĂĄbio e respondeu, com a voz controlada:

— Tudo bem.

Henrique virou o rosto e lançou-lhe um olhar de soslaio, ligeiramente surpreso com a rapidez com que ela aceitara.

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