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Amor em Cinzas, Promessas Queimadas

Amor em Cinzas, Promessas Queimadas

Após o incêndio, não o impedi de entrar nas chamas para salvar a "sobrinha". Assisti, impotente, enquanto o fogo o devorava diante dos meus olhos. Na vida passada, no dia do nosso casamento, um incêndio devastou o hotel. Nós escapamos a tempo, mas a sobrinha sem laços de sangue com ele ficou presa entre as chamas. Desesperado para a resgatar, ele tentou correr de volta. Eu o segurei com todas as forças. Quando o fogo enfim se apagou, nada restou dela além de cinzas. Ele dizia não me culpar. Mas, três anos depois, no aniversário do nosso casamento, levou a mim e ao nosso filho para mergulhar. Nas profundezas, com um olhar cheio de rancor, arrancou nossos tubos de oxigênio. — Você me impediu de salvar Mafalda. Agora, pagará com a sua vida. Chorei, supliquei, dizendo que nosso filho era inocente. Ele, porém, virou as costas sem olhar para trás. Eu e meu filho morremos sufocados. Somente depois da morte compreendi: ele sempre amara aquela sobrinha perdida nas chamas e a sua raiva contra mim queimava tão fundo quanto o fogo que a levou. Quando abri os olhos novamente estava de volta ao dia do incêndio.
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Liguei para Ele Antes de Morrer

Liguei para Ele Antes de Morrer

Enquanto toda a família comemorava o aniversário da minha irmã, Jessica Almeida, eu estava trancada em uma fábrica abandonada, sangrando sem parar. Jessica havia contratado quatro capangas que me torturaram até me deixarem por um fio de vida. Com as minhas últimas forças, rastejei pouco a pouco para pegar o celular e ligar para o meu marido. — Otávio, eu estou gravemente ferida, venha rápido me salvar... Estou em uma fábrica não muito longe, não vai tomar muito tempo. Ao ouvir a minha voz fraca e implorante, o meu marido soltou uma risada de escárnio: — Yolanda, já que chorar e fazer escândalo não funcionou, agora resolveu se fazer de coitada, não é? — Você realmente não mede esforços para estragar a festa de aniversário da Jessica. Volte logo com um presente para pedir desculpas a ela, senão desta vez eu não vou te perdoar tão facilmente. Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, a voz de Jessica chamando por ele ecoou do outro lado da linha. Ele não sabia que, no instante em que a ligação terminou, eu já não precisava mais do perdão dele. Nem sabia que aquele cadáver fétido, que o faria franzir a testa e se afastar, mesmo sendo um médico legista experiente... Era exatamente a esposa que ele odiou por tantos anos, Yolanda Almeida...
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Depois Que Parti, Seu Amor Já Não Importa

Depois Que Parti, Seu Amor Já Não Importa

No círculo da alta sociedade de Porto Real, todos sabem que o herdeiro da sempre implacável família Santos abriu mão da própria linhagem e até da própria vida por uma mulher. Mais tarde, ele acabou se casando com a mulher que ocupava o centro do seu coração, e a bela história dos dois passou a ser contada entre a alta sociedade. Aquela mulher sou eu. Eu sempre acreditei que seríamos felizes para sempre, até que, certo dia, recebi um vídeo no celular. Na tela, um homem e uma mulher estavam entrelaçados. A respiração contida de Felipe Santos soava pesada pelo alto-falante: — Meu amor, você é tão cheirosa. A mulher fingia resistir enquanto soltava gemidos suaves e provocantes. De imediato, desliguei a tela. No reflexo escuro do celular, vi meu rosto coberto de lágrimas. Felipe e eu estávamos juntos desde a época da faculdade até o altar. Ao longo de quinze anos, permanecemos apaixonados como no início e nos tornamos o casal modelo aos olhos de todos. Mas só eu sabia que o coração de Felipe já havia mudado. Ele tinha se apaixonado pela assistente que eu mesma escolhi para ele. Só que eu não tolero traição. Por isso, no dia do aniversário dele, o presente que lhe dei foi um adeus definitivo.
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A Última Noite da Irmã Esquecida

A Última Noite da Irmã Esquecida

Na Família Valenti, você nasce com um chip. Ele é fundido ao bio-relógio preso ao seu pulso, e sua tela digital conta, segundo por segundo, exatamente quanto tempo de vida ainda lhe resta. Todos podiam ver os números diminuindo no relógio da minha irmã gêmea. E no meu também. Todos sabiam que ela morreria no dia do nosso aniversário de dezoito anos. Por isso, Vivian se tornou a princesa intocável do nosso mundo brutal. Todos os vestidos bordados com diamantes eram dela. As joias mais raras eram dela. Até o último resquício de humanidade do nosso pai pertencia a ela — aquele pequeno fragmento de afeto que ele só demonstrava depois de guardar a arma. Eu costumava sentir pena dela. Seu tempo estava acabando. Mas, meu Deus… eu invejava Vivian. Ela tinha tudo o que eu nunca tive: O amor dos nossos pais. Então chegou a noite da festa de aniversário de dezoito anos dela. Meus pais estavam preocupados que eu causasse uma cena. Que eu irritasse o Don de uma Família aliada. Então me trancaram no porão. Úmido. Gelado. Enquanto uma febre mortal queimava meu corpo. Soquei a pesada porta de carvalho, minha voz falhando. — Mamma, por favor! Me deixa sair! Estou queimando de febre… Minha cabeça parece que vai explodir… Do lado de fora, a voz da minha mãe veio fria como aço. — Chega, Sienna! Hoje é o aniversário de dezoito anos da sua irmã. O último dia de vida dela! Pare com esse teatro! Você não consegue sofrer em silêncio pela honra da Família? — Mas eu estou muito doente… O som dos passos dela foi se afastando até desaparecer completamente. Então a escuridão me engoliu. E, no meu pulso, o bio-relógio começou a piscar um alerta crítico. ALERTA CRÍTICO: Incompatibilidade nos sinais vitais. Dados do chip pareado incompatíveis. Verifique a identidade do usuário.
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Injustiça Desmascarada: A Revolta de Sílvia Simões

Injustiça Desmascarada: A Revolta de Sílvia Simões

Depois que tranquei a faculdade, meus pais não me pressionaram. Mas a amiga de infância do meu namorado, que sempre cultivou a imagem de ser uma pessoa superinteligente, me ligou. Eu estava ocupada aproveitando a vida no interior, cultivando uma horta, nadando no riacho, sem tempo algum para programar. Na vida passada, ela entregou, um dia antes de mim, um projeto de programação idêntico ao meu. Todos me insultaram, dizendo que eu era desavergonhada, acusando-me de plágio e fraude. Tentei me explicar, mas ninguém acreditou em mim. Depois, ela ainda fez lives, caluniando-me na internet, dizendo que eu praticava bullying no campus. Atacaram minha família nas redes sociais de maneira enlouquecida, meus pais, tentando fugir de perseguidores extremistas, acabaram sofrendo um acidente de carro e faleceram. Não suportando o golpe, saltei de um prédio alto, morta sem poder descansar em paz. Até o último instante, enquanto minha consciência se dissipava, eu não conseguia entender o que havia acontecido. Era claramente o fruto do meu próprio esforço, por que alguém conseguiu publicar antes de mim? Quando abri os olhos novamente, eu, Sílvia Simões, voltei para o dia anterior ao incidente do plágio.
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Ele Disse: — Vá Morrer.

Ele Disse: — Vá Morrer.

No salão VIP de um cassino clandestino, Maeve, a princesa da família Falcone, havia sido servida com bebida forte em excesso. Movida pelo álcool, alguém a provocou a revelar a coisa mais vergonhosa que ela já tinha feito para conquistar o Don. Ela girou o copo, apontou para mim, distribuindo cartas atrás da mesa, e jogou a cabeça para trás, gargalhando. — Sete anos atrás, quando o Declan estava em coma depois de um tiroteio, eu peguei o celular particular dele. Apaguei a mensagem de socorro que aquela vadia mandou para ele, cada último vestígio, e depois respondi no lugar dele: “Você é um fardo. Vá morrer.” — Vocês nunca vão adivinhar o que aconteceu depois: aquela idiota ficou a noite inteira do lado de fora do esconderijo, debaixo de uma chuva torrencial, como um cachorro de rua. Eu quase morri de tanto rir… O salão explodiu em gargalhadas grosseiras. Apenas o homem entronado na cabeceira da mesa permaneceu em silêncio. O copo de uísque de cristal em sua mão se estilhaçou com um estalo seco. O sangue se misturou ao líquido âmbar, escorrendo pelas veias do dorso da sua mão antes de pingar no carpete. Seus olhos injetados, assassinos, estavam cravados em mim. Com calma, distribuí a última carta fechada à sua frente e ofereci um lenço de seda branco, impecável. — Don Declan, você deveria limpar a mão. Sangue no feltro dá azar. Afinal, algumas manchas nunca saem completamente.
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Ela Nunca Mais Vai Se Apaixonar

Ela Nunca Mais Vai Se Apaixonar

No dia em que descobriu que estava grávida novamente, Daniela Fagundes também descobriu que o marido já tinha formado outra família com uma jovem estudante pobre, justamente alguém que ela mesma havia ajudado no passado. Enquanto Daniela sofria pela perda dos filhos e emagrecia a cada dia, Eduardo Soares comemorava com a amante o nascimento do filho deles. A empresa que Daniela havia construído com as próprias mãos já estava nas mãos da amante. A casa que ela acreditava ser o único lar do seu casamento também foi construída por Eduardo para a outra mulher. Naquele momento, todo o amor que Daniela sentia desapareceu. O que restou foi apenas um ódio profundo. Ela guardou o resultado do exame de gravidez e pediu o divórcio sem hesitar. Eduardo respondeu com frieza e autoridade: — Se você implorar agora, posso fingir que esse acordo de divórcio nunca existiu. Daniela virou as costas: — Nos vemos no cartório. Mais tarde, foi Eduardo quem acabou se curvando. Diante de Daniela, agora radiante e deslumbrante, o arrependimento chegou tarde. Ele implorou para que ela olhasse para ele mais uma vez. Daniela era bonita e de traços delicados, mas no rosto havia um sorriso distante. — Sr. Eduardo, você chegou tarde demais. Eu nunca mais vou me apaixonar por você.
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A Filha Que Eles Gostariam Que Nunca Tivesse Nascido

A Filha Que Eles Gostariam Que Nunca Tivesse Nascido

Antes de completar dezoito anos, eu era a adorada princesa da família Moretti. Tudo mudou no meu décimo oitavo aniversário, quando meu pai trouxe para casa uma garota órfã chamada Carina. — Ela precisa de um lar. — Disse meu pai. — Você cuidará dela, como uma irmã. A partir daquele momento, nada foi igual. Meu irmão, que antes me adorava, tornou-se frio e distante. E meu noivo... o amor dele por mim parecia se reduzir pela metade da noite para o dia. A família elogiava Carina por ser dócil e obediente, chamando-a de uma filha muito melhor do que eu, sua própria carne e sangue. Depois de muito ser deixada de lado por Carina, finalmente desabei e segurei a manga do meu pai. — O sangue não significa nada? — Perguntei. A fúria do meu pai se acendeu. Ele abrigou Carina em lágrimas atrás dele, e diante de toda a família, deu-me um tapa no rosto. — Seu desperdício egoísta. Eu devia nunca ter tido você. — Você traz vergonha a esta família. — A voz do meu irmão Marco soou fria como uma lâmina. — Saia. E meu noivo, Vincent, olhou para mim com desapontamento: — Se ao menos eu estivesse noivo da Carina desde o início. Eles achavam que eu me curvaria aos pés deles, como sempre fizera. Mas não disse uma palavra; apenas fui até o cofre da família, retirei os documentos oficiais e risquei meu nome com um único traço. Tirei o anel de noivado do dedo e o coloquei sobre a mesa. Dei a Carina tudo aquilo que eles achavam que eu não merecia. Afinal, eu tinha apenas mais vinte e quatro horas de vida. Mas eles não faziam ideia, naquele momento, de que — em meio às ruínas da família Moretti — um dia se ajoelhariam na chuva implorando pelo meu retorno.
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Abandonando os Canalhas, um Novo Caminho

Abandonando os Canalhas, um Novo Caminho

Fabiana Cabral jamais poderia imaginar que, no dia do seu aniversário, o próprio filho lhe entregaria um pedaço de bolo de castanha capaz de causar uma reação alérgica fatal. No momento em que começou a sentir sua visão turvar, ela ouviu o grito furioso de Yuri Miranda: — Caio Miranda, você não sabe que sua mãe é alérgica a castanhas? A voz infantil de Caio soou surpreendentemente clara e firme: — Sei, mas eu quero que a tia Cecília seja minha mãe. Papai, você também pensa assim, não é? — Mesmo que eu... Fabiana tentou reagir, mas uma sensação sufocante tomou conta do seu corpo. Ela já não conseguia ouvir o que Yuri dizia a seguir. Nos instantes finais antes de perder completamente a consciência, apenas um pensamento ecoava em sua mente: "Se eu acordar, nunca mais quero ser a esposa de Yuri nem a mãe de Caio."
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Reencarnada no Apocalipse: Deixei Meu Marido Morrer com a Amada Dele

Reencarnada no Apocalipse: Deixei Meu Marido Morrer com a Amada Dele

Só quando viram o último menino no abrigo ser empurrado contra a parede por um zumbi — e ter as entranhas arrancadas vivas para serem devoradas — é que os homens finalmente quebraram. — Capitão! O senhor não disse que sua esposa tinha enlouquecido de medo e estava delirando, e que era pra gente ficar tranquila protegendo o senhor e a Melissa enquanto vocês viam o nascer do sol no topo da montanha? — Como a gente volta e meu filho — que nem completou um mês de vida — não sobrou nem o corpo inteiro?! O rosto de Henrique Valença estava pálido como papel. Eu olhei para aquele horror, com o coração em faca. Na minha vida anterior, quando os zumbis invadiram o abrigo, Henrique — capitão da guarda — levou todos os soldados para acompanhar sua amada de infância ver o nascer do sol no aniversário dela. Fui eu quem gritou até a voz rasgar chamando todos de volta — e só assim consegui salvar as nossas vidas. Mas Melissa, furiosa por não ter visto o nascer do sol, saiu sozinha da zona segura por pura birra. Os zumbis a arrastaram e a devoraram até não restar nada. Henrique matou todos os zumbis, ajoelhou-se com os únicos ossos que restaram de Melissa nos braços, e não disse uma palavra. No dia em que dei à luz nosso filho, ele cortou meus braços e pernas com as próprias mãos, e me jogou no meio de uma horda de zumbis errantes. Ficou me olhando nos olhos enquanto eles arrancavam minha carne — e depois me resgatava, me curava. Ciclo após ciclo. Até o último pedaço de mim ser arrancado antes de eu morrer. — Foi você, sua víbora, que a matou de propósito! Já que você gostava tanto de se comparar a ela, vou fazer você morrer de um jeito muito pior! Quando abriu os olhos de novo... Luna estava de volta. De volta ao dia em que os zumbis cercaram a cidade.
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