Mag-log inTak adil rasanya jika sama-sama menantu tapi di beda-bedakan. Itu yang Rasti rasakan selama menjadi menantu dikeluarga ini. Ada dua menantu di sini. Rasti dan Lika. Rasti menantu dari keluarga yang 'kere' kata ibu mertuanya, Rasti diperlakukan sesuka hatinya. Memang ibu mertua sangat menampakkan ketidak sukaannya didepan Rasti. Tapi tidak didepan anak lanangnya. Karena anaknya sangat mencintai Rasti apa adanya. Berbeda dengan Lika, Lika anak dari keluarga berada. Dia juga mempunyai gelar dan bekerja sebagai Bidan di puskesmas setempat. Ibu mertua selalu manyanjungnya. Tidak pernah menyuruhnya dan selalu membanggakan manantu kesayangannya di depan teman-temannya. Ibarat secangkir kopi, Rasti ini menjadi gula. Selalu kopinya yang dipuji enak. Tanpa ada yang memikirkan keberadaan gula yang membuat rasa kopi itu menjadi nikmat. Ya, seperti diriku. Menantu Kaya selalu dipuja, menantu miskin selalu dihina.
view moreAura Keller
Passei a manhã inteira na cozinha, preparando o prato favorito dele. O cheiro de alho dourado e carne grelhada enchia a casa, me trazendo lembranças de quando ele me abraçava por trás e dizia que meu arroz era o melhor do mundo. Coloquei tudo com cuidado na marmita nova que comprei semana passada, azul, a cor favorita dele. Dentro, deixei um bilhetinho pequeno, dobrado com carinho:
"Feito com todo o meu amor. Que seu dia seja leve. Te amo desde sempre."
Meu coração batia com uma esperança boba. Fazia tempo que Miguel não me olhava como antes de eu perder o nosso bebê, mas eu ainda acreditava que, se eu me esforçasse mais, se eu fosse mais compreensiva, as coisas voltariam a ser como no começo. Quando ele me protegia de tudo. Quando eu era o mundo dele.
Dona Sônia me observava da porta, com o cenho franzido.
"Senhora Aura... não vá não. O senhor Miguel disse que ia almoçar fora. Você vai se magoar de novo. Ele não merece todo o seu cuidado."
Eu forcei um sorriso, mesmo sentindo o peito apertado.
"Ele esqueceu a marmita ontem e não almoçou, Sônia. Vou só entregar rapidinho. Ele gosta quando eu faço essas surpresas..."
"Não sei, senhora. Ele anda ainda mais irritado. Talvez seja melhor..."
"Eu o conheço. Sei que ele vai gostar."
Ela suspirou, mas não insistiu. Sabia que eu não desistiria.
Dirigi até a empresa com as mãos suadas no volante. O coração batia forte, uma mistura de ansiedade e esperança. Estacionei, peguei a marmita ainda quente e subi. As secretárias me cumprimentaram com pena disfarçada e ignorei. Entrei no elevador sentindo o cheiro gostoso da comida que eu tinha feito com tanto amor.
Ele ia gostar da surpresa, tinha que gostar. Eu tinha preparado outras para ele. Eu precisava do meu marido de volta, não suportava mais essa distância. Eu já tinha me punido demais pelo que tinha acontecido ao nosso filho. Ele não podia mais me culpar por algo que os médicos disseram que estava além do nosso controle.
Quando cheguei ao andar da presidência, o corredor parecia mais longo que o normal. A porta da sala dele estava entreaberta. Ouvi a risada dele, baixa, sensual.
Empurrei a porta devagar.
E o mundo inteiro desabou sobre mim.
Miguel estava sentado na cadeira grande, relaxado, com aquele sorriso charmoso que um dia era só meu. Na frente dele, sentada na beirada da mesa com as pernas cruzadas de forma provocante, estava Beatriz Garbon, nossa amiga de infância e primeiro amor do Miguel.
Saia justa, blusa decotada, cabelo loiro perfeito. Ela estava inclinada para frente, quase tocando o braço dele, falando algo baixinho que o fazia rir.
Meu corpo inteiro gelou. A marmita escorregou das minhas mãos trêmulas e caiu no chão com um barulho seco. O molho quente espirrou no piso caro, manchando tudo. O cheiro de comida se misturou com o perfume caro dela.
Os dois viraram o rosto ao mesmo tempo.
Miguel franziu a testa, irritado.
"Aura? O que você está fazendo aqui?"
Beatriz se levantou devagar, com um sorriso falso de surpresa que não chegava aos olhos.
"Aura! Nossa, quanto tempo, amiga! Eu acabei de chegar na cidade e vim visitar o Miguel. Estava mesmo perguntando de você..."
Eu não conseguia respirar direito. Meu peito subia e descia rápido, como se alguém tivesse enfiado a mão dentro de mim e apertado meu coração. Olhei para Miguel, procurando qualquer sinal de culpa, de vergonha. Mas ele estava impassível. Como se eu fosse a intrusa ali.
"O que... o que está acontecendo aqui?" minha voz saiu rouca, quase quebrada.
Beatriz deu um passo à frente, fingindo preocupação.
"Não pense nada errado, Aura. Estamos apenas conversando de negócios. Miguel quer que eu venha trabalhar com ele. Não é ótimo? Vamos formar uma dupla e tanto."
Senti um gosto amargo subir pela garganta. As lágrimas queimavam meus olhos, mas eu lutava para não deixar cair. Olhei para o homem que eu amava desde os quinze anos.
"Eu te pedi tantas vezes pra me deixar ajudar aqui... Você sempre disse que eu não entendia nada. E ela mal chegou e você já está abrindo as portas?"
Miguel soltou uma risada baixa, debochada. Ele se levantou e veio andando devagar na minha direção, como se eu fosse uma criança fazendo birra.
"Sou eu quem decido isso, Aura. Não você. Uma simples dona de casa que não sabe nada de empresa. Você só me atrapalharia, diferente da Beatriz."
Cada palavra foi como uma facada. Meu corpo inteiro tremia. As pernas pareciam gelatina. Eu me sentia pequena, ridícula, com a marmita caída aos meus pés, símbolo patético do meu amor não correspondido.
"Eu sou sua esposa, Miguel..." sussurrei, a voz falhando.
Ele parou bem na minha frente, olhando de cima para baixo.
"Sim. E eu continuo sabendo o que é melhor pra mim. Beatriz é qualificada. Estudou nas melhores faculdades. Ela vai me ajudar de verdade."
Atrás dele, Beatriz sorria com cinismo. Quando Miguel virou um pouco o rosto, ela se inclinou e sussurrou só para mim:
" Você pode ter ficado com ele por um tempo... mas agora eu vim buscar o que é meu."
"Miguel, diga que isso é mentira. Que você não vai colocar essa mulher no cargo que é meu, se eu te mostrar..." tentei falar que tinha continuado a estudar, mas ele me cortou.
"Chega, Aura, pare de fazer cena."
Miguel apontou para o chão sujo.
"Limpe essa bagunça que você fez e nos deixe em paz. Se causar escândalo de novo, eu vou ficar muito irritado com você, Aura. E você sabe que não vai gostar das consequências.
Fiquei ali, parada, enquanto as lágrimas finalmente escorriam pelo meu rosto. Me abaixei devagar e comecei a recolher os pedaços da marmita que eu tinha preparado com tanto amor. Minhas mãos tremiam tanto que cortaram em um pedaço de plástico.
Eles passaram por mim, ainda abaixada, e continuaram rindo e conversando até chegarem ao elevador, me deixando sozinha no corredor frio.
Naquele momento, algo dentro de mim se quebrou de verdade.
E, junto com a dor, nasceu uma raiva silenciosa.
Eu não aguentava mais ser invisível.
Pagi ini Lika berkemas. Menyusun baju-bajunya di koper. Di bantu oleh anak-anak panti yang sudah besar. “Mbak Lika enak ya? punya orang tua, aku juga pengen punya orang tua,” celetuk anak perempuan yang kira-kira umur 12 tahun. Bernama Putri. Membuat Lika tersentuh mendengar omongannya.“Iya,” sahut temannya lagi, yang juga ikut membantu Lika berkemas. Menyadarkan Lika, betapa beruntungnya dia. tapi, dia selama ini tidak mensyukuri itu. Selalu iri dengan kehidupan orang lain. Selalu iri dengan kehidupan Mbak Rasti dulu itu. “Kalian juga beruntung bisa tinggal di panti ini. Jangan merasa nggak punya orang tua. Bu Lexa itukan orang tua kalian,” sahut Lika menanggapi omongan anak-anak panti itu.“Owh, iya, Bu Lexa kan ibu kita,” sahut anak yang lainnya. Putri tersenyum.“Iya, Maksudnya, enak gitu jadi Mbak Lika, orang tuanya masih komplit,” jelas Putri. Membuat Lika sesak saja mendengarnya.“Udah, kalian juga sangat beruntung mempunya orang tua kayak Bu Lexa. Ini semua sudah takdir, ma
“Dari mana,Le?” tanya ibunya saat melihat Malik masuk ke dalam kamarnya. Malik tersenyum memandang ibunya.“Main sama temen, Bu. Maaf, ya, seharian ini, Ibu Malik tinggal,” jawab Malik seraya meminta maaf, karena dia merasa nggak enak dengan ibunya.“Nggak apa-apa, Le, kamu juga butuh jalan-jalan. Nggak berkutat di rumah aja, nungguin Ibu,” sahut ibunya. Malik tersenyum lagi, karena hanya ibu dan Mahira yang dia punya. Saudara banyak, tapi jarang sekali komunikasi. Jadi terputus pelan-pelan. “Malik senang di rumah sama ibu,” sahut Malik, kemudian merebahkan badannya di sebelah ibunya. Kemudian tangan ibunya mengelus rambut Malik. Karena Malik sangat senang jika ibunya melakukan itu. Ke dua tangan ibu Malik masih berfungsi, itupun dengan gerakkan lambat. Kalau kakinya sudah tidak berfungsi lagi. “Kamu kok, sedih, Le?” tanya ibunya saat melihat wajah anak sulungnya itu murung. Tanpa bisa di tahan, beningan kristal meleleh dari sudut matanya.“Lah, kok, malah nangis? Cerita sama ibu a
“Lika,” sapa Tante Lexa saat membukakan pintu untuk Lika. Lika cepat-cepat menyeka air atanya yang masih terus mengalir. “Tante,” sahut Lika masih terus menyeka air matanya, yang nggak bisa berhenti. Malik sudah pulang. Saat pintu rumah Tante Lexa di buka, Malik langsung memutar mobilnya dan keluar meninggalkan halaman rumah Tante Lexa. “Masuk dulu!” perintah Tante Lexa, seraya menarik tangan Lika menuju ke kursi. Lika nggak enak hati dengan Tante Lexa, karena menangis. ‘Pliis Lika jangan nangis, nanti membuat Tante Lexa bingung dan cemas,’ lirih Lika dalam hati. Dia pikir Tante Lexa nggak tahu sebab dia menangis.“Kenapa menangis?” tanya Tante Lexa memancing reaksi Lika. Lika memaksakan senyum dan masih terus meyeka air matanya.“Nggak apa-apa, Tante,” sahut Lika asal, dengan suara serak dan sesak. Tante Lexa mendesah, kemudian ikut membantu mengusap air mata Lika. Karena Lika sudah di anggap anak olehnya.“Cerita sama Tante! Siapa tahu Tante bisa membantumu,” ucap Tante Lexa. Mata
“Hah? Juwariah hamil anak Tirta?” sahut Mas Riko saat aku memberi kabar tentang gosip ini. Ya, sepulang dari warung Mak Rida, aku langsung mencari-cari Mas Riko. Ternyata dia lagi membakar sampah di belakang rumah.“Jangan kenceng-kenceng, Mas, nanti di dengar tetangga,” jawabku sambil celingak celinguk. Dia juga ikutan celingak celinguk.“Paling juga semua orang sudah dengar, kita ini belakangan dengarnya,” sahut Mas Riko. Ah, mungkin seperti itu.“Mungkin, Mas. Tapi kenapa Mbak Juwariah ngenalin Tirta ke Lika? Sampai nginap-nginap di penginapan lagi,” tanyaku. Dia menghentikan pembakaran sampahnya. Beranjak dan mencari tempat teduh di bawah pohon sawit, yang sudah di siapkan kursi kayu, untuk tempat bersantai.“Iya, ya? Harusnya kan cemburu ya?” tanya Mas Riko balik. Sama-sama tak tahu jawaban pastinya. Yang tahu hanyalah Mbak Juwariah. Apa maksudnya?“Kalau menurutku, memang sengaja, mau menghancurkan rumah tangga Lika dan Toni. Dengan Tirta sebagai pancingan, agar Lika nurut denga












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