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เขานิทราในราตรีนิรันดร์

เขานิทราในราตรีนิรันดร์

작가:  ห้วงฝัน참여
언어: Thai
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22챕터
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보고서
개요
장르
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ซูเหราเป็นสาวสวยเซ็กซี่ที่มีชื่อเสียงในวงการ ด้วยริมฝีปากสีแดงเชิดขึ้นเล็กน้อยและดวงตาที่ชวนหลงใหล สือเยี่ยนชิงคือทายาทที่โดดเด่นที่สุดของตระกูลมหาเศรษฐี เขาเป็นเหมือนดอกไม้บนยอดเขาหิมะที่เอื้อมไม่ถึง ดูเย็นชา เคร่งขรึม และควบคุมตัวเองได้อย่างดี ไม่มีใครรู้เลยว่า คนที่ดูแตกต่างกันสุดขั้วสองคนนี้ จะพัวพันพลอดรักกันอย่างเอาเป็นเอาตายที่เบาะหลังรถไมบัคในยามดึก หรือนัวเนียกันอย่างบ้าคลั่งในห้องน้ำงานเลี้ยงการกุศล หรือแม้กระทั่งหน้ากระจกบานใหญ่ของไร่ไวน์องุ่นส่วนตัว เขาบีบเอวเธอเอาไว้แล้วกระแทกจนเธอขาอ่อนแรง หลังจากปลดปล่อยอารมณ์กันอีกครั้ง เสียงสายน้ำจากฝักบัวก็ดังแว่วมาจากในห้องน้ำ ซูเหราพิงหัวเตียและต่อสายโทรศัพท์ถึงพ่อของเธอ “หนูตกลงแต่งงานกับคุณชายตระกูลใหญ่แห่งหนานเฉิงที่กำลังจะตายเพื่อแก้เคล็ดให้เขาก็ได้ค่ะ แต่ฉันมีเงื่อนไขข้อหนึ่ง...” ปลายสายตอบกลับด้วยความดีใจที่ปิดไม่มิด “ว่ามาเลย! ขอแค่ลูกยอมแต่ง เงื่อนไขอะไรพ่อก็ยอมทั้งนั้น!” “รอหนูกลับบ้านแล้วค่อยคุยรายละเอียดนะคะ” น้ำเสียงของเธอฟังดูอ่อนหวาน แต่แววตากลับเย็นชาไร้ความรู้สึก ซูเหราวางสายและกำลังจะลุกขึ้นสวมเสื้อผ้า แต่ว่าหางตาของเธอกลับเหลือบไปเห็นโน้ตบุ๊กของสือเยี่ยนชิงที่วางอยู่ข้างๆ หน้าจอไลน์สว่างวาบขึ้นมา ข้อความล่าสุดมาจากหญิงสาวที่บันทึกชื่อไว้ว่า “รั่วเฉี่ยน” [พี่เยี่ยนชิงคะ ฟ้าร้องดังมากเลย ฉันกลัวจัง...] ปลายนิ้วของซูเหราสั่นขึ้นมาทันที จู่ ๆ ประตูห้องน้ำก็เปิดออก สือเยี่ยนชิงก็เดินออกมา หยดน้ำไหลผ่านไหปลาร้าลงมา เสื้อเชิ้ตของเขาถูกปลดกระดุมทิ้งไว้อย่างไม่ตั้งใจสองสามเม็ด ภายท่าทางเคร่งขรึมแต่ก็แฝงไปด้วยความเซ็กซี่ “ที่บริษัทมีเรื่องนิดหน่อย ผมขอตัวก่อน”เขาหยิบเสื้อคลุมขึ้นมา น้ำเสียงยังคงเย็นชาเหมือนเคย ซูเหรายิ้มปากแดง “ที่บริษัทมีธุระจริงๆ หรือจะรีบไปหารักแรกกันแน่คะ?”

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1화

บทที่ 1

Com vinte e cinco semanas de gravidez, Tatiane Oliveira acabou flagrando a traição do marido no hospital.

O homem alto e impecavelmente bonito vestia um sobretudo preto.

Nos braços, protegia uma jovem delicada e encantadora.

Ela usava um casaco branco de pele de raposa. As bochechas estavam rosadas pelo frio; o rosto pequeno, quase todo envolto em um cachecol de lã macia. Os traços eram finos e perfeitos, como os de uma boneca de porcelana.

Tatiane apertava com força o papel do exame pré-natal.

Os dedos iam ficando pálidos, sem cor.

O vento gelado cortava-lhe o rosto, mas nada era mais frio do que a dor súbita que atravessou seu peito.

Henrique Barbosa a viu de longe.

Seu rosto permaneceu indiferente, sem o menor sinal de constrangimento por ter sido flagrado.

Foi ele mesmo quem abriu a porta do carro para a garota, com gestos cuidadosos e gentis.

Tão distante.

Tão frio.

Tão inacessível.

O homem que sempre parecera um superior inalcançável também era capaz de demonstrar tamanha ternura.

A garota pareceu notar Tatiane.

Hesitou por um instante, lançou-lhe um olhar curioso e, em seguida, virou-se para Henrique.

— Aquela mulher ali. — Perguntou, apontando de leve. — Por que ela fica olhando pra você o tempo todo? Rick, você conhece ela?

O vento uivava nos ouvidos.

Tatiane não conseguiu ouvir claramente o restante da conversa.

Mas, pelo tom e pela forma como a jovem se referia a ela, entendeu com nitidez dolorosa.

Estava sendo tratada como uma mulher mais velha.

Tatiane soltou um riso amargo por dentro.

Ela tinha apenas vinte e quatro anos.

Mas o corpo levemente acima do peso, o rosto comum, o casaco preto volumoso, o gorro escuro…

Somados à gravidez já avançada, ao inchaço e à expressão exausta, faziam-na parecer uma mulher de trinta e tantos, talvez quarenta.

Como poderia competir com uma jovem bonita, radiante, cheia de vida?

Henrique envolveu a garota com o braço e a ajudou a entrar no carro.

Tatiane permaneceu imóvel no mesmo lugar, o corpo rígido, os pés cravados no chão, observando o veículo se afastar pouco a pouco até desaparecer.

Ela e Henrique haviam se casado por causa da gravidez.

Para alguém como ele, um homem sempre destinado ao topo, aquela união forçada era uma mancha em sua vida.

E a criança que ela carregava no ventre não passava de uma ferramenta.

Um meio de pressão.

Ele a odiava.

Odiava profundamente.

Ela o amara em silêncio por oito anos.

Tatiane sempre soubera que não estava à altura dele.

Por isso, só podia se esforçar cada vez mais.

Estudava sem descanso, avançava passo a passo, tomando Henrique como o ideal de vida que precisava alcançar, seguindo de longe cada pegada deixada por ele.

Até que, finalmente, conseguiu.

Tornou-se sua assistente.

Passou a ficar ao lado dele, tão perto quanto jamais ousara imaginar.

Mas aquela noite…

Não destruiu apenas Henrique.

Foi ainda mais cruel com ela.

Despedaçou, sem piedade, todo o orgulho e a dignidade que Tatiane tentava manter diante dele.

Ela jamais conseguiria esquecer o olhar que ele lançara depois.

Cheio de nojo.

Como se tivesse tocado em algo imundo, repulsivo.

Era por isso que apenas garotas bonitas, jovens e impecáveis eram dignas de alguém como ele.

Uma lágrima quente escorreu pelo canto de seus olhos.

Logo em seguida, uma fisgada atravessou-lhe o baixo-ventre.

Tatiane levou a mão à barriga quase por reflexo, apoiando-se com a outra em um pilar de pedra ao lado.

Uma enfermeira que passava percebeu seu estado e correu até ela, amparando-a com cuidado e conduzindo-a ao consultório.

Não era nada grave.

Apenas uma reação causada pela forte oscilação emocional.

O bebê fora afetado pelo estresse.

Depois de algum tempo, quando tudo se estabilizou, Tatiane deixou o hospital.

Com o corpo e a mente exaustos, dirigiu sozinha até o Residencial Aurora.

Aquela era uma das mansões particulares de Henrique.

Por ordem da avó dele, Lorena Dias, duas babás experientes haviam sido enviadas da residência principal da família Barbosa para cuidar dela.

Naquele momento, as duas estavam sentadas na sala aquecida, comendo tranquilamente, conversando e rindo, como se fossem as verdadeiras donas da casa.

Ao ouvirem o barulho da porta, uma delas virou a cabeça em direção à entrada.

Ao ver Tatiane retornar, levantou-se e foi até ela.

— E aí? Como foi o resultado do exame? — Perguntou.

O tom era arrogante.

O olhar, claramente desdenhoso.

Diziam estar ali para cuidar dela, mas agiam muito mais como vigias ou como anfitriãs fiscalizando a presença de uma intrusa.

Tatiane lançou apenas um olhar frio na direção da mulher.

Não respondeu.

Virou-se e seguiu diretamente para a escada.

A babá franziu o cenho, irritada.

— Ei, eu estou falando com você.

Tatiane continuou sem dizer uma única palavra.

A mulher observou suas costas se afastarem e não conteve um resmungo de desprezo.

Soltou um riso frio pelo nariz e murmurou, quase inaudível:

— Gorda e sem o menor pudor… Ainda acha que virou alguém da família Barbosa? Fazendo pose… Pra quem, afinal?

Tatiane voltou para o quarto.

Sentou-se na beira da cama, com o coração completamente vazio, perdida, sem direção.

Nem Henrique nem a família Barbosa jamais a haviam aceitado de verdade como esposa.

Naquela época, fora Lorena quem insistira para que registrassem o casamento.

O velho Sr. Barbosa sofrera uma piora repentina no estado de saúde e, justamente naquele momento, Tatiane aparecera grávida à porta.

Para trazer esperança à família e evitar boatos, acusações e escândalos, a união fora decidida às pressas, como se tudo estivesse sendo empurrado pela mão invisível do destino.

Talvez tivesse sido apenas coincidência.

Com o passar do tempo, a saúde do patriarca se estabilizou.

E a atitude da avó em relação a Tatiane tornou-se um pouco menos dura.

Mas os outros membros da família Barbosa continuavam a tratá-la com um desprezo descarado, sem qualquer tentativa de disfarce.

A ida ao hospital naquele dia tinha outro motivo.

Ela fora confirmar o sexo do bebê.

Era uma menina.

A mãe de Henrique, Bianca Moreira, provavelmente já havia recebido a notificação do hospital.

Nesse instante, o celular vibrou.

Tatiane respirou fundo e trouxe a mente de volta ao presente.

Pegou o telefone dentro da bolsa e, ao ver o nome na tela, ficou imóvel por um segundo.

Era seu professor.

— Professor Leandro.

— Surgiu uma vaga para doutorado sanduíche em Stanford. — Disse ele. — Você gostaria de tentar?

Ao ouvir aquelas palavras, Tatiane ficou completamente paralisada por alguns segundos.

Percebendo o silêncio, Leandro completou:

— Não é obrigatório, se você achar que…

— Eu vou.

Tatiane respondeu sem qualquer hesitação.

Dessa vez, foi Leandro quem permaneceu em silêncio.

Ele conhecia bem o quanto Tatiane havia se esforçado ao longo dos anos para merecer o direito de estar ao lado de Henrique.

Agora, com o casamento e a gravidez, como ela poderia simplesmente aceitar ir embora?

Aquela vaga restante ele oferecera apenas por tentativa, sem grandes expectativas.

— Professor Leandro. — Tatiane chamou, em voz baixa.

— Então venha amanhã às dez da manhã ao meu escritório. — Disse ele, por fim.

— Certo.

Leandro não acrescentou mais nada e desligou.

Tatiane baixou o celular e soltou um longo suspiro.

Pela primeira vez em muito tempo, teve a estranha sensação de que as nuvens haviam se aberto, deixando a lua aparecer.

Era hora de acordar.

"Um homem que não te ama não vai se prender a você nem por causa de um filho.

A criança que você carrega não será o laço que o fará voltar, nem fará com que ele te olhe uma única vez a mais."

Pouco depois, o celular voltou a tocar.

Era Lorena.

Ela pediu que Tatiane fosse até a residência principal da família Barbosa.

Tatiane concordou.

Provavelmente, o assunto era o bebê.

Mas agora, ela tinha forças.

Antes de sair, foi até o banheiro e tomou um banho demorado, lavando o corpo e tentando acalmar a mente.

Depois, sentou-se diante da penteadeira.

Tatiane encarou o reflexo no espelho.

O rosto inchado e redondo.

As olheiras profundas.

As bolsas sob os olhos.

As manchas escuras espalhadas pelas bochechas.

A aparência cansada, abatida, sem vida.

Diante daquela imagem…

Quem não sentiria repulsa?

Como alguém como ela poderia ter o direito de estar ao lado de um homem como Henrique, um verdadeiro escolhido pelo destino?

Tatiane se maquiou.

Trocou de roupa, vestiu um casaco acolchoado rosa claro e colocou um gorro branco de abas arredondadas.

O reflexo no espelho parecia um pouco mais vivo.

Ao menos por fora.

Ela pretendia ir sozinha de carro até a residência principal.

Mas, assim que saiu, o celular tocou.

Era Henrique.

A voz dele soou fria, distante, sem emoção alguma:

— Saia.

Tatiane se sobressaltou por um instante.

Provavelmente fora dona Lorena quem pedira que ele voltasse à casa principal.

— Já vou. — Respondeu ela.

Do lado de fora da mansão, o Rolls-Royce de Henrique estava estacionado à entrada.

Duas horas antes, aquela mesma carroceria havia levado outra mulher.

Tatiane puxou o ar fundo, avançou e abriu a porta.

Assim que entrou no carro, sentiu um leve perfume no ar.

Doce.

Suave.

Claramente o tipo de fragrância usada por garotas jovens.

No interior do veículo, havia ainda um pequeno urso de pelúcia cor-de-rosa, repousando diante do banco do passageiro.

Bastava um olhar para saber que era algo que uma mulher jovem escolheria.

Tatiane ergueu os olhos.

Por acaso, seu olhar caiu sobre o pulso do homem.

Ali, envolvendo o pulso forte e bem definido, havia um elástico fino de cabelo.

Ela sabia muito bem.

Detalhes assim nunca eram fruto do acaso.

Era a marca deixada por outra garota.

Uma presença silenciosa, mas inequívoca.

Uma forma clara de posse.

Henrique provavelmente gostava muito dela.

Tatiane reprimiu o amargor que subia do fundo do peito, sentou-se direito no banco e afivelou o cinto de segurança.

O motorista deu partida, e o carro começou a se mover lentamente.

Tatiane manteve o olhar voltado para a paisagem do lado de fora da janela, em silêncio absoluto.

Em outros tempos, qualquer momento a sós com ele teria sido precioso.

Ela teria feito de tudo para se aproximar, puxado conversa sem descanso, mesmo sendo tratada com impaciência ou desprezo.

Porque, ingenuamente, acreditava que já eram marido e mulher, que tinham um filho, que ainda teriam muitos anos pela frente.

Achava que, se fosse uma esposa adequada, uma boa mãe, talvez, um dia, Henrique finalmente olhasse para ela.

Mas tudo não passava de autoengano.

O homem, como sempre, não se importou com o estado emocional dela.

Com a mesma frieza de sempre, perguntou:

— É menino ou menina?

— Uma menina. — Respondeu Tatiane.

Ao ouvir isso, o rosto bonito e impassível de Henrique não demonstrou reação alguma.

Apenas disse, em tom neutro:

— Quando a criança nascer, nós nos divorciamos.

As palavras caíram.

Tatiane apertou os dedos com força.

O coração parecia ser esmagado por mãos invisíveis, e o ar começou a faltar.

Ela sempre soubera que aquele casamento não poderia durar.

Já estava preparada para isso.

Ainda assim, no instante em que ele disse aquilo em voz alta, a dor veio com a mesma intensidade.

Tatiane mordeu o lábio e respondeu, com a voz controlada:

— Tudo bem.

Henrique virou o rosto e lançou-lhe um olhar de soslaio, ligeiramente surpreso com a rapidez com que ela aceitara.

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nat_tanikkul
nat_tanikkul
สนุกมาก อยากอ่านต่อ
2026-04-17 03:20:47
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Anuluk Sangsri
Anuluk Sangsri
ชอบมากๆจบดี
2026-04-17 01:40:31
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Tae Suparat
Tae Suparat
สนุกค่ะ ชอบอ่านแนวนี้
2026-04-12 13:08:40
1
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สุชานรี ใบศรี
สุชานรี ใบศรี
เนื้อเรื่องสนุกมากค่ะ
2026-04-09 14:33:26
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jilaaor84
jilaaor84
ชอบเนื้อเรื่องแบบนี้มากคะ
2026-04-08 02:10:21
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22 챕터
บทที่ 1
สือเยี่ยนชิงฟังไม่ชัด “อะไรนะ?”“เปล่าค่ะ ไม่มีอะไร” เธอลงจากเตียงด้วยเท้าเปล่า ฝ่าเท้าขาวเหยียบลงบนพรมที่นุ่มแววตาของชายหนุ่มเข้มขึ้นเล็กน้อย เขาใช้นิ้วหัวแม่มือคลึงริมฝีปากที่บวมเจ่อของเธอ “ทำตัวดีๆ อย่าก่อเรื่องล่ะ”ทันทีที่ประตูปิดลง รอยยิ้มบนใบหน้าของซูเหราก็เลือนหายไปในพริบตาเธอเรียกแท็กซี่คันหนึ่งแล้วสะกดรอยตามเขาไปครึ่งชั่วโมงต่อมา รถจอดลงที่หน้าโรงแรม ซูเหรามองผ่านม่านฝน เห็นหลินรั่วเฉี่ยนในชุดกระโปรงสีขาววิ่งออกมาจากประตูโรงแรมสือเยี่ยนชิงรีบก้าวเข้าไปอย่างรวดเร็ว ถอดเสื้อสูทคลุมไหล่ให้เธอ ก่อนจะอุ้มเธอขึ้นในอ้อมแขน“ข้างนอกมันหนาว ทำไมไม่ใส่เสื้อผ้าให้ดีก่อนออกมาล่ะ?”ท่าทางของเขาช่างคล่องแคล่ว ราวกับเคยทำแบบนี้มาแล้วนับครั้งไม่ถ้วนซูเหรากำที่จับประตูรถไว้แน่นจนเล็บจิกเข้าไปในฝ่ามือเธอมองแผ่นหลังของสือเยี่ยนชิงที่อุ้มหลินรั่วเฉี่ยนเข้าไปในโรงแรมอย่างทะนุถนอม ไม่รู้ว่าเพราะอะไร จู่ๆ เธอก็คิดถึงเหตุการณ์วันแรกที่ได้พบกับเขาขึ้นมาตอนนั้นเธอทะเลาะกับพ่ออย่างหนัก หลังจากที่เธอปาของใส่หัวพ่อจนแตกอีกครั้ง พ่อก็ส่งเธอมาให้ลูกชายของเพื่อนสนิทคอยดูแลสั่งสอน และบอกว่า
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บทที่ 2
ซูเหราคิดไม่ถึงเลยว่า ลูกสาวของแม่เลี้ยงที่ "ไปรักษาตัว" อยู่ต่างประเทศมาหลายปี แท้จริงแล้วจะเป็นรักแรกของสือเยี่ยนชิงสวรรค์ช่างเล่นตลกกับเธอครั้งใหญ่จริงๆวินาทีต่อมา หลินรั่วเฉี่ยนก็เดินตรงมาหาเธอ พร้อมกับรอยยิ้มแสนหวาน "พี่คะ ขอโทษทีนะที่เสียงดังรบกวนพี่..."ยังพูดไม่ทันจบ ซูเหราก็ปิดประตูกระแทกใส่หน้าเสียงดัง “ปัง!”“ซูเหรา! แกยังมีมารยาทหลงเหลืออยู่บ้างไหม!” พ่อของเธอตะโกนด่าอยู่ข้างนอก “ย้ายของออกจากห้องแกซะ รั่วเฉี่ยนชอบห้องนี้ ต่อไปนี้มันจะเป็นห้องของเธอ!”ซูเหรายิ้มอย่างเย็นชา เธอเปิดตู้เสื้อผ้าแล้วเริ่มเก็บข้าวของทันทีบทสนทนาด้านนอกดังเข้ามาเป็นระยะ“คุณลุงซูคะ พี่สาวเขากำลังโกรธหรือเปล่า?” เสียงของหลินรั่วเฉี่ยนนุ่มนวลอ่อนโยน“อย่าไปสนใจเลย ยัยนี่น่ะถูกตามใจจนเสียคนตั้งแต่เด็กแล้ว”“แต่ว่า...”“ไม่ต้องห่วง ไม่นานเธอก็ต้องแต่งออกไปหนานเฉิงแล้ว ต่อไปบ้านหลังนี้ก็จะมีแค่หนูกับแม่นะ”มือของซูเหราหยุดชะงักไปครู่หนึ่ง ก่อนจะยิ้มอย่างเย็นยิ่งกว่าเดิมเธอจองตั๋วเครื่องบินไปหนานเฉิงช่วงสิ้นเดือนอย่างรวดเร็ว แล้วก้มหน้าเก็บของต่อครึ่งชั่วโมงต่อมา เธอลากกระเป๋าเดินทางเด
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บทที่ 3
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บทที่ 4
ภายในห้องวีไอพีเต็มไปด้วยเสียงชนแก้วและเสียงพูดคุยอึกทึกครึกโครมซูเหรานั่งอยู่ที่มุมหนึ่ง เธอมองดูสือเยี่ยนชิงที่ถูกผู้คนรุมล้อมอยู่ตรงกลาง แต่ว่าสายตาของเขากลับคอยจับจ้องทุกการเคลื่อนไหวของหลินรั่วเฉี่ยนอยู่ตลอดเวลาเขาจะรีบเปิดฝาขวดให้ก่อนที่หลินรั่วเฉี่ยนจะเอื้อมมือไปหยิบเครื่องดื่ม พอเห็นชายกระโปรงของเธอเปื้อนคราบเหล้าเพียงนิด เขาก็จะรีบส่งผ้าเช็ดหน้าให้ทันที หรือแม้กระทั่งตอนที่เธอไอเบาๆ เขาก็จะแอบเอื้อมมือไปปรับอุณหภูมิแอร์ให้สูงขึ้นการกระทำที่แสนอ่อนโยนและใส่ใจเล็กๆ น้อยๆ เหล่านี้ คือสิ่งที่ซูเหราไม่เคยได้รับเลยสักครั้งเธอกระดกเหล้าเข้าปากลงไปอย่างชา ๆ หัวใจเหมือนถูกมีดทู่ๆ ค่อยๆ เฉือนเนื้อออกทีละชิ้น มันเจ็บจนสั่นสะท้านไปทั้งทรวงตลอดหนึ่งปีที่ผ่านมา ระหว่างเธอกับสือเยี่ยนชิงนอกจากเรื่องบนเตียงแล้วก็ไม่มีกิจกรรมอย่างอื่นเลย แม้แต่ในช่วงที่ทั้งคู่หวานชื่นที่สุด เธอก็ไม่เคยเห็นเขาแสดงอาการหลุดการควบคุมออกมาทางสีหน้าเลยแม้แต่นิดเดียว“ขวดเหล้าหมุนมาหยุดที่ท่านประธานสือเยี่ยนชิงแล้ว!” จู่ๆ ก็มีคนส่งเสียงเชียร์ขึ้นมา “ต้องยอมรับบทลงโทษแล้ว!”ผู้คนต่างหัวเราะเฮฮาพร้อมกับยื
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บทที่ 5
ซูเหรานอนจมกองเลือด สายตาของเธอค่อยๆ พร่าเลือนลงเธอมองภาพสือเยี่ยนชิงที่โอบกอดปกป้องหลินรั่วเฉี่ยนไว้ในอ้อมอกอย่างทะนุถนอม ภาพเหตุการณ์นับไม่ถ้วนผุดขึ้นมาในหัวครั้งแรกที่พบกัน สายตาหลังแว่นกรอบทองของเขาเย็นชาเหมือนน้ำแข็งตอนที่ทั้งคู่ตั้งแง่ใส่กัน เธอแอบใส่เกลือลงในกาแฟของเขา แต่เขากลับจิบมันจนหมดโดยไม่เปลี่ยนสีหน้าเลยสักนิดครั้งแรกที่ถูกเขากดลงบนโต๊ะทำงาน เธอเจ็บจนเผลอกัดไหล่เขาจนเลือดซิบหลังจากนั้นเธอก็ยิ่งรักเขามากขึ้น รักมากจนถึงขั้นจัดเตรียมคฤหาสน์ไว้ทั้งหลังในวันเกิดของเขา แต่สิ่งที่ได้รับกลับเป็นข่าวฉาวของเขากับหลินรั่วเฉี่ยน...ยังมีครั้งนั้นที่เธอขอบตาแดงก่ำ เดินคนเดียวห้ากิโลเมตรเพื่อไปหาแม่ที่สุสาน จนรองเท้าส้นสูงกัดเท้าจนพองแดงไปหมดเป็นสือเยี่ยนชิงที่ตามหาเธอจนเจอ เขาถอดรองเท้าส้นสูงที่เต็มไปด้วยรอยพองของเธอออกอย่างเงียบเชียบ มือข้างหนึ่งถือรองเท้า ส่วนอีกข้างแบกเธอกลับบ้านตอนนั้นน้ำตาของเธอไหลรินลงบนต้นคอของเขา ในใจแอบคิดว่า ถ้าสามารถเดินเคียงคู่กันไปแบบนี้ได้ตลอดชีวิตก็คงดีไม่น้อยหลังจากที่แม่จากไป ในที่สุดก็มีใครบางคนจูงมือพาเธอส่งกลับบ้านเสียทีแต่สุดท
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บทที่ 6
ตอนที่ตื่นขึ้นมาอีกครั้ง เธอถูกปลุกโดยเสียงของพยาบาล“ทำไมไม่มีใครเฝ้าเลย? เลือดไหลย้อนเข้าไปในสายน้ำเกลือแล้วนะ! เกือบจะเกิดเรื่องใหญ่แล้วเชียว!” พยาบาลอุทานด้วยความรีบร้อนซูเหรายกมือขึ้นเล็กน้อย ถึงได้พบว่าหลังมือของเธอสวมบวมขึ้นมามาก เธอหยิบโทรศัพท์ขึ้นมาดูและพบว่าเวลาผ่านไปเจ็ดชั่วโมงแล้วและสือเยี่ยนชิงก็ยังไม่กลับมาเลย“คุณคะ แฟนสุดหล่อของคุณไปไหนแล้วล่ะ?” พยาบาลถามและเปลี่ยนยาให้ “ตอนให้น้ำเกลือไม่มีคนเฝ้าไม่ได้เลยนะ เมื่อกี้อันตรายมากนะคะ”ซูเหรายกมุมปากฝืนยิ้ม “เขาไม่ใช่แฟนฉันค่ะ”เธอใช่ผนังพยุงตัวเดินกลับห้องพักผู้ป่วยเพียงลำพัง แต่เสียงซุบซิบนินทาในทางเดินกลับทิ่มแทงหูเธอเหมือนเข็ม“คุณหนูหลินรั่วเฉี่ยนคนนั้นช่างมีความสุขจริงๆ พ่อเลี้ยงก็ดีกับเธอมาก แถมยังมีแฟนที่หล่อลากดินอีกต่างหาก!”“ได้ยินว่าแฟนคนนั้นไม่เพียงแต่เหมาห้องพักวีไอพีทั้งชั้น แต่ยังเชิญผู้เชี่ยวชาญจากต่างประเทศมาตรวจด้วย อยู่เฝ้าเธอไม่ห่างเลยตลอดทั้งวัน ทั้งพ่อเลี้ยงทั้งแฟนต่างก็เอาใจเธอสุด ๆ คุณหนูหลินรั่วเฉี่ยนนี่ชาติที่แล้วคงทำบุญมามาก...”ซูเหราเดินไปที่หน้าห้องพักฟื้นห้องนั้นโดยไม่รู้ตัวผ่านช่
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บทที่ 7
เธอนั่งลงด้วยใบหน้าที่ไร้ความรู้สึก แผ่นหลังเหยียดตรง สายตาจ้องมองตรงไปยังเวทีประมูลด้านหน้างานประมูลดำเนินมาถึงช่วงกลาง ซูเหรายังคงมีท่าทีเฉื่อยชาไร้ความสนใจจนกระทั่งนักประมูลเปิดผ้าคลุมสีแดงบนถาดกำมะหยี่ออก สร้อยคอไข่มุกเส้นนั้นก็ทอประกายแวววาวนวลตาภายใต้แสงไฟสปอร์ตไลท์รูม่านตาของซูเหราหดเกร็งขึ้นมาทันทีเธอยังจำได้ว่าตอนเด็กๆ แม่มักจะชอบสวมสร้อยเส้นนี้ไปร่วมงานเลี้ยง มุกเม็ดงามแนบชิดอยู่บนลำคอเรียวของแม่ มันแกว่งไกวเบาๆ ตามจังหวะการเดินที่สง่างามและอ่อนโยน“ชอบมากขนาดนั้นเลยเหรอ?” เสียงทุ้มต่ำของสือเยี่ยนชิงดังขึ้นที่ข้างหูซูเหราไม่ตอบ แต่ชูป้ายประมูลทันที “ห้าสิบล้าน”“หกสิบล้านค่ะ”น้ำเสียงหวานใสขยับดังมาจากด้านข้าง หลินรั่วเฉี่ยนส่งยิ้มบางๆ ให้เธอ “พี่คะ ฉันเองก็ชอบสร้อยเส้นนี้มากเหมือนกัน ใครให้ราคาสูงกว่าก็ได้ไป พี่คงไม่ว่าใช่ไหม?”ปลายนิ้วของซูเหราจิกเข้าที่กลางฝ่ามือ “แปดสิบล้าน”“หนึ่งร้อยล้าน”“สองร้อยล้าน”“สามร้อยล้าน”……ราคาทะยานพุ่งขึ้นไปเรื่อยๆ จนถึงหนึ่งพันล้านเงินที่ได้จากการขายสินเดิมของซูเหราเริ่มหมดลงแล้ว แต่หลินรั่วเฉี่ยนยังคงชูป้ายต่อไปอย่าง
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บทที่ 8
เสียงกรีดร้องอย่างโหยหวนดังสนั่นไปทั่วทั้งห้องโถงจัดเลี้ยง เลือดสดๆ พุ่งกระฉูดออกมาเปรอะเปื้อนชายกระโปรงสีขาวของซูเหรา ดูราวกับดอกเหมยสีแดงที่กำลังเบ่งบานบรรยากาศรอบข้างแตกตื่นวุ่นวายขึ้นมาในทันที เสียงร้องกรีดร้องดังไปทั่วแต่ซูเหรากลับสงบนิ่งอย่างน่าประหลาด เธอมองทุกคนด้วยความเย็นชา ริมฝีปากแดงระเรื่อขยับเบาๆ "ขออภัยที่ทำให้ทุกท่านต้องดูเรื่องตลก พอดีแม่ฉันเสียเร็วไปหน่อย เลยไม่มีใครสั่งสอน ดังนั้นถ้ามีแค้น"เธอกระชากมีดออก เลือดกระเซ็นโดนใบหน้า "ฉันก็มักจะชำระความมันตรงนั้นเลย"เสียงร้องไห้ด้วยความเจ็บปวดของหลินรั่วเฉี่ยนดังก้องไปทั่วงานประมูล แต่ซูเหรากลับโยนมีดทิ้งแล้วหมุนตัวเดินจากไปทันทีพอเดินมาถึงประตู ข้อมือของเธอก็ถูกใครบางคนคว้าไว้แน่นสือเยี่ยนชิงดูเหมือนเพิ่งรีบมาหลังได้ยินข่าว ในมือยังถือผ้าห่ม ถุงร้อน และน้ำตาลแดงหัวใจของซูเหราเจ็บแปลบขึ้นมาที่แท้เขาหายไปเพื่อไปซื้อของพวกนี้ให้หลินรั่วเฉี่ยนนี่เอง"นี่คุณกำเริบเสิบสานถึงขนาดนี้แล้วหรือไง?” สีหน้าของสือเยี่ยนชิงเย็นชาจนน่ากลัว "แค่เรื่องสร้อยเส้นเดียว คุณถึงกับกล้าทำร้ายคนเลยเหรอ? ถ้าวันหลังเธอทำอะไรไม่ถูกใจค
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บทที่ 9
ซูเหราจ้องมองเพดานอย่างเงียบเชียบ โดยไม่พูดอะไรสักคำสือเยี่ยนชิงรู้สึกหงุดหงิดขึ้นมาในอกอย่างบอกไม่ถูก ขณะที่เขากำลังจะอ้าปากพูด พยาบาลก็รีบวิ่งเข้ามา "คุณสือเยี่ยนชิงคะ คุณหนูหลินรั่วเฉี่ยนบ่นปวดแผลอีกแล้วค่ะ...""คุณสำนึกผิดให้ดีก็แล้วกัน" สือเยี่ยนชิงหมุนตัวเดินจากไป "อย่าก่อเรื่องอีก"ในช่วงวันต่อๆ มา ซูเหราเงียบขรึมจนน่ากลัวหลินรั่วเฉี่ยนส่งรูปที่สือเยี่ยนชิงคอยดูแลเธอมาให้ดูทุกวัน แต่ซูเหราก็ยังคงนิ่งเฉยไร้ความรู้สึกจนกระทั่งถึงวันที่ออกจากโรงพยาบาล หลินรั่วเฉี่ยนก็มาหาเธอด้วยตัวเอง"พี่คะ พี่อยู่โรงพยาบาลแค่สามวันก็ออกแล้วเหรอ" เธอชูมือขวาที่พันผ้าพันแผลไว้ขึ้นมาสะบัดไปมา "รู้ไหมว่าแผลที่พี่แทงเนี่ย ฉันต้องนอนโรงพยาบาลนานแค่ไหน? ถ้าไม่ใช่เพราะพี่เยี่ยนชิงทุ่มเงินมหาศาลตามตัวผู้เชี่ยวชาญจากต่างประเทศมา มือฉันคงพิการไปแล้ว""นั่นคือสิ่งที่แกสมควรได้รับ" ซูเหราตอบอย่างเย็นชาหลินรั่วเฉี่ยนหัวเราะออกมาทันที "ซูเหรา แกจะมาทำเป็นอวดดีไปถึงไหนกัน ทั้งที่รักพี่เยี่ยนชิงขนาดนั้น แต่ความรู้สึกที่ถูกเขาเป็นคนส่งเข้าคุกด้วยตัวเองน่ะเป็นยังไงบ้างล่ะ? เจ็บปางตายเลยใช่ไหม?"ในที่สุ
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บทที่ 10
ซูเหรามือสั่นขณะกดโทรศัพท์หาพ่อของเธอ“ไหนบอกว่าจะไม่ติดต่อมาอีกไง?” น้ำเสียงของพ่อเธอนั้นเย็นชา “ฉันส่งหนังสือสัญญาตัดขาดความเป็นพ่อลูกไปให้แกแล้วนะ นี่ก็จะสิ้นเดือนแล้ว วันสองวันนี้แกต้องรีบไปที่หนานเฉิงซะ!”“หนูขอถามแค่คำถามเดียว” น้ำเสียงของซูเหราแหบพร่า “ตอนนั้น เป็นพ่อที่ส่งตัวหนูไปให้สือเยี่ยนชิงสั่งสอน หรือว่าเป็นเขาที่เดินเข้ามาขอตัวหนูเอง?”“จะถามเรื่องนี้ไปทำไม?”“ตอบหนูมา!”พ่อของเธอเงียบไปครู่หนึ่ง “เขาเป็นคนมาขอเอง แลกกับโครงการทางตอนใต้ของเมือง ยังไงซะฉันเห็นหน้าแกแล้วก็รำคาญอยู่แล้ว ถือว่ายิงปืนนัดเดียวได้นกสองตัว”โทรศัพท์ร่วงลงพื้นเสียงดัง “แปะ” หน้าจอแตกละเอียดซูเหราพลันหัวเราะเสียงดังลั่นขึ้นมาเสียงหัวเราะดังก้องอยู่ในคฤหาสน์ที่ว่างเปล่า เป็นการหัวเราะที่บาดลึกไปถึงขั้วหัวใจ หัวเราะจนน้ำตาไหลพราก“สือเยี่ยนชิง... คุณนี่มันยอดเยี่ยมจริงๆ”ไม่รู้ว่าเวลาผ่านไปนานเท่าไร ซูเหราถึงเช็ดน้ำตาจนแห้ง เดินกลับไปที่ห้องแล้วลากกระเป๋าเดินทางที่เก็บเตรียมไว้ตั้งนานแล้วออกมาเธอเดินไปที่ประตูทีละก้าว ทุกย่างก้าวเหมือนเหยียบลงบนคมมีด แต่เธอกลับเดินได้อย่างมั่นคงอย่างผิ
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