เข้าสู่ระบบเมื่อสาวเวอร์จิ้นยุคปัจจุบันที่ไม่รู้จักแม้แต่การตกหลุมรักใครสักคน หรือความรักในรูปแบบของคนรัก กลับถูกส่งตัวเข้าไปในนิยายเพื่อสอนเรื่องรัก ๆ ให้กับพระเอก งานนี้จะรุ่งหรือร่วงก็คงต้องวัดกันเสียแล้ว
ดูเพิ่มเติมAlexander
O dia em que tudo mudou
Eu sempre achei que algumas coisas eram imutáveis.
A minha casa. A minha rotina. A escola. E ela.
Mas bastou uma única conversa na sala de jantar para o meu mundo desabar em silêncio.
Meu pai falou com naturalidade demais, como se estivesse anunciando uma simples viagem de férias. Disse que a indústria finalmente sairia do papel, que Michigan era o lugar certo, que os investidores estavam confiantes. Eu ouvi tudo como quem escuta um idioma desconhecido, porque nenhuma daquelas palavras fazia sentido para mim.
Estados Unidos.
A palavra ficou suspensa no ar, pesada, sufocante.
Minha mãe sorriu, orgulhosa. Meu pai parecia realizado. E eu… eu só conseguia pensar nela. No rosto dela, quando soubesse. Nos olhos que sempre me encontravam no corredor da escola. No jeito como ela falava o meu nome, como se ele fosse importante.
— Quando iremos? — perguntei, mesmo sabendo que não queria ouvir a resposta.
— Em um mês — meu pai disse. — Tempo suficiente para organizar tudo.
Um mês.
Trinta dias.
Uma contagem regressiva para perder tudo o que eu achava que era eterno.
Subi para o meu quarto antes que alguém percebesse que eu mal conseguia respirar. Fechei a porta e encostei a testa nela, sentindo o peso daquela decisão esmagar o meu peito. Eu ainda era só um adolescente. Não estava pronto para decisões irreversíveis. Muito menos para deixar para trás a única pessoa que fazia o mundo parecer um lugar seguro.
Ela esteve comigo desde sempre.
Crescemos juntos. Dividimos lanche, cadernos, segredos bobos. Aprendemos a gostar das mesmas músicas, a rir das mesmas piadas, a nos procurar em qualquer lugar cheio demais. Quando não estávamos juntos, parecia faltar alguma coisa. E quando estávamos, tudo se encaixava.
Nunca precisei dizer que a amava.
Ela sempre soube.
Eu sempre soube.
Esperávamos. Pelo tempo certo. Pela idade certa. Pelo momento certo.
E agora o tempo me traía.
Sentei na cama e observei o quarto como se estivesse me despedindo dele. As paredes guardavam marcas invisíveis de quem eu fui. O garoto que acreditava que algumas promessas não precisavam ser ditas em voz alta. O garoto que acreditava que o destino era justo.
Peguei o chaveiro que ela tinha me presenteado — algo simples, quase insignificante para qualquer outra pessoa. Mas, para mim, era tudo. Fechei os dedos em volta dele, tentando segurar também as lembranças, os planos, o futuro que não viveremos.
Senti os olhos arderem, mas não chorei. Ainda não.
Eu não sabia como contar.
Não sabia como dizer que estava indo embora.
Não sabia como suportar o olhar dela, quando entendesse que não havia escolha.
Talvez o pior de tudo não fosse a distância.
Mas o medo de que o tempo fizesse o que o oceano faz: apagar.
Naquela noite, deitado na cama, encarei o teto por horas. Cada pensamento era um golpe. Cada silêncio, uma confirmação.
O destino tinha sido cruel.
Separou dois corações que nem chegaram a se escolher oficialmente.
Mas, enquanto o sono finalmente vencia-me, uma certeza formou-se dentro de mim, silenciosa e obstinada:
Alguns amores não acabam.
Eles apenas esperam.
E eu esperaria. Mesmo que levasse anos. Mesmo que doesse todos os dias.
Dois dias antes da minha partida, eu não fui à escola.
O meu peito doía de um jeito estranho, como se algo estivesse pressionando por dentro, sem descanso. O choro estava entalado na garganta desde a hora em que acordei, pesado demais para sair, sufocante demais para ser ignorado. Eu simplesmente não consegui levantar. Não consegui sair. Fiquei.
Ela mandou-me diversas mensagens naquele dia. E no dia seguinte também. Mensagens preocupadas, insistentes, cheias de cuidado. Perguntava o que tinha acontecido, por que eu não tinha ido à escola dois dias seguidos, se eu estava doente, se precisava de alguma coisa.
Cada notificação fazia o meu coração apertar ainda mais.
Eu lia.
Relia.
Digitava… e apagava.
Não conseguia responder. Não havia palavras. Não havia argumentos. Não havia explicação possível que não doesse. Só existia dor emocional, crua, silenciosa, tomando conta de tudo. Eu sentia-me pequeno, fraco, incapaz de enfrentar a verdade.
E então chegou a noite.
A última noite.
A chuva caía forte, pesada, incessante. Raios rasgavam o céu, e os trovões ecoavam como se anunciassem o fim de alguma coisa — talvez o meu mundo. O som da tempestade entrava pelas frestas da janela, misturado ao barulho acelerado do meu próprio coração.
Ele estava apertado. Dolorido.
A culpa me corroía por dentro.
Eu estava sendo um covarde.
Indo embora sem falar com ela.
Eu não podia fazer aquilo.
Ela não merecia.
Olhei o relógio. Uma e vinte da manhã.
Desci as escadas em silêncio, sentindo o frio do chão nos pés, o coração martelando no peito. Coloquei o tenis e peguei a minha bicicleta na garagem. Eu sabia dirigir, mas era menor de idade, e fazer barulho com o carro do meu pai naquela hora da madrugada chamaria atenção demais. A bicicleta era silenciosa. Discreta. Era tudo o que eu tinha.
Pedalei.
Pedalei até o bairro vizinho, sob a chuva gelada, sentindo a água encharcar as minhas roupas, o vento cortar o meu rosto, as mãos quase dormentes no guidão. Mas eu não diminuí. Não consegui.
Só pensava nela.
Em Elizabeth.
Como eu iria suportar toda aquela distância? Como aceitar um oceano inteiro entre nós? Pensava nisso enquanto pedalava em alta velocidade pelas ruas desertas, vazias, cobertas de água por todos os lados. Os relâmpagos iluminavam tudo por segundos, transformando a noite em dia, revelando casas silenciosas, árvores agitadas pelo vento, o caminho que me levava até ela.
Cada raio parecia marcar o tempo que eu estava perdendo.
Cada trovão, a urgência de não fugir mais.
O meu coração batia descompassado, não só pelo esforço, mas pelo medo. Medo do que eu diria. Medo do que ela sentiria. Medo de que aquele fosse o nosso último encontro. E para ser sincero, sim, seria o ultimo!
Mas, acima de tudo, medo de ir embora sem olhar nos olhos dela uma última vez.
E eu sabia, enquanto pedalava sob a tempestade, que aquela noite mudaria tudo.
Quando finalmente cheguei à casa dela, bairro simples, casa pequena, humilde, mas aconchegante, tudo estava em silêncio. As luzes apagadas, as janelas fechadas, o mundo parecia suspenso no meio da tempestade. Todos dormiam. Desci da bicicleta com cuidado, o coração disparado, e dei a volta pelos fundos.
Havia uma passagem secreta.
Uma ideia dela.
Um pequeno caminho entre o muro e o jardim, escondido pela sombra das árvores, criado para que eu pudesse aparecer à noite quando estivesse sem sono. Quantas vezes passamos por ali rindo de coisas banais, sussurrando histórias sem importância, acreditando que aquelas noites se repetiriam para sempre.
Que pena.
Essa noite não seria como as outras.
Adentrei o quintal no escuro, sentindo a grama molhada sob os tênis encharcados, e parei ao lado da janela do quarto dela. O meu coração parecia querer saltar para fora do peito. Levantei a mão e toquei suavemente no vidro, como tínhamos combinado para que ela soubesse que era eu.
Três toques seguidos.
Depois, mais dois, bem lentos.
Esperei.
Nada.
Repeti o processo. Uma, duas, três vezes. O silêncio continuava, interrompido apenas pela chuva forte e pelos trovões que cortavam o céu. Pensei que ela estivesse dormindo profundamente.
Quando estava prestes a bater pela quarta vez, ouvi um barulho leve na janela.
Era ela.
Elizabeth abriu a janela assustada. A chuva caía com força, os relâmpagos iluminavam o rosto dela por segundos. Quando me viu ali, encharcado, tremendo, arregalou os olhos, tomada pela preocupação.
— Meu Deus, Alex… — disse, a voz quase perdida no som da tempestade. — O que houve com você? O que faz aqui a essa hora, nessa chuva? Olha esses raios…
Foi nesse instante que tudo desabou.
Todo aquele choro entalado finalmente se soltou. Eu chorava sem vergonha, sem controle, o corpo tremendo não só pelo frio, mas pelo medo. Medo de falar. Medo de machucá-la. Medo de perder tudo.
Ela abriu a janela completamente, sem pensar duas vezes, e eu pulei para dentro, molhando o chão, todo encharcado. Chorando.
— Alex, o que houve? — ela perguntou, desesperada. — Por que você está assim? Me fala… Está me deixando nervosa.
Não consegui responder. Apenas a abracei com força. Uma força desesperada, como se aquele abraço fosse a última coisa que me mantinha inteiro.
— Alex, eu estou ficando sem ar — ela reclamou, tentando se soltar um pouco. — Me fala o que houve, por favor.
Demorou alguns minutos. Minutos em que ela me conduziu até a cama, trouxe uma toalha quente, secou o meu cabelo com cuidado e colocou um copo de chocolate quente entre as minhas mãos trêmulas. Aos poucos, a respiração desacelerou. O choro virou soluço. O caos dentro de mim ficou um pouco mais silencioso.
Foi então que comecei a falar.
— Liz… meus pais vão embora.
Ela franziu a testa, confusa.
— Como assim? — perguntou. — Eles vão mudar de cidade? Seus pais têm dinheiro, Alex… eles sempre buscam viver em lugares melhores.
Eu apenas balancei a cabeça em negativa. O nó voltou à garganta.
— Não é isso… — interrompi, a voz falhando. — Vamos todos embora para os Estados Unidos.
Foi nesse momento que vi a surpresa nos olhos dela. Aqueles olhos negros, profundos, parecidos com duas jabuticabas, agora cheios de incredulidade.
— O quê? — ela disse, quase engasgando com as próprias palavras. — Mas… e você? E a gente? Alex, e a gente?
E ali, naquele quarto, sob o som da chuva e dos trovões, eu soube que nada nunca mais seria simples.
“ซินซิน” “วันนี้ทำ...” เมิ่งเจียวซินที่กำลังเงยหน้าขึ้นไปกล่าวทักทายผู้เป็นสามีหยุดชะงัก ก่อนจะดึงสายตากลับมา แล้วก้มลงไปมองบุตรชายกับบุตรสาวที่วิ่งเข้ามากอดขาของเธอคนละข้าง “แม่...แม่ อุ้ม!” น้องน้ำเอ่ยร้องขอ พร้อมกับส่งสายตาวิงวอนให้ผู้เป็นมารดา เมิ่งเจียวซินโน้มตัวลงไปอุ้มบุตรสาวขึ้นมา ส่วนบุตรชายยังคงยืนกอดขา หลี่อวิ้นกุยรู้สึกหัวเราะไม่ได้ ร้องไห้ไม่ออก เพราะบุตรทั้งสองหวงมารดามาก น่าจะเริ่มตั้งแต่ตอนเจ็ดเดือนได้กระมัง ที่แฝดชายหญิงติดหนึบ และเริ่มหวงมารดา หากตื่นมาแล้วไม่เห็นมารดาอยู่ในระยะสายตา หรือเห็นเขาอยู่ใกล้ชิดเมิ่งเจียวซินมากจนเกินไป ก็จะพากันร้องไห้ขึ้นมาทันที ในช่วงแรก ๆ เขาแทบจะรับมือไม่ได้ แต่ทว่าตอนนี้...หึ!
หลี่อวิ้นกุยมองเมิ่งเจียวซินที่นอนใบหน้าซีดเผือดอยู่บนเตียง เขาจับมือของเธอเอาไว้แน่น เขาจะไม่ยอมขยับเขยื้อนไปไหน หากสตรีที่เขารักยังไม่รู้สึกตัว เวลานี้หลี่อวิ้นกุยยังรู้สึกสะเทือนใจ และยังรู้สึกถึงความเจ็บปวดรวดร้าวที่ได้เห็นสตรีตรงหน้ารับมือกับการคลอดบุตร โดยที่เขาไม่อาจช่วยอะไรอีกฝ่ายได้เลย ซึ่งทั้ง ๆ ที่หลี่อวิ้นกุยล้มเลิกความคิดเรื่องอยากให้เมิ่งเจียวซินตั้งครรภ์แฝดไปแล้ว เขาอยากให้เธอตั้งครรภ์แบบเดี่ยวมากกว่า แต่ทว่าสุดท้ายภรรยาของเขากลับตั้งครรภ์แฝดเสียอย่างนั้น ถึงแม้ว่า...จะเป็นการตั้งครรภ์แฝดแบบธรรมชาติ แต่ในระหว่างที่เมิ่งเจียวซินตั้งครรภ์ สตรีที่เขารักต้องเผชิญหน้ากับภาวะแท้งคุกคาม และภาวะครรภ์เสี่ยงอีกตั้งหลายอย่าง แล้วไหนจะความยากลำบากในการดำเนินชีวิตแต่ละวันของเธออีก หลี่อวิ้นกุยถึงจะช่วยรับหน้าที่แพ้ท้องแทนเมิ่งเจียวซิน แต่มันเที
เมิ่งเจียวซินชะงัก เนื่องจากเรื่องนี้เธอไม่ได้คิดถึงเลยด้วยซ้ำ แล้วการที่อยู่ ๆ คุณยายใบบัวถามเรื่องนี้ขึ้นมา คงเพราะอยากจะชวนพวกเธอเปลี่ยนเรื่องพูดคุยเป็นแน่! ซึ่งยังไม่ทันที่เมิ่งเจียวซินจะได้เอ่ยแก้สถานการณ์ หลี่อวิ้นกุยก็กล่าวขึ้นมาว่า... “ผมแล้วแต่ซินซินเลยครับ แต่บ้านหลังใหม่ผมได้ทำห้องเผื่อเอาไว้แล้วสามห้องครับ” คำตอบที่ได้ยินทำเอาเมิ่งเจียวซินเผลอหันไปจ้องหน้าของบุรุษหนุ่มข้างกายอยู่ครู่หนึ่ง อาจเพราะผลพวงจากโลกนิยายเธอจึงคิดไปเองว่า หลี่อวิ้นกุยอาจจะไม่อยากมีบุตรก็ได้ เธอจึงไม่เคยหยิบเรื่องนี้ขึ้นมาคิดอีกเลย แล้วในระหว่างนั้นคุณยายใบบัวก็เริ่มถามต่อว่า หลังแต่งงานจะมีเลยไหม? อยากให้บุตรคนแรกเป็นผู้หญิงหรือผู้ชาย? คุณใหญ่ชอบเด็กผู้ชายหรือเด็กผู้หญิงมากกว่ากัน?&nb
วันนี้คือ วันแรกที่หลี่อวิ้นกุยได้กลับมาทำกายภาพบำบัดฟื้นฟูร่างกาย หลังจากห่างหายไปเกือบหนึ่งสัปดาห์ เนื่องจากเหตุการณ์ในห้องน้ำวันนั้น... แล้วถึงแม้ว่า ช่วงที่ผ่านมาบุรุษหนุ่มข้างกายจะทำกายภาพบำบัดฟื้นฟูร่างกายไม่ได้ แต่เมิ่งเจียวซินก็ช่วยบริหารร่างกาย และทำกายภาพบำบัดแบบเบา ๆ ให้หลี่อวิ้นกุยบนเตียงนอน แล้วยังปล่อยให้อีกฝ่ายดูแลช่วยเหลือตัวเองเล็ก ๆ น้อย ๆ เช่น การขยับขึ้นลงจากเตียง เพื่อไปเข้าห้องน้ำ เป็นต้น พอได้กลับมาทำตามโปรแกรมกายภาพบำบัดฟื้นฟูร่างกายอีกครั้ง จึงไม่เกิดการติดขัด หรือเจ็บกล้ามเนื้อส่วนสะโพก และช่วงขาตอนขยับมากนัก เมิ่งเจียวซินเห็นหลี่อวิ้นกุยกลับมามุ่งมั่นทำตามโปรแกรมที่วางไว้ในแต่ละวันอย่างตั้งใจ อีกฝ่ายไม่ได้หักโหมอย่างในช่วงที่ผ่านมาอีกแล้ว เธอก็รู้สึกดี และรู้สึกสบายใจมาก &n
หลี่อวิ้นกุยเมื่อเห็นสายตาของเมิ่งเจียวซิน เขาจึงรีบส่งยิ้มให้ หลังจากนั้นคุณปู่หลี่อวิ้นเจียงก็ทั้งพูดทั้งถาม แล้วก็สอนเรื่องความเป็นสุภาพบุรุษให้กับเขา ซึ่งเอาเข้าจริงหลี่อวิ้นกุยฟัง และแปลสิ่งท
เมิ่งเจียวซินพยายามรวบรวมสติ ปรับลมหายใจ จากนั้นเธอก็นึกไปถึงผลตรวจร่างกายครั้งล่าสุดของคุณใหญ่ เมื่อเห็นพ่อบ้านเจิ้งเดินออกจากห้องพักผู้ป่วยไปแล้ว เมิ่งเจียวซินจึงหันกลับมาเผชิญหน้ากับบุรุษหนุ่มท
หลังจากวันที่จิ่นโซวกลับมาเยี่ยมจวนไม่ถึงสองสัปดาห์ มารดาของจิ่นตั้งก็มีข่าวดีว่า ตั้งครรภ์ วันหนึ่งมารดาของจิ่นตั้งต้องการหาซื้อผ้าเนื้อดีมาตัดชุดเตรียมให้กับบุตรที่กำลังจะเกิดมา ในระหว่างที่ยืนเ
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